terça-feira, junho 05, 2007

 

Boca e Saúde - 11


Os aparatos biocibernéticos introduzidos na boca do indivíduo são um fator deformante colocado na boca do paciente. Tira-o de sua relação usual e joga-o em outra.


Deformando, no sentido positivo, também se dá forma adequada, função e saúde. É como se fizéssemos uma aculturação anticultura, uma volta às origens, às programações genéticas da vida. Nascemos perfeitos, mas a cultura nos deforma, nos individualiza, nos dá disfunções. Toda cultura é altamente deformante, seja em razão do que aprendemos a comer, beber e sentir, seja em razão das normas, das crenças, dos valores que nos impingem ou dos tratamentos que nos dão. Geralmente, não somos educados pelo sistema, e sim treinados (deformados) para servi-lo.

A cultura nos é introduzida através dos alimentos, não apenas do alimento qeu ingerimos, mas também do ar que inspiramos, das sensações e dos raios cósmicos. Para fins didáticos, esses alimentos podem ser divididos em 5 subgrupos:

1. sólidos
2. líquidos
3. aéreos
4. etéreos
5. sensitivos

Os sólidos são aqueles que normalmente ingerimos: arroz, feijão, carnes, frutas, verduras, etc.

Os líquidos são a água, o leite e as demais bebidas em geral.

Os aéreos estão no ar que inspiramos. É através do ar que respiramos que entram em nosso organismo os maiores valores energéticos. Podemos ficar muitos dias sem comer e beber, mas temos somente alguns minutos para respirar, caso contrário podemos morrer ou ter lesões físicas irreversíveis. Com mais de 3 minutos sem respirar, nosso cérebro, sem oxigenação sofre lesões gravíssimas e irreversíveis. Nove minutos é suficiente para entrar em coma definitiva e dez minutos é a morte.

Os alimentos etéreos são os raios cósmicos que entram em nosso organismo através de canais específicos. Os raios telúricos, que também são raios cósmicos filtrados pela Terra, entram no organismo através dos membros inferiores (via pés). Estes raios estão bombardeando constantemente o nosso organismo, dia e noite. Se for colocado um capacete de chumbo em um homem, de forma que impeça a entrada destes raios, no fim de alguns dias ele enlouquece. O ser humano não pode prescindir dessa energia por muito tempo. Ela é vital.

O alimento sensitivo é tudo aquilo que captamos através dos nossos sensores neurais, sensitivos e próprio-sensitivos. É o verbo, a palavra, o som, as sensações e os sentimentos.

Todos esses 5 tipos de alimentos entram em nosso organismo e vão ser transformados em energias. É isso que nos dá a dinâmica de nosso potencial. É graças a esta dinâmica que andamos, falamos, comemos, constituímos família, trabalhamos, fazemos sexo, etc.

Resíduos

Da transformação desses alimentos em energias advém os resíduos, como se fossem as cinzas restantes de uma combustão. Estes resíduos, em grande parte, são eliminados através de nossos órgãos enunctores (excretores), isto é, através das fezes, da urina, dos suores, da expiração pulmonar e também da palavra. A palavra também é resíduo, uma forma de excreção. O indivíduo tem necessidade de decodificar suas sensações e de transformá-las em sons orais, caso contrário bloqueia-se os canais de comunicação, resultando daí vários tipos de neuroses [Obs: me vem à memória os gritos de Tarzan, as longas sessões de mantras dos budistas e o cantar constante dos passarinhos]. É como uma pessoa que come e bebe bastante e depois não evacua e nem urina. Se entope. Com a palavra se dá um fenômeno análogo: o indivíduo tem necessidade de falar, gritar, de exteriorizar as suas sensações.

Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, existem clínicas especializadas no tratamento de neuroses e cuja terapia consiste apenas em fazer o indivíduo gritar, vociferar em altos brados tudo o que sente e o que tem vontade de pôr para fora [Obs: me vem à memória as sessões de catarse do Osho]. Em pouco tempo o indivíduo neurótico se liberta, praticamente sem o uso de qualquer medicamento. Aqueles terapeutas acreditam que quando o indivíduo grita e vocifera com raiva, forma-se um elemento químico em seu sangue que o libera da neurose. Só que, até agora, ainda não conseguiram isolar esse "elemento químico". Para nós, dentistas cibernetas, a verdade é outra. Quando o indivíduo grita, força a eliminação dos resíduos, limpando e desbloqueando os canais excretores de comunicação. É por essa razão que toda pessoa muito falante, normalmente, vive mais tempo e é mais sadia do que aquela que é fechada, calada, introspectiva.

O importante é falar muito, não importa que sejam coisas sem importância, porque forçando os canais de comunicação, a mente torna-se mais clara, começa a sentir melhor os fatos, tanto internos como externos.

Uma parte dos resíduos são eliminados pelos órgãos enunctórios, mas alguns resíduos mais persistentes ficam dentro de nós, constituindo parte integrante do nosso soma. São esses resíduos que nos dão a nossa forma física, a nossa individualidade, o nosso conceito biofísico-psíquico-sócio-comportamental.

No fundo somos indivíduos humanos e não seres humanos. Indivíduos porque somos dotados de individualização, seja pela cultura, pelos alimentos, pelos valores que nos são impingidos. Esta individualização é evidente mesmo entre os elementos de uma mesma família.

A forma, portanto, é o resultado da história e o espelho da função. Mudando a forma do indivíduo (por exemplo, via biocibernética), portanto, muda-se a sua saúde e o seu comportamento. É preciso, porisso, muito cuidado quando se está fazendo uma correção dos dentes ou de postura maxilo-dental, pois pode-se alterar o indivíduo, beneficiando-o ou prejudicando-o.

Propriocepção é a capacidade que os organismos biológicos têm de perceberem a si mesmos num dado momento do espaço, de auto-regularem seu movimento e suas funções.

Quando abrimos totalmente a boca de um indivíduo e a mentemos aberta através de um aparelho especial, no espaço de 25 minutos essa pessoa cai num estado de quase letargia. É na boca que encontramos a substância mais sólida do organismo, ou seja, os dentes. Eles são os alicerces de todo o soma orgânico.

O contato normal entre os dentes mantém a estrutura usual da postura, mantendo por decorrência a estrutura do sistema proprioceptivo. Assim, quando isolamos os maxilares, desconectamos esse conjunto, quebrando a relação que tenha sido estabelecida erroneamente. É como se abríssemos a possibilidade de reordenação correta, de reciclagem e reprodução do sistema.

[continua]

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