sábado, fevereiro 05, 2011

 

Parece Mal de Alzheimer: É Falta de Água!


O que parece Mal de Alzheimer em pessoas idosas, é falta de água! Leia este e-mail que recebi.



Principal causa da confusão mental nos idosos
Por Arnaldo Lichtenstein, médico*

Sempre que dou aula de clínica médica aos estudantes do 4º ano de medicina, lanço a pergunta:

- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?

Alguns arriscam: "Tumor na cabeça"... Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"... Respondo, novamente: "Não".

A cada negativa a turma se espanta! E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três motivos realmente responsáveis que são mais comuns:
- Diabetes descontrolado;
- Infecção urinária;
- A família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os seus idosos ficaram sozinhos em casa!!!

Parece até brincadeira mas não é. Não raro os avós sem sentirem sede, deixam de tomar líquidos! Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a se agravar, e acaba afetando todo o organismo, causando confusão mental abrupta, baixa pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (batedeira), angina (dor no peito), coma, e até morte. Insisto: não é brincadeira!

Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo!! Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, nossos idosos têm menor reserva hídrica.

Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água!, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem, por isso precisam ser lembrados!

Conclusão:Idosos se desidratam facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seus corpos! E mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho normal das reações químicas, e as funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas:

1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopas, gelatinas, e frutas ricas em líquido, como: melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O mais importante é, a cada duas horas, botar uma boa quantidade de algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, se ficam confusos, irritadiços, e fora do ar, atenção! É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação. Então, líquido neles, e rápido levem eles para um serviço médico.

Arnaldo Lichtenstein (46) médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador
do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-USP

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quinta-feira, setembro 17, 2009

 

Idosos e Exercícios

"Nunca é tarde para se começar a fazer a coisa certa"

A reportagem abaixo [1], apesar de óbvia, é importante para relembrar às pessoas sobre a importância de praticar exercícios físicos.

Idosos que se exercitam vivem mais, diz estudo

Indivíduos com mais de 70 anos, ativos ou que começam a praticar atividade física, vivem mais e têm menos risco de desenvolver incapacidade física. Isso é o que mostra uma pesquisa da Hebrew University, em Jerusalém, que acompanhou 1.861 voluntários aos 70, 78 e aos 85 anos.

Aqueles que praticavam menos de quatro horas semanais de exercício foram considerados sedentários. Os demais praticavam atividades vigorosas, ou faziam atividade moderada de forma regular (por exemplo, uma hora de caminhada por dia).

Comparados aos sedentários, os ativos tiveram um risco 12% menor de morrer entre os 70 e os 78 anos, 15% menor entre os 78 e os 85 anos e 17% menor entre os 85 e os 88 anos de idade. Eles também permaneceram independentes por mais tempo e conservaram a habilidade para realizar as tarefas diárias. Além disso, relataram que se sentiam menos sozinhos.

O benefício foi observado não só nos indivíduos que sempre foram ativos, mas também naqueles que começaram a se exercitar entre os 70 e os 85 anos de idade.

No artigo, publicado no JAMA, os autores ressaltam o efeito protetor dos exercícios contra o declínio funcional, principalmente por melhorar a saúde cardiovascular, diminuir a perda de massa muscular e estimular a imunidade.

Referência:
[1] Jornal Folha de S. Paulo, Caderno Equilíbrio, pg. 11, 17 de setembro de 2009.

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