quarta-feira, janeiro 03, 2024

 

Histórias do Brasil


Tenho lido, recentemente, vários livros sobre a história do Brasil [1][2][3]. Vejamos algumas informações encontradas nestes livros e em outras fontes.

Após ser oficialmente descoberto pela esquadra portuguesa de Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500, o Brasil teve vários ciclos econômicos. O primeiro, de 1500 a 1530, foi o Ciclo do Pau-Brasil, do qual se extraía pigmentos para o tingimento de tecidos, usando a floresta nativa recem descoberta. O segundo ciclo, de 1530 ao final do século XVII (anos 1600), ocorreu o Ciclo da Cana-de-açucar. Durante estes dois ciclos, a capital do Brasil ficava na cidade de Salvador (no atual Estado da Bahia). No terceiro ciclo econômico, do final do século XVII ao final do século XVII (anos 1700), tivemos o Ciclo do Ouro (encontrado nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso), quando, então, a capital brasileira passou de Salvador para a cidade do Rio de Janeiro. O quarto ciclo econômico, durante o período imperial do século XIX (anos 1800), foi o Ciclo do Café, no qual tornou-se o maior produtor e exportador de café  do planeta, que perdura até os dias atuais. Esse ciclo, com o café como principal produto gerado no país, terminou com a crise de 1929. Tivemos também um Ciclo da borracha (1879 - 1912 e 1942 - 1945), caracterizado pela extração e comercialização do látex destinado à produção de borracha. No século XX, o Brasil passou a ter uma economia bastante diversificada (agricultura, indústria, comércio e serviços) e sua agropecuária passou a alimentar atualmente mais de 10% da população mundial.

Politicamente, temos os seguintes perídos no Brasil; Período colonial (1500 a 1808), Período da monarquia portuguesa (1808, chegada de D. João VI ao Brasil até 1822), Período imperial (de 1822 a 1889, dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II) e o Período republicano (de 1889 até hoje).

No Ciclo do ouro, os mineradores de ouro odiavam o pagamento de imposto chamado "quinto" (20% da produção de ouro, recolhido nas casas de fundição do ouro), daí surgindo a expressão atual de mandar uma pessoa para o "quinto dos infernos", quando não a queremos por perto.

A economia colonial brasileira teve início seguindo o modelo português usado nas ilhas da Madeira e de São Tomé: cultivo da cana-de-açúcar, construção de engenhos e uso de mão de obra escrava. Começava, assim, a rendosa empresa de caça ao indígena, e com ela o tráfico de "negros da terra" - termo utilizado para diferenciá-los dos negros africanos, que, aliás, começaram a chegar em profusão por volta de 1550 -, a fim de abastecer os núcleos de colonização. Cabe aqui uma observação: os escravos negros africanos eram capturados, na África, por negros africanos. Os navios negreiros dos brancos iam lá apenas comprar esses negros já aprisionados. Os construtores de engenhos eram os "engenheiros", palavra usada hoje em dia para designar pessoas que trabalham em muitas áreas de atividade.

Encerra-se o primeiro século da presença lusa em terra brasileira, com a colonização de parte do litoral e de pequenas áreas da terra adentro. Notícias fabulosas sobre minas de ouro e pedras preciosas ensejam expedições rumo ao sertão. A criação de gado, por sua vez, estimulava ainda mais a ocupação interiorana. Trazidos de Cabo Verde, os bovinos encontraram aqui terras de pastagens sem fim. Surgem os currais da Bahia. As reses, seguindo livremente depósitos salinos e barreiras de beiras de rio, espraiaram-se na direção do Nordeste e da atual Minas Gerais.

[continua]

Referências:

[1]  Mary Del Priore e Renato Venancio, Uma Breve Historia do Brasil, Editora Planeta do Brasil Ltda., 2016. ISBN: 978-85-422-0761-3.

[2]  Javier Moro, O Império é Você, Editora Planeta do Brasil Ltda., 2012. ISBN: 978-85-7665-804-7.

[3]  Lilia Moritz Schwarcz, As Barbas do Imperador - D. Pedro II, um monarca dso trópicos, Companhia das Letras, 2012. ISBN: 978-85-7164-837-1.

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