domingo, abril 14, 2024

 

As Leis da Vida - 1

Fonte: Luiz Gasparetto e Lúcio Morigi, Calunga revela As Leis da Vida, Vida e Consciência Gráfica, 2015. ISBN: 978-85-7722-443-2

Nossa liberdade só é adquirida com conhecimento. O conhecimento traz a lucidez da luz, o esclarecimento, e a escuridão acaba saindo. Se soubermos como lidar com as coisas, conseguimos andar. Onde há saber, conhecimento, esclarecimento, não há dor. Toda dor é fruto da ignorância, das trevas, onde não há luz. Quanto mais conhecimento temos da vida, mais nos viramos, mais temos liberdade, poder e progresso.

O que é lei? Lei é o que faz as coisas funcionar. É o como funciona. Lei é função. Lei é o que regulamenta, e regulamentar é uma função. A vida só funciona dentro de certas leis. Se quisermos melhorar e progredir, precisamos agir dentro dessas leis. Onde há ignorância, há dor. Onde há conhecimento e prática desse conhecimento, o resultado é sempre bom. Vamos agora conhecer as Dez Leis da Vida.

1. Lei da Unicidade: Tudo é Único

Tudo é único, logo, não há nada igual em todo o universo. Você é única, o mosquito é único, a pedra é única. Duas folhas de árvore, em todas as florestas do mundo, também não são iguais. Se a criatividade divina é infinita, qual a razão de se repetirem duas coisas? Há semelhantes, mas não iguais. A semelhança é necessária na vida, na natureza, para sua própria funcionalidade. 

Trazendo essa lei para nosso comportamento e para nossas atitudes diárias, se absolutamente nada é igual, nenhuma comparação faz o menor sentido. Isso faz toda diferença. Comparar-se, então, é antinatural, e tudo que é contra a natureza é prejudicial. Comparar-se aos outros é rejeitar-se, é desvalorizar-se, é não aceitar sua individualidade, atributo essencial do espírito.

Sexos há apenas dois - masculino e feminino -, porém, sexualidade há tantas quantas as pessoas que houver no planeta. Cada indivíduo expressa sua sexualidade a seu modo. Não há dois heterossexuais ou dois homossexuais com a mesma sexualidade. A sexualidade é absolutamente individual.

A igualdade não existe, mas para a própria funcionalidade da vida, existe a semelhança. Semelhante nunca é igual. Quando dizemos que os iguais se atraem, não é verdade. São os afins que se juntam. Os afins encontram proximidade, não igualdade.

O maior mal que você pode fazer para si é se comparar, porque assim você estará se rejeitando, não se aceitando, se negando. Se a comparação é uma grande ilusão que faz muito mal, então não se justifica nenhuma espécie de complexo, principalmente o complexo de inferioridade.

Não adianta se esquivar, você vai ter uma vida única, tudo o que vai acontecer vai ser único e só vai acontecer daquela maneira com você. Diga constantemente: "Eu sou única; não sou igual a ninguém; não sou mais nem menos que ninguém, só sou diferente; minha individualidade é sagrada; eu me respeito e me aceito do jeito que sou; o que o outro pensa de mim só interessa a ele".

O universo é a vida onde a vivência, os contrastes começam a se realizar. Para haver consciência é preciso haver contraste. Não se faz espetáculo de fogos de artifício ao meio-dia. O fato de tudo ser diferente no universo é que faz a consciência existir. O mal só existe devido à existência do bem. Sem o contraste, não há percepção, não há consciência. Realidade é contraste.

Você quer estabilidade? Não vai ter! O ambiente não deixa nada ficar parado. Tudo é interdependente, então não tem como parar. O ambiente, através de seus contrastes, força a mudança. Por isso a indiferença do outro é a pior coisa para alguém. Na indiferança não há contraste.

O esquecimento voluntário, isto é, fingir que não está vendo, provoca uma reação, que é a dor. No caso, a dor é o estímulo para a pessoa perceber: olha o que você está fazendo contra si! A dor é um grande contraste. Há vida na dor. O sistema sensório, seja para produzir prazer, seja para produzir dor, é vida.

Quanto à afetividade, eu existo porque você existe. Você não só existe aqui na minha frente, como também é diferente de mim. Se todos os seres fossem iguais, eu não teria noção de mim. Eu existo porque nós somos diferentes. É porque você é diferente de mim que eu me vejo.

A afetividade é contato. No meu toque houve contraste. Esse contraste, esse contato produz uma reação no espírito, uma sensação que se chama afeto. Afeto é contraste. A afetividade só acontece aí dentro de você. São as suas sensações que importam. Só suas sensações, seus sentimentos, é que são seus. Por que você quer tanto os sentimentos dos outros? Não vão servir para nada. A afetividade e o amor verdadeiros são espontâneos. Não depende das condições do outro. Agora, o outro precisa mudar para que mereça sua afetividade? Se cada um é único, se cada um tem sua sagrada individualidade, como você pode fazer exigências ao outro? O que adianta ter uma manifestação afetiva externa se você não se sustenta afetivamente por dentro?

O que atrai ou repele as pessoas é o padrão energético. Todo mundo gosta de estar com uma pessoa nutritiva. A pessoa é nutritiva porque sua afetividade flui, e flui porque ela respeita sua individualidade e não exige que os outros sacrifiquem a deles para satisfazerem suas vontades.

Afeto é toque, toque é contraste e contraste faz você existir, perceber, sentir. Existir é o estado de percepção da consciência. Quanto mais você sentir o toque, mais você está viva, mais você existe. A bênção da sua vida é a existência desse povo todo diferente de você, porque quanto mais eles são eles, mais você é você. A vida a cerca de diferentes para que você seja mais você mesma, e ela vai lhe trazer um monte de coisas diferentes, senão você dorme e apaga a consciência.

Por isso, você nunca vai ter sossego. Acaba uma coisa, vem outra. "Ah, mas agora que eu ia sossegar?" Não. Se sossegar, você dorme, emperra a evolução. Dessa forma, o estímulo é constante. Se não for pela inteligência, fatalmente será pela dor, pelo desconforto. Para o universo, essa dor é um toque afetivo.

As diferenças, que no fundo são toques, são a manifestação do amor divino. Assim, quando você aceita o semelhante como ele é, você o faz existir. Quando você o rejeita, você o mata. Se você quiser matar alguma coisa em si, como uma maldade dos outros, é só ser indiferente.

A indiferença é uma grande arma humana de enorme utilidade, que você pode usar para o bem, contra a maldade humana. Na indiferença, você tira o contraste e, sem contraste, a coisa deixa de existir. Em vez de ficar aí na revolta, no ódio que a corrói, joga indiferença naquilo. Na indiferença você mata qualquer mal pela raiz. Isso é evoluir pela inteligência. Isso é elegância espiritual. Isso é compaixão. Quando você não usa a inteligência para evoluir, aparece outra coisa no lugar, a dor, já que a evolução é inevitável. Igual a ontem não vai mais acontecer. Uma situação nunca será igual à outra, porque as variáveis envolvidas são inúmeras.

Do conceito de que tudo é único, de que nada é igual, podemos tirar uma importantíssima conclusão: não existe apenas uma realidade. Há uma realidade que está aí, a do senso comum, decorrente do somatório de todas as crenças individuais do planeta. Porém, há tantas realidades quantas as pessoas que houver no planeta, porque a sua realidade é algo individual. A minha realidade jamais será igual à sua.

Não vou negar que a realidade comum tem sua dureza. Ela é o efeito das crenças individuais que, no geral, são totalmente ilusórias. O que você pode esperar de uma ilusão? Dor. Mas a sua realidade não precisa se alinhar a essa realidade comum. Cada um tem suas crenças individuais e diferentes, que farão com que sua realidade individual seja desse ou daquele jeito. A maioria das realidades é semelhante porque as pessoas cultivam crenças semelhantes.

Desse modo, você pode e deve construir uma realidade boa, independentemente dessa que está aí. Para isso é só mudar suas crenças e atitudes. Se fizer isso, tudo que a realidade comum tiver de bom, e há muita coisa boa, você vai usufruir, e tudo que ela tiver de ruim não vai interferir na sua realidade particular.

Quando se fala da lei da unicidade, outro absurdo que salta aos olhos é o "ideal". Ideal é o que cada um põe na sua ideia. Serve para ele, não para você. Toda ideologia é absurda, só serve para quem a inventou, e olhe lá. Não existe o ideal, mas o individual, o natural.

Por essa razão, o comunismo é uma tremenda insensatez. O comunismo é uma aberração diante da natureza humana, da sagrada individualidade, e, sem dúvida nenhuma, todo regime comunista está fadado ao fracasso, como já está acontecendo. Você não é comum. Ninguém é comum.

A idealização é uma afronta à lei da unidade, da individualidade. Ninguém é exemplo, modelo, padrão para ninguém, porque cada um é único e incomparável. Ninguém é normal, porque a normalidade não existe em se tratando da lei da unicidade. Quando você pensa assim, fica sujeito à obrigação de representar papéis contrários à natureza do seu espírito para não fazer feio, para se adequar à sociedade. Em outras palavras, você fica na dependência do olhar, da opinião do outro. Depois não reclame se for manipulada, roubada e rejeitada por eles. Todo complexo de inferioridade tem origem no confronto entre o idal e o natural.

A natureza não vai deixar você doente se você não a agredir. Todo sofrimento provém do desencaixe de sua individualidade, ou seja, todo o seu poder está fixado no exterior e é manipulado por ele.

A inteligência lhe mostra que o princípio da individualidade é o princípio da lucidez. Se você não fosse único, você não teria a sensação de existir. Por isso, a vida superior, a vida melhor, é a aceitação das individualidades, das diferenças e não do ideal, dos modelos, dos padrões. Não só devemos aceitar, como devemos cultivar.

Quem aprecia as diferenças evolui mais rápido, fica cheio de vida. Quanto mais você diz sim para as diferenças, mais a vida diz sim para aquilo que você quer. "Ah, cada um está no seu próprio caminho, como eu estou no meu, que é único". Então, sua individualidade cresce, você adquire mais posse de si, e quanto mais posse de si, mais firmeza e sucesso obtém, sem contar que fica cada vez mais imune a toda espécie de energia densa de encarnado ou de desencarnado.

Ao você aceitar as diferenças, você acaba provocando um fenômeno cósmico de equilíbrio chamado fraternidade. Tudo é a seu favor e você é a favor de tudo. Fraternidade é a aceitação de conviver com as diferenças. É a apreciação das diferenças. Diante disso, na sua família você vai apreciar que elas são diferentes, que elas pensam diferente. Assim, as diferenças delas têm sido uma bênção para você. A intolerância e a teimosia deixam de fazer parte de você. Acabam-se as brigas e as discussões. Daí, para estender a toda a humanidade, é só um pulinho.

Já pensou se a lei da unicidade, que consagra a individualidade, prevalecesse no mundo? As guerras seriam as primeiras a se extinguirem. Fanatismo e radicalismo religioso passariam longe. Seria decretado o fim de qualquer tipo de preconceito e a fraternidade reinaria absoluta num planeta de paz e prosperidade.

Não se compare com outras pessoas. Não existe nada igual em todo o universo. Tudo é único. Você também é única. Por isso você é incomparável. É burrice se comparar. O ideal é uma burrice. O ideal só serve para quem o idealizou. Toda ideologia só serve para quem a inventou. Não existe o ideal, mas o individual. Só tem sucesso quem é diferente, porque o espírito apoia o que é mais sagrado, que é a sua individualidade. Quando você respeita sua individualidade, você está sendo diferente naturalmente. Ninguém deve servir de exemplo para ninguém, porque o outro também é único.

A realidade comum é muito dura, mas não há apenas uma realidade. Há tantas realidades quantas pessoas houver no planeta. As realidades são únicas e individuais. Sua realidade é você quem faz de acordo com suas crenças. A realidade que está aí é o somatório de todas as realidades individuais. Claro que ela é difícil e dura, pois o que mais tem por aí são pessoas acreditando em fantasias, em ilusões, em negatividade. O resultado disso é um senso comum denso. Mas você não precisa necessariamente estar ligado ao senso comum. Mude suas crenças, mude seus pontos de vista, mude suas atitudes, e então você deixa de pertencer à vala comum, sem deixar de conviver com essa realidade.

São confunda sexo com sexualidade. Sexos há apenas dois: masculino e feminino. Sexualidade, cada um tem a sua. Não há duas pessoas no planeta com a mesma sexualidade. Sexualidade é algo individual. Sua sexualidade é única, por isso aceite-a e a trate com carinho. Só assim você vai se dar bem sexual, afetiva, espiritual e socialmente.

Não há sorte, não há azar, não há coincidências, não há acaso. O que existe é a individualidade e como cada um está lidando com ela.

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segunda-feira, março 01, 2010

 

Quem Sou Eu?


Se conseguirmos responder corretamente esta pergunta, iremos nos pautar na vida de forma adequada. Eu sou minha alma, uma luz eterna criada por Deus. Todas as outras pessoas também são focos de luz, como eu. Portanto, devemos tratar com respeito a nós mesmos e a todas as pessoas, pois estaremos sempre caminhando juntos em nossas existências infinitas. Temos três eus: um eu que se julga superior (complexo de superioridade), um eu que se julga inferior (complexo de inferioridade) e um eu justo, que se julga corretamente, sem ser afetado pelo egoísmo.

Costumamos usar um espelho para observar nosso corpo físico antes de sair de casa, para que nossa aparência esteja condizente com os nossos relacionamentos com as outras pessoas. No entanto, deveríamos também usar um espelho para observar como estamos internamente, pois isso irá afetar profundamente como iremos tratar os demais. Devemos deixar a nossa luz brilhar, sem o acobertamento pelas trevas. Devemos sempre procurar a Paz e a Felicidade, sendo sempre otimista e alegre. Se Deus está sempre a meu favor, por que me preocupar e ficar triste?

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