sábado, outubro 04, 2008
Svadhyaya
"Conheça a verdade e ela te libertará", Jesus Cristo.
Significa estudo do Ser e é um remédio filosófico [1]. Em um livro tradicional da Índia fala-se que uma pessoa chegou a um quarto escuro e se horripilou ao ver uma cobra que a ameaçava. Depois que acendeu o candeeiro, constatou que era tão-somente uma inofensiva corda.
Nossas reações de medo, ódio, cobiça, ciúme, apego e, finalmente, todas as emoções com que reagimos ao mundo, são originadas por um normal estado de ilusão, pois não vemos a corda, vemos a cobra. Reagimos à cobra que, embora sendo falsa, tem o poder de afetar-nos. Não vemos a corda, embora ela seja real.
A Realidade não conhecemos. Ela é o Uno, sem um Segundo, é o Absoluto, é o Ser, a Consciência e a Bem-aventurança escondidas atrás deste mundo cheio de contrariedades, diversidades, de opostos, feito de nascimentos e mortes. O estudo do Ser, isto é, svadhyaya, através da leitura de livros sagrados de todas as tradições religiosas, através de permanente observação das coisas de fora e de dentro de nós, através da meditação, é que nos dá a coragem resultante de matar a ameaçadora cobra da ilusão.
Assim como quem viu a figura da cobra, nós também, em nossas relações com o mundo, sofremos as mais profundas emoções e reagimos com o corpo: com os nervos, com as glândulas e vísceras.
O estudo da filosofia é a chave que nos liberta da vinculação, dos sofrimentos, da cobiça, do medo e do ódio. Se é a ilusão que nos assusta ou prende, é a desilusão que nos salva. Nunca se entristeça por desiludir-se de algo ou de alguém. É uma libertação que merece ser comemorada com um sincero "Graças a Deus". A verdadeira e última desilusão abre o portal para Deus.
Reflexão: Iludia-me pensando que o gelo era mais real que a água e esta mais real que o átomo. Hoje, a ciência liberta-me dessa ilusão, e sei que nem mesmo o átomo tem realidade, a não ser uma realidade relativa.
A Realidade que Eu Sou nem adoece, nem sofre, nem morre, nem se perturba. Intranqüilo, andei desejando e buscando poder, fortuna e prazer. Hoje - desiludido - salvo-me. Andei temendo coisas que também são ilusões. Desiludo-me e deixo o medo para trás, para longe de mim.
A Realidade que Eu Sou não tem inimigos nem sofre ameaças. O sofrimento é ilusão. Ilusório é também o prazer. Somente a Paz tem Realidade. Somente a Bem-aventurança é Real.
Referência:
[1] José Hermógenes de Andrade Filho, Yoga para Nervosos, 42a. Edição, Editora Nova Era, Rio de Janeiro, 2008.
Nossas reações de medo, ódio, cobiça, ciúme, apego e, finalmente, todas as emoções com que reagimos ao mundo, são originadas por um normal estado de ilusão, pois não vemos a corda, vemos a cobra. Reagimos à cobra que, embora sendo falsa, tem o poder de afetar-nos. Não vemos a corda, embora ela seja real.
A Realidade não conhecemos. Ela é o Uno, sem um Segundo, é o Absoluto, é o Ser, a Consciência e a Bem-aventurança escondidas atrás deste mundo cheio de contrariedades, diversidades, de opostos, feito de nascimentos e mortes. O estudo do Ser, isto é, svadhyaya, através da leitura de livros sagrados de todas as tradições religiosas, através de permanente observação das coisas de fora e de dentro de nós, através da meditação, é que nos dá a coragem resultante de matar a ameaçadora cobra da ilusão.
Assim como quem viu a figura da cobra, nós também, em nossas relações com o mundo, sofremos as mais profundas emoções e reagimos com o corpo: com os nervos, com as glândulas e vísceras.
O estudo da filosofia é a chave que nos liberta da vinculação, dos sofrimentos, da cobiça, do medo e do ódio. Se é a ilusão que nos assusta ou prende, é a desilusão que nos salva. Nunca se entristeça por desiludir-se de algo ou de alguém. É uma libertação que merece ser comemorada com um sincero "Graças a Deus". A verdadeira e última desilusão abre o portal para Deus.
Reflexão: Iludia-me pensando que o gelo era mais real que a água e esta mais real que o átomo. Hoje, a ciência liberta-me dessa ilusão, e sei que nem mesmo o átomo tem realidade, a não ser uma realidade relativa.
A Realidade que Eu Sou nem adoece, nem sofre, nem morre, nem se perturba. Intranqüilo, andei desejando e buscando poder, fortuna e prazer. Hoje - desiludido - salvo-me. Andei temendo coisas que também são ilusões. Desiludo-me e deixo o medo para trás, para longe de mim.
A Realidade que Eu Sou não tem inimigos nem sofre ameaças. O sofrimento é ilusão. Ilusório é também o prazer. Somente a Paz tem Realidade. Somente a Bem-aventurança é Real.
Referência:
[1] José Hermógenes de Andrade Filho, Yoga para Nervosos, 42a. Edição, Editora Nova Era, Rio de Janeiro, 2008.
Marcadores: desilusão, ilusão, realidade, svadhyaya
