domingo, fevereiro 11, 2007

 

O Segredo da Vida, da Luz e do Amor - 21


A Oferta Divina


Se você admitir que possui um poder criador do pensamento, o qual é reflexo de um poder idêntico existente na Mente Divina, seu emprego reto desse poder se tornará assunto de suma importância para você.

O emprego invertido desse poder necessariamente o tem mantido muito preso pelas suas limitações, das quais você deseja se libertar, e também o emprego reto do mesmo lhe dará a liberdade. Por conseguinte, se existe qualquer revelação divina, seu objetivo deve ser desviar-se do emprego invertido de sua faculdade criadora e dirigir-se para uma especialização superior da mesma, que produza os resultados desejados.

Deus, sendo o Amor Infinito, só tende a dar e nada pedir; é, pois, o Homem quem pede.

O que você precisa é a certeza que não existe mais separação entre você e o Espírito Divino, em conseqüência do pecado, quer por atos declaradamente maus, quer por erro de princípio; e todo o objetivo da Bíblia é levá-lo a essa certeza. Ora, tal certeza não pode ser baseada em qualquer espécie de sacrifícios que exijam repetição, porquanto, então, nunca saberá quando terá dado o suficiente em qualidade ou quantidade. Deve ser coisa liquidada, ou então será inútil, e, por isso, a Bíblia considera ponto essencial do seu ensino que o sacrifício seja feito uma vez por todas.

Se você puder fazer que um indivíduo compreenda seu erro passado, veja realmente seu erro, ele não mais o cometerá [missão de Jesus].

A base de todo o processo criador é chamar das Trevas à Luz - "o que manifesta é a Luz" - e, por conseguinte, a ação conversa é a de enviar da Luz para as Trevas, isto é, para o Nada ou Não-Ente.

Apagar é enviar para fora da manifestação às trevas da não-manifestação, para fora da existência, ao Não-Ente. E, dessa forma, o erro passado deixou de ter qualquer existência e de ter mais efeito sobre você. Foi apagado é como se nunca tivesse existido; portanto, continuar a contemplá-lo é dar um falso sentimento de existência àquilo que efetivamente não tem mais existência.

É essa Afirmação da Negação que é a raiz de todo o mal. É a inversão do poder criador do pensamento que Deus nos deu, chamando à existência aquilo que, na Vida Perfeita do Espírito, nunca teve, nem podia ter existência, e, portanto, criado sentimento de desarmonia, oposição e separação. Certamente, isso é apenas relativamente a nós, pois não podemos criar princípios eternos.

Os grandes Princípios da Afirmativa podem ser resumidos nas duas palavras: Amor e Beleza. Amor em essência e Beleza em manifestação; porém, como você apenas vive sob o ponto de vista de sua própria consciência, você pode formar uma criação falsa, constituída pela idéia de opostos ao Amor e à Beleza que tudo criaram; e essa falsa criação, com todo o seu séquito de limitação, pecado, tristeza, moléstia e a morte, deve necessariamente ser real para você, até você perceber que essas coisas não foram criadas por Deus, o Espírito da Afirmativa, mas sim pela sua própria inversão de sua relação com o Ente Criador de tudo.

A Verdade eterna, aquela que é a realidade essencial da Existência, é sempre a mesma. Ela nunca se alterou, porque tudo o que é capaz de passar e dar lugar a outra coisa, não é eterno, e, portanto, a essência real de seu ser, provindo de Deus e subsistindo n'Ele, sempre foi a mesma. Este, porém, é o verdadeiro fato que se perdeu de vista, e visto que a sua percepção da vida é a medida de sua consciência individual dela, impuseste a si mesmo um mundo de limitações, um mundo repleto da força do negativo, porque viu as coisas sob este ponto de vista.

No Gênese, Deus viu que tudo o que fizera era bom, inclusive o Homem. A Queda é, pois, a falta que a mentalidade inferior cometeu em não compreender que Deus é Amor, ou, enfim, que o Amor é o Poder Motor final que pode conceber, e que as criações do Amor só podem ser boas e belas. A mentalidade inferior concebe uma qualidade oposta, a que dá o nome de Mal, e assim produz um poder motor oposto ao Amor, o que é o Medo.

Assim, nasceu no mundo o Medo, que deu origem a toda a trama de temor, ódio, inveja, mentira, violência e coisas semelhantes, produzindo também as vibrações discordantes no corpo, que são a causa das moléstias físicas.

Se você analisar seus motivos, verá que eles são sempre uma modalidade do Amor ou do Medo, e que o Medo tem sua base no reconhecimento de algum poder que não é o Amor Perfeito, que é Deus, o ÚNICO Bem que abarca tudo. O Medo tem uma força criadora que imita inversamente a do Amor, porém, a diferença entre eles é que o Amor é eterno, como Motivo Original da Criação. O Medo é ilógico, porque seria uma contradição de termos considerá-lo como tendo qualquer lugar no Motivo Original da Criação.

Se você aceitar a noção de um poder dual, o do Bem e o do Mal, você introduzirá na sua vida a ação criadora invertida do Medo, com todo o seu cortejo de coisas más. Isso será comer do fruto mortal da planta que produz a Queda, e, portanto, a Redenção que deve ser efetuada para você é a redenção do Medo - não apenas de um ou outro medo particular, mas da própria Raiz do Medo, a qual é a descrença no Amor de Deus, a recusa a crer que só o Amor é o Poder Criador em todas as coisas, quer tão pequenas que não possa reconhecer ou tão grandes que não possa conceber.

A raiz de toda perturbação do mundo consiste na Afirmação da Negação, no emprego de seu poder criador do pensamento inversamente, assim dando substância ao que, como princípio, não tem existência. Entretanto se essa ação negativa do pensamento prosseguir, produzirá seu efeito natural, quer seja no indivíduo, quer na massa. A experiência é perfeitamente real, enquanto perdura.

Sua nova atitude mental consiste em deixar de incluir a idéia de limitações em sua concepção da ação do Espírito Criador.

Eis alguns exemplos do modo pelo qual você limita a ação criadora do Espírito. Diz: Estou muito velho para começar isto ou aquilo. Isso é negar o poder do Espírito para purificar suas faculdades físicas ou mentais, o que é ilógico, se considerar que é o mesmo Espírito que lhe deu a existência. Isso é como se dissesse que, quando a chama de uma lâmpada está abaixando, a mesma pessoa que primeiramente a encheu de óleo não pode tornar a enchê-la e fazê-la novamente brilhar com um fogo vivo. Ou diz: "Não posso fazer isso porque me faltam os meios". Aos quatorze anos de idade sabia de onde viriam todos os meios que iriam sustentá-lo até agora que, talvez, tenha quarenta ou cinqüenta? Assim, deve admitir que o mesmo poder que agiu no passado continuará a agir no futuro.

Espera que Deus coloque dinheiro em seu cofre por uma fórmula mágica? Os meios virão através de canais reconheciveis, isto é, reconhecerá os canais pelo fato de a corrente fluir por eles, e um dos erros mais comuns está no pensar que você mesmo tem de fixar de antemão o canal particular. Assim você prossegue continuamente limitando o poder do Espírito em centenas de modos diferentes, e a coisa com a qual o limita é sempre a mesma: é pela introdução de sua própria personalidade.

Para abrir à manifestação as admiráveis possibilidades que se acham no Poder Criador do Universo, você deve fazer duas coisas: compenetrar-se de que você é o centro necessário de focalização desse Poder e, ao mesmo tempo, evitar o pensamento de que você contribui para a eficiência dele, pois assim a sua personalidade não constituirá obstáculo à sua manifestação em seu benefício.

Isto é conscientizar-se que você é um instrumento para a manifestação de Deus; que seja feita a Sua vontade, e não a minha...


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