sexta-feira, janeiro 27, 2023

 

A Liberdade


Fonte: Osho, Liberdade, A Coragem de Ser Você Mesmo, Editora Pensamento-Cultrix.


O coletivo, a sociedade - tudo isso não passa de palavras. O que realmente existe é o indivíduo. 

O coletivo é uma idéia muito perigosa. Em nome do coletivo, o indivíduo, o real, sempre tem de ser sacrificado (exemplo: a pandemia de Covid). Eu sou absolutamente contra isso.

As nações têm sacrificado os indivíduos em nome da nação - e "nação" é só uma palavra. As linhas que desenhamos nos mapas (identificando as nações) não existem em lugar nenhum sobre a terra. Não passam de um jogo. Mas para defender essas linhas desenhadas no mapa, milhões de pessoas morrem - pessoas de verdade morrem por causa de linhas imaginárias.

Essa idéia de coletivo tem de ser exterminada; do contrário, de um jeito ou de outro continuaremos a sacrificar o indivíduo. Pegue qualquer palavra que represente uma coletividade (Cristianismo, Budismo, comunismo, fascismo, etc) e o indivíduo pode ser sacrificado.

O coletivo é composto de indivíduos, não o contrário. Dizem que o indivíduo é só uma parte do coletivo; isso não é verdade. O indivíduo não é só uma parte do coletivo; o coletivo é só uma palavra simbólica para uma reunião de indivíduos. Eles não são parte de nada; continuam indivíduos independentes. Continuam organicamente independentes, não se tornam parte de um coletivo.

Se quisermos realmente um mundo de liberdade, então temos de entender que ocorreram tantos massacres, em nome da coletividade, que agora é hora de parar. Todos os nomes coletivos têm de perder a grandeza que tinham no passado. Os indivíduos têm de ser o valor mais elevado.

A liberdade com relação às coisas depende do exterior. A liberdade para se fazer algo também depende do exterior. A liberdade para ser absolutamente puro não tem de depender de nada exterior a você.

Você nasceu livre. Só que você foi condicionado para esquecer isso. Camadas e mais camadas de condicionamentos fizeram de você um fantoche. Os fios estão nas mãos de alguém. Se você é cristão, você é um fantoche. Os seus fios estão nas mãos de um Deus que não existe, então, só para dar a você a sensação de que Deus existe, há profetas, messias, que representam Deus.

Você não nasceu cristão nem muçulmano; você nasceu apenas como uma consciência pura e inocente. Ficar novamente nessa pureza, nessa inocência, nessa consciência é o que eu chamo de liberdade.

Não associe liberdade a independência. A independência vem naturalmente de alguma coisa, de alguém. Não associe liberdade a fazer coisas que você quer fazer, pois essa é a sua mente agindo, não você. Quando você quer fazer algo, deseja fazer algo, você está no cativeiro do querer e do desejar. Com a liberdade a qual estou me referindo, você simplesmente é - em silêncio absoluto, serenidade, beleza, bem-aventurança.

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