domingo, fevereiro 04, 2018

 

A 5ª Terra

Trechos desse livro [1] de Carlos A. Baccelli.

A Crosta Terrestre, onde estamos habitando atualmente, é considerada a 3ª Terra. O mundo espiritual do Umbral é a 4ª Terra. O mundo espiritual acima do Umbral é a 5ª Terra. Em todos esses três mundos pode-se nascer de um ventre materno. Os espíritos que povoam a 5ª Terra podem reencarnar na 4ª Terra e, assim, sucessivamente. Os habitantes da 5ª Terra estão superdesencarnados e, consequentemente, nós, os seres humanos da Crosta, estamos superencarnados.

A Humanidade, praticamente, até meados do século XIX, era impedida de pensar corretamente pelas religiões dominantes, que escravizavam as mentes - quem ousasse discordar de um só dos postulados duma ou doutra crença religiosa era considerado herege e, não raro, condenado à morte. Assim, se o homem aprendeu a pensar com a Ciência e a Filosofia, não aprendeu a pensar com a Religião. 

Milhões e milhões de espíritos, ao deixarem o corpo físico, ficam dormindo! O corpo espiritual, ou perispírito, possui fisiologia e anatomia semelhantes à do corpo carnal. Cada Dimensão Espiritual ao redor da Terra é uma outra Terra, outro mundo e, por assim dizer, um outro planeta existindo num Universo diferente. O "buraco de minhoca" é um "atalho" através do espaço e do tempo. Quando "morremos", atravessamos um "buraco de minhoca". A nossa cova, quase que literalmente, é um "buraco de minhoca". Os recém-desencarnados, quase sempre, são esperados por familiares e amigos (na 4ª Terra), os quais os conduzem para "caminhos" que, evidentemente, já conhecem. Isto é da Lei. Os que nascem na Terra (3ª) não são esperados pelos que já se encontram adaptados a este meio?

Comer é uma ilusão, mas quem é que possui suficiente espiritualidade para se alimentar apenas de prana? Tudo quanto o homem come no mundo é concentração de energia vital, que, a rigor, ele poderia absorver da própria atmosfera (carregada de prana), sem, para tanto, ter de abrir a boca para mastigar algo. Em outras palavras, o homem poderia "viver de brisa" (respirantismo). Não obstante, mesmo na 4ª Terra, ainda não se dispensa completamente a alimentação. Precisamos alimentar o corpo, dando de comer ao "universo" das vidas microscópicas que carregamos em nosso interior - nós somos o "Deus" delas! Enquanto não transcendermos por dentro, não conseguiremos transcender por fora. Quando vejo muita gente perdendo precioso tempo no mundo, nossos irmãos que estimam dormir e passear muito, comer e gozar a vida, como se a experiência reencarnatória fosse uma estação de veraneio, costumo pensar comigo: Aproveite, macacada, enquanto pode, enquanto a consciência não lhe está efetuando maiores cobranças, porque, como dizia Chico Xavier, tempo chegará em que nem dormir a consciência lhe permitirá! Chico Xavier dormia pouco, porque sua consciência não deixava que ele dormisse mais.

O Mundo Espiritual é o mundo das causas. Portanto, o que acontece no Mundo Espiritual é o que acontece no Mundo Material - às vezes, digamos, com significativo atraso. O jatobá, com polpa farinácea e nutritiva, é uma fruta que possui grande concentração de ferro e está indicada para anemias crônicas. Quanto mais tempo o espírito fica sem reencarnar, menos viva é a lembrança que ele possui de sua existência carnal anterior. 

Chico Xavier dizia: Os que creem na Reencarnação são extraterrestres. Na maioria, eles não pertencem a este mundo: vieram de outros planetas ou de outras dimensões. Muitos espíritos não admitem a existência da reencarnação porque, por assim dizer, embora tenham desencarnado considerável número de vezes, eles nunca saíram da Terra! Em desencarnando, eles continuaram a viver na órbita do Planeta - em sua psicosfera -, tendo o Orbe Terrestre como sua única referência de vida no Universo. Por esse motivo, a crença na reencarnação veio para a Terra através dos chamados capelinos (extraterrestres de Capela, da Constelação de Cocheiro) e, com ela, consequentemente, a ideia da "queda dos anjos". Daí, Chico dizer que, em geral, os adeptos da reencarnação eram extraterrestres, ou seja, espíritos que não haviam ainda "nascido" na Terra - não eram seus primitivos habitantes, porque os seus primitivos habitantes, ao desencarnarem, continuavam a sentir-se no ambiente terrestre. Para os capelinos, o choque biológico e psicológico provocado pelo processo de reencarnação fora tão forte, que eles não tiveram como negar as evidências do fato - o fenômeno ficara gravado em seu subconsciente de maneira tão patente, que eles, inicialmente, começaram a falar em Metempsicose. Explica-se: o contraste entre os dois mundos - o que eles haviam habitado e o que eles passaram a habitar - era tão flagrante, a partir, por exemplo, dos corpos grosseiros que agora eles ocupavam, que eles não tiveram como deixar de supor que estivessem, sobre a Terra, ocupando corpos de animais.

Poucos são os espíritos que, em desencarnando, passam a ter uma vida no Mundo Espiritual, nele se demorando por tempo considerado mais longo. A grande maioria de quantos desencarnam procura reencarnar na primeira oportunidade. Sem mencionar os que desencarnam no Mundo Espiritual e nele voltam a reencarnar.

A Lei Divina sabe converter todo mal em bem. Estamos habituados a contar com uma proteção especial que, em verdade, não privilegia a quem seja. Proteção e desproteção são simples questão de mérito e demérito. A Lei não age, ela simplesmente reage. A Lei Divina é de harmonia. Quando, valendo-se de seu livre-arbítrio, o homem quebra a harmonia do Universo, ou seja, destoa da Criação, a Lei, assim provocada por ele, reage, buscando restaurar o equilíbrio em si. Esse princípio, igualmente, se encontra exarado no Hinduísmo, através do que denomina "Roda de Samsara". Pelas suas atitudes, o homem faz com que essa "Roda" comece a girar, movimentando-se, incessante, no ciclo de "nascimento e morte". Alcançar a perfeição é fazer com que a "Roda de Samsara" pare de girar, voltando ao seu ponto de equilíbrio, ou quietude eterna. 

A inversão social que muitos supõem acontecer automaticamente, de uma encarnação para outra, seria um mecanismo muito simplório. Existe pobre que volta a reeencarnar pobre - enquanto ele não aprender as lições que a pobreza tem para lhe transmitir.

Da mesma maneira que a morte do corpo é um renascimento para o espírito, a reencarnação é para ele uma espécie de morte, ou antes, de exílio e de clausura. Ele deixa o mundo dos espíritos pelo mundo corpóreo, como o homem deixa o mundo corpóreo pelo mundo dos espíritos. O espírito sabe que reencarnará, assim como o homem sabe que vai morrer. A função da reencarnação é a de ampliar os laços de família e não a de limitá-los. Há muito pai e mãe no mundo cobrindo de beijos espíritos a quem, em outras circunstâncias, haveriam de ignorar por completo! Se apenas reeencarnassem no grupo familiar espíritos que fazem parte do clã, seria perpetuar o orgulho de casta. Essas fronteiras precisam cair. Infelizmente, o preconceito é algo que também sobrevive à morte.

Deve-se fugir da formalidade das religiões que impedem o despertar do espírito. Que o seu interesse pela Vida possa ir além da ambição de ganho material, para não se perder nesta experiência no corpo. O pessoal vive repetindo que, na Natureza, nada dá saltos - a não ser o grilo e o sapo! -, mas, quando se refere à Vida além da morte, imagina um punhado de espíritos voando à vontade, completamente angelizados, destituídos de todo e qualquer traço de sua antiga humanidade.

Palavras de Jesus: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal".

O pensamento não é uma onda que se perde no Espaço - todo e qualquer pensamento continua a vibrar em derredor de quem o emite. O pensamento é substância que, através de sua mente, e até de seus poros espirituais, o homem vive inalando. Quando descemos (da 4ª para a 3ª Terra), nós passamos a respirar muito mais pensamentos do que oxigênio - não que não respiramos oxigênio. Por causa disso, nos desgastamos excessivamente. O pensamento é algo físico, e, sendo assim, existem barreiras físicas à sua propagação. O fenômeno é semelhante ao que acontece com os raios solares que se lançam de grande altura e que, por vezes, por mais potentes que sejam, não conseguem varar a barreira que uma única nuvem mais pesada se lhe oferece.

O espírito pode estar preso ao corpo carnal, mas o pensamento está sempre livre. Não raro, os pensamentos de encarnados e de desencarnados se misturam - o que acontece com o médium, isoladamente, e acontece com os homens, coletivamente. A Humanidade inteira é médium... A situação da Humanidade, como um todo, é extremamente grave, senão gravíssima. Vários espíritos, inclusive aqueles que tinham reencarnação programada, com o propósito de impulsionar o avanço de nossos irmãos a mourejarem na carne, deliberaram adiar sine die seu regresso ao mundo.

Chico Xavier apreciava muito o banho de imersão. A mediunidade tem muito a ver com a maternidade (com o aspecto feminino do ser).

Aspectos da 5ª Terra descritos por alguém que esteve lá: quase todos volitam, dispensando assim o concurso das pernas, que não passam de apêndices extremamente diáfanos e que aparecem quando eles pousam. Os corpos são muito mais delgados - não vi ninguém obeso por lá!  As bocas e ouvidos das pessoas são extremamente pequenos, e mesmo as narinas. As mãos são alongadas e quase transparentes. Homem e mulher por lá são muito parecidos - anatomicamente, eles não se distinguem. Outra coisa que notei: eles parecem não usar roupas; as suas vestes são as linhas de seus próprios corpos. As suas cores exteriores são reflexos de seus pensamentos e sentimentos. Não são cores permanentes - conservando a cor básica, eles vão mudando de tonalidade. Eles se abraçam e se beijam levemente nos lábios - foi assim que se relacionaram sexualmente (e eu fui parar lá...). Eu me recordo de que nasci logo - não demorei tanto a sair do ventre de minha mãe ou de meu pai, não sei - acredito que por lá, assim como Deus, todo mundo seja, ao mesmo tempo, pai e mãe! Eu, praticamente, pude ver o meu parto. Nasci sem nenhum trauma, sem nenhum constrangimento físico para quem me gerou. Com um mês de idade, já estava andando e começando a falar - aliás, eu não falava como estamos falando agora: eu pensava (comunicação telepática). Os meus pais me "ouviam", pensavam de volta, e eu os ouvia também. Não foi preciso que eu aprendesse a falar!

Referência:
[1] Carlos A. Baccelli, A 5ª Terra, Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo", Uberaba - MG, maio 2015 (2ª Edição). ISBN: 978-85-60628-54-4.

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terça-feira, janeiro 28, 2014

 

A Terra e os Seres Humanos


O planeta Terra nasceu e começou a se expandir, da mesma forma que um bebê recém-nascido. Desde o início, a sua superfície externa possui dois orifícios, um superior e outro inferior, que são as aberturas existentes nos polos, que ligam a superfície externa com o mundo intraterreno, o interior oco da Terra. Existe um ponto central que brilha com muita intensidade, que é o Sol Central que, na Terra, recebeu o nome de Surya.

Todo planeta, assim como nós, é um ser em evolução. Tem um Cristo, que é o Sol Central, cuja sede é o coração. Como nós, um planeta é um ser em evolução: nasceu, e sua existência tem uma finalidade, uma meta a cumprir. Tem que evoluir, sim, pelos próprios méritos e usando seus próprios recursos.

Nos primórdios do sistema solar a que a Terra pertence, entre Marte e Júpiter, havia um outro planeta (Tiamat), que se desintegrou durante uma colisão com um outro corpo celeste (uma lua de Nibiru). Os fragmentos daí resultantes constituíram o atual "Cinturão dos Asteróides" e formaram, também, a maioria das luas dos planetas do nosso sistema solar.

Só que a Lua da Terra não é um pedaço desse planeta que explodiu mas, sim, uma nave-laboratório artificial, devidamente tripulada, vinda de muito longe. Os tripulantes desta nave são os Pitris, seres bem graduados da organização Fraternidade Branca, ligados com a criação de mundos e, nesse trabalho, eles representam, controlam e dirigem a energia cósmica feminina, o magnetismo.

A Lua veio para que a Terra cumprisse o seguinte Plano: abrigar três Raças Humanas, durante o período que vai desde o nascimento físico até a sua Mestria; e, depois que essas três humanidades saírem, ascencionar, como ser planetário, para a quarta dimensão, depois para a quinta dimensão, etc. O Plano é esse. Os Pitris vieram para materializar o corpo físico-denso da humanidade terrestre e desenvolver o seu psiquismo; eles trabalham muito com a sensibilidade dos homens, com a intuição, com a relação com a Mãe, pois assim é a Lua.

A primeira raça humana da Terra foi a dos Els, que era bem mais alta do que as raças posteriores, com os homens medindo aproximadamente 3,50 m e as mulheres um pouco mais baixas. Naquela época, na Terra, não havia morte, competição, luta pela sobrevivência, vitória do mais forte sobre o mais fraco. Havia, sim, perfeita harmonia na natureza. Os Els tinham uma longa cabeleira que funcionava como antena e os homens não tinham qualquer vestígio de pêlos no rosto. Tinham um olho onividente, enxergando em qualquer faixa de frequência, inclusive enxergava através da matéria, percebendo a energia que a animava. Os Els foram viver no interior da Terra (Agartha). Após conhecerem muito bem a Terra, os Els começaram a se voltar para o céu. Para isso, construíram aeronaves, a que chamaram de Merkabas, A bordo deles, os Els passaram pelos portões estelares (que continuavam fechados à Loja Negra) e empreenderam viagens maravilhosas pela galáxia e fora dela. O Merkaba podia controlar, perfeitamente, todos os fenômenos derivados da lei da gravidade, neutralizando qualquer força de atração de qualquer corpo celeste. Os imortais Els, também conhecidos como a Raça dos Ciclopes, finalmente deixou a Terra e desmaterializou todos os vestígios de sua civilização neste planeta.

A segunda raça humana terrestre recebeu o nome sagrado de Issim, mas ficou mais conhecida pelo nome de Hiperbórea, por ter habitado o continente de mesmo nome localizado no Ártico, já na superfície externa da Terra. Tal como os Els, os Issim jamais evelheceram ou morreram. Quando a Lei da Evolução lhes impôs um novo albergue planetário, eles se foram, depois de desmaterializarem a sua brilhante Civilização de Ouro.

A terceira raça humana recebeu o nome místico de Aben. Esta raça compõe-se originalmente de três etnia: branca, amarela e vermelha; com o tempo, devido a vários fatores, houve alteração na cor da pele dos indivíduos. As causas da mudança da cor dos homens são várias, mas a causa principal foi um desequilíbrio entre a força vital e os componentes básicos da pele.Semelhantemente às raças precedentes, usavam cabelos longos (soltos ou arranjados em tranças). O ouro, nessa época, ainda continuava abundante e à disposição dos homens. Ao contrário dos Els e dos Issim, os Aben já apresentam pêlos no corpo: barba e bigode e pêlos pubianos. Tal como a segunda Raça, a terceira também habitou a superfície externa planetária, apesar de ter conhecimento de Agartha (Terra oca). Os Aben espalharam-se pelo vasto continente de Gondwana, que os Aben chamavam de Mu, uma variante de Ma ("Mãe"). Eles se autodenominavam Rutas ("adoradores do Sol"). Chamavam o Sol de Ra. Os Rutas movimentavam-se em harmonia, ordem e progresso. Vigorava o Dharma (a Lei Universal) e não o Carma. Só que aí chegaram, para ficar, os exilados de Capela.

[continua]

Referência:
Marisa Varela, Resgate, Missão Orion Editora, Rio de Janeiro-RJ, 1995. ISBN 85-85-890-03-7.


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