Saturday, December 08, 2018
Pensamento do Dia
"Nós vemos as coisas não como elas são, mas como nós somos" *
H.M. Tomlinson
*porque o que somos decide como nós decodificamos a realidade.
Labels: pensamento, realidade
Tuesday, March 01, 2011
A Ambição
O Real ou o Simbólico?
Esta neurose que você chama de sociedade, de civilização, de cultura, de educação, tem uma estrutura sutil. A estrutura é esta: ela lhe dá certas idéias simbólicas para que, aos poucos, a realidade seja anuviada, torne-se enevoada e você não possa ver o real e você comece a se apegar ao irreal.
Por exemplo: a sociedade lhe diz para você ser ambicioso, ajuda-o a se tornar ambicioso. Ambição significa viver na esperança, viver no amanhã, significa que o hoje precisa ser sacrificado pelo amanhã.
Porém, o hoje é tudo o que sempre existe, o agora é o único tempo em que você sempre está, o único tempo em que você sempre estará. Se você deseja viver, é agora ou nunca!
Mas a nossa sociedade o torna ambicioso. Desde a infância, quando você vai à escola e a ambição é colocada em você, você fica para sempre envenenado: enriqueça, seja poderoso, seja alguém. Ninguém lhe diz que você já tem a capacidade total para ser feliz; todos dizem que você pode ter a capacidade de ser feliz somente se satisfizer certas condições, como ter muito dinheiro, uma casa grande, um carrão, isso e aquilo, e somente então você poderá ser feliz.
A felicidade nada tem a ver com essas coisas; ela não é uma conquista, mas a sua própria natureza. Os animais estão felizes sem nenhum dinheiro, e não são Rockefellers. E nenhum Rockefeller é tão feliz como um veado ou um cachorro. Os animais não têm poder político, não são primeiros-ministros e presidentes, mas são felizes. As árvores são felizes; se não fosse assim, elas teriam deixado de florescer. Elas ainda florescem, a primavera ainda vem, e elas ainda dançam, ainda cantam, ainda despejam seu ser aos pés do divino. A prece delas é contínua, a veneração delas está sempre acontecendo, mas elas não vão a nenhuma igreja, pois não há necessidade disso. Deus vem a elas. No vento, na chuva, no sol, Deus vem a elas.
Somente o ser humano não é feliz, pois ele vive na ambição, e não na realidade. A ambição é um truque, um truque para distrair a nossa mente. Com isso, a vida simbólica substitui a vida real.
Observe isso na vida. A mãe não pode amar o filho tanto quanto ele deseja que ela o ame, pois a mãe vive na cabeça. Sua vida não foi gratificante, sua vida amorosa foi um desastre, ela não foi capaz de florescer; viveu na ambição e tentou controlar o seu homem, possuí-lo; tem sido ciumenta e não uma mulher amorosa. Se ela não tem sido uma mulher amorosa, como repentinamente ela poderá ser amorosa com o filho?
Eu estava lendo um livro de R.D. Laing, The facts of life (Os fatos da vida), que ele me enviou. No livro ele se refere a um experimento no qual um psicanalista perguntou a muitas mães: "Quando seu filho estava para nascer, você estava realmente em um espírito de boas-vindas, estava pronta para aceitar a criança?" Ele fez um questionário: "A gravidez foi acidental ou você a desejou?" Noventa e nove por cento das mulheres responderam: "Foi acidental, não a desejávamos". Depois: "Quando a gravidez aconteceu, você estava hesitante? Você queria a criança ou queria abortar? Você tinha clareza a esse respeito?" Muitas delas disseram que hesitaram por semanas, avaliando se faziam um aborto ou se tinham a criança. Então a criança nasceu... elas não puderam decidir. Talvez houvesse outras considerações, como uma consideração religiosa, pois o aborto poderia ser um pecado, poderia levá-las ao inferno. Elas podiam ser católicas, e a idéia de que o aborto é assassinato as impediu de fazê-lo. Ou poderia haver considerações sociais, ou o marido queria a criança, ou quiseram a criança como uma continuidade de seus egos, mas a criança não era desejada. Raramente houve uma mãe que dissesse: "Sim, a criança foi muito bem-vinda. Eu estava esperando por ela e estava feliz".
Ora, uma criança nasce sem ser bem-vinda, e desde o começo a mãe estava em dúvida se a teria ou não... Isso deve trazer consequências, a criança deve sentir essas tensões. Quando a mãe pensava no aborto, a criança deve ter ficado magoada, pois ela já é parte do corpo da mãe, e toda vibração atingirá a criança. Ou, quando a mãe pensa e hesita e está para decidir o que fazer e o que não fazer, a criança também sentirá um tremor, um chacoalho, pois está entre a vida e a morte. Então de algum jeito a criança nasce, e a mãe pensa que foi apenas acidental; eles tentaram o controle da natalidade, tentaram isso e aquilo, mas tudo fracassou e a criança está ali, e eles têm de tolerar.
Essa tolerância não é amor. A criança sente falta do amor desde o início, e a mãe também se sente culpada, pois não está dando tanto amor como seria o natural. Então ela começa a substituir, forçando a criança a comer demais; ela não pode preencher a alma da criança com amor e tenta empanturrar o corpo dela com comida. Trata-se de um substituto, e você pode observar: as mães são muito obsessivas. A criança diz: "Não estou com fome", e a mãe insiste em forçar. Ela não dá ouvidos à criança, não a escuta e substitui: não pode dar amor, então dá comida. A criança cresce, e a mãe não pode amar, então lhe dá dinheiro. O dinheiro se torna um substituto do amor.
E a criança também acaba aprendendo que o dinheiro é mais importante do que o amor. Se ela não tiver amor, não há com o que se preocupar, mas precisa ter dinheiro. Na vida, ela será gananciosa, correrá atrás de dinheiro como uma maníaca. Ela não se importará com o amor e dirá: "O mais importante primeiro. Primeiro eu preciso ter uma boa conta bancária, preciso ter esse tanto de dinheiro, e somente então eu posso me dar ao luxo de amar".
Ora, o amor não precisa de dinheiro; você pode amar como você é. E, se você acha que o amor precisa de dinheiro e você corre atrás dele, um dia poderá ter dinheiro e, de repente, se sentirá vazio, porque todos os seus anos foram desperdiçados acumulando dinheiro. E eles não foram apenas desperdiçados; todos esses anos foram anos de desamor; portanto, você praticou o desamor. Agora você tem dinheiro, mas não sabe mais amar, esqueceu-se da própria linguagem do sentimento, da linguagem do amor, da linguagem do êxtase.
Sim, o homem pode comprar uma bela mulher, a mulher pode comprar um belo homem, mas isso não é amor. Você pode comprar a mulher mais bela do mundo, mas isso não é amor. E ela se aproximará de você não porque o ama, mas por causa de sua conta bancária.
O dinheiro é um símbolo; o poder, o poder político, é um símbolo; a respeitabilidade é um símbolo. Essas não são realidades, mas projeções humanas; não são coisas objetivas, não têm nenhuma objetividade. Essas coisas não existem e são apenas sonhos projetados por uma mente infeliz.
Se você deseja ficar extasiado, você terá de abandonar o simbólico. Livrar-se do simbólico é livrar-se da sociedade, livrar-se do simbólico é tornar-se um indivíduo. Ao livrar-se do simbólico você tomou coragem de entrar no real, e somente o real é real; o simbólico não é real.
Por exemplo: a sociedade lhe diz para você ser ambicioso, ajuda-o a se tornar ambicioso. Ambição significa viver na esperança, viver no amanhã, significa que o hoje precisa ser sacrificado pelo amanhã.
Porém, o hoje é tudo o que sempre existe, o agora é o único tempo em que você sempre está, o único tempo em que você sempre estará. Se você deseja viver, é agora ou nunca!
Mas a nossa sociedade o torna ambicioso. Desde a infância, quando você vai à escola e a ambição é colocada em você, você fica para sempre envenenado: enriqueça, seja poderoso, seja alguém. Ninguém lhe diz que você já tem a capacidade total para ser feliz; todos dizem que você pode ter a capacidade de ser feliz somente se satisfizer certas condições, como ter muito dinheiro, uma casa grande, um carrão, isso e aquilo, e somente então você poderá ser feliz.
A felicidade nada tem a ver com essas coisas; ela não é uma conquista, mas a sua própria natureza. Os animais estão felizes sem nenhum dinheiro, e não são Rockefellers. E nenhum Rockefeller é tão feliz como um veado ou um cachorro. Os animais não têm poder político, não são primeiros-ministros e presidentes, mas são felizes. As árvores são felizes; se não fosse assim, elas teriam deixado de florescer. Elas ainda florescem, a primavera ainda vem, e elas ainda dançam, ainda cantam, ainda despejam seu ser aos pés do divino. A prece delas é contínua, a veneração delas está sempre acontecendo, mas elas não vão a nenhuma igreja, pois não há necessidade disso. Deus vem a elas. No vento, na chuva, no sol, Deus vem a elas.
Somente o ser humano não é feliz, pois ele vive na ambição, e não na realidade. A ambição é um truque, um truque para distrair a nossa mente. Com isso, a vida simbólica substitui a vida real.
Observe isso na vida. A mãe não pode amar o filho tanto quanto ele deseja que ela o ame, pois a mãe vive na cabeça. Sua vida não foi gratificante, sua vida amorosa foi um desastre, ela não foi capaz de florescer; viveu na ambição e tentou controlar o seu homem, possuí-lo; tem sido ciumenta e não uma mulher amorosa. Se ela não tem sido uma mulher amorosa, como repentinamente ela poderá ser amorosa com o filho?
Eu estava lendo um livro de R.D. Laing, The facts of life (Os fatos da vida), que ele me enviou. No livro ele se refere a um experimento no qual um psicanalista perguntou a muitas mães: "Quando seu filho estava para nascer, você estava realmente em um espírito de boas-vindas, estava pronta para aceitar a criança?" Ele fez um questionário: "A gravidez foi acidental ou você a desejou?" Noventa e nove por cento das mulheres responderam: "Foi acidental, não a desejávamos". Depois: "Quando a gravidez aconteceu, você estava hesitante? Você queria a criança ou queria abortar? Você tinha clareza a esse respeito?" Muitas delas disseram que hesitaram por semanas, avaliando se faziam um aborto ou se tinham a criança. Então a criança nasceu... elas não puderam decidir. Talvez houvesse outras considerações, como uma consideração religiosa, pois o aborto poderia ser um pecado, poderia levá-las ao inferno. Elas podiam ser católicas, e a idéia de que o aborto é assassinato as impediu de fazê-lo. Ou poderia haver considerações sociais, ou o marido queria a criança, ou quiseram a criança como uma continuidade de seus egos, mas a criança não era desejada. Raramente houve uma mãe que dissesse: "Sim, a criança foi muito bem-vinda. Eu estava esperando por ela e estava feliz".
Ora, uma criança nasce sem ser bem-vinda, e desde o começo a mãe estava em dúvida se a teria ou não... Isso deve trazer consequências, a criança deve sentir essas tensões. Quando a mãe pensava no aborto, a criança deve ter ficado magoada, pois ela já é parte do corpo da mãe, e toda vibração atingirá a criança. Ou, quando a mãe pensa e hesita e está para decidir o que fazer e o que não fazer, a criança também sentirá um tremor, um chacoalho, pois está entre a vida e a morte. Então de algum jeito a criança nasce, e a mãe pensa que foi apenas acidental; eles tentaram o controle da natalidade, tentaram isso e aquilo, mas tudo fracassou e a criança está ali, e eles têm de tolerar.
Essa tolerância não é amor. A criança sente falta do amor desde o início, e a mãe também se sente culpada, pois não está dando tanto amor como seria o natural. Então ela começa a substituir, forçando a criança a comer demais; ela não pode preencher a alma da criança com amor e tenta empanturrar o corpo dela com comida. Trata-se de um substituto, e você pode observar: as mães são muito obsessivas. A criança diz: "Não estou com fome", e a mãe insiste em forçar. Ela não dá ouvidos à criança, não a escuta e substitui: não pode dar amor, então dá comida. A criança cresce, e a mãe não pode amar, então lhe dá dinheiro. O dinheiro se torna um substituto do amor.
E a criança também acaba aprendendo que o dinheiro é mais importante do que o amor. Se ela não tiver amor, não há com o que se preocupar, mas precisa ter dinheiro. Na vida, ela será gananciosa, correrá atrás de dinheiro como uma maníaca. Ela não se importará com o amor e dirá: "O mais importante primeiro. Primeiro eu preciso ter uma boa conta bancária, preciso ter esse tanto de dinheiro, e somente então eu posso me dar ao luxo de amar".
Ora, o amor não precisa de dinheiro; você pode amar como você é. E, se você acha que o amor precisa de dinheiro e você corre atrás dele, um dia poderá ter dinheiro e, de repente, se sentirá vazio, porque todos os seus anos foram desperdiçados acumulando dinheiro. E eles não foram apenas desperdiçados; todos esses anos foram anos de desamor; portanto, você praticou o desamor. Agora você tem dinheiro, mas não sabe mais amar, esqueceu-se da própria linguagem do sentimento, da linguagem do amor, da linguagem do êxtase.
Sim, o homem pode comprar uma bela mulher, a mulher pode comprar um belo homem, mas isso não é amor. Você pode comprar a mulher mais bela do mundo, mas isso não é amor. E ela se aproximará de você não porque o ama, mas por causa de sua conta bancária.
O dinheiro é um símbolo; o poder, o poder político, é um símbolo; a respeitabilidade é um símbolo. Essas não são realidades, mas projeções humanas; não são coisas objetivas, não têm nenhuma objetividade. Essas coisas não existem e são apenas sonhos projetados por uma mente infeliz.
Se você deseja ficar extasiado, você terá de abandonar o simbólico. Livrar-se do simbólico é livrar-se da sociedade, livrar-se do simbólico é tornar-se um indivíduo. Ao livrar-se do simbólico você tomou coragem de entrar no real, e somente o real é real; o simbólico não é real.
Fonte: Osho, Alegria: A Felicidade que Vem de Dentro, Editora Cultrix, 2006. ISBN 978-85-316-0887-2.
Labels: ambição, amor, felicidade, Osho, realidade, simbólico, sociedade, subjetividade
Monday, September 27, 2010
Meditações do Osho - 25
Todos os mestres, de todas as épocas, sempre declararam que todos nós nascemos um rei divino, mas somos totalmente ignorantes desse fato. Não conhecemos nosso mundo interior, permanecemos ignorantes de nosso verdadeiro reino. E, como ignoramos o reino que nos pertence, que é nosso para sempre, vivemos desejando coisas pequenas, implorando por coisas pequenas.
Estamos sonhando que somos mendigos. Ao acordar, temos uma grande surpresa: descobrimos que não somos mendigos, e sim reis.
Este é o propósito da meditação: torná-lo ciente de seu reino, torná-lo ciente de seu mais alto potencial. Depois que você começa a ficar ciente, a jornada não é difícil. Basta um leve despertar e o sono quase passa, as coisas ficam mais fáceis. Mas, se você não despertar, isso não pode acontecer na realidade, não pode se realizar.
Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.
Labels: despertar, meditação, Osho, realidade
Saturday, October 04, 2008
Svadhyaya
"Conheça a verdade e ela te libertará", Jesus Cristo.
Significa estudo do Ser e é um remédio filosófico [1]. Em um livro tradicional da Índia fala-se que uma pessoa chegou a um quarto escuro e se horripilou ao ver uma cobra que a ameaçava. Depois que acendeu o candeeiro, constatou que era tão-somente uma inofensiva corda.
Nossas reações de medo, ódio, cobiça, ciúme, apego e, finalmente, todas as emoções com que reagimos ao mundo, são originadas por um normal estado de ilusão, pois não vemos a corda, vemos a cobra. Reagimos à cobra que, embora sendo falsa, tem o poder de afetar-nos. Não vemos a corda, embora ela seja real.
A Realidade não conhecemos. Ela é o Uno, sem um Segundo, é o Absoluto, é o Ser, a Consciência e a Bem-aventurança escondidas atrás deste mundo cheio de contrariedades, diversidades, de opostos, feito de nascimentos e mortes. O estudo do Ser, isto é, svadhyaya, através da leitura de livros sagrados de todas as tradições religiosas, através de permanente observação das coisas de fora e de dentro de nós, através da meditação, é que nos dá a coragem resultante de matar a ameaçadora cobra da ilusão.
Assim como quem viu a figura da cobra, nós também, em nossas relações com o mundo, sofremos as mais profundas emoções e reagimos com o corpo: com os nervos, com as glândulas e vísceras.
O estudo da filosofia é a chave que nos liberta da vinculação, dos sofrimentos, da cobiça, do medo e do ódio. Se é a ilusão que nos assusta ou prende, é a desilusão que nos salva. Nunca se entristeça por desiludir-se de algo ou de alguém. É uma libertação que merece ser comemorada com um sincero "Graças a Deus". A verdadeira e última desilusão abre o portal para Deus.
Reflexão: Iludia-me pensando que o gelo era mais real que a água e esta mais real que o átomo. Hoje, a ciência liberta-me dessa ilusão, e sei que nem mesmo o átomo tem realidade, a não ser uma realidade relativa.
A Realidade que Eu Sou nem adoece, nem sofre, nem morre, nem se perturba. Intranqüilo, andei desejando e buscando poder, fortuna e prazer. Hoje - desiludido - salvo-me. Andei temendo coisas que também são ilusões. Desiludo-me e deixo o medo para trás, para longe de mim.
A Realidade que Eu Sou não tem inimigos nem sofre ameaças. O sofrimento é ilusão. Ilusório é também o prazer. Somente a Paz tem Realidade. Somente a Bem-aventurança é Real.
Referência:
[1] José Hermógenes de Andrade Filho, Yoga para Nervosos, 42a. Edição, Editora Nova Era, Rio de Janeiro, 2008.
Nossas reações de medo, ódio, cobiça, ciúme, apego e, finalmente, todas as emoções com que reagimos ao mundo, são originadas por um normal estado de ilusão, pois não vemos a corda, vemos a cobra. Reagimos à cobra que, embora sendo falsa, tem o poder de afetar-nos. Não vemos a corda, embora ela seja real.
A Realidade não conhecemos. Ela é o Uno, sem um Segundo, é o Absoluto, é o Ser, a Consciência e a Bem-aventurança escondidas atrás deste mundo cheio de contrariedades, diversidades, de opostos, feito de nascimentos e mortes. O estudo do Ser, isto é, svadhyaya, através da leitura de livros sagrados de todas as tradições religiosas, através de permanente observação das coisas de fora e de dentro de nós, através da meditação, é que nos dá a coragem resultante de matar a ameaçadora cobra da ilusão.
Assim como quem viu a figura da cobra, nós também, em nossas relações com o mundo, sofremos as mais profundas emoções e reagimos com o corpo: com os nervos, com as glândulas e vísceras.
O estudo da filosofia é a chave que nos liberta da vinculação, dos sofrimentos, da cobiça, do medo e do ódio. Se é a ilusão que nos assusta ou prende, é a desilusão que nos salva. Nunca se entristeça por desiludir-se de algo ou de alguém. É uma libertação que merece ser comemorada com um sincero "Graças a Deus". A verdadeira e última desilusão abre o portal para Deus.
Reflexão: Iludia-me pensando que o gelo era mais real que a água e esta mais real que o átomo. Hoje, a ciência liberta-me dessa ilusão, e sei que nem mesmo o átomo tem realidade, a não ser uma realidade relativa.
A Realidade que Eu Sou nem adoece, nem sofre, nem morre, nem se perturba. Intranqüilo, andei desejando e buscando poder, fortuna e prazer. Hoje - desiludido - salvo-me. Andei temendo coisas que também são ilusões. Desiludo-me e deixo o medo para trás, para longe de mim.
A Realidade que Eu Sou não tem inimigos nem sofre ameaças. O sofrimento é ilusão. Ilusório é também o prazer. Somente a Paz tem Realidade. Somente a Bem-aventurança é Real.
Referência:
[1] José Hermógenes de Andrade Filho, Yoga para Nervosos, 42a. Edição, Editora Nova Era, Rio de Janeiro, 2008.
Labels: desilusão, ilusão, realidade, svadhyaya
Sunday, September 07, 2008
A Realidade Invisível
"Conheça a verdade e ela vos libertará", Jesus Cristo
Muitas pessoas consideram real apenas aquilo que conseguem observar com seus olhos físicos. No entanto, a realidade que nos cerca e com a qual interagimos é muito mais ampla, contendo uma grande riqueza que não conseguimos observar diretamente com nossos olhos físicos. Por exemplo, a maioria das pessoas acredita na existência das Pirâmides do Egito, apesar de nunca as terem visto "ao vivo", mas apenas através de filmes e informações gravadas em papel. No entanto, a maioria das pessoas não acredita na existência dos discos voadores, pilotados pelos construtures das Pirâmides do Egito, apesar de já terem vistos muitos filmes e informações gravadas em papel mostrando esses objetos. Por que esta diferença de comportamento? Uma razão óbvia é que as pirâmides estão continuamente presentes em um local fixo do espaço e podem ser observadas por qualquer viajante que se proponha ir até elas. Já com relação aos discos voadores (UFOs, OVNIs) essas características não ocorrem. Mas existe um segunda razão, mais importante, para esse nosso comportamento: a elite mundial (illuminati reptilianos) que controla nosso planeta na terceira dimensão (física) não deseja que aceitemos essa realidade como verdadeira, ridicularizando a todos que afirmam existir esses objetos. Por que isso acontece? Porque os controladores mundiais desejam continuar a serem os controladores mundiais e não estão, portanto, interessados em que a verdade se espalhe pela população. Por que? Porque a existência de discos voadores, implica na existência de seres (que os manobram) mais inteligentes do que eles, os controladores mundiais, e que poderiam desbancá-los do poder, espalhando as verdades que nos foram ocultadas ao longo da história [como as pirâmides do Egito é uma realidade que não dá para ocultar da população, os manipuladores mundiais dizem que elas foram feitas por uma civilização primitiva que não mais existe, que não conseguiu sobreviver até nossos dias. Você acredita nisso?].
Assim como os discos voadores, existe uma grande lista de verdades ocultas que nos são negadas pela elite mundial (que são motivos para ridicularização): discos voadores, Terra oca, imortalidade física e energia do vácuo (não-poluente e também conhecida como energia do ponto zero - ZPE, em inglês - ou energia livre/gratuita). Existe um fio de ligação de todos esses temas: a nossa saúde! Esses temas, se compreendidos adequadamente, podem proporcionar uma grande melhora de nossa saúde, algo não desejado pelos controladores mundiais. Estes estão interessados no extermínio da raça humana do planeta Terra! Portanto, eles estão interessados em degradar, o máximo possível, a saúde de todos os seres humanos. Por exemplo, apesar de já existirem máquinas ZPE que extraem energia, de forma não poluente, do vácuo, eles insistem em usar a energia vinda, de forma poluente ao meio ambiente usado pelos humanos, do petróleo, obtido de forma centralizada. Além disso, com as máquinas ZPE a energia seria obtida de forma descentralizada (na sua própria residência!), o que arrasaria seu controle centralizado da energia (via petróleo e usinas elétricas). Se as máquinas ZPE entrassem no mercado, ocorreria algo semelhante ao que ocorreu na computação (informática): antigamente, todo o processamento computacional era feito em máquinas centralizadas (mainframes, controlados pelos illuminati) e, posteriormente, com o lançamento comercial dos computadores pessoais esse processamento ficou descentralizado (portanto, descontrolado) e nós conseguimos chegar à nossa atual internet, fornecedora de inúmeras informações, muitas delas anteriormente secretas.
Por que a saúde humana é o fio condutor que interconecta todos os temas proibidos (tabus) citados acima? Porque os seres humanos que habitam no interior da Terra oca são fisicamente imortais e pilotam seus discos voadores usando energia ZPE extraída do vácuo. Portanto, para os controladores, nenhum dos temas tabus deve ser aceito como verdadeiro pela população, para evitar a melhoria da saúde de todos e, obviamente, extingüindo o controle exercido pelos controladores. O número de controladores mundiais é muito pequeno para poder controlar fisicamente toda a população mundial. É a nossa aceitação de mentiras, como se fossem verdades, que permite a continuação do controle que eles exercem. Lembrar que a escassez permite o controle e a abundância nos dá a liberdade...
Muitas pessoas consideram real apenas aquilo que conseguem observar com seus olhos físicos. No entanto, a realidade que nos cerca e com a qual interagimos é muito mais ampla, contendo uma grande riqueza que não conseguimos observar diretamente com nossos olhos físicos. Por exemplo, a maioria das pessoas acredita na existência das Pirâmides do Egito, apesar de nunca as terem visto "ao vivo", mas apenas através de filmes e informações gravadas em papel. No entanto, a maioria das pessoas não acredita na existência dos discos voadores, pilotados pelos construtures das Pirâmides do Egito, apesar de já terem vistos muitos filmes e informações gravadas em papel mostrando esses objetos. Por que esta diferença de comportamento? Uma razão óbvia é que as pirâmides estão continuamente presentes em um local fixo do espaço e podem ser observadas por qualquer viajante que se proponha ir até elas. Já com relação aos discos voadores (UFOs, OVNIs) essas características não ocorrem. Mas existe um segunda razão, mais importante, para esse nosso comportamento: a elite mundial (illuminati reptilianos) que controla nosso planeta na terceira dimensão (física) não deseja que aceitemos essa realidade como verdadeira, ridicularizando a todos que afirmam existir esses objetos. Por que isso acontece? Porque os controladores mundiais desejam continuar a serem os controladores mundiais e não estão, portanto, interessados em que a verdade se espalhe pela população. Por que? Porque a existência de discos voadores, implica na existência de seres (que os manobram) mais inteligentes do que eles, os controladores mundiais, e que poderiam desbancá-los do poder, espalhando as verdades que nos foram ocultadas ao longo da história [como as pirâmides do Egito é uma realidade que não dá para ocultar da população, os manipuladores mundiais dizem que elas foram feitas por uma civilização primitiva que não mais existe, que não conseguiu sobreviver até nossos dias. Você acredita nisso?].
Assim como os discos voadores, existe uma grande lista de verdades ocultas que nos são negadas pela elite mundial (que são motivos para ridicularização): discos voadores, Terra oca, imortalidade física e energia do vácuo (não-poluente e também conhecida como energia do ponto zero - ZPE, em inglês - ou energia livre/gratuita). Existe um fio de ligação de todos esses temas: a nossa saúde! Esses temas, se compreendidos adequadamente, podem proporcionar uma grande melhora de nossa saúde, algo não desejado pelos controladores mundiais. Estes estão interessados no extermínio da raça humana do planeta Terra! Portanto, eles estão interessados em degradar, o máximo possível, a saúde de todos os seres humanos. Por exemplo, apesar de já existirem máquinas ZPE que extraem energia, de forma não poluente, do vácuo, eles insistem em usar a energia vinda, de forma poluente ao meio ambiente usado pelos humanos, do petróleo, obtido de forma centralizada. Além disso, com as máquinas ZPE a energia seria obtida de forma descentralizada (na sua própria residência!), o que arrasaria seu controle centralizado da energia (via petróleo e usinas elétricas). Se as máquinas ZPE entrassem no mercado, ocorreria algo semelhante ao que ocorreu na computação (informática): antigamente, todo o processamento computacional era feito em máquinas centralizadas (mainframes, controlados pelos illuminati) e, posteriormente, com o lançamento comercial dos computadores pessoais esse processamento ficou descentralizado (portanto, descontrolado) e nós conseguimos chegar à nossa atual internet, fornecedora de inúmeras informações, muitas delas anteriormente secretas.
Por que a saúde humana é o fio condutor que interconecta todos os temas proibidos (tabus) citados acima? Porque os seres humanos que habitam no interior da Terra oca são fisicamente imortais e pilotam seus discos voadores usando energia ZPE extraída do vácuo. Portanto, para os controladores, nenhum dos temas tabus deve ser aceito como verdadeiro pela população, para evitar a melhoria da saúde de todos e, obviamente, extingüindo o controle exercido pelos controladores. O número de controladores mundiais é muito pequeno para poder controlar fisicamente toda a população mundial. É a nossa aceitação de mentiras, como se fossem verdades, que permite a continuação do controle que eles exercem. Lembrar que a escassez permite o controle e a abundância nos dá a liberdade...
Labels: illuminati, realidade
Sunday, February 18, 2007
A Física da Consciência, do Espírito, da Alma e da Imortalidade - 8
O Universo é um ambiente de infinitas possibilidades, todas possíveis de serem realizadas. A Consciência é o agente responsável pela manifestação daquela possibilidade em que ela se focaliza. Afinal, o que é Consciência? Onde ela está? Existem vários níveis de consciência. A Consciência Cósmica (que podemos chamar de Deus) é o Princípio Inteligente distribuído em todo o Universo e responsável pela existência do mesmo, por o ter focalizado (pensado) do jeito que ele é. Devido à formação do Universo através do Big Bang, todos os átomos do Universo estão permanentemente entrelaçados/emaranhados e, literalmente, somos todos um: o que ocorre com um, ocorre instantaneamente com o Todo.
Uma pequena parte da Consciência Cósmica está armazenada em cada ser humano, constituindo algo que podemos chamar de Consciência Individual. Essa Consciência Individual pode ser subdividida em consciências associadas às partes do corpo físico, até o nível da célula. É nossa consciência que concretiza todas as ações e manifestações físicas que constituem nossa realidade observável. A cada instante, temos infinitas possibilidades a nosso dispor; aquela possibilidade em que sua consciência focalizar, será a possibilidade que irá se materializar. Os físicos quânticos dizem isso da seguinte forma: quando a consciência foca em algo, ela causa "o colapso da função de onda correspondente"; "colapso" significa a seleção e manifestação daquilo focado. Por exemplo: você está lendo esta mensagem porque eu, das infinitas possibilidades que eu tinha ao meu dispor, resolvi conscientemente selecionar a possibilidade de escrever este texto e você, das infinitas possibilidades que você tinha ao seu dispor, resolveu vir aqui ler este texto.
Minha consciência, para concretizar a minha realidade, utiliza um canal que envolve meu espírito, alma, mente e cérebro. Ao nível de mente e cérebro, a consciência se manifeta através do Pensamento. Portanto, o pensamento é realmente uma força criadora; se mantido focado em algo, esse algo certamente se realiza. Na prática, não conseguimos as coisas que desejamos porque não focamos adequadamente naquilo que desejamos; geralmente, uma pessoa comum perde a concentração a cada 6 a 10 segundos. Existe um filme, já disponível em locadoras, chamado "Quem Somos Nós? Uma Nova Evolução [Down the Rabbit Hole]", seqüência do "Quem Somos Nós?", que detalha este e outros pontos interessantes da Mecânica Quântica. Em particular, neste filme [aos 32 minutos] existe um desenho animado do Dr. Quântico sobre a experiência clássica da fenda dupla, muito didática, e que mostra explicitamente que apenas a presença de um observador (equipamento de detecção) altera o resultado do experimento! A consciência omnipresente é o mecanismo que permite a manifestação da não-localidade, mantendo em contato todos os objetos do universo entrelaçado.
Em vista do mecanismo acima, de geração de nossa realidade, a primeira coisa que deveríamos fazer ao acordar pela manhã seria escolher pensar que esse novo dia será repleto de paz, alegria, saúde e felicidade, pois esse tipo de pensamento irá polarizar os nossos acontecimentos nessa direção (aumentar a probabilidade de sua ocorrência). Os matemáticos diriam que você estaria mudando a probabilidade de ocorrência do evento A, para a maior probabilidade de ocorrência do evento A dado que ocorreu anteriormente o evento B (Evento B: você pensar apenas coisas boas). A opção é sua: pensar coisas boas ou pensar coisas ruins, ao acordar! Qual delas você costuma escolher?
Da mesma forma, tudo que fazemos durante o dia, deveria ser feito com a consciência focada naquilo que estamos fazendo. Quando estamos comendo, bebendo ou tomanho banho, por exemplo, devemos pensar apenas na atividade sendo desenvolvida, pensando no bem que aquilo está fazendo para você. Enquanto você toma banho, por exemplo, agradeça ao Anjo da Água (e ao do Fogo, se o banho for quente) pelos benefícios que você está recebendo neste momento, devido à melhor estruturação dos aglomerados de moléculas de água que atingem sua pele e pelo prazer propiciado por essa atividade; vale, também, para a água que você bebe, o alimento que você come, etc. [sempre envolvendo: benefício+prazer]. A mesma atividade, nas mesmas condições, dão resultados diferentes, com e sem o envolvimento da consciência no ato.
Na Física Clássica há uma cadeia ascendente de causas e efeitos [da energia de formação dos átomos até a consciência; visão mecanicista/materialista], ao passo que na Física Quântica há uma cadeia descendente de causas e efeitos [da consciência para a energia de formação dos átomos; a consciência sendo, neste caso, a causa primeira de todas as manifestações do Universo; visão espiritualista]
[continua]
Labels: agradecimento, consciência, manifestação, probabilidade, realidade
