sábado, janeiro 02, 2010

 

O Tribunal Celeste

"O erro baseia-se na ignorância"

Somos todos imortais, pois fomos feitos por um Deus imortal "à Sua imagem e semelhança". Portanto, somos peças divinas criadas por Deus para executar trabalhos divinos, tanto na forma encarnada quanto na forma desencarnada.

Quando desencarnamos somos levados a um local apropriado para rememorar nossas encarnações anteriores para verificar quão próximos nós ficamos do cumprimento de nossas tarefas programadas por Deus, usando o nosso falho Livre Arbítrio, geralmente contaminado por nosso egoísmo (sensação de separação do Todo). O nosso caminho, traçado inicialmente por Deus, é sempre mais suave do que o caminho que escolhemos por nós mesmos (contaminado de erros). Este local especial pode ser chamado de O Tribunal Celeste.

O Tribunal Celeste é dirigido por três magistrados, em um púlpito, e é presenciado por um público cujas vidas estão diretamente relacionadas com a pessoa sob julgamento. A pessoa sob julgamento é apresentada sequencialmente aos três juízes que presidem a sessão: o primeiro juiz representa a Verdade, o segundo a Justiça e o terceiro representa a Misericórdia.

O primeiro juiz mostra à pessoa sob análise uma recordação fiel de suas encarnações recentes e, posteriormente, pergunta a essa pessoa: "Meu filho, aquilo que você pôde ver corresponde à verdade dos fatos?". A pessoa se manifesta a esse respeito e é esclarecida se tiver dúvidas, como, por exemplo: A Lei do Universo nos concede novas oportunidades encarnatórias para o resgate de nossas faltas. Você vive muitas vidas encarnadas e, em cada uma delas, seus atos vão se somando para que o seu aprendizado possa se dar, tanto pelo sofrimento do erro quanto pela alegria do acerto.

Logo em seguida, a pessoa é conduzida ao segundo magistrado, que pergunta: "Meu filho, o que você fez foi justo?". Usando o tribunal de sua própria consciência (você é juiz de si mesmo), a pessoa responde, com sinceridade, a essa pergunta. Deus não julga pelas aparências. Deus é o Senhor das Essências e lê nos nossos corações o quanto a Verdade do seu Reino já se fez dentro de nós.

Em seguida, a pessoa é levada até o terceiro juiz, que serenamente se dirige a ele carinhosamente e pergunta: "Meu filho, qual a punição que você acha que merece pelos crimes que cometeu?". A própria pessoa sugere as punições que deseja para reparar os erros praticados. Neste ponto, o Juiz da Misericórdia chama as pessoas da platéia que foram prejudicadas pela pessoa sob análise, para que também se manifestem sobre as possíveis punições que elas sugerem para o réu. Mais do que vítima do erro, você é filho da Misericórdia que lhe garantirá o apoio necessário para as novas lutas da vida que o esperam. A Misericórdia é sempre maior para os que mais sofrem. Se nossas vítimas testemunharem a nosso favor, a sentença do Juiz da Misericórdia será mais suave do que as penas que pedirmos para nós mesmos.

Portanto, querido leitor, não eternize os seus sofrimentos. Faça todo o Bem que estiver ao alcance de suas mãos. Forneçamos à Misericórdia o material para que se estabeleça a nossa defesa, adiando a incidência da Justiça, para que o Tempo nos favoreça nas realizações do Bem. Se não fosse pela Misericórdia, certamente a Terra já estaria desabitada de seres humanos nos dias de hoje. Nunca desista de si mesmo. Sobre as dores que o fustiguem, a Misericórdia trabalha para atenuá-las, a fim de que você aprenda a crescer e a superá-las.

Nenhum de nós possui méritos capazes de justificar a nossa condição de filhos de Deus. Todos somos devedores eternos de um Pai generoso e verdadeiro. Não desdenhes da luta nem do sofrimento, porquanto o espinho que fere nos faz acordar dos sonhos da ilusão. Todos nós haveremos de enfrentar, algum dia, esse mesmo Tribunal Celeste...

Fonte:
André Luiz Ruiz, Sob as Mãos da Misericórdia, Editora IDE, Araras-SP, julho 2009 (4a. Ed.).

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Comments:
acho fantástico todos esses posts que nos fazem pensar e lembrar do que realmente importa, o amor. parabéns pelo excelente blog. a cada dia me torno um visitante mais assíduo. grande abraço Rui.
 
Obrigado pelo incentivo, Felipe.
Um abração, Rui.
 
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