quarta-feira, setembro 10, 2008
Eles Continuam entre Nós
Este é o título do último livro lançado por Zibia Gasparetto [1]. Ele difere um pouco de seus livros anteriores, por não conter mensagens psicografadas: trata-se de um conjunto de cartas recebidas de suas ouvintes (ela tem um programa de rádio semanal) e comentadas por Zibia. O "Eles", do título, refere-se ao espírito das pessoas desencarnadas, já falecidas. Abaixo um comentário da Zibia sobre uma das cartas recebidas.
A interferência dos espíritos desencarnados em nosso mundo sempre existiu. Há os bons, que nos ajudam e protegem, e há os que, menos equilibrados, continuam vivendo na nossa crosta terrestre, envolvidos com os problemas que deixaram no mundo, aproveitando-se dos pontos fracos das pessoas para conseguir manobrá-las de acordo com seus interesses.
Muitos não aceitam essa realidade, considerando injusta essa interferência, alegando que não podemos vê-los e por esse motivo, não temos como nos defender. Desta forma, colocam-se na cômoda condição de vítimas.
Uma observação mais acurada nos mostra que estão enganados. Ninguém é vítima! Cada um é responsável pelas suas atitudes e são elas que determinam os fatos que a pessoa atrai em sua vida.
A influência dos espíritos ocorre por intermédio da afinidade vibratória. Nenhum espírito voltado ao mal tem como causar dano a alguém cuja vibração é mais elevada do que a sua. É por esse motivo que, quando um espírito quer atingir uma pessoa e não consegue, porque essa pessoa está em harmonia com energias superiores, o espírito tenta envolver outras pessoas ligadas a ela pelos laços afetivos, a fim de que leve preocupação e possa desestabilizar o equilíbrio de quem ele quer atingir. Feito isso, a energia da pessoa encarnada se perturba, baixa sua vibração e ele consegue, finalmente, envolvê-la.
Alguns desses espíritos têm a inteligência muito desenvolvida, embora seus sentimentos sejam muito primitivos. Muitos acreditam que a obsessão ocorre por vingança de fatos acontecidos em outras vidas. Embora isso também possa ocorrer, a maioria dos casos refere-se às atividades do presente.
Espíritos viciados em comer, beber, jogar, na maledicência, no domínio, no poder, nos abusos do sexo, da política, etc. após a morte do corpo pretendem continuar se aproveitando das energias dos outros, envolvidos nessas práticas, explorando-os.
Aliás, esse fato acontece, também, entre os próprios encarnados. Se você deixar, as pessoas vão explorá-lo sem piedade.
Por esse motivo é que cada um precisa tomar posse de si mesmo, tendo bom senso, não se deixando usar por ninguém. Quando essas pessoas não conseguem o que desejam, costumam dizer que você está sendo muito egoísta. Não se deixe iludir! Preste atenção nelas e logo perceberá a verdade.
Cada vez que você assume o comando de sua vida, se unindo com Deus, estará se fortalecendo contra toda sorte de envolvimento externo e preservando seu equilíbrio emocional.
Os espíritos perturbadores estão à nossa volta o tempo todo, mas só conseguem nos atingir quando fraquejamos.
Algumas vezes também a obsessão aparece para despertar as pessoas para a espiritualidade. Quem viveu uma experiência dessas, nunca mais esquecerá...
O que podemos notar, pela leitura acima, é que somos seres imortais, nunca deixamos de viver. Quando passamos pela experiência chamada de "morte", na realidade passamos a viver em um outro ambiente, geralmente não visível por nós encarnados. Em vista disso, percebe-se o erro crasso cometido por países que adotam a "pena de morte": ao invés de manter presos os indivíduos sem condições de viver em sociedade (para tratá-los adequadamente), esses países os libertam (no mundo astral) para voltarem a infernizar novamente toda a sociedade. Conseqüências nefastas de uma sociedade materialista...
Referência:
[1] Zibia Gasparetto, Eles continuam entre nós, Vida & Consciência Editora, Agosto 2008.
