terça-feira, outubro 17, 2023

 

Dom Pedro II


O Brasil foi o segundo país do mundo a instalar o telefone, em 1877, poucos meses depois de uma exposição nos Estados Unidos, na qual Dom Pedro II conheceu pessoalmente Graham Bell e seu invento. O primeiro telefone foi instalado na casa da família imperial.








A imprensa vivia plena liberdade durante o reinado de Dom Pedro II. “Durante todo o reinado, a liberdade de imprensa não foi uma só vez atacada. O seu principal cliente era sempre a oposição, e ela bem o fazia; fazia questão que cada erro se fizesse público”, afirmou o político e jornalista da época Joaquim Nabuco. Os jornais podiam defender ou falar mal do imperador abertamente. O imperador dizia: “Imprensa se combate com imprensa”. A liberdade é tanta que até impressionava outros países.

DPedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo no bolsocom um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. 


Alvo de charges quase diárias nos jornais, que mantinham a total liberdade de expressão e nenhuma censura.


Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.


DPedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições, independente de nacionalidade.


DPedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.


DPedro II falava 23 idiomas, sendo que em 17 era fluente.


A primeira tradução do clássico árabe "Mil e uma noites" foi feita por DPedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.


DPedro II tentou junto ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848.

Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.


A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.


Na época do golpe militar de 1889, DPedro II tinha 90% de aprovação da população em geral.

Por isso o golpe não teve participação popular.


Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a

Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.


Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.


(1880)

O Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.


(1880)

O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo.

 Perdendo apenas para Inglaterra.


O Imperador pegava empréstimos no Banco do Brasil para pagar suas viagens. 


(1880)

O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.


(1860-1889)

A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.


(1850-1889)

A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.


(1880)

A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.


(1860-1889)

O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.


A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.


Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como "A Cidade Dos Pianos"

devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.


O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias,

flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.


O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de "O Guarani" foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.


Ratificando boatos, DPedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos.


José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada "A Guarda Negra". Devido a abolição e até mesmo antes na Lei do Ventre Livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos.

As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas.


Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.


A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.


Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas.

 Um verdadeiro escândalo para época.


Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.


Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.


Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca.

Em uma época em que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com plantas nativas da mata atlântica.


Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto.

Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.


Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana,propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois "Never!" bem enfáticos. Relacionado a isso, temos hoje a cidade de Americana, no estado de São Paulo, fundada por americanos confederados derrotados naquela guerra. Nessa região, temos o famoso sotaque caipira paulista (pronúncia diferenciada da letra R), com origem na língua inglêsa desses emigrantes americanos.


O Brasil foi o único país da América do Sul que teve monarquia. No final de 1807, o general francês Napoleão Bonaparte ameaçava invadir Portugal. Foi aí que a família real, chefiada por d. João VI, resolveu partir para o Brasil, uma de suas colônias.


Dom Pedro II era um homem bem alto: o imperador do Brasil tinha 1,90m de altura. Ele também tinha olhos azuis, e aos 44 anos, era considerado um pouco mais grisalho que o normal para sua idade.


Dom Pedro II foi o governante que mais ficou no poder na história do Brasil. O monarca esteve à frente do país entre 1840 até 1889, por 49 anos seguidos.


Dom Pedro II era conhecido pelo seu amor pela ciência e astronomia. Ao longo de sua vida, ele se tornou membro de algumas importantes sociedades de pesquisa, como a Sociedade Geográfica Americana, Royal Society da Inglaterra, entre outras. Ele também foi reconhecido como patrono da Astronomia no Brasil pela Sociedade Brasileira de Astronomia e o dia 2 de dezembro, data do aniversário do nobre, foi instituído como o Dia Nacional da Astronomia.

Além do interesse por ciência, o imperador era um entusiasta da fotografia e ajudou no desenvolvimento do ofício no país. Depois de sua expulsão do Brasil em 1889, Pedro doou cerca de 25 mil fotos à Biblioteca Nacional.

Do ponto de vista econômico, o reinado de D. Pedro II ficou marcado pela transformação do café no principal artigo de exportação do Brasil. À medida que o trabalho escravo foi sendo combatido e essa mão de obra foi diminuindo, o governo incentivou a vinda de imigrantes europeus para o país.

Na década de 1870, D. Pedro II renunciou ao título de Soberano, pois afirmava que a soberania era do povo [1].

D. Pedro II viveu 66 anos: nasceu em 02.12.1825, no Rio de Janeiro, e morreu exilado em 05.12.1891, em Paris - França. Seu reinado foi de 07.04.1831 a 15.11.1889 (58 anos). Foi o primeiro fotógrafo brasileiro, tendo adquirido uma câmera de daguerreótipo em 1840. Teve contato amistoso com Friedrich Nietzsche, Victor Hugo, Richard Wagner, Louis Pasteur, Alexander Graham Bell, Charles Darwin, Camilo Castelo Branco, etc. Criou o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Imperial Academia de Música e Ópera Nacional, Colégio D. Pedro II, financiou a criação do Instituto Pasteur.

D. Pedro II fez duas grandes viagens ao exterior. Entre maio de 1871 e março de 1872 visitou Portugal, Espanha, França, Grã-Bretanha, Bélgica, Alemanha, Áustria, Itália, Suiça, Grécia e Egito. Em 1876 viajos aos Estados Unidos (New York, São Francisco, Nova Orleans, Washington-DC) e Canadá (Toronto). Em seguida, cruzou o Atlântico e visitou Dinamarca, Suécia, Finlândia, Império Russo, Império Otomano e Grécia. Em seguida, a Terra Santa, Egito, Itália, Áustria, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Paises Baixos (Holanda), Suiça e Portugal. Voltou ao Brasil em 22 de setembro de 1877. Em 1876, nos EUA, D. Pedro II visitou o presidente Ulyssis S. Grant e a primeira Exposição Mundial dos EUA, em Filadélfia (Pensilvânia) onde conheceu Thomas Edison e Graham Bell, que estava apresentando seu novo invento - o telefone - que o imperador testou e trouxe para o Brasil (no Rio de Janeiro e Petrópolis) no ano seguinte (1877).

Ref. [1] : Lilia Moritz Schwarcz, As Barbas do Imperador - D. Pedro II, um monarca dos trópicos, Companhia das Letras, 2012.




Pedro II, tradutor de mais de 3000 livros e poemas

 

Durante toda sua vida, o Imperador voltou-se especialmente para o aprendizado de idiomas; estudou grego, latim, inglês, francês, italiano, provençal, alemão, tupi guarani, hebraico, sânscrito, árabe ...

Seu talento para tradução foi descoberto por seus netos Dom Luiz e Dom Pedro em 1889, que publicaram um livro de traduções e poesias de Dom Pedro II;

Encontra-se, além de suas poesias, as traduções de poemas de Victor Hugo, Leconte de Lisle, Félix Anvers, Henry Longfellow, John Whittier, Alessandro Manzoni, entre outros,

num total de 2176 poemas; traduções de 200 canções, 3 cantos do Inferno da Divina Comédia e 9 cantos religiosos.

Como a maioria dos intelectuais brasileiros do período, Pedro II tinha o francês como a língua de literatura e cultura. Isso se expressa na quantidade de poemas cuja tradução se deu a partir do francês.

Foi também o primeiro no mundo a traduzir “Mil e uma noites” diretamente do Árabe para o Português.

Também se dedicou por 4 anos a tradução da Obra “Odisséia” de Homero do Grego para o Francês e Português.

Dom Pedro não traduzia com o objetivo de fama literária, nem mesmo com a ambição de publicar livros. Traduzia por prazer, para treinar o conhecimento e a fluência nos vários idiomas que cultivava.

Embora sua atividade tradutória esteja inserida em um contexto mais pessoal do que político, as traduções que D. Pedro realizou a partir do hebraico adquiriram relevância perante historiadores da cultura judaica que reverenciam a atuação do imperador na preservação da memória do povo judeu.

Muitas de suas traduções podem ser encontradas na Biblioteca Nacional RJ, Acervo de pesquisa do Museu Imperial de Petrópolis RJ e na Biblioteca Nacional de Paris França .

Fonte: Dom Pedro II: O Imperador tradutor, Romeu Porto Daros.

O imperador D. Pedro II (1825-1891) ficou conhecido por seu refinamento intelectual. Mesmo sendo sempre considerado brilhante, uma faceta surpreendente marcou sua biografia — o aprendizado de idiomas e a intensa dedicação em traduzir obras clássicas. O imperador brasileiro falava alemão, italiano, espanhol, francês, latim, hebraico e tupi-guarani. Lia grego, árabe, sânscrito e provençal. Não se limitava a traduzir livros, pesquisava obcecadamente termos e palavras. O gosto pelo estudo de línguas teve início na infância, quando aprendeu o inglês e o francês. Mais tarde, incorporou o alemão, o italiano e o espanhol. Já em 1875, o monarca iniciou os estudos das línguas do Oriente Médio, como o árabe, o hebraico e o sânscrito. Entre as obras clássicas que traduziu para o português estão As Mil e uma Noites (do árabe), Hitopadesa (do sânscrito), A Divina Comédia (do toscano), La Araucana (do espanhol) e Il Cinque Maggio (do italiano). D. Pedro II também traduziu poemas de Victor Hugo, Leconte de Lisle, Félix Anvers, Henry Longfellow, John Whittier e Alessandro Manzoni, entre outros. A tradução era apenas um dos hobbies do imperador, que tinha uma curiosidade insaciável por qualquer assunto: ciência, botânica, história, filosofia, literatura, astronomia e novidades tecnológicas. D. Pedro II foi o primeiro astrônomo do Brasil (descobriu uma estrela em seu observatório particular) e montou uma coleção particular de ciências naturais que continha minerais, plantas, aves empalhadas, insetos, peles e crânios. 

D. Pedro II era bem alto (um pouco acima de 1,90 m de altura). Na foto, sua esposa não chega ao seu ombro.





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