quarta-feira, junho 06, 2007

 

Boca e Saúde - 12


Boca e Alimentação


A urbanização crescente tem levado a mudanças dos hábitos alimentares tradicionais; a industrialização dos processos agrículas tem produzido a queda da qualidade dos alimentos e a intoxicação crescente das populações por agrotóxicos; e, por fim, a consciência sobre a importância da alimentação na saúde humana têm feito com que a discussão sobre as dietas alimentares ganhe um papel de máxima importância na vida moderna.

Os animais, quando imersos numa dimensão do Tempo onde não existe a Cultura, nasce, vive e morre se alimentando segundo os padrões naturais e instintivos herdados da espécie. O carnívoro é carnívoro porque é, e mesmo que morra de fome, não é capaz de modificar os seus hábitos. Entre os animais vegetarianos também é assim.

Já o homem, que construiu a Cultura e a possibilidade de agir transformando a Natureza e a si próprio, aprendeu a cozinhar seus alimentos, elaborando o instrumento cultural chamado culinária, e extrapolou o limite do puramente biológico, do instintivo. Esta ruptura cultural levou a desarmonias no processo alimentar.

Quando comemos devagar, intimizando os alimentos com a saliva, ficamos satisfeitos tão logo ingerimos a quantidade de nutrientes necessária para a manutenção e equilíbrio do corpo. Rompida esta propriocepção, só nos tornamos satisfeitos a partir do momento que o sistema vago for acionado - quando o estômago estiver totalmente cheio.

Um exame minucioso da arcada dentária do homem, e sua mobilidade, revela que certamente não somos seres carnívoros. Também não temos garras, mas apenas unhas, o que não facilita agarrar outros animais para comer. Nossas unhas são ótimas para descascar uma banana e péssimas para cravar numa vaca para permitir cravar nossos dentes em seu couro para abatê-la. Certamente não estamos biologicamente (fisicamente) equipados (nem adaptados) para esta façanha.

Uma das coisas mais belas que existe é observar, sem preconceitos, as crianças - nas quais a propriocepção ainda não foi rompida pela imposição das normas sociais - durante o ato de comer: comem de boca bem aberta, utilizando toda a extensão dos movimentos naturais da mandíbula, vão fazer outras coisas e depois voltam - só comendo quando estão realmente com vontade - mastigando demoradamente os alimentos que realmente precisam ser mastigados, não gostam e nem comem quente ou muito gelado. São naturais. Sua propriocepção é global e utilizam, quase sempre, até as mãos para sentirem aquilo que comem.

Como vimos acima, e em toda a série de postagens feitas anteriormente sobre este tema, a biocibernética bucal [1] nos fornece um grande número de informações úteis para recuperar e preservar a saúde de todo o nosso organismo. No entanto, assim como o peixe no nosso prato, o homem também morre pela boca, cavando sua sepultura com os dentes. O "pulo do gato" [informação correta, mas pouco divulgada] neste assunto foi divulgado por Jesus Cristo [2] quando disse: "A vida só vem da vida, e da morte só vem morte!". Esta frase foi dita quando ele explicava como obedecer o mandamento "Não Matarás", significando "não matar o alimento que vai para a vossa boca", pois, se comerdes comida viva (crua), a mesma vos vivificará (dará saúde), mas se matardes a vossa comida (com o fogo da morte do seu fogão), a comida morta vos matará também. Este "pequeno" detalhe costuma passar despercebido, inclusive por imortalistas (pessoas adeptas e divulgadoras da imortalidade física humana). Em particular, eu conheço o trabalho muito interessante de duas mulheres imortalistas que acabaram morrendo: Linda Goodman [3] e Annalee Skarin [4],[5]. Os imortalistas ainda vivos, não costumam enfatizar essa armadilha fatal no caminho daqueles que procuram a imortalidade física, como Leonard Orr [6],[7],[8],[9],[10], Sondra Ray [11],[12],[13], Herb Bowie [14], Stanley Spears [15] e Mony F. Vital [16]. Portanto, todos eles estão correndo perigo de perder a vida, envenenados pela alimentação morta (cadavérica)! Não estão seguindo estritamente as "dicas" dadas por Jesus Cristo [2]...

Sempre Alerta !!

Rui Fragassi

Referências:
[1] Newton Nogueira de Sá, A Cura pelos Dentes. Biocibernética Bucal: uma revolução na saúde, 3a. Edição, Editora Ícone, 1990.
[2] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento, 4a. Edição, 2005.
[3] Linda Goodman, Star Signs [veja Cap. 9], St. Martin's Press - New York, 1988. Obs: Este livro foi traduzido para o português.
[4] Annalee Skarin, Beyond Mortal Boundaries, M.A.P., 1969.
[5] Annalee Skarin, "Ye Are Gods", DeVorss Publications, 11a. impressão, 1998.
[6] Leonard Orr e Sondra Ray, Renascimento na Nova Era, Editora Gente, 1983.
[7] Leonard Orr, Imortalidade Física: A Ciência da Vida Imortal, 1998.
[8] Leonard Orr, Libertando-se do Hábito de Morrer: A Ciência da Vida Eterna, tradução de Gilberto M. Carnasciali-RJ, 2001. Original: Breaking the Death Habit: The Science of Everlasting Life, Frog Publ., Berkeley-CA-USA, 1998.
[9] Leonard Orr, Manual de Sanación, Editorial Las Acacias-Argentina, 3a. Edição, 2005.
[10] Leonard Orr, O Fogo e a Imortalidade Física, tradução de Joselito Britto.
[11] Sondra Ray, Viva para Sempre, Editora Gente, 1990.
[12] Sondra Ray, O Milagre da Alegria, Editora Gente, 1988.
[13] Sondra Ray, A Única Dieta que Existe, Editora Gente, 1981.
[14] Herb Bowie, Why Die? A Beginner's Guide to Living Forever, PowerSurge Publ.-USA, 1998.
[15] Stanley Spears, Stop Dying and Live Forever, DeVorss Publ.-USA, 1972.
[16] Mony F. Vital, Life Unlimited: An Exploration of Physical Immortality, publ. do autor, 1998.

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