terça-feira, dezembro 18, 2007
A Terapia da Visualização
"A mente é força criadora", Masaharu Taniguchi (Seicho-No-Ie)
Podemos usar a mente para fazer muitas coisas, como mentir (neste caso é a famosa "mente que mente") ou para visualizarmos cenas que podem ter efeitos curativos. Imaginar significa literalmente construir imagens com a sua mente e é um processo simples. Significa encontrar, descobrir ou criar uma figura mental, uma forma mental. Esta forma imaginada, mas ainda assim algo real, tem todas as características de qualquer evento, coisa ou situação que podemos ver acordados, na realidade cotidiana. A única diferença é que, ao contrário de objetos percebidos quando estamos acordados, eles não têm nem volume nem massa. Em resumo, as formas imaginadas não têm substância, mas possuem energia. Podemos pensar nessas imagens como sendo nossas crias mentais (formas pensamento). Nós as criamos para que ajam a nosso favor como agentes de cura; e, então, com a energia que possuem, elas continuam, agora sozinhas, a estimular o processo de cura (via nosso inconsciente) [1].
Ao criar estas imagens, nós nos engajamos em um importante processo. As imagens são tão reais quanto as nossas emoções e tão significativas quanto os nossos sonhos noturnos. Obviamente, criamos uma realidade subjetiva, mas que não deixa de ser uma realidade, com o poder de afetar nossos corpos e nos contar um pouco mais sobre quem somos. Ao criarmos imagens mentais, levamos nossa realidade interior a influir em nossa saúde. O interessante neste processo é que não usamos drogas químicas externas (farmacêuticas) para efetuar nossa cura, o que evita o surgimento dos efeitos colaterais negativos sempre associados a tais medicamentos.
Preparando a Mente
Existem quatro componentes na preparação da mente para a cura pelas imagens: intenção, tranqüilização, limpeza e transformação.
Intenção
A criação de imagens mentais está direta e dramaticamente ligada à intenção, a ação mental que direciona nossa atenção e nossas ações. Todos sabemos o que são intenções: "Tenho a intenção de tirar minhas férias no mês que vem", dizemos, e planejamos para que isso realmente ocorra. A intenção nos guia nas grandes e pequenas coisas. Quando você liga a televisão, é porque você tenciona vê-la. A intenção é a expressão ativa dos nossos desejos canalizados pelos nossos sistemas fisiológicos. Ela geralmente se manifesta em forma de ação física ou mental. Em resumo, é aquilo que desejamos alcançar.
O que é que isso tem a ver com as imagens mentais e o processo de cura? Quando fazemos um exercício de imagens mentais, sempre começamos definindo e esclarecendo a nossa intenção, o que queremos alcançar com o exercício. Você se dá uma instrução interna. Você pode pensar nisso como se fosse um tipo de programa de computador para a sua mente, de modo que ela se restrinja ao processo visualizado.
A intenção depende da vontade, que é simplesmente o impulso de força vital que nos permite fazer escolhas. Todas nossas ações diárias são atos de vontade. Quando damos uma instrução à nossa vontade, temos então uma intenção. A intenção é uma vontade dirigida e é essencial para todo o trabalho de auto-ajuda gerado através da imaginação.
Na rotina diária costumamos orientar nossa vontade sobre os eventos externos, seja ao nos empenharmos em obter algo do mundo ou ao procurarmos moldar o mundo exterior às nossas próprias necessidades (ou ao que imaginamos serem nossas necessidades). Costumamos nos esquecer que podemos mudar a direção desta mesma vontade e desta mesma força de intenção, redirecionando-as para dentro de nós mesmos, de forma a tomarmos as rédeas de nossas vidas e modificá-las. A vontade alerta e a intenção consciente constituem a parte central da cura pelas imagens mentais. Freqüentemente entregamos a outras pessoas, a autoridades de todos os tipos, a tarefa de nos ajudar, por termos sidos condicionados a não usar nossa vontade em nosso próprio benefício. A cura pelas imagens mentais nos oferece a oportunidade de alcançarmos uma maior independência e liberdade. Algumas pessoas podem hesitar ante esta oportunidade, mas uma vez que experimentem os resultados ficarão maravilhadas ao invés de temerosas. O que estas pessoas precisam ter em mente é que elas não estão fazendo mal a ninguém, nem a elas próprias, quando se outorgam a liberdade (e a autoridade) de usar a sua imaginação de forma a contribuir para a sua própria cura.
Tranqüilização
[continua]
Referência:
[1] Gerald Epstein, Imagens que Curam, Editora Livro Pleno, 1989.
Ao criar estas imagens, nós nos engajamos em um importante processo. As imagens são tão reais quanto as nossas emoções e tão significativas quanto os nossos sonhos noturnos. Obviamente, criamos uma realidade subjetiva, mas que não deixa de ser uma realidade, com o poder de afetar nossos corpos e nos contar um pouco mais sobre quem somos. Ao criarmos imagens mentais, levamos nossa realidade interior a influir em nossa saúde. O interessante neste processo é que não usamos drogas químicas externas (farmacêuticas) para efetuar nossa cura, o que evita o surgimento dos efeitos colaterais negativos sempre associados a tais medicamentos.
Preparando a Mente
Existem quatro componentes na preparação da mente para a cura pelas imagens: intenção, tranqüilização, limpeza e transformação.
Intenção
A criação de imagens mentais está direta e dramaticamente ligada à intenção, a ação mental que direciona nossa atenção e nossas ações. Todos sabemos o que são intenções: "Tenho a intenção de tirar minhas férias no mês que vem", dizemos, e planejamos para que isso realmente ocorra. A intenção nos guia nas grandes e pequenas coisas. Quando você liga a televisão, é porque você tenciona vê-la. A intenção é a expressão ativa dos nossos desejos canalizados pelos nossos sistemas fisiológicos. Ela geralmente se manifesta em forma de ação física ou mental. Em resumo, é aquilo que desejamos alcançar.
O que é que isso tem a ver com as imagens mentais e o processo de cura? Quando fazemos um exercício de imagens mentais, sempre começamos definindo e esclarecendo a nossa intenção, o que queremos alcançar com o exercício. Você se dá uma instrução interna. Você pode pensar nisso como se fosse um tipo de programa de computador para a sua mente, de modo que ela se restrinja ao processo visualizado.
A intenção depende da vontade, que é simplesmente o impulso de força vital que nos permite fazer escolhas. Todas nossas ações diárias são atos de vontade. Quando damos uma instrução à nossa vontade, temos então uma intenção. A intenção é uma vontade dirigida e é essencial para todo o trabalho de auto-ajuda gerado através da imaginação.
Na rotina diária costumamos orientar nossa vontade sobre os eventos externos, seja ao nos empenharmos em obter algo do mundo ou ao procurarmos moldar o mundo exterior às nossas próprias necessidades (ou ao que imaginamos serem nossas necessidades). Costumamos nos esquecer que podemos mudar a direção desta mesma vontade e desta mesma força de intenção, redirecionando-as para dentro de nós mesmos, de forma a tomarmos as rédeas de nossas vidas e modificá-las. A vontade alerta e a intenção consciente constituem a parte central da cura pelas imagens mentais. Freqüentemente entregamos a outras pessoas, a autoridades de todos os tipos, a tarefa de nos ajudar, por termos sidos condicionados a não usar nossa vontade em nosso próprio benefício. A cura pelas imagens mentais nos oferece a oportunidade de alcançarmos uma maior independência e liberdade. Algumas pessoas podem hesitar ante esta oportunidade, mas uma vez que experimentem os resultados ficarão maravilhadas ao invés de temerosas. O que estas pessoas precisam ter em mente é que elas não estão fazendo mal a ninguém, nem a elas próprias, quando se outorgam a liberdade (e a autoridade) de usar a sua imaginação de forma a contribuir para a sua própria cura.
Tranqüilização
[continua]
Referência:
[1] Gerald Epstein, Imagens que Curam, Editora Livro Pleno, 1989.
Marcadores: intenção, visualização, vontade
