domingo, abril 14, 2024
As Leis da Vida - 1
Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Vida e Consciência Gráfica, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2
Nossa liberdade só é adquirida com conhecimento. O conhecimento traz a lucidez da luz, o esclarecimento, e a escuridão acaba saindo. Se soubermos como lidar com as coisas, conseguimos andar. Onde há saber, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Toda dor é fruto da ignorância, das trevas, onde não há luz. Quanto mais conhecimento temos da vida, mais nos viramos, mais temos liberdade, poder e progresso.
O que é lei? Lei é o que faz as coisas funcionar. É o como funciona. Lei é função. Lei é o que regulamenta, e regulamentar é uma função. A vida só funciona dentro de certas leis. Se quisermos melhorar e progredir, precisamos agir dentro dessas leis. Onde há ignorância, há dor. Onde há conhecimento e prática desse conhecimento, o resultado é sempre bom. Vamos agora conhecer as Dez Leis da Vida.
1. Lei da Unicidade: Tudo é Único
Tudo é único, logo, não há nada igual em todo o universo. Você é única, o mosquito é único, a pedra é única. Duas folhas de árvore, em todas as florestas do mundo, também não são iguais. Se a criatividade divina é infinita, qual a razão de se repetirem duas coisas? Há semelhantes, mas não iguais. A semelhança é necessária na vida, na natureza, para sua própria funcionalidade.
Trazendo essa lei para nosso comportamento e para nossas atitudes diárias, se absolutamente nada é igual, nenhuma comparação faz o menor sentido. Isso faz toda diferença. Comparar-se, então, é antinatural, e tudo que é contra a natureza é prejudicial. Comparar-se aos outros é rejeitar-se, é desvalorizar-se, é não aceitar sua individualidade, atributo essencial do espírito.
Sexos há apenas dois - masculino e feminino -, porém, sexualidade há tantas quantas as pessoas que houver no planeta. Cada indivíduo expressa sua sexualidade a seu modo. Não há dois heterossexuais ou dois homossexuais com a mesma sexualidade. A sexualidade é absolutamente individual.
A igualdade não existe, mas para a própria funcionalidade da vida, existe a semelhança. Semelhante nunca é igual. Quando dizemos que os iguais se atraem, não é verdade. São os afins que se juntam. Os afins encontram proximidade, não igualdade.
O maior mal que você pode fazer para si é se comparar, porque assim você estará se rejeitando, não se aceitando, se negando. Se a comparação é uma grande ilusão que faz muito mal, então não se justifica nenhuma espécie de complexo, principalmente o complexo de inferioridade.
Não adianta se esquivar, você vai ter uma vida única, tudo o que vai acontecer vai ser único e só vai acontecer daquela maneira com você. Diga constantemente: "Eu sou única; não sou igual a ninguém; não sou mais nem menos que ninguém, só sou diferente; minha individualidade é sagrada; eu me respeito e me aceito do jeito que sou; o que o outro pensa de mim só interessa a ele".
O universo é a vida onde a vivência, os contrastes começam a se realizar. Para haver consciência é preciso haver contraste. Não se faz espetáculo de fogos de artifício ao meio-dia. O fato de tudo ser diferente no universo é que faz a consciência existir. O mal só existe devido à existência do bem. Sem o contraste, não há percepção, não há consciência. Realidade é contraste.
Você quer estabilidade? Não vai ter! O ambiente não deixa nada ficar parado. Tudo é interdependente, então não tem como parar. O ambiente, através de seus contrastes, força a mudança. Por isso a indiferença do outro é a pior coisa para alguém. Na indiferança não há contraste.
O esquecimento voluntário, isto é, fingir que não está vendo, provoca uma reação, que é a dor. No caso, a dor é o estímulo para a pessoa perceber: olha o que você está fazendo contra si! A dor é um grande contraste. Há vida na dor. O sistema sensório, seja para produzir prazer, seja para produzir dor, é vida.
Quanto à afetividade, eu existo porque você existe. Você não só existe aqui na minha frente, como também é diferente de mim. Se todos os seres fossem iguais, eu não teria noção de mim. Eu existo porque nós somos diferentes. É porque você é diferente de mim que eu me vejo.
A afetividade é contato. No meu toque houve contraste. Esse contraste, esse contato produz uma reação no espírito, uma sensação que se chama afeto. Afeto é contraste. A afetividade só acontece aí dentro de você. São as suas sensações que importam. Só suas sensações, seus sentimentos, é que são seus. Por que você quer tanto os sentimentos dos outros? Não vão servir para nada. A afetividade e o amor verdadeiros são espontâneos. Não depende das condições do outro. Agora, o outro precisa mudar para que mereça sua afetividade? Se cada um é único, se cada um tem sua sagrada individualidade, como você pode fazer exigências ao outro? O que adianta ter uma manifestação afetiva externa se você não se sustenta afetivamente por dentro?
O que atrai ou repele as pessoas é o padrão energético. Todo mundo gosta de estar com uma pessoa nutritiva. A pessoa é nutritiva porque sua afetividade flui, e flui porque ela respeita sua individualidade e não exige que os outros sacrifiquem a deles para satisfazerem suas vontades.
Afeto é toque, toque é contraste e contraste faz você existir, perceber, sentir. Existir é o estado de percepção da consciência. Quanto mais você sentir o toque, mais você está viva, mais você existe. A bênção da sua vida é a existência desse povo todo diferente de você, porque quanto mais eles são eles, mais você é você. A vida a cerca de diferentes para que você seja mais você mesma, e ela vai lhe trazer um monte de coisas diferentes, senão você dorme e apaga a consciência.
Por isso, você nunca vai ter sossego. Acaba uma coisa, vem outra. "Ah, mas agora que eu ia sossegar?" Não. Se sossegar, você dorme, emperra a evolução. Dessa forma, o estímulo é constante. Se não for pela inteligência, fatalmente será pela dor, pelo desconforto. Para o universo, essa dor é um toque afetivo.
As diferenças, que no fundo são toques, são a manifestação do amor divino. Assim, quando você aceita o semelhante como ele é, você o faz existir. Quando você o rejeita, você o mata. Se você quiser matar alguma coisa em si, como uma maldade dos outros, é só ser indiferente.
A indiferença é uma grande arma humana de enorme utilidade, que você pode usar para o bem, contra a maldade humana. Na indiferença, você tira o contraste e, sem contraste, a coisa deixa de existir. Em vez de ficar aí na revolta, no ódio que a corrói, joga indiferença naquilo. Na indiferença você mata qualquer mal pela raiz. Isso é evoluir pela inteligência. Isso é elegância espiritual. Isso é compaixão. Quando você não usa a inteligência para evoluir, aparece outra coisa no lugar, a dor, já que a evolução é inevitável. Igual a ontem não vai mais acontecer. Uma situação nunca será igual à outra, porque as variáveis envolvidas são inúmeras.
Do conceito de que tudo é único, de que nada é igual, podemos tirar uma importantíssima conclusão: não existe apenas uma realidade. Há uma realidade que está aí, a do senso comum, decorrente do somatório de todas as crenças individuais do planeta. Porém, há tantas realidades quantas as pessoas que houver no planeta, porque a sua realidade é algo individual. A minha realidade jamais será igual à sua.
Não vou negar que a realidade comum tem sua dureza. Ela é o efeito das crenças individuais que, no geral, são totalmente ilusórias. O que você pode esperar de uma ilusão? Dor. Mas a sua realidade não precisa se alinhar a essa realidade comum. Cada um tem suas crenças individuais e diferentes, que farão com que sua realidade individual seja desse ou daquele jeito. A maioria das realidades é semelhante porque as pessoas cultivam crenças semelhantes.
Desse modo, você pode e deve construir uma realidade boa, independentemente dessa que está aí. Para isso é só mudar suas crenças e atitudes. Se fizer isso, tudo que a realidade comum tiver de bom, e há muita coisa boa, você vai usufruir, e tudo que ela tiver de ruim não vai interferir na sua realidade particular.
Quando se fala da lei da unicidade, outro absurdo que salta aos olhos é o "ideal". Ideal é o que cada um põe na sua ideia. Serve para ele, não para você. Toda ideologia é absurda, só serve para quem a inventou, e olhe lá. Não existe o ideal, mas o individual, o natural.
Por essa razão, o comunismo é uma tremenda insensatez. O comunismo é uma aberração diante da natureza humana, da sagrada individualidade, e, sem dúvida nenhuma, todo regime comunista está fadado ao fracasso, como já está acontecendo. Você não é comum. Ninguém é comum.
A idealização é uma afronta à lei da unidade, da individualidade. Ninguém é exemplo, modelo, padrão para ninguém, porque cada um é único e incomparável. Ninguém é normal, porque a normalidade não existe em se tratando da lei da unicidade. Quando você pensa assim, fica sujeito à obrigação de representar papéis contrários à natureza do seu espírito para não fazer feio, para se adequar à sociedade. Em outras palavras, você fica na dependência do olhar, da opinião do outro. Depois não reclame se for manipulada, roubada e rejeitada por eles. Todo complexo de inferioridade tem origem no confronto entre o idal e o natural.
A natureza não vai deixar você doente se você não a agredir. Todo sofrimento provém do desencaixe de sua individualidade, ou seja, todo o seu poder está fixado no exterior e é manipulado por ele.
A inteligência lhe mostra que o princípio da individualidade é o princípio da lucidez. Se você não fosse único, você não teria a sensação de existir. Por isso, a vida superior, a vida melhor, é a aceitação das individualidades, das diferenças e não do ideal, dos modelos, dos padrões. Não só devemos aceitar, como devemos cultivar.
Quem aprecia as diferenças evolui mais rápido, fica cheio de vida. Quanto mais você diz sim para as diferenças, mais a vida diz sim para aquilo que você quer. "Ah, cada um está no seu próprio caminho, como eu estou no meu, que é único". Então, sua individualidade cresce, você adquire mais posse de si, e quanto mais posse de si, mais firmeza e sucesso obtém, sem contar que fica cada vez mais imune a toda espécie de energia densa de encarnado ou de desencarnado.
Ao você aceitar as diferenças, você acaba provocando um fenômeno cósmico de equilíbrio chamado fraternidade. Tudo é a seu favor e você é a favor de tudo. Fraternidade é a aceitação de conviver com as diferenças. É a apreciação das diferenças. Diante disso, na sua família você vai apreciar que elas são diferentes, que elas pensam diferente. Assim, as diferenças delas têm sido uma bênção para você. A intolerância e a teimosia deixam de fazer parte de você. Acabam-se as brigas e as discussões. Daí, para estender a toda a humanidade, é só um pulinho.
Já pensou se a lei da unicidade, que consagra a individualidade, prevalecesse no mundo? As guerras seriam as primeiras a se extinguirem. Fanatismo e radicalismo religioso passariam longe. Seria decretado o fim de qualquer tipo de preconceito e a fraternidade reinaria absoluta num planeta de paz e prosperidade.
Não se compare com outras pessoas. Não existe nada igual em todo o universo. Tudo é único. Você também é única. Por isso você é incomparável. É burrice se comparar. O ideal é uma burrice. O ideal só serve para quem o idealizou. Toda ideologia só serve para quem a inventou. Não existe o ideal, mas o individual. Só tem sucesso quem é diferente, porque o espírito apoia o que é mais sagrado, que é a sua individualidade. Quando você respeita sua individualidade, você está sendo diferente naturalmente. Ninguém deve servir de exemplo para ninguém, porque o outro também é único.
A realidade comum é muito dura, mas não há apenas uma realidade. Há tantas realidades quantas pessoas houver no planeta. As realidades são únicas e individuais. Sua realidade é você quem faz de acordo com suas crenças. A realidade que está aí é o somatório de todas as realidades individuais. Claro que ela é difícil e dura, pois o que mais tem por aí são pessoas acreditando em fantasias, em ilusões, em negatividade. O resultado disso é um senso comum denso. Mas você não precisa necessariamente estar ligado ao senso comum. Mude suas crenças, mude seus pontos de vista, mude suas atitudes, e então você deixa de pertencer à vala comum, sem deixar de conviver com essa realidade.
São confunda sexo com sexualidade. Sexos há apenas dois: masculino e feminino. Sexualidade, cada um tem a sua. Não há duas pessoas no planeta com a mesma sexualidade. Sexualidade é algo individual. Sua sexualidade é única, por isso aceite-a e a trate com carinho. Só assim você vai se dar bem sexual, afetiva, espiritual e socialmente.
Não há sorte, não há azar, não há coincidências, não há acaso. O que existe é a individualidade e como cada um está lidando com ela.
Marcadores: afetividade, comparação, complexo, consciência, contraste, fraternidade, ideal, indiferença, leis, realidade, semelhança, sexualidade, unicidade, vida
terça-feira, setembro 28, 2010
O Celibato e a Barriga
Os celibatários começam a mudar seu interesse das mulheres para a comida. Você pode olhar para os saniássins indianos (e as estátuas de budas), os assim chamados mahatmas, e você sempre os achará muito gordos, com barrigas enormes. E a razão é que toda a sexualidade deles perverteu-se. Eles começaram a focar a libido no alimento.
Comida e sexo estão profundamente relacionados, muito intimamente relacionados, desde o comecinho da vida encarnada. A comida é necessária para a sobrevivência do indivíduo e o sexo é necessário para a sobrevivência das espécies. O sexo é exatamente como a comida para as espécies e a comida é como sexo para o indivíduo. Sem comida o indivíduo morrerá, sem o sexo as espécies morrerão.
Se você começa a reprimir sua sexualidade, então, o escape natural é do amor para o almoço! Isso não é coincidência. Olhe para uma fotografia de Swami Shivananda Maharaj. Toda a sua vida ele falou sobre iôga e meditação, mas vendo seu retrato, parece que ele esteve apenas comendo e comendo o tempo todo. Ele não podia andar - ficou gordo demais. Não podia erguer suas próprias mãos - elas ficaram tão pesadas que duas pessoas tinham que carregar suas mãos!
Portanto, não se torne muito interessado em almoço, isso pode ser perigoso. A menos que o celibato aconteça por conta própria, naturalmente, como uma consequência de profunda consciência-alerta, ele vai ficar focado numa coisa, ou noutra - vai descobrir um escape. E a comida está muito próxima.
A criança, desde a mais tenra idade, torna-se associada à idéia de comida e amor. Eles se tornam quase que dois aspectos da mesma moeda, porque ele recebe amor da mãe e também o alimento da mãe. O seu objeto de amor e o seu objeto de alimento é o mesmo, a mãe. Não somente a mãe, mas principalmente o seu seio: ela recebe o alimento do seio e, também, o calor e o sentimento de amor.
Há uma diferença: quando a mãe ama o filho, o seio tem uma sensação diferente e uma vibração diferente. A mãe tem um grande prazer com a criança alimentando-se no seu seio - é um estímulo à sexualidade da mãe. Se a mãe está realmente apaixonada pelo filho, ela chega quase a uma alegria orgástica. Seus seios são muito sensíveis - eles são a zona mais erótica do corpo dela. Ela começa a se excitar e a criança começa a sentir isso. A criança começa a tomar ciência do fenômeno de que a mãe está tendo prazer. Ela não está simplesmente alimentando-a, ela está tendo prazer naquilo.
Mas quando a mãe dá o seio apenas por necessidade, então, o seio é frio - não há o calor nele. A mãe está sem vontade, está com pressa. Ela quer acabar logo com a mamada, tão rapidamente quanto possível, e a criança sente isso. Fica muito aparente que a mãe está fria, não está amando, não tem calor. Ela não é realmente uma mãe. O filho parece indesejado, ele sente-se indesejado. A criança se sente desejada somente quando a mãe tem prazer com a criança alimentando-se no seu seio, quando aquilo se torna quase um relacionamento amoroso, quase um relacionamento orgástico. Somente então a criança sente o amor da mãe, sente-se necessária à mãe. E ser necessário à mãe é ser necessário à existência através da mãe. Seja qual for a sua idéia sobre a mãe, essa vai ser a sua idéia sobre o mundo.
Uma criança que não foi amada pela mãe, vai sentir-se alienada na existência - ela se sentirá um forasteiro, um estranho. Ela não pode crer em Deus, não pode confiar na existência. Se ela não pôde nem ao menos confiar na mãe, como pode confiar em mais alguém? A confiança torna-se impossível. Ela duvida, ela suspeita - ela fica continuamente em guarda, com medo, apavorada. Ela encontra inimigos, competidores, em toda parte. Ela tem medo de ser esmagada e destruída o tempo todo. O mundo não parece ser um lar para ela, absolutamente. Ela não pode ser religiosa.
A religião nasce, o primeiro vislumbre religioso acontece à criança, no seu relacionamento com a mãe. Se este relacionamento está envenenado, então, algo bem na fonte está envenenado. Então, torna-se muito difícil levar religião à criança. Então, ela precisa de grande psicoterapia, então, ela precisa de um longo, longo, e árduo processo doloroso de retorno, de modo que ela possa desenredar todas as suas memórias horrorosas, de modo que ela possa se livrar de todas as suas velhas associações. A menos que isso aconteça, ela não se sintonizará com nenhuma abordagem religiosa em direção à existência.
O ateísmo nasce do relacionamento - do primeiro relacionamento, da primeira familiaridade -, e este é com a mãe, principalmente com o seio da mãe. Se a mãe está feliz, se tem prazer na amamentação, então, o filho jamais comerá demais, porque ele confia - ele sabe que a mãe está sempre presente. Sempre que ele estiver com fome, suas necessidades serão satisfeitas. Ele jamais come demasiadamente.
A criança bem-amada permanece saudável. Ela não é nem magra, nem gorda - mantém o equilíbrio. Mas, se a mãe é fria, se a mãe está ali sem querer estar, então, a criança começa a engordar demasiadamente, porque ela sente medo - quem sabe se depois a mãe estará ali, ou não? Ela se enche em sua capacidade máxima; a barriga começa a crescer.
Todas as crianças pobres têm barrigas grandes pela simples razão de que sua mãe tem de sair para o trabalho o dia todo - elas sentem falta da mãe. Ela pode voltar à noite - cansada, exausta, sem disposição para o amor ou para o calor do afeto. O filho parecerá uma carga. E uma vez que a associação da criança tiver passado do amor para a comida, então toda a sua vida será uma complexidade desnecessária.
Não é por acaso que, na Índia, onde o celibato foi proposto durante séculos, exaltado por séculos, as pessoas se tornaram viciadas em comida. Tantos molhos que você não encontrará em nenhum outro lugar do mundo, e tantas espécies de comida! A razão é que a vida amorosa das pessoas está faminta e elas têm de preenchê-las de algum modo, estufando-se de algum modo com comida.
Fonte:
Osho, Zen - A Transmissão Especial, Madras Editora, 1999. ISBN 85-7374-182-1.
Marcadores: amor, barriga, celibato, comida, orgasmo, Osho, seio, sexualidade
quarta-feira, agosto 12, 2009
O "Fruto Proibido" da Bíblia - 1
A Bíblia atual é composta de duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O Antigo Testamento já existia antes da vinda de Jesus Cristo, escrito e seguido pelos hebreus. O Novo Testamento foi montado por ordem do imperador romano Constantino, no Concílio de Nicéia, no ano de 325 da nossa era, portanto séculos depois de Jesus Cristo. Este Novo Testamento foi sujeito a uma série de mutilações e adaptações com relação às verdades disponíveis na época de sua compilação. O Antigo Testamento, no entanto, é de uma grande precisão na sua redação e informação. Tanto isso é verdade que, apesar de ele ter sido redigido ha milhares de anos atrás, estudos matemáticos realizados recentemente conseguiram identificar, com antecedência (algo que lembra as profecias de Nostradamus, muito mais recentes), vários acontecimentos que aconteceram recentemente, como a Guerra do Golfo, o assassinato de Yitzhak Rabin, o atentado no metrô de Tóquio com um gás venenoso Sarin, etc., relatados em um livro chamado "O Código da Bíblia" [1]. Portanto, uma leitura atenta do que o Velho Testamento fala sobre a nossa alimentação irá nos revelar dados importantes para nos orientar sobre a escolha de nossos alimentos.
No Gênesis 1, do Antigo Testamento, dá-se importância à questão nutricional, especificando-se o alimento do homem: todas as ervas que dão semente e todas as árvores que dão frutos que dão semente, "isso será vosso alimento". Deus também disse que o homem deveria dominar sobre as criaturas marinhas (peixes), do céu (aves) e terrestres (animais). Ao resto da vida animal deu como alimento "toda verdura das plantas". Não havia, então, no início da vida do homem sobre a terra, matança de animais por animais ou de animais pelo homem. A diretriz divina foi bem clara, não deixando dúvidas: todo o reino animal deveria alimentar-se apenas do reino vegetal, não haveria carnivorismo, nem entre os próprios animais [2]. Isto está em Gênesis 1.
Outro ponto fundamental sobre a recomendação do Gênesis 1 sobre a nossa alimentação correta é o uso enfático da palavra "semente"! Guarde bem esta informação, para usarmos posteriormente. Enquanto o homem seguiu esta recomendação divina, ele era fisicamente imortal. A primeira menção de morte na Bíblia ocorre em Gênesis 2: 15-17, onde lemos que "Deus tomou o homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar. E deu ao homem este mandamento: 'Podes comer de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que comeres terás que morrer'". Verifica-se, nesta passagem posterior do Gênesis, que Deus, implicitamente, restringe a alimentação do homem para os frutos de todas as árvores, deixando as ervas que dão semente fora do nosso cardápio ideal. Além disso, agora Deus nos restringe ainda mais a alimentação, introduzindo um certo "fruto proibido" para o nosso consumo, pois se o consumirmos (regularmente) ele certamente nos matará. Vamos tentar identificar qual o tipo de fruto que nos é proibido por Deus, que acaba nos matando quando consumido rotineiramente.
A primeira questão: será que devemos comer apenas os frutos, ou também as sementes que já estão dentro desses frutos? Uma análise das sementes irá mostrar que elas sempre possuem, ao seu redor, uma série de venenos perigosos (como ácidos taninosos ou sais tânicos, ciânicos, etc., todos altamente tóxicos) cuja finalidade é preservar a semente até a sua germinação. Portanto, definitivamente, não devemos ingerir as sementes presentes dentro dos frutos.
As árvores que dão os frutos proibidos são chamadas de árvore do conhecimento. Aqui podemos especular o seguinte: onde está armazenado o "conhecimento" da árvore: na sua semente [se.mente, sê.mente, seja mente, seja a mente da árvore...poderia ter sido o comando do Criador para a semente...]. Portanto, as árvores do conhecimento do bem e do mal são as árvores cujos frutos são sementes, todos venenosos e mortais para os seres humanos: arroz, feijão, trigo (e seus derivados: pão, macarrão, pizza, lazanha, bolos, biscoitos, etc), milho, soja (e seus derivados: leite, tofu, carne de soja, shoyu, etc), grão de bico, lentilha, amendoin, nozes, castanhas (do Pará, de cajú, portuguesa, etc), amêndoas, avelãs, pecãs, pinhão, ervilhas, linhaça, canjica, cevada (e derivados: cerveja, etc), centeio, alho, cebola, côco, etc. Portanto, devemos comer frutos que dão semente e não os frutos proibidos que são sementes, os frutos-semente. Os frutos-semente possuem substâncias venenosas que nos matam, se consumidos rotineiramente. Os venenos estão presentes nas sementes para protegê-las do ataque de predadores até que possam germinar.
Lembro-me que, certa ocasião, minha mãe foi com minha irmã (hoje ambas já falecidas) a uma mata silvestre (uma "mata que mata"...), onde minha mãe foi atraída e começou a comer uma semente silvestre (usando a "mente que mente"...). Alertada por minha irmã, parou (felizmente) de fazer isso. Logo em seguida, passou a se sentir muito mal, com tontura, vômito e diarréia, sintomas de um envenenamento agudo [Algo parecido com quem toma o chá de Ayahuasca, bem cozido para retirar um pouco de sua virulência?? Ou com quem come alguma "planta de poder", como Carlos Castañeda, já falecido?? O nosso corpo físico possui embutida uma enorme inteligência, que deve ser sempre respeitada...]. Minha mãe comeu do fruto-semente proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal, e quase teve morte instantânea... Algo para se pensar (com a "mente que não mente")...
Em [2] comenta-se sobre duas consequências associadas à ingestão dos frutos proibidos, envolvendo as áreas de sexualidade e gigantismo.
Os frutos-semente proibidos, além de estarem relacionados com a morte, contêm excitantes sexuais e afetam o crescimento do corpo, diminuindo-o. A Bíblia afirma que existiam gigantes antigamente: Golias, por exemplo, era um deles (morto por um nanico - por comparação - chamado Davi). Com o passar das eras, as raças humanas foram comendo cada vez mais os frutos proibidos e, como consequência, foram diminuindo de altura. Os comedores de frutos proibidos, além disso, começaram a ficar cada vez mais excitados sexualmente e passaram a se reproduir muito mais que os gigantes, que, provavelmente, evitavam os frutos proibidos. Portanto, a eliminação dos gigantes (pelos seres menores) foi apenas uma questão de tempo (e de uma força da gravidade mais acentuada, conforme comentamos em postagem anterior).
[continua na Parte 2]
Referências:
[1] Michael Drosnin, O Código da Bíblia, Editora Cultrix, São Paulo-SP, 1998.
[2] Leocádio Celso Gonçalves, Desenvelhecimento: Um Vôo Livre Panorâmico Sobre a Questão do Envelhecer, Editora LTR, São Paulo-SP, 1999.
Marcadores: Bíblia, fruto proibido, gigantes, gravidade, sementes, sexualidade
terça-feira, janeiro 15, 2008
A Sexualidade Correta
Deus-Pai é Sabedoria e Deus-Mãe é Amor. Portanto, todas as formas de amor devem ser exercitadas com sabedoria. Todas as Religiões, que visem a religação do ser humano com Deus, têm como base a união sexual do homem com a mulher, através do processo conhecido como Magia Sexual. Este processo consiste em, após as carícias preliminares, introduzir o pênis/falo/membro na vulva, alojando-o na vagina, dar prosseguimento com os movimentos normais do coito e concluir essa união sexual sem derramar o sêmen, isto é, sem ejacular. Por que isso?
Para gerar um novo corpo físico humano há necessidade de apenas um espermatozoide. Num espasmo muscular, chamado de ejaculação masculina, são eliminados milhões de espermatozoides do organismo do homem. Isto constitui um imenso desperdício de energia e é chamado de pecado. Durante uma atividade sexual normal, sem ejaculação, alguns espermatozoides são naturalmente liberados pelo organismo masculino, que podem servir para o propósito de reprodução. Adão foi expulso do Paraíso por "comer o fruto proibido", isto é, por ter cometido o pecado de ejacular, não por fazer amor (sexo). Por que é um pecado (erro) ejacular?
Existem dois tipos de Magia Sexual, a Branca e a Negra. Os que praticam a Magia Sexual Branca não derramam o sêmen jamais durante a vida. Os que praticam a Magia Sexual Negra derramam o sêmen. A atividade sexual acompanhada da ejaculação do sêmen é chamada de fornicação. A Magia Sexual com ejaculação do sêmen é Magia Negra. A Magia Sexual sem a ejaculação do sêmen é Magia Branca. Os magos brancos nunca derramam o sêmen. Os magos negros sempre derramam o sêmen. Os magos brancos fazem subir (Ascenção) a serpente ígnea de nossos mágicos poderes (Kundalini) pelo canal medular. Os magos negros fazem a cobra descer até os infernos atômicos do homem.
Se um Mago derrama seu sêmen, ele perde bilhões de átomos solares, que são substituídos por bilhões de átomos diabólicos, que, por sua vez, são recolhidos pelos órgãos sexuais através do movimento nervoso que acompanha o derramamento do sêmen. Os átomos satânicos tentam subir para o cérebro mas são bloqueados e precipitados ao abismo, a cobra desperta e se dirige para baixo, para formar, no corpo astral, a cauda do Diabo.
Com a Magia Sexual Branca podemos reter no nosso corpo todas as correntes cósmicas e os poderes divinos. Então se desperta em nós o Kundalini, o fogo sagrado do Espírito Santo, e nos convertemos em seres terrivelmente divinos.
Mas quando derramamos o sêmen, as correntes fundem-se nas correntes universais e penetra na alma dos dois seres uma luz vermelha sanguinolenta, as forças luciferianas do mal, o magnetismo fatal. Então Cupido se afasta chorando e fecham-se as portas do Éden (Paraíso). O amor converte-se em desilusão, vem o desencanto, fica presente a negra realidade deste Vale de Lágrimas. O Filho do Homem nasce da água e do fogo. A água é o sêmen e o fogo é o Espírito.
O homem e a mulher podem utilizar o contato sexual e as delícias do amor carnal e dos beijos, para converterem-se em Deuses ou em Demônios. Existe permanentemente uma grande batalha entre os poderes da Luz e os poderes das Trevas. A raiz secreta dessa batalha está no sexo.
Os deuses e os demônios vivem em eterna luta. Os deuses defendem a doutrina da castidade. Os demônios odeiam a castidade. A raiz do conflito entre deuses e demônios está no sexo.
A Terra é dirigida por Cristo e por Javé (Javeh), os quais vivem em eterna luta. Cristo é o Chefe dos Deuses e Javé é o Chefe dos Demônios (Satanás é o nome de um dos demônios). Javé é um anjo caído, terrivelmente perverso. É o Gênio do Mal. Cristo é o Chefe da Grande Loja Branca. Javé, a sua antítese, é o Chefe da Grande Loja Negra. Os poderes da Luz e das Trevas vivem em eterna luta, sendo o sêmen o campo de batalha. No sêmen, os anjos e os demônios lutam até a morte.
As bruxas verdadeiras podem viajar com seu corpo de carne e osso através do espaço (não precisam andar montadas em vassouras...). Elas sabem aproveitar o hiperespaço para transportar-se fisicamente de um lugar para outro. Quando um corpo se submerge no hiperespaço, diz-se que o corpo físico entrou em Estado de Jinas. Todo corpo em estado de Jinas escapa à Lei da Gravidade e pode flutuar no hiperespaço.
Os magos brancos também sabem colocar seus corpos físicos em estado de Jinas. Jesus caminhou sobre as águas do Mar da Galiléia nessa condição, os discípulos de Buda atravessaram rochas de lado a lado, os ioguis podem passar pelo fogo sem se queimarem, Pedro fugiu da prisão e salvou-se da pena de morte, etc.
Quando a Kundalini, ao invés de subir pelo canal medular, desce para os infernos atômicos do homem, ela se transforma na horrorosa cauda de Satã. Quando a serpente sobe, tornamo-nos anjos; quando desce, tornamo-nos demônios.
Os Anjos são homens perfeitos. Os Demônios são homens perversos.
[continua]
Fonte: Samael Aum Weor, Matrimônio Perfeito.
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