sábado, maio 03, 2008

 

A Terra Oca - 5


Tudo no Universo se estrutura sob a ação da gravidade. A gravidade se manifesta através de uma força gravitacional (
F ) que é igual ao produto das massas envolvidas ( m e M), que se atraem com essa força, dividido pelo quadrado da separação entre elas ( R ), isto é:

F = G.m.M/(R.R)

onde G é uma constante (constante de gravitação universal) que serve apenas para equalizar as unidades das grandezas envolvidas nesta equação. Em particular, todas as partículas do planeta Terra e do nosso corpo estão permanentemente sujeitas à ação desta força gravitacional. Vamos fazer um acompanhamento de como surgiu e evoluiu no tempo o nosso planeta Terra. Nossa referência básica continuará a ser [1].

A Terra se iniciou com duas partículas do cosmos se atraindo mutuamente (equivalente a um espermatozóide atraído por um óvulo...) através da força gravitacional entre elas. Ao se juntarem essas duas partículas passaram a exercer uma maior atração gravitacional com relação às partículas próximas, o que foi agregando um número cada vez maior de partículas na superfície deste agregado. Todo esse corpo de partículas forma, inicialmente, um objeto sólido, sem região oca interna. Para entender como que o processo de gravidade constrói um planeta, precisamos entender que existe a seguinte seqüência de eventos:

massa total gera atração que gera peso que gera pressão (pelo contato entre as partículas) que gera compressão (das partículas envolvidas) que gera a densidade de compactação das partículas

A chave fundamental para entender como o planeta fica estruturado é dada pela compressão que é criada entre partículas que se juntam pela gravidade. A massa total de um planeta gera a sua atração total. A atração dá à matéria o seu peso, que cria uma pressão de contato que, por sua vez, resulta na compressão das partículas envolvidas. Quanto maior a compressão, maior a densidade de partículas, conforme indicado no parágrafo anterior, em azul.

A matéria só torna-se comprimida se existir um peso sobre ela. Esse é o primeiro fator importante. Compressão é o resultado da ação de forças opostas. A matéria na superfície é atraída para baixo pela gravidade e este sentido da atração encontra uma resistência da matéria que está mais abaixo. Essas duas forças opostas colocam tensão no material que se encontra "sanduichado" no meio, que então compacta esse material para equilibrar o nível de peso aplicado de cima com a resistência vinda de baixo. É esta ação que causa a compressão dentro da massa do planeta.

Logo após o nascimento do planeta (com as duas partículas iniciais se encontrando), outras partículas começaram a ser atraídas por esse conjunto, formando uma pequena unidade, gravitacionalmente mais potente. As duas partículas iniciais estão agora no centro. Elas estão completamente rodeadas por várias camadas de outras partículas. Como cada partícula tem sua massa e seu correspondente grau de atração, as partículas localizadas no centro agora sentem uma atração equilibrada de todas as direções. Isso significa que essas partículas centrais passam a ficar sem peso. Mas para as novas partículas que chegam à superfície externa, nada muda, pois elas sentem o efeito total de atração para baixo devido à massa total da unidade em crescimento. O peso das novas matérias que chegam pressiona a superfície para baixo, convergindo para o centro, comprimindo as partículas para elas ficarem mais próximas entre si ao nos aproximarmos do centro. Com isso, a região central torna-se mais densa. Exatamente na superfície, sem peso para baixo vindo de cima, não irá ocorrer compressão. Portanto, neste estágio inicial, a matéria do novo planeta em formação fica comprimida centralmente (situação de Compressão Central).

O nível da densidade da matéria junto à superfície de qualquer corpo celestial é sempre muito menor que aquele das camadas de matéria logo abaixo. A razão para isso é simples. O material na superfície externa não tem matéria acima de si para aplicar pressão para baixo para comprimi-lo (portanto, menor densidade na superfície). No entanto, isso muda logo abaixo da superfície, pois o peso das camadas sucessivas de matéria rapidamente vão se somando ao irmos para baixo. O resultado é que, quando vamos indo para baixo, a matéria vai rapidamente se tornando mais densa. Isto é conhecido como o Efeito Superficial. Notar, no entanto, que nesta mesma condição, a força da gravidade, que age sobre as partículas, vai sempre diminuindo, desde a superfície (valor máximo) até o centro (valor mínimo e igual a zero, chamado de centro de gravidade). Tudo isso, até este ponto, está de acordo com a ciência oficial da atualidade.



[continua]

Referência:
[1] Kevin & Matthew Taylor, The Land of No Horizon, website: www.tlonh.com, 2001.

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