terça-feira, maio 06, 2008

 

A Terra Oca - 8


Acredito que muitos leitores deste blog devem estar achando maçante e sem interesse esta seqüência de postagens sobre a Terra Oca (nenhum comentário foi feito sobre este assunto). O motivo de eu apresentar esse assunto com tantos detalhes técnicos é que eu pretendo deixar bem claro esse assunto, para nunca mais voltar a tentar, no futuro, justificar o fato da existência de um grande espaço vazio no interior de nosso planeta. Continuemos...

Vamos passar a analisar com detalhes os efeitos gravitacionais em um planeta externamente comprimido (como a Terra). Primeiramente, quando estamos em pé sobre a superfície externa, nós sentimos a força total da massa do planeta abaixo de nós como gravidade, independentemente se o planeta é externa ou internamente comprimido. Isso nos dá nosso peso.

Em segundo lugar, se estivermos localizados exatamente no centro do planeta, com a massa distribuída equilibradamente em torno de nós, nós somos atraídos igualmente em todas as direções, em ambas as situações (compressão interna e externa). Com isso, a gravidade fica neutralisada e nós ficamos com peso zero neste local. Estas duas situações estão mostradas na figura abaixo [1].

Até este ponto, os efeitos gravitacionais parecem ser os mesmos para um planeta centralmente comprimido e externamente comprimido. Mas, é exatamente aqui que as semelhanças terminam. Se nos imaginarmos localizados dentro do planeta em um local ligeiramente afastado do centro, qual seria o efeito gravitacional que sentiríamos ali?



[continua]

Referência:
[1] Kevin & Matthew Taylor, The Land of No Horizon, website: www.tlonh.com, 2001.

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