Saturday, August 01, 2015

 

Genialidade, Longevidade e Sexo [ A Teoria Errada do Sigmund Freud ]


Pitágoras, Aristóteles, Platão, Sócrates, Apolônio de Tiana (o verdadeiro Jesus), Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Mozart, Beethoven, Miguelângelo, Immanuel Kant, Leo Tolstoy, Gandhi, Nikola Tesla, Albert Einstein. O que esses gênios da humanidade tinham em comum? Na maior parte de suas vidas eles foram vegetarianos e praticaram rotineiramente a abstenção sexual (eram castos). Abaixo veremos porque essas duas práticas contribuem para o surgimento de gênios e, portanto, porque a teoria proposta por Freud sobre a "libido" e "repressão sexual", como responsável pelos problemas sexuais, está totalmente errada.

A nutrição tem uma influência profunda no processo de reprodução e na atividade sexual, sendo isso um fato biológico bem estabelecido: um aumento na nutrição aumenta a atividade reprodutiva e uma redução na nutrição diminui essa atividade. Regulando a dieta é possível diminuir e controlar a atividade procriativa e dessa forma limitar o nascimento de uma forma natural e sadia, sem lançar mão de métodos contraceptivos artificiais [1]. 

Pitágoras, que foi um fisiologista e um reformador moral, foi o primeiro a afirmar que comidas proteicas aumentam as inclinações sexuais e que uma dieta estritamente vegetariana de baixa proteína era essencial para todos aqueles que viviam em continência sexual e que desejassem experimentar os efeitos benéficos dessa prática que leva a uma melhor nutrição do cérebro e a uma elevação dos poderes intelectual e espiritual. Pitágoras ensinava que existia uma conexão direta entre o sêmen e o cérebro e que a perda do sêmen nas relações sexuais enfraquece o cérebro, enquanto a sua conservação melhora a nutrição do cérebro, já que as substâncias assim conservadas (devido à ausência da ejaculação do sêmen) agem como nutrientes do cérebro.

Nós hoje sabemos que isso é um fato fisiológico que a intuição de Pitágoras percebeu séculos atrás, já que a lecitina, uma gordura orgânica fosfatizada (rica no elemento químico fósforo, P) , que é o constituinte principal do cérebro e dos tecidos nervosos, é um componente essencial do sêmen e é perdido com ele, através da ejaculação. Isso significa que quanto maior a excreção seminal, mais lecitina é perdida do sangue e, consequentemente, do cérebro; por outro lado, a conservação do sêmen, através da continência sexual, leva a uma melhor nutrição de lecitina (fósforo orgânico) no cérebro e a um aumento da energia intelectual. Como uma dieta de baixa proteína diminui a tendência de excreção seminal, ela ajuda a conservar a lecitina para a nutrição do cérebro.

Como é razoável identificar a espiritualidade com a regeneração dos centros cerebrais superiores - as glândulas pituitária e pineal, esta última sendo o órgão mais rico em lecitina que qualquer outra parte do nosso corpo - nós podemos então entender a razão porque certas ordens religiosas têm sempre insistido na continência sexual como um requisito fundamental para aqueles que desejam viver uma vida espiritual.

Entre os pitagóricos, não apenas a carne mas todos os alimentos ricos em proteínas, inclusive proteínas vegetais concentradas, eram proibidos como inimigos para se alcançar o desejado estado de continência.

Pitágoras, que manteve seu vigor físico e mental durante um século de vida ativa, restringiu sua dieta para uma composta basicamente de vegetais, frutas e grãos; e o maior de seus seguidores, Apolônio de Tiana, que viveu cinco séculos depois dele, aderiu estritamente à dieta pitagórica de frutas e ervas como um meio de alcançar um estado de castidade por toda a vida, que ele conseguiu manter com sucesso durante sua longa vida de mais de um século. 

De Pitágoras, Platão e Aristóteles aprenderam as doutrinas do vegetarianismo e da continência, às quais ambos aderiram durante toda a vida longa deles; e Aristóteles ensinou essas doutrinas ao seu pupilo, Alexandre o Grande, que foi um vegetariano estrito que vivia de frutas e vegetais.

Os antigos espartanos oferecem um exemplo de uma raça cujo vigor e saúde física exemplares estava associado tanto com uma dieta vegetariana com a um alto grau de castidade. Entre os espartanos, os casais casados não viviam juntos, com indulgência em relações sexuais frequentes, mas os sexos viviam separados em dormitórios separados. Plutarco, ao relatar a vida do rei espartano Lycurgus, refere-se à abstenção pelos espartanos de toda carne e álcool e ao fato de que a juventude de Esparta era casta antes e após o casamento, pois imediatamente após a concepção o marido deixava sua esposa e retirava-se para o dormitório dos homens e geralmente não a via mais até após o nascimento da criança, após o qual ele a visitava raramente. Os espartanos comiam em mesas comunitárias e as comidas servidas a eles, por ordem do rei Lycurgus, era estritamente vegetariana e havia abstinência completa do uso de bebidas alcoólicas.

Existe uma relação entre o consumo de certos alimentos (afrodisíacos) e uma maior atividade sexual, percebida desde a mais remota antiguidade. Os antigos egípcios proibiam seus sacerdotes de comerem peixes para que não se inflamassem suas paixões sexuais.

O método de controle de nascimento através da união sexual contida e não-orgásmica pode ser simples quando se adota uma dieta vegetariana de baixa proteína, mas se torna difícil ou quase impossível com uma dieta carnívora de alta proteína. A lista de estimulantes sexuais é muito longa, como bebidas alcoólicas, café, chá, chocolate, carnes, peixes, ostras, ovos, pimenta, mostarda, cebola, alho, sal. Obviamente, existem muitas pessoas que preferem essas coisas exatamente por causa desses efeitos estimulantes (afrodisíacos) nessa direção.

O tabaco é outro afrodisíaco potente, devido ao seu efeito irritante na membrana mucosa genital, que é o local da sensação sexual. Aqueles que trabalham em fábricas de tabaco comumente são atrapalhados por muitas emissões involuntárias de sêmen (polução noturna e diurna, saída de sêmen ao defecar, etc). O tabaco é mais prejudicial à mulher do que ao homem, já que o tabaco prejudica o aparelho genital feminino, produzindo esterilidade e câncer nesses órgãos.

Entre os chineses, o ginseng é muito usado como um revigorante sexual devido ao efeito bem conhecido dessa erva na vitalização das glândulas sexuais, sendo usado na China para a prevenção e a cura da impotência e da esterilidade. Afirma-se que os usuários chineses do ginseng nunca passam pelo climatério e estão aptos para gerarem filhos aos 60, 70, 80 e até os 90 anos de idade. No entanto, diferentemente da maioria dos afrodisíacos, o ginseng deve as suas propriedades invigorantes sexuais não à mera irritação ou estimulação mas à uma ação vitalizante das glândulas sexuais, evitando os seus declínios usuais depois de quatro décadas de vida.

Foram feitos experimentos de alimentação com homens que se submeteram a rações reduzidas de alimentos, particularmente com restrição da cota de proteínas, e observou-se uma redução acentuada da libido. Durante o período de guerra na Alemanha, foi observado que o suprimento restrito de comida foi responsável não apenas pela redução da libido nos homens, como também o aumento da cessasão da menstruação (amenorréia) nas mulheres.

Nenhum atleta de elite irá pensar em ter uma ejaculação nos dias que antecedem uma competição acirrada, não é mesmo? Isso porque o que se perde em uma ejaculação irá enfraquecer o seu sistema nervoso-muscular, que precisa estar na melhor condição possível. O taoísmo, voltado para a longevidade do ser humano, recomenda que o sexo deve ser praticado para a manutenção da saúde, porém sem chegar ao orgasmo ou à ejaculação [2].

Todas as secreções geradas pelas nossas glândulas endócrinas devem ser inseridas integralmente no nosso sangue, para manter nosso corpo na melhor condição de saúde possível. No entanto, a secreção de nossas glândulas endócrinas sexuais (gônadas) são parcialmente eliminadas do nosso corpo, através da ejaculação (masculina ou feminina) durante as relações sexuais. Isso leva, obviamente, à nossa decadência física ao longo do tempo.

Em vista das considerações acima, os problemas sexuais constituem apenas um problema bioquímico, e a moralidade sexual torna-se um ramo da bioquímica aplicada. O bioquímico sexual, desta forma, substitui o moralista, o  psicoanalista (o psicólogo), o psiquiatra, o pastor, todos tentando resolver o problema sexual por meios puramente psíquicos, não reconhecendo sua origem física e química. Alterando as condições químicas do corpo, responsável pelas energias sexuais humanas, segundo direções socialmente construtivas e provedoras da saúde, as pessoas irão domar a força sexual para elevar o homem, e não deixá-lo como escravo dessa força. A bioquímica sexual irá substituir a moralidade sexual, e o cientista irá substituir o pastor/padre/sacerdote. 

De acordo com a nova filosofia mecanicista do sexo aqui apresentada, a psicoanálise, assim como a psiquiatria, deve ser descartada por estar baseada na concepção dualística falsa de corpo e mente como sendo duas entidades separadas capazes de interagirem entre si; e contra a psicoanálise, que procura vincular efeitos físicos a causas psíquicas, nosso novo ponto de vista considera o fenômeno psíquico do sexo como derivado de processos bioquímicos e fisiológicos básicos e como sendo algo secundário ao invés de primário, não admitindo a existência de fatores puramente psíquicos, tal como "libido", "complexos", "memórias suprimidas", etc., como tendo qualquer existência real ou capaz de agir como causas do processo orgânico.

O freudianismo é, em grande medida, uma racionalização do comportamento sexual moderno, que procura prover uma justificação científica para nossas ações sexuais que são certamente não-naturais e são produtos da estimulação afrodisíaca dos alimentos. O principal erro deste culto fálico pseudo-científico é a superstição que Freud tinha e que vestiu de forma científica de que a abstinência sexual é algo prejudicial e a causa de desordens nervosas e mentais como resultado da "repressão sexual" que ela envolve e que a relação sexual é uma expressão normal da libido que é necessário para a saúde, cuja crença tem levado muitos médicos mal informados a aconselhar moços a visitarem prostitutas e arriscarem a pegar doenças venéreas como um mal menor que os supostos efeitos perniciosos da abstinência sexual. Esta crença não tem fundamentação científica e é desmentida pelas evidências científicas aqui apresentadas. Freud faz desse mito, na forma de sua doutrina da repressão, a pedra angular de seu edifício pseudo-científico. Ele próprio era um homem doente e neurastênico. É comum a fotografia dele fumando um charuto, um poderoso afrodisíaco. Toda sua filosofia do sexo, na maior parte, foi colorida pela influência bioquímica do seu vício pelo tabaco, sem ele estar ciente disso, e da sua dieta, o que não conseguiu manter a sua saúde.

Na realidade, a presente era neurótica pós-freudiana sofre não de repressão e abstinência sexual mas do oposto, de expressão sexual excessiva e indulgência excessiva em atividades sexuais. Em nenhum lugar dos trabalhos de Freud encontramos um aviso contra excessos sexuais como uma causa de doenças nervosas e insanidade, algo que é admitido como verdadeiro por eminentes autoridades. Ao invés de atribuir a neurastênia à sua verdadeira causa, isto é, à deficiência de lecitina e à resultante subnutrição das células nervosas, devido à perda  de lecitina através do sêmen, Freud erradamente liga ela à repressão sexual ou pouca indulgência em atividade sexual e sua proposta cura é relações sexuais desinibidas. Divulgando e popularizando este ponto de vista, Freud elevou as superstições populares sem fundamentos e concepções erradas não-científicas para uma "teoria científica" que, à luz do conhecimento moderno da bioquímica sexual e da endocrinologia, deve ser jogado no lixo das teorias pseudo-científicas descartadas e vista como uma racionalização para agradar a consciência das pessoas modernas neuróticas que se excedem no sexo e para vender livros e abrir área de trabalho para psicólogos e psiquiatras, para extrair dinheiro da população.

No lugar da tentativa de Freud em vincular o fenômeno físico do sexo a uma causa psíquica, isto é, à expressão normal ou anormal de sua suposta libido, a visão mecanicista aqui mostrada de determinação bioquímica do sexo mostra que todos os fenômenos sexuais, tanto físicos como psíquicos, podem ser explicados como reações reflexas a estímulos químicos, como hormônios, toxinas, e produtos metabólicos que agem em zonas nervosas erógenas e em centros cerebrais e que evocam respostas na forma de comportamento sexual. Entre esses estímulos, o mais potente na determinação do comportamento sexual psicofísico do homem civilizado é a alimentação inadequada. 

Referências:
[1] Raymond W. Bernard, Nutritional Sex Control and Rejuvenation, Literary Licensing, www.LiteraryLicensing.com. 
[2]  http://www.pistissophiah.org/gnose/taoismo_tao_do_amor.htm

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