Sunday, February 14, 2010
A Escola chamada Terra
"O que você realmente aprendeu quando as coisas iam bem?"
Temos uma alma divina e eterna. Esta alma está em constante evolução e, para isso, se reveste de corpos distintos para adquirir experiências com essas diversas vestimentas. Somos, portanto, seres imortais e não devemos ter medo da morte, pois a morte não existe. O que chamamos de nascimento e morte são apenas mecanismos através dos quais entramos e saímos dos corpos físicos que escolhemos ocupar enquanto estamos encarnados nesta realidade tridimensional. Portanto, são meios pelos quais os nossos espíritos viajam de uma dimensão para outra. Atravessamos todas essas vidas (nas formas encarnadas e desencarnadas), mas continuamos a ser sempre aquele mesmo espírito que Deus criou, que segue acumulando sabedoria ao longo do tempo. Cada passo que damos nessa jornada eterna é afetado por cada passo anterior, certo ou errado, que já demos para chegar até aqui.
Podemos fazer uma comparação bem simples. Pense em nossa existência encarnada na Terra como um ano escolar e considere o Outro Lado (vivenciado na condição desencarnada) como as férias de verão. Depois dessas férias, retornamos para mais um ano na escola (da vida) levando conosco o benefício de todas as lições e experiências que tivermos aprendido nos anos anteriores - seja na escola ou seja durante as férias. Nunca somos obrigados a recomeçar do zero a cada volta à escola.
Portanto, somos o mesmo espírito, único e singular, por toda a eternidade, abrindo nossos caminhos com o que aprendemos nessa dura escola da Terra e na educação sagrada dos ensinamentos que recebemos no nosso Lar (no Outro Lado, sem o corpo físico). Embora não possamos perceber conscientemente, as nossas vidas passadas exercem, todos os dias, um grande impacto em nossa vida presente. Somos, atualmente, um retrato fiel de nossa bagagem cármica acumulada ao longo de nossa existência.
Antes de encarnar (quando ainda estamos no nosso Lar, no Outro Lado), planejamos os erros que iremos cometer para podermos aprender com eles. Lembre-se: a dor, as feridas, o ressentimento, os maus tratos, as críticas, as preocupações, os medos e todas as formas de negatividade são realidades terrenas (tridimensionais), obras do ser humano e não de Deus. Nada disso existe no Outro Lado, e é exatamente este o motivo que nos faz vir aqui de tempos em tempos - a Terra é o único lugar onde nossos espíritos podem passar pela experiência de aprender a crescer com as dificuldades que enfrenta. Quando fazemos a transição daqui para lá, somos abençoados com a recordação total de cada momento de cada existência que vivemos, no Lar e na Terra, e de cada lição que aprendemos.
Um trem só vai para frente quando existe um atrito (uma resistência) entre suas rodas e os trilhos. Da mesma forma, você só vai para frente quando existe alguma dificuldade para você superar. O objetivo de nossos erros é aprender com eles. Não podemos aprender com nossos erros se nos recusarmos a assumir responsabilidade por eles. Quando colocamos nos outros a culpa por nossos erros, privamos a nós mesmos do conhecimento, o que é uma forma garantida de nos desviarmos dos caminhos que planejamos no nosso Lar.
Pense nos seus erros e lembre-se que você os incluiu em seu planejamento para que eles lhe ensinasse alguma coisa. A melhor maneira de saber se você realmente aprendeu com seus erros é observar, com toda a honestidade possível, se você os está repetindo. Saiba que, se você estiver insistindo em cometer os mesmos erros, você está fora do caminho inicialmente proposto. Não se lastime pelo que não fez, faça-o agora. Nunca é tarde para você começar a fazer a coisa certa, pois sua vida é infinita e ela irá acumulando os seus acertos, resultando em sua evolução espiritual.
Expressar a nossa divindade interior significa dedicar tempo e energia a algum ato de generosidade, alguma causa, algum objetivo, que sejam maiores e melhores do que nós, que elevem esta Terra e a tornem um lugar melhor para a nossa estada (esta é a nossa missão de vida). A melhor forma de atingir nosso objetivo como seres espirituais é louvar a Deus através de cada gesto, palavra ou ação de amor, compaixão e generosidade por todos os seres vivos que nos rodeiam.
Como cada planejamento feito é criado de maneira a expressar a profunda consciência de nossa sagrada divindade interior, nenhum deles jamais inclui cometermos o suicídio, o autoflagelo ou a falta de respeito por si mesmo.
O planejamento que fazemos (no nosso Lar, para a próxima existência encarnada) envolve um nível imenso de detalhes. Decidimos sobre nossos pais, dia e local de nascimento, raça, preferência sexual, forças e fraquezas físicas e psicológicas, irmãos e irmãs, filhos, amigos, inimigos, bons e maus relacionamentos amorosos, situação financeira, interesses, desinteresses, capacidade mental, vantagens, obstáculos, cada aspecto de nossa existência tridimensional é escolhido de maneira específica, de acordo com o que já experimentamos em vidas anteriores, com o que aprendemos no intervalo (entre encarnações) que passamos no Outro Lado e com o que decidimos alcançar nesta vida atual.
Também planejamos os problemas cruciais que iremos enfrentar. Compreendê-los nos fará entender que as forças e conflitos que enfrentamos não são, de maneira alguma, casuais. Nós os projetamos para garantir que nosso tempo aqui não seja desperdiçado e que essa escola tão dura que todos nós frequentamos seja a melhor oportunidade possível de aprendizagem e crescimento, na eterna viagem de nossa alma. Logo, nunca invente um "bode expiatório" para os seus problemas físicos e mentais...
Bibliografia consultada:
Sylvia Browne, As Bênçãos do Outro Lado, Editora Sextante, 2003.
Podemos fazer uma comparação bem simples. Pense em nossa existência encarnada na Terra como um ano escolar e considere o Outro Lado (vivenciado na condição desencarnada) como as férias de verão. Depois dessas férias, retornamos para mais um ano na escola (da vida) levando conosco o benefício de todas as lições e experiências que tivermos aprendido nos anos anteriores - seja na escola ou seja durante as férias. Nunca somos obrigados a recomeçar do zero a cada volta à escola.
Portanto, somos o mesmo espírito, único e singular, por toda a eternidade, abrindo nossos caminhos com o que aprendemos nessa dura escola da Terra e na educação sagrada dos ensinamentos que recebemos no nosso Lar (no Outro Lado, sem o corpo físico). Embora não possamos perceber conscientemente, as nossas vidas passadas exercem, todos os dias, um grande impacto em nossa vida presente. Somos, atualmente, um retrato fiel de nossa bagagem cármica acumulada ao longo de nossa existência.
Antes de encarnar (quando ainda estamos no nosso Lar, no Outro Lado), planejamos os erros que iremos cometer para podermos aprender com eles. Lembre-se: a dor, as feridas, o ressentimento, os maus tratos, as críticas, as preocupações, os medos e todas as formas de negatividade são realidades terrenas (tridimensionais), obras do ser humano e não de Deus. Nada disso existe no Outro Lado, e é exatamente este o motivo que nos faz vir aqui de tempos em tempos - a Terra é o único lugar onde nossos espíritos podem passar pela experiência de aprender a crescer com as dificuldades que enfrenta. Quando fazemos a transição daqui para lá, somos abençoados com a recordação total de cada momento de cada existência que vivemos, no Lar e na Terra, e de cada lição que aprendemos.
Um trem só vai para frente quando existe um atrito (uma resistência) entre suas rodas e os trilhos. Da mesma forma, você só vai para frente quando existe alguma dificuldade para você superar. O objetivo de nossos erros é aprender com eles. Não podemos aprender com nossos erros se nos recusarmos a assumir responsabilidade por eles. Quando colocamos nos outros a culpa por nossos erros, privamos a nós mesmos do conhecimento, o que é uma forma garantida de nos desviarmos dos caminhos que planejamos no nosso Lar.
Pense nos seus erros e lembre-se que você os incluiu em seu planejamento para que eles lhe ensinasse alguma coisa. A melhor maneira de saber se você realmente aprendeu com seus erros é observar, com toda a honestidade possível, se você os está repetindo. Saiba que, se você estiver insistindo em cometer os mesmos erros, você está fora do caminho inicialmente proposto. Não se lastime pelo que não fez, faça-o agora. Nunca é tarde para você começar a fazer a coisa certa, pois sua vida é infinita e ela irá acumulando os seus acertos, resultando em sua evolução espiritual.
Expressar a nossa divindade interior significa dedicar tempo e energia a algum ato de generosidade, alguma causa, algum objetivo, que sejam maiores e melhores do que nós, que elevem esta Terra e a tornem um lugar melhor para a nossa estada (esta é a nossa missão de vida). A melhor forma de atingir nosso objetivo como seres espirituais é louvar a Deus através de cada gesto, palavra ou ação de amor, compaixão e generosidade por todos os seres vivos que nos rodeiam.
Como cada planejamento feito é criado de maneira a expressar a profunda consciência de nossa sagrada divindade interior, nenhum deles jamais inclui cometermos o suicídio, o autoflagelo ou a falta de respeito por si mesmo.
O planejamento que fazemos (no nosso Lar, para a próxima existência encarnada) envolve um nível imenso de detalhes. Decidimos sobre nossos pais, dia e local de nascimento, raça, preferência sexual, forças e fraquezas físicas e psicológicas, irmãos e irmãs, filhos, amigos, inimigos, bons e maus relacionamentos amorosos, situação financeira, interesses, desinteresses, capacidade mental, vantagens, obstáculos, cada aspecto de nossa existência tridimensional é escolhido de maneira específica, de acordo com o que já experimentamos em vidas anteriores, com o que aprendemos no intervalo (entre encarnações) que passamos no Outro Lado e com o que decidimos alcançar nesta vida atual.
Também planejamos os problemas cruciais que iremos enfrentar. Compreendê-los nos fará entender que as forças e conflitos que enfrentamos não são, de maneira alguma, casuais. Nós os projetamos para garantir que nosso tempo aqui não seja desperdiçado e que essa escola tão dura que todos nós frequentamos seja a melhor oportunidade possível de aprendizagem e crescimento, na eterna viagem de nossa alma. Logo, nunca invente um "bode expiatório" para os seus problemas físicos e mentais...
Bibliografia consultada:
Sylvia Browne, As Bênçãos do Outro Lado, Editora Sextante, 2003.
Labels: Alma, aprendizado, bode expiatório, encarnação, erros, escola, espírito, missão, morte, mundo espiritual, nascimento, sabedoria, terra
Thursday, September 03, 2009
Sabedoria e Imitação
"Fique sempre no meio. Quando ficamos observando, a gente permanece no meio. No momento em que deixamos a atitude de observação, nos sentimos atraídos ou repelidos", Buda.
As últimas palavras de Gautama Buda na Terra foram: "Seja uma luz para si mesmo. Não siga os outros, não imite, pois a imitação, a decisão de seguir outros, gera estupidez. Você nasceu com enormes possibilidades de inteligência. Nasceu com uma luz em seu interior. Ouça a pequena e tranquila voz dentro de você, e isso o guiará. Ninguém mais pode guiá-lo, ninguém mais pode ser um modelo para sua vida, pois você é único. Nunca houve alguém igual a você, e jamais haverá de novo alguém que seja exatamente como você. É essa a sua glória, a sua grandeza - o fato de ser absolutamente insubstituível, o fato de ser simplesmente você mesmo, e ninguém mais".
A pessoa que segue alguém se torna falsa, vira um "pseudo", torna-se mecânica. Pode ser um grande santo aos olhos dos outros, mas lá no fundo é apenas destituída de inteligência e nada mais. Pode ter um caráter dos mais respeitáveis, mas isso é apenas a superfície, fica na epiderme. Esfregue um pouco essa superfície e você se surpreenderá ao ver que por dentro ela é uma pessoa totalmente diferente, exatamente o oposto do que é por fora.
Seguindo os outros, você pode cultivar um belo caráter, mas não poderá ter uma bela consciência, e se não tiver uma bela consciência nunca poderá ser livre. Poderá ficar trocando de prisão, poderá trocar constantemente seus grilhões, suas formas de escravidão. Poderá ser hindu, muçulmano, cristão ou jainista - mas isso não o ajudará. Ser um jainista significa ter Mahavira como modelo. Mas o fato é que não existe ninguém como Mahavira, nem poderá existir. Seguindo Mahavira, você se tornará uma entidade falsa. Perderá toda realidade, perderá toda sinceridade, deixará de ser verdadeiro consigo mesmo. Vai-se tornar artificial, antinatural, e ser artificial e antinatural é coisa de medíocre, de estúpido, de louco.
Buda define a sabedoria como a capacidade de viver à luz de sua própria consciência, e a tolice como a insistência em seguir os outros, imitar os outros, tornar-se uma sombra de alguém.
O verdadeiro mestre cria mestres, e não seguidores. O verdadeiro mestre o devolve de volta a si mesmo. Seu empenho consiste precisamente em torná-lo independente dele, pois há séculos você tem sido dependente, o que não o levou a lugar nenhum. Continua a tropeçar na escura noite da alma.
Somente sua luz interior pode tornar-se o alvorecer. O falso mestre o convence a segui-lo, a imitá-lo, a ser apenas uma cópia carbono dele. O verdadeiro mestre não permite que você se torne uma cópia carbono, quer que você seja o original. Ele o ama! Como poderia levá-lo a ser uma imitação? Ele tem compaixão por você, gostaria que você fosse absolutamente livre - livre de qualquer dependência externa.
Mas o ser humano comum não quer ser livre. Quer ser dependente. Quer ser guiado por alguém. Por que? Porque assim pode jogar a responsabilidade nos ombros de outra pessoa. E, quanto mais alguém joga a responsabilidade nos ombros de outros, menor será a possibilidade de se tornar inteligente um dia. É a responsabilidade, o desafio da responsabilidade, que gera sabedoria.
Temos que aceitar a vida com todos os seus problemas. Precisamos enfrentar a vida desprotegidos; cada um deve buscar seu próprio caminho. A vida é uma oportunidade, um desafio para que nos encontremos. Mas o tolo não quer seguir o caminho mais difícil, o tolo escolhe o atalho. Pensa com seus botões: "Buda já alcançou, por que eu haveria de me preocupar? Posso observar seu comportamento e imitá-lo. Jesus já alcançou, por que haveria eu de continuar buscando? Posso simplesmente tornar-me uma sombra de Jesus. Posso simplesmente continuar a segui-lo hoje aonde quer que ele vá".
Mas como é que, seguindo alguém, você poderá desenvolver sua própria inteligência? Desse modo, não estará dando à sua inteligência qualquer oportunidade de explodir. É necessária uma vida de desafios para que a inteligência se manifeste, uma vida aventurosa, uma vida capaz de arriscar e explorar o desconhecido. Só a inteligência pode salvá-lo, ninguém mais - a sua própria inteligência, naturalmente. A sua própria consciência é que se pode tornar o seu nirvana.
Seja luz para si mesmo e alcançará a sabedoria; permita que outros se tornem líderes ou guias para você, e você continuará sendo estúpido, continuará perdendo todos os tesouros da vida - que eram seus!
A vida é uma peregrinação de extraordinária beleza, mas só para aqueles que se dispõem a buscar.
Fonte:
Osho, Encontro com Pessoas Notáveis, Editora Academia de Inteligência, São Paulo-SP, 2009.
A pessoa que segue alguém se torna falsa, vira um "pseudo", torna-se mecânica. Pode ser um grande santo aos olhos dos outros, mas lá no fundo é apenas destituída de inteligência e nada mais. Pode ter um caráter dos mais respeitáveis, mas isso é apenas a superfície, fica na epiderme. Esfregue um pouco essa superfície e você se surpreenderá ao ver que por dentro ela é uma pessoa totalmente diferente, exatamente o oposto do que é por fora.
Seguindo os outros, você pode cultivar um belo caráter, mas não poderá ter uma bela consciência, e se não tiver uma bela consciência nunca poderá ser livre. Poderá ficar trocando de prisão, poderá trocar constantemente seus grilhões, suas formas de escravidão. Poderá ser hindu, muçulmano, cristão ou jainista - mas isso não o ajudará. Ser um jainista significa ter Mahavira como modelo. Mas o fato é que não existe ninguém como Mahavira, nem poderá existir. Seguindo Mahavira, você se tornará uma entidade falsa. Perderá toda realidade, perderá toda sinceridade, deixará de ser verdadeiro consigo mesmo. Vai-se tornar artificial, antinatural, e ser artificial e antinatural é coisa de medíocre, de estúpido, de louco.
Buda define a sabedoria como a capacidade de viver à luz de sua própria consciência, e a tolice como a insistência em seguir os outros, imitar os outros, tornar-se uma sombra de alguém.
O verdadeiro mestre cria mestres, e não seguidores. O verdadeiro mestre o devolve de volta a si mesmo. Seu empenho consiste precisamente em torná-lo independente dele, pois há séculos você tem sido dependente, o que não o levou a lugar nenhum. Continua a tropeçar na escura noite da alma.
Somente sua luz interior pode tornar-se o alvorecer. O falso mestre o convence a segui-lo, a imitá-lo, a ser apenas uma cópia carbono dele. O verdadeiro mestre não permite que você se torne uma cópia carbono, quer que você seja o original. Ele o ama! Como poderia levá-lo a ser uma imitação? Ele tem compaixão por você, gostaria que você fosse absolutamente livre - livre de qualquer dependência externa.
Mas o ser humano comum não quer ser livre. Quer ser dependente. Quer ser guiado por alguém. Por que? Porque assim pode jogar a responsabilidade nos ombros de outra pessoa. E, quanto mais alguém joga a responsabilidade nos ombros de outros, menor será a possibilidade de se tornar inteligente um dia. É a responsabilidade, o desafio da responsabilidade, que gera sabedoria.
Temos que aceitar a vida com todos os seus problemas. Precisamos enfrentar a vida desprotegidos; cada um deve buscar seu próprio caminho. A vida é uma oportunidade, um desafio para que nos encontremos. Mas o tolo não quer seguir o caminho mais difícil, o tolo escolhe o atalho. Pensa com seus botões: "Buda já alcançou, por que eu haveria de me preocupar? Posso observar seu comportamento e imitá-lo. Jesus já alcançou, por que haveria eu de continuar buscando? Posso simplesmente tornar-me uma sombra de Jesus. Posso simplesmente continuar a segui-lo hoje aonde quer que ele vá".
Mas como é que, seguindo alguém, você poderá desenvolver sua própria inteligência? Desse modo, não estará dando à sua inteligência qualquer oportunidade de explodir. É necessária uma vida de desafios para que a inteligência se manifeste, uma vida aventurosa, uma vida capaz de arriscar e explorar o desconhecido. Só a inteligência pode salvá-lo, ninguém mais - a sua própria inteligência, naturalmente. A sua própria consciência é que se pode tornar o seu nirvana.
Seja luz para si mesmo e alcançará a sabedoria; permita que outros se tornem líderes ou guias para você, e você continuará sendo estúpido, continuará perdendo todos os tesouros da vida - que eram seus!
A vida é uma peregrinação de extraordinária beleza, mas só para aqueles que se dispõem a buscar.
Fonte:
Osho, Encontro com Pessoas Notáveis, Editora Academia de Inteligência, São Paulo-SP, 2009.
Labels: Buda, imitação, mestres, Osho, sabedoria
Saturday, November 29, 2008
Sat Sanga - 2008
"Não identifique-se com a onda individual e passageira, identifique-se com o mar eterno e infinito"...
Mais um ano, mais um ciclo, mais um compartilhar. Sat Sanga é isso, a união de todos com um mesmo propósito de estar junto e se fortalecer em todos os sentidos e saber aplicar os ensinamentos no dia a dia. Ter calma no meio de tanta turbulência pode ser aprendido e colocado em prática e, para isso, temos que nos transformar, porque a vida assim o exige.
Existe uma história Zen, que mostra a importância de manter a mente vazia, para aprender qualquer ensinamento. Conta-se que Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868 - 1912), recebeu um renomado professor de uma universidade que veio lhe inquirir sobre o Zen. Este professor iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.
Nan-In, enquanto isso, serviu chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e continuou a enchê-la, derramando o chá pela borda. O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
"Como esta xícara", Nan-In disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"
Nesses tempos de muita correria e incertezas, temos que diminuir o ritmo de nossa mente, esvaziá-la para poder ter uma leitura real do que acontece. Encontrar e cultivar a verdade, a paz e o silêncio em seu coração, é um desafio nos dias atuais.
Desenvolva a arte de estar presente, isso é Yoga.
Num dos portais da cidade indiana de Fatehpur-Sikri, que foi capital do império muçulmano construída na década de 1570 por Akbar, o grande imperador mongol, tem uma inscrição muito interessante, atribuída ao salvador cristão e profeta muçulmano Jesus:
"O mundo é uma ponte; passes nele, mas não estabeleças nele tua morada. O que se tem é o momento presente, e do resto, nada se sabe"
Então celebre, viva o hoje, e aceite o convite para saborear um chá. A palavra sabor tem a mesma raiz (sab) de sábio, aquele que sente o real sabor das coisas, e saber aprender a viver com a consciência de que todos os dias da vida são frágeis e temporários e, por isso, valiosos. Esvazie sua mente e sinta o verdadeiro sabor do momento presente.
Namastê!
Existe uma história Zen, que mostra a importância de manter a mente vazia, para aprender qualquer ensinamento. Conta-se que Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868 - 1912), recebeu um renomado professor de uma universidade que veio lhe inquirir sobre o Zen. Este professor iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.
Nan-In, enquanto isso, serviu chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e continuou a enchê-la, derramando o chá pela borda. O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
"Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
"Como esta xícara", Nan-In disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"
Nesses tempos de muita correria e incertezas, temos que diminuir o ritmo de nossa mente, esvaziá-la para poder ter uma leitura real do que acontece. Encontrar e cultivar a verdade, a paz e o silêncio em seu coração, é um desafio nos dias atuais.
Desenvolva a arte de estar presente, isso é Yoga.
Num dos portais da cidade indiana de Fatehpur-Sikri, que foi capital do império muçulmano construída na década de 1570 por Akbar, o grande imperador mongol, tem uma inscrição muito interessante, atribuída ao salvador cristão e profeta muçulmano Jesus:
"O mundo é uma ponte; passes nele, mas não estabeleças nele tua morada. O que se tem é o momento presente, e do resto, nada se sabe"
Então celebre, viva o hoje, e aceite o convite para saborear um chá. A palavra sabor tem a mesma raiz (sab) de sábio, aquele que sente o real sabor das coisas, e saber aprender a viver com a consciência de que todos os dias da vida são frágeis e temporários e, por isso, valiosos. Esvazie sua mente e sinta o verdadeiro sabor do momento presente.
Namastê!
Labels: sabedoria
