terça-feira, agosto 14, 2007

 

A Doença é a Cura


A doença aguda é a cura em andamento. Se neste período tomarmos remédios, abortamos o processo de cura empreendido pela inteligência embutida no nosso corpo. A inteligência corporal é muito maior que a nossa inteligência mental, pois é ela a responsável por efetuar nossa digestão dos alimentos, retirar os elementos benéfico do ar via pulmões e pele, fazer circular nosso sangue e expulsar as toxinas dele, etc. - basicamente, é o que mantém nosso corpo vivo - tudo sem envolver nossa inteligência mental.

Recentemente eu tive uma infecção urinária bastante forte, com febre de 39,7 graus, pulsação de 110 batimentos/minuto, urina bem vermelha de sangue e grande desconforto ao urinar. A maioria das pessoas, numa situação dessa, parte para tomar antibióticos, para cortar esse processo de limpeza orgânica. No meu caso, eu passei a comer exclusivamente mamão papaya, uma substância pró-vida. Em dez dias o problema sumiu.

Carl Gustav Jung [1875-1961], o famoso psiquiatra suíço, afirma: "O fundamento de todas as doenças mentais é a recusa de experienciar o sofrimento legítimo". O "sofrimento legítimo" é aquele iniciado espontaneamente pela inteligência inserida em nossas células (que identificamos como doença aguda, de cunho físico ou mental), com a finalidade de expulsar material tóxico de nosso organismo, que já ultrapassou o nível do tolerável. A nossa "recusa" consiste em tomar remédios que abortam o processo de limpeza em andamento. O correto, nessas crises agudas, é apenas não continuar internalizando aquilo que levou, inicialmente, ao surgimento da doença, para colaborar (e não abortar) com o processo de limpeza (crise curativa, que chamamos "doença") em andamento, contribuindo para diminuir, dessa forma, o "período de faxina" executado pela inteligência corporal. Como, por exemplo, no caso acima de minha infecção urinária, alimentada por mamão papaya (e não combatida por antibióticos)...

Sugestão de leitura:
[1] Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke, A Doença como Caminho, Editora Cultrix, 1994.

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