segunda-feira, maio 12, 2008

 

A Terra Oca - 14


Como vimos, exatamente no centro do planeta temos forças gravitacionais intensas que se equilibram, resultando em atração nula da matéria ali localizada. No entanto, em locais próximos a esse centro, essas forças intensas não ficam mais em equilíbrio, resultando em uma forte força gravitacional radial, atraindo a matéria para fora do centro planetário.


Quanto maior a densidade da matéria em uma região, maior a resistência que ela apresentará para ser deslocada. Próximo à superfície externa, onde a massa está concentrada com maior densidade, essa resistência é alta. Na região central, onde a matéria está fracamente comprimida, essa resistência é baixa. Quando a gravidade age na matéria, ela não pode mover esse material sem, primeiro, ser suficientemente forte para sobrepujar a resistência de fricção no interior da massa. No centro e suas imediações, onde a resistência é menor, esta tarefa é mais fácil. Para um planeta jovem que cresce com a adição de mais matéria na sua superfície externa, chega-se a um ponto em que a força radial para fora do centro é suficientemente forte para suplantar a resistência contida nessa matéria em torno do centro. Quando isso ocorre, a matéria começa a se mover para acomodar a direção de atração da gravidade. Esse movimento é para fora do centro do planeta e em direção ao centro de gravidade (que é uma superfície esférica, como vimos), que está mais para fora (em direção à superfície externa). Quando a matéria no centro de um planeta jovem move-se para fora de seu ponto central, um pequeno vazio (ou abertura) é deixado para traz, conforme indicado na Fig. 6.26, de [1]. Forma-se, desta forma, uma parede planetária que separa a superfície externa da superfície interna, exatamente como ocorre numa casa normal em que moramos...Afinal, a Terra é a nossa casa planetária e nós estamos morando no telhado dela, não é mesmo?...

Começa, nesta fase, uma nova era da evolução do planeta, com o surgimento de um planeta que não é mais sólido, mas naturalmente oco.


[continua]

Referência:
[1] Kevin & Matthew Taylor, The Land of No Horizon, website: www.tlonh.com, 2001.

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