quinta-feira, setembro 03, 2009
Sabedoria e Imitação
"Fique sempre no meio. Quando ficamos observando, a gente permanece no meio. No momento em que deixamos a atitude de observação, nos sentimos atraídos ou repelidos", Buda.
As últimas palavras de Gautama Buda na Terra foram: "Seja uma luz para si mesmo. Não siga os outros, não imite, pois a imitação, a decisão de seguir outros, gera estupidez. Você nasceu com enormes possibilidades de inteligência. Nasceu com uma luz em seu interior. Ouça a pequena e tranquila voz dentro de você, e isso o guiará. Ninguém mais pode guiá-lo, ninguém mais pode ser um modelo para sua vida, pois você é único. Nunca houve alguém igual a você, e jamais haverá de novo alguém que seja exatamente como você. É essa a sua glória, a sua grandeza - o fato de ser absolutamente insubstituível, o fato de ser simplesmente você mesmo, e ninguém mais".
A pessoa que segue alguém se torna falsa, vira um "pseudo", torna-se mecânica. Pode ser um grande santo aos olhos dos outros, mas lá no fundo é apenas destituída de inteligência e nada mais. Pode ter um caráter dos mais respeitáveis, mas isso é apenas a superfície, fica na epiderme. Esfregue um pouco essa superfície e você se surpreenderá ao ver que por dentro ela é uma pessoa totalmente diferente, exatamente o oposto do que é por fora.
Seguindo os outros, você pode cultivar um belo caráter, mas não poderá ter uma bela consciência, e se não tiver uma bela consciência nunca poderá ser livre. Poderá ficar trocando de prisão, poderá trocar constantemente seus grilhões, suas formas de escravidão. Poderá ser hindu, muçulmano, cristão ou jainista - mas isso não o ajudará. Ser um jainista significa ter Mahavira como modelo. Mas o fato é que não existe ninguém como Mahavira, nem poderá existir. Seguindo Mahavira, você se tornará uma entidade falsa. Perderá toda realidade, perderá toda sinceridade, deixará de ser verdadeiro consigo mesmo. Vai-se tornar artificial, antinatural, e ser artificial e antinatural é coisa de medíocre, de estúpido, de louco.
Buda define a sabedoria como a capacidade de viver à luz de sua própria consciência, e a tolice como a insistência em seguir os outros, imitar os outros, tornar-se uma sombra de alguém.
O verdadeiro mestre cria mestres, e não seguidores. O verdadeiro mestre o devolve de volta a si mesmo. Seu empenho consiste precisamente em torná-lo independente dele, pois há séculos você tem sido dependente, o que não o levou a lugar nenhum. Continua a tropeçar na escura noite da alma.
Somente sua luz interior pode tornar-se o alvorecer. O falso mestre o convence a segui-lo, a imitá-lo, a ser apenas uma cópia carbono dele. O verdadeiro mestre não permite que você se torne uma cópia carbono, quer que você seja o original. Ele o ama! Como poderia levá-lo a ser uma imitação? Ele tem compaixão por você, gostaria que você fosse absolutamente livre - livre de qualquer dependência externa.
Mas o ser humano comum não quer ser livre. Quer ser dependente. Quer ser guiado por alguém. Por que? Porque assim pode jogar a responsabilidade nos ombros de outra pessoa. E, quanto mais alguém joga a responsabilidade nos ombros de outros, menor será a possibilidade de se tornar inteligente um dia. É a responsabilidade, o desafio da responsabilidade, que gera sabedoria.
Temos que aceitar a vida com todos os seus problemas. Precisamos enfrentar a vida desprotegidos; cada um deve buscar seu próprio caminho. A vida é uma oportunidade, um desafio para que nos encontremos. Mas o tolo não quer seguir o caminho mais difícil, o tolo escolhe o atalho. Pensa com seus botões: "Buda já alcançou, por que eu haveria de me preocupar? Posso observar seu comportamento e imitá-lo. Jesus já alcançou, por que haveria eu de continuar buscando? Posso simplesmente tornar-me uma sombra de Jesus. Posso simplesmente continuar a segui-lo hoje aonde quer que ele vá".
Mas como é que, seguindo alguém, você poderá desenvolver sua própria inteligência? Desse modo, não estará dando à sua inteligência qualquer oportunidade de explodir. É necessária uma vida de desafios para que a inteligência se manifeste, uma vida aventurosa, uma vida capaz de arriscar e explorar o desconhecido. Só a inteligência pode salvá-lo, ninguém mais - a sua própria inteligência, naturalmente. A sua própria consciência é que se pode tornar o seu nirvana.
Seja luz para si mesmo e alcançará a sabedoria; permita que outros se tornem líderes ou guias para você, e você continuará sendo estúpido, continuará perdendo todos os tesouros da vida - que eram seus!
A vida é uma peregrinação de extraordinária beleza, mas só para aqueles que se dispõem a buscar.
Fonte:
Osho, Encontro com Pessoas Notáveis, Editora Academia de Inteligência, São Paulo-SP, 2009.
A pessoa que segue alguém se torna falsa, vira um "pseudo", torna-se mecânica. Pode ser um grande santo aos olhos dos outros, mas lá no fundo é apenas destituída de inteligência e nada mais. Pode ter um caráter dos mais respeitáveis, mas isso é apenas a superfície, fica na epiderme. Esfregue um pouco essa superfície e você se surpreenderá ao ver que por dentro ela é uma pessoa totalmente diferente, exatamente o oposto do que é por fora.
Seguindo os outros, você pode cultivar um belo caráter, mas não poderá ter uma bela consciência, e se não tiver uma bela consciência nunca poderá ser livre. Poderá ficar trocando de prisão, poderá trocar constantemente seus grilhões, suas formas de escravidão. Poderá ser hindu, muçulmano, cristão ou jainista - mas isso não o ajudará. Ser um jainista significa ter Mahavira como modelo. Mas o fato é que não existe ninguém como Mahavira, nem poderá existir. Seguindo Mahavira, você se tornará uma entidade falsa. Perderá toda realidade, perderá toda sinceridade, deixará de ser verdadeiro consigo mesmo. Vai-se tornar artificial, antinatural, e ser artificial e antinatural é coisa de medíocre, de estúpido, de louco.
Buda define a sabedoria como a capacidade de viver à luz de sua própria consciência, e a tolice como a insistência em seguir os outros, imitar os outros, tornar-se uma sombra de alguém.
O verdadeiro mestre cria mestres, e não seguidores. O verdadeiro mestre o devolve de volta a si mesmo. Seu empenho consiste precisamente em torná-lo independente dele, pois há séculos você tem sido dependente, o que não o levou a lugar nenhum. Continua a tropeçar na escura noite da alma.
Somente sua luz interior pode tornar-se o alvorecer. O falso mestre o convence a segui-lo, a imitá-lo, a ser apenas uma cópia carbono dele. O verdadeiro mestre não permite que você se torne uma cópia carbono, quer que você seja o original. Ele o ama! Como poderia levá-lo a ser uma imitação? Ele tem compaixão por você, gostaria que você fosse absolutamente livre - livre de qualquer dependência externa.
Mas o ser humano comum não quer ser livre. Quer ser dependente. Quer ser guiado por alguém. Por que? Porque assim pode jogar a responsabilidade nos ombros de outra pessoa. E, quanto mais alguém joga a responsabilidade nos ombros de outros, menor será a possibilidade de se tornar inteligente um dia. É a responsabilidade, o desafio da responsabilidade, que gera sabedoria.
Temos que aceitar a vida com todos os seus problemas. Precisamos enfrentar a vida desprotegidos; cada um deve buscar seu próprio caminho. A vida é uma oportunidade, um desafio para que nos encontremos. Mas o tolo não quer seguir o caminho mais difícil, o tolo escolhe o atalho. Pensa com seus botões: "Buda já alcançou, por que eu haveria de me preocupar? Posso observar seu comportamento e imitá-lo. Jesus já alcançou, por que haveria eu de continuar buscando? Posso simplesmente tornar-me uma sombra de Jesus. Posso simplesmente continuar a segui-lo hoje aonde quer que ele vá".
Mas como é que, seguindo alguém, você poderá desenvolver sua própria inteligência? Desse modo, não estará dando à sua inteligência qualquer oportunidade de explodir. É necessária uma vida de desafios para que a inteligência se manifeste, uma vida aventurosa, uma vida capaz de arriscar e explorar o desconhecido. Só a inteligência pode salvá-lo, ninguém mais - a sua própria inteligência, naturalmente. A sua própria consciência é que se pode tornar o seu nirvana.
Seja luz para si mesmo e alcançará a sabedoria; permita que outros se tornem líderes ou guias para você, e você continuará sendo estúpido, continuará perdendo todos os tesouros da vida - que eram seus!
A vida é uma peregrinação de extraordinária beleza, mas só para aqueles que se dispõem a buscar.
Fonte:
Osho, Encontro com Pessoas Notáveis, Editora Academia de Inteligência, São Paulo-SP, 2009.
Marcadores: Buda, imitação, mestres, Osho, sabedoria
Comments:
<< Home
É amado...são tempos de soberania pessoal.
Confiando na intuição da Alma+ coração...
Beijos Luminosos e Coloridos!
No amor,
Postar um comentário
Confiando na intuição da Alma+ coração...
Beijos Luminosos e Coloridos!
No amor,
<< Home

