sexta-feira, março 02, 2007
Do Medo
Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado, com muito medo de ser devorado pelo gato. Um duende compadeceu-se dele e o transformou num gato. Mas, nessa nova situação, passou a ter medo do cão. O duende interveio novamente e, extrapolando, o transformou numa onça. Como onça, ele passou a temer os perigosos caçadores que apareciam de vez em quando na região.
A essa altura, o duende desistiu; transformou-o de novo naquilo que, originalmente, ele era, - um camundongo -, dizendo: "Nada que eu possa fazer por você vai ajudá-lo porque você tem apenas a coragem de um camundongo e não se empenha para sair dessa situação. Portanto..."
Ensinamento dessa fábula: É preciso coragem para romper as barreiras que encontramos pela frente ao longo de nossa vida. Não devemos depender de um "duende" que venha nos socorrer; a coragem de que necessitamos deve vir de dentro de nós mesmos.
Mas saibamos todos que coragem não é ausência total de medo e sim sua dosagem na medida certa; preferimos chamar a isso de prudência. Quando o medo é excessivo, ele passa a ficar mais próximo da covardia ou, quando não, da acomodação. Essas duas coisas são péssimas.
Para vencer na vida, a solução é caminhar resolutamente para a frente, enfrentando e vencendo as adversidades aparentemente intransponíveis que surgem a toda hora em nossos horizontes com coragem, determinação e perseverança. Não vamos imitar o camundongo da fábula. Só assim seremos vencedores.
Fonte: Boletim do Departamento Cultural, Círculo Militar de Campinas, Outubro 2006.
Marcadores: acomodação, coragem, covardia, medo, prudência
