Wednesday, September 16, 2009
Piscinas e Asma
A prática da natação é uma atividade saudável, se feita em uma piscina com água saudável. Se a piscina for enenenada com cloro, por exemplo, ela pode prejudicar a saúde da pessoa que a utiliza rotineiramente. Abaixo transcrevo um programa da Rádio CBN [1], onde o comentarista Luis Fernando Correia fala sobre esse assunto (em 16/09/2009):
Piscinas tratadas com cloro aumentam o risco de asma em alérgicos
Crianças e adolescentes com propensão a alergias, correm o risco maior de apresentarem episódios de asma quando usam piscinas cloradas. Segundo pesquisadores belgas, (publicado no periódico científico Pediatrics) adolescentes que nadaram em piscinas cloradas frequentemente aumentam suas chances de ter asma ou rinite alérgica. Para aqueles que durante toda a vida tomaram mais de mil (1.000) horas de exposição à água clorada, o risco de asma é multiplicado por quinze (15) vezes e a rinite aparece 3,5 vezes a mais nesse grupo. Segundo o doutor Alfred Bernard, da Universidade Católica de Louvain em Bruxelas, se olharmos a população de adolescentes em geral não veremos uma associação clara entre a água clorada e asma, porém se separarmos somente os que são atópicos, ou seja, com maior propensão de desenvolver alergias, esta relação fica muito evidente. A observação dos especialistas veio do acompanhamento de estudantes de três escolas no sul da Bélgica. Duas usavam o cloro como desinfetante da água e a outra utilizava um equipamento à base de cobre e prata para manter a piscina saudável. Exames realizados em adolescentes, que incluiam a dosagem da imunoglobulina E no sangue, mostraram que a exposição ao cloro não aumentava a sensibilidade para outros estímulos alérgicos, mas quando se media o aumento da ocorrência de asma e de tosse nos estudantes, os que usavam piscinas cloradas a asma aparecia oito (8) vezes mais e estava diretamente relacionada ao tempo de exposição ao cloro. Este resultado traz a necessidade de um controle maior do nível de cloro na água e no ar, junto à superfície das piscinas.
"A natação é um excelente esporte para quem tem asma, mas deve ser praticada em piscinas abertas e, de preferência, salinizadas", Ana Paula Castro - alergista.
Referência:
[1] http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/luis-fernando-correia/LUIS-FERNANDO-CORREIA.htm
PS1: Li que, na Europa, é bem usual o uso de ozônio para esterelizar as piscinas, ao invés do uso de cloro. Alguém que tenha experiência pessoal sobre essa prática mais salutar (uso do ozônio) poderia nos informar melhor neste nosso espaço...
PS2: Lembro-me que, no passado, minha esposa e filhas iam numa escola de natação que tinha piscina clorada (e coberta) com água aquecida. Voltavam sempre muito pálidas, provavelmente intoxicadas pelo cloro volatilizado mais facilmente pelo aquecimento da água.
Para saber mais:
1. "Cloro utilizado em piscinas aumenta risco de alergias", Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 16 de setembro de 2009
Labels: asma, cloro, piscina, prata, rinite, tosse
Friday, May 25, 2007
Boca e Saúde - 2
Rinites: o que são e como curá-las
A rinite não é considerada uma doença grave, pois não costuma provocar conseqüências funestas para o ser humano. É uma inflamação das mucosas do trato aéreo nasal, acompanhada de corrimentos, espirros, coceiras, entupimentos; estes sintomas costumam vir acrescentados de certas manifestações oculares, lacrimejamento, ardência, fotofobia e coceira. Ela pode ser do tipo "estacional" ou "perene ou constante".
A rinite alérgica estacional depende da exposição a alérgenos especiais, como certos pólens de plantas. Quanto à rinite perene, ou renitente, ela é mais constante e ocorre durante todo o ano, com mais intensidade nos meses frios. Nos conceitos clássicos, ela costuma ser creditada à sensibilidade aos inalantes domiciliares e às poeiras em geral. Em casos crônicos mais graves (como em rinites atróficas ozenosas) pode ocorrer a exalação de mau cheiro pelas narinas e a perda do olfato.
Esta é uma doença crônica bastante desagradável, pois desencadeia uma série de anormalidades ao seu portador: dores de cabeça, perdas de apetite, insônias, insatisfação de sono, diminuição do rendimento de aprendizado escolar em crianças, irritabilidade, cacoetes, instabilidade emocional, entupimento constante das narinas, dificuldades de respirar pelo nariz, predispondo o paciente à respiração bucal. Em crianças pode ocorrer uma constante coriza.
As corisas e rinites, sejam alérgicas ou não, são mais conseqüência de uma alteração bucal do que qualquer outra coisa. Longe de ser uma doença ou uma alergia, corisas e rinites são mais um sintoma e um alerta de um desequilíbrio orgânico tendo como centro principal o contexto bucal. Perfeitamente curáveis, estes são os primeiros sintomas que costumam desaparecer quando se colocam aparelhos de correção postural dos maxilares.
A sua causa é idêntica à causa das bronquites: com perda de parte da quarta dimensão bucal, a língua obstrui a passagem do ar para os pulmões e o indivíduo acelera a velocidade de seu fluxo respiratório, ressecando as mucosas e provocando rachaduras no trato aéreo, sensibilizando-o para todas as formas de afecções - até as gripes e resfriados. E, quanto maiores forem os estímulos ao ressecamento da mucosa, maior será a formação de muco, daí o aparecimento do corrimento das fossas nasais e espirros constantes - as chamadas corisas e rinites alérgicas.
O tratamento biocibernético consiste em proporcionar ao indivíduo portador da disfunção um maior espaço dentro da boca, para que a língua possa se anteriorizar, vir mais para frente, restabelecendo um espaço condizente para as suas funções. Os resultados costumam ser muito rápidos e gratificantes. Tão logo é colocado o aparelho na boca, as melhoras se fazem notar. Há casos em que as rinites desaparecem em poucas horas. Em menos de uma semana quase todos os casos de rinites crônicas costumam regredir totalmente.
[continua]
A rinite alérgica estacional depende da exposição a alérgenos especiais, como certos pólens de plantas. Quanto à rinite perene, ou renitente, ela é mais constante e ocorre durante todo o ano, com mais intensidade nos meses frios. Nos conceitos clássicos, ela costuma ser creditada à sensibilidade aos inalantes domiciliares e às poeiras em geral. Em casos crônicos mais graves (como em rinites atróficas ozenosas) pode ocorrer a exalação de mau cheiro pelas narinas e a perda do olfato.
Esta é uma doença crônica bastante desagradável, pois desencadeia uma série de anormalidades ao seu portador: dores de cabeça, perdas de apetite, insônias, insatisfação de sono, diminuição do rendimento de aprendizado escolar em crianças, irritabilidade, cacoetes, instabilidade emocional, entupimento constante das narinas, dificuldades de respirar pelo nariz, predispondo o paciente à respiração bucal. Em crianças pode ocorrer uma constante coriza.
As corisas e rinites, sejam alérgicas ou não, são mais conseqüência de uma alteração bucal do que qualquer outra coisa. Longe de ser uma doença ou uma alergia, corisas e rinites são mais um sintoma e um alerta de um desequilíbrio orgânico tendo como centro principal o contexto bucal. Perfeitamente curáveis, estes são os primeiros sintomas que costumam desaparecer quando se colocam aparelhos de correção postural dos maxilares.
A sua causa é idêntica à causa das bronquites: com perda de parte da quarta dimensão bucal, a língua obstrui a passagem do ar para os pulmões e o indivíduo acelera a velocidade de seu fluxo respiratório, ressecando as mucosas e provocando rachaduras no trato aéreo, sensibilizando-o para todas as formas de afecções - até as gripes e resfriados. E, quanto maiores forem os estímulos ao ressecamento da mucosa, maior será a formação de muco, daí o aparecimento do corrimento das fossas nasais e espirros constantes - as chamadas corisas e rinites alérgicas.
O tratamento biocibernético consiste em proporcionar ao indivíduo portador da disfunção um maior espaço dentro da boca, para que a língua possa se anteriorizar, vir mais para frente, restabelecendo um espaço condizente para as suas funções. Os resultados costumam ser muito rápidos e gratificantes. Tão logo é colocado o aparelho na boca, as melhoras se fazem notar. Há casos em que as rinites desaparecem em poucas horas. Em menos de uma semana quase todos os casos de rinites crônicas costumam regredir totalmente.
[continua]
Labels: biocibernética bucal, corisa, rinite
