Saturday, April 25, 2009

 

A Volta da Juventude - 2


"Toda verdade passa por três estágios. Primeiro é ridicularizada. Posteriormente, é violentamente combatida. Finalmente, é aceita como auto-evidente", Schopenhauer.

Existem dois vilões (substâncias tóxicas) responsáveis pelo nosso envelhecimento, associados com a nossa ingestão alimentar e ao consequente metabolismo celular (refugos desse processo): radicais livres e lixo orgânico ácido. Os radicais livres costumam ser combatidos com antioxidantes e as substâncias tóxicas ácidas podem ser neutralizadas pelo uso de substâncias alcalinas. Para identificar se um líquido é ácido ou básico (alcalino) costuma-se usar um número indicador, chamado pH.

Entendendo o pH

Neste símbolo, o "p" significa "potencial" (significando "poder de concentração") e o "H" refere-se ao íon positivo (cátion, igual a um próton, no caso do hidrogênio) de Hidrogênio (H+). pH, portanto, é uma medida da concentração de prótons (+) em uma solução e, portanto, dá uma indicação da acidez ou alcalinidade da solução analisada. O pH é, na prática, um número entre 0 e 14 [esse número é obtido tomando-se o logaritmo da concentração de íons positivos de hidrogênio], que indica se uma solução é ácida (pH menor que 7), básica/alcalina (pH maior que 7) ou neutra (pH=7).

Existem aparelhos de medição do pH. Uma leitura de pH de zero significa que a substância testada é a mais ácida possível, e que ela está saturada de íons de hidrogênio. Esta substância saturada não consegue absorver íons de hidrogênio. Por outro lado, a leitura mais elevada de 14 significa que a substância é a mais alcalina possível e que nela não há íons de hidrogênio presentes.

A leitura de 7 significa que a substância é neutra. Praticamente tudo que medimos é sempre ácido ou alcalino, já que o número sete (neutro) é algo como um gume de faca: existe sempre uma tendência de ir para um dos lados. Quanto mais precisa a medição, menos provável de vermos o número mágico 7.

Qualquer aluno que inicia o estudo da Química, aprende que existe a seguinte reação química:

Ácido + Base/Álcali =====> Sal + Água

Portanto, para combater os resíduos orgânicos ácidos, que se acumularam em nosso corpo, causando nossos problemas orgânicos e nossa velhice, devemos usar substâncias alcalinas para banhar essas regiões ácidas, para sumir com esse ácido e gerar água e sal. Logo, a água mais indicada para nós bebermos é uma água alcalina (com pH>7). Essa água alcalina, além de neutralizar a acidez presente, contribui para liquefazer os resíduos ácidos solidificados (que podem causar artrite e artrose, por exemplo), o que facilita a sua eliminação (principalmente, via urina).

Quando nascemos estamos no estado mais alcalino de nossa vida. O embrião em desenvolvimento absorve componentes alcalinos de sua mãe. Esta é a razão das mulheres grávidas sofrerem deficiência alcalina nos seus mal-estares matinais e distúrbios alimentares relacionados a essa deficiência alcalina.

Nosso corpo é um mecanismo fantástico. Com relação ao pH, nosso corpo é capaz de fabricar certas substâncias químicas para manter um certo valor de pH nas diferentes partes do corpo. Mesmo com uma dieta ácida, nosso corpo mantém o pH do sangue em um nível constante de pH, entre 7,35 e 7,45. Se o nível de pH do sangue nas artérias ficar abaixo de 7, isso pode levar a pessoa a entrar em coma ou, até, morrer.

O excesso de resíduos ácidos é parcialmente eliminado do corpo pelos rins, pulmões, pele, etc., mas uma parte deles é armazenada nos tecidos do corpo (gerando o estômago volumoso dos homens e os quadris grandes das mulheres) e nas juntas, onde causa gota e artrite.

Os rins, a pele e os pulmões são os principais órgãos de descarga das toxinas. Os rins filtram principalmente toxinas como amônia, sais residuais e ácido úrico. É importante que os rins sejam mantidos sempre aquecidos (protegidos do frio) e, se o corpo está úmido devido ao suor, deve-se evitar o ar frio nessa região [1]. Isso me faz lembrar da moda feminina de usar "mini-blusas", que deixam os rins expostos ao frio. Apenas um rim aquecido funciona a contento. Beber bastante água alcalina ajuda a diluir os ácidos e facilita a excreção dos resíduos pelos rins.

Agora, um pequena informação muito importante [1]: Os pulmões extraem o dióxido de carbono (CO2) dos ácidos carbônicos circulantes no sangue. Isto torna o sangue alcalino e é a razão para que o sangue que sai dos pulmões ter a mais alta leitura de pH (isto é, ser o mais alcalino) de todos os pontos do seu percurso fechado pelo corpo! Comentaremos sobre isso, a seguir.

A informação acima serve para explicar várias coisas como, por exemplo, por que a preguiça nos é prejudicial. Uma pessoa preguiçosa não gosta de movimentar o seu corpo; com isso, sua respiração passa a ser bastante superficial (tem preguiça até para respirar profundamente, como no pranayama) e, como consequência, passa a ter o sangue mais ácido, o que pode levar às doenças e à morte. O nosso corpo físico foi feito para ser movimentado e, não, para ficar parado vendo televisão, olhando para o monitor de um computador, lendo livros, jornais ou revistas. A movimentação do corpo aumenta a intensidade da nossa respiração, oxigenando e alcalinizando melhor o nosso sangue.

Outra coisa explicada por essa informação do pH do sangue é por que os locais com maior densidade de pessoas centenárias fica no topo de regiões montanhosas, como em Vilcabamba e no povo Hunza. Nesses locais, além da ótima água alcalina disponível, o ar também é puríssimo (já que a poluição, pesada, fica nos locais de baixa altitude), alcalinizando melhor o sangue. Como essas regiões são montanhosas (terreno não é plano), as pessoas que aí residem estão o tempo todo subindo ladeiras, o que irá gerar inspirações profundas desse ótimo ar. Pode existir, também, uma interpretação esotérica para o "viver no alto da montanha": pode significar viver muitos anos (longevidade); algo semelhante a ser lançado ao alto por um foguete...

Em vista dessa informação do pH, podemos também concluir que devemos tentar respirar um bom ar durante as 24 horas do dia, inclusive durante o período em que dormimos. Portanto, nosso quarto de dormir deve estar sempre bem ventilado (de preferência, com as janelas sempre abertas, ou, pelo menos, com venezianas). É bom notar também que respiramos pela pele! Portanto, devemos usar o mínimo de roupa possível, para não atrapalhar a respiração cutânea, inclusive quando dormimos. Deveríamos, de preferência, dormir sem roupa grudada ao corpo (pijamas): apenas utilizar cobertas leves para ter um conforto térmico para ter um bom sono. Com respeito a isso, vale esta observação: os reis, nobres, dignatários, governantes, etc gostam de se vestir de forma pomposa (que abafa o corpo), dificultando a respiração cutânea e morrem logo, com o sangue envenenado por resíduos ácidos. Geralmente, todas as pessoas que vivem acima de 100 anos são pessoas humildes, sem muito dinheiro e sem vestimenta pomposa (e patogênica)...

Há um bom tempo atrás, meu pai contou-me algo que aconteceu durante um carnaval (ele leu isso no jornal): um folião morreu durante os festejos carnavalescos; um investigação posterior descobriu a causa da morte: o folião tinha pintado todo o corpo com uma tinta que impediu totalmente a sua respiração cutânea e, dessa forma, ele morreu envenenado com o próprio sangue acidificado em excesso. Em outras palavras, a respiração apenas via pulmões não é suficiente para alcalinizar adequadamente nosso sangue. Tome bem nota disso.

[continua]

Referência:
[1] Harald W. Tietze, Youthing: How to reverse the aging process and cure age related diseases, International Bestseller, 4th Edition.


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Tuesday, April 21, 2009

 

A Volta da Juventude


O envelhecimento humano é um processo muito lento. Demora muitos anos para surgir os problemas orgânicos crônicos no nosso veículo físico. Eles só surgem quando adotamos hábitos doentios/patológicos ao longo de toda a vida. Portanto, a lógica e o bom senso nos alerta que para recuperarmos a condição de saúde de nossa juventude, adotando hábitos saudáveis, irá também levar um bom período de tempo. No entanto, todas as revistas femininas estão repletas de "milagres": prometem a recuperação de todos os danos, causados ao corpo por décadas, em questão de dias ou semanas! Obviamente, isso é uma propaganda muito esperta, feita para vender mais revistas e obter maiores lucros. Quanto mais curto o período para obter o "milagre", mais perigoso é o processo envolvido. Uma operação plástica ou uma lipoaspiração, por exemplo, pode alterar o seu aspecto em algumas horas, mas pode também levar a(o) paciente para o cemitério. Uma dieta "revolucionária" já irá demorar um pouco mais para fazer seus efeitos na estética do corpo. Entretanto, ela é menos perigosa do que as intervenções cirúrgicas.

O que os "milagres" vendidos pelas revistas podem oferecer é uma melhoria do aspecto físico; podem fazer você parecer mais jovem, mas não conseguem fazer você SER mais jovem no curto espaço de tempo que alardeiam. Para realmente voltar a ser mais jovem é preciso adotar hábitos saudáveis por um longo período de tempo, descontinuando os hábitos doentios.

Que fazer para rejuvenescer?

Para responder a esta pergunta, precisamos saber a resposta a outra pergunta: O que nos faz envelhecer? O tempo certamente não possui qualquer elemento tóxico ao nosso corpo e, portanto, devemos parar de culpar a passagem do tempo pelo nosso envelhecimento. O que causa o nosso envelhecimento é o acúmulo de substâncias tóxicas em nosso corpo, devido ao nosso modo doentio de viver. Portanto, para juvenescer novamente (rejuvenescer) precisamos adotar um modo de viver (hábito) saudável, que diminua a quantidade de material tóxico já acumulado em nosso corpo.

A maneira mais eficaz, rápida e barata (você não gasta um centavo; pelo contrário, você economiza dinheiro) de tornar-se biologicamente mais jovem é praticar frequentemente o jejum absoluto durante o dia, já que durante todas as noites nós o praticamos durante o sono, nos abstendo de alimentos sólidos e líquidos, mas continuando a ingerir ininterruptamente o alimento gasoso que chamamos de ar. A ciência chama essa tática de rejuvenescimento de "dieta de baixa caloria" [às vezes, a chama de "restrição calórica" ou "subnutrição sem desnutrição"], apresentando-a, porém, de uma forma bem mais branda e disfarçada. No entanto, essa dieta é o único método, provado cientificamente, que aumentou a longevidade de todos os animais testados, inclusive do homem. No caso humano, está bem documentado o extraordinário feito de um italiano, de Veneza, chamado Luigi Cornaro, que aplicou essa tática.

Vale a pena falar um pouco sobre o caso clássico do nobre veneziano Luigi Cornaro [1]. No Século XVI ele escreveu um livro sobre sua vida, tratando sobre saúde e longevidade. Quando ele tinha quase 50 anos, teve graves problemas de saúde e os seus médicos lhe prognosticaram poucos meses de vida. Por conta própria, resolveu mudar radicalmente seus hábitos de vida. Enfatizando a questão dos hábitos alimentares, mudou-os, passou a comer muito pouco, intercalando com períodos de jejum absoluto, curou todas suas doenças, enterrou toda sua equipe médica e viveu com saúde, lúcido e ativo até os 98 anos, segundo [2], ou até os 103 anos, segundo [3]. Podemos fazer umas contas bem simples: considerando o tempo médio de vida para a época de Cornaro (35 anos, com sorte, segundo Chopra), isso foi uma enorme façanha para aquela época. Tomando o menor período de vida de 98 anos, segundo Hayflick, e dividindo pelos 35 anos de vida média da época, dá um quociente de 2,8, que podemos chamar de "índice de Cornaro". Aplicando esse índice de Cornaro ao tempo médio de vida de um país civilizado atual (ex. 76 anos, nos EUA), temos, pela multiplicação de 76 anos pelo índice 2,8, o valor de 212,8 anos, que seria quanto deveria viver um novo Cornaro em nossos dias! Este recorde, como sabemos, ainda não foi oficialmente batido até hoje, e os cientistas ortodoxos ainda insistem que não temos condições de ultrapassar a barreira dos 115-120 anos de idade...

No entanto, a maioria das pessoas não está interessada em ficar rica (de dinheiro, de saúde e de juventude) pela aplicação rotineira do jejum diurno. Então, a pergunta que precisa ser feita é: Existe um outro método alternativo de rejuvenescer, mantendo as três refeições suicidas (mortas) normais de todos os dias? Sim, existe um método, porém bem menos eficiente do que aquele citado acima, obviamente. Qual é esse método?

Onde há vida, há água! A água é a substância que sustenta todos os tipos de vida em nosso planeta. Quando saimos do ventre de nossa mãe, costumamos conter 85% de água de boa qualidade (moléculas bem agrupadas e estruturadas) em nosso corpo e uma pessoa bem velha não chega a ter 60% de água de má qualidade (moléculas mal agrupadas e estruturadas) no seu organismo [4]. Verificamos, portanto, que a vida humana na sociedade moderna constitui-se em um processo contínuo de desidratação orgânica. Logo, como regra geral, nunca tomamos água em excesso. A minha antiga sequência de postagens "Água Cura Tudo", neste blog, procura incentivar as pessoas a tomarem mais água para afastarem seus problemas orgânicos, um deles sendo o envelhecimento, óbvio.

No entanto, existem uma infinidade de tipos diferentes de água, desde a água morta (que mata quem a ingerir**) até águas vivas extremamente vitalizantes, como aquelas de Vilcabamba, no Equador, e as dos Hunzas, no Pasquitão (onde existe a maior densidade de centenários do nosso planeta, que também se alimentam errado, como nós!). Logo, como escolher a água adequada para beber e rejuvenescer?

[continua]

**Convém, neste ponto, citar as experiências feitas pelo engenheiro francês Marcel Violet [5]: Ele produziu um litro de água puríssima, por síntese, fazendo reagir diretamente Hidrogênio (H) e Oxigênio (O) puríssimos. A água assim obtida, extremamente pura, foi usada para nela fazer nadar alguns girinos (filhotes de rãs), mas os bichinhos morreram em poucos segundos nessa água, como que fulminados. Então, Violet lembrou que os girinos respiram oxigênio dissolvido na água. Como em sua água não havia oxigênio, os girinos só poderiam morrer mesmo. Então, Violet passou a oxigenar a água obtida da síntese, batendo-a longamente com um misturador, mas ao colocar novamente os girinos nessa água, agora oxigenada, estes morreram quase instantaneamente, como no caso anterior, quando não havia oxigênio dissolvido na água. A seguir, Violet colocou essa água numa garrafa de vidro hermeticamente selada e a deixou exposta, durante um mês, à ação do tempo, ao ar livre. Colocou então, novamente, alguns girinos nela e eles sairam nadando alegremente. Portanto, a água morta (que mata girinos) capta energia cósmica do ambiente e se transforma em água viva (que permite girinos viver nela).

Referências:

[1] Leocádio Celso Gonçalves, Desenvelhecimento: Um Vôo Livre Panorâmico Sobre a Questão do Envelhecer, Editora LTR, São Paulo-SP, 1999.
[2] Leonard Hayflick, COMO e POR QUE ENVELHECEMOS, Editora Campus, Rio de Janeiro-RJ, 1996.
[3] Deepak Chopra, Corpo sem Idade, Mente sem Fronteiras, Editora Rocco, Rio de Janeiro-RJ, 1995.
[4] Salvatore de Salvo, A Energia Cósmica e Você, Casa Editorial Schimidt, São Paulo-SP, 1994.
[5] Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo, Novos Segredos da Boa Saúde, Editado pela Biblioteca 24x7, 2008.

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