domingo, janeiro 16, 2011

 

Ruídos e Pressão Arterial


Sons desagradáveis (ruídos sonoros) ocasionam efeitos fisiológicos e psicológicos negativos no nosso organismo. Abaixo vai uma comprovação deste fato [1].

Barulhos de tráfego podem aumentar a pressão arterial

Um estudo realizado com mais de 24 mil suecos de 18 a 80 anos e publicado no periódico Environmental Health constatou que viver próximo a ruas barulhentas (e próximo de aeroportos, obviamente) pode aumentar a pressão arterial, gerando hipertensão. O risco de manifestar a doença é 45% maior para moradores de áreas com ruído acima de 64 decibéis (volume sonoro que os pesquisadores compararam com o barulho de uma máquina de lavar louças). Uma rua de tráfego intenso tem cerca de 70 dB e vias expressas, 85 dB.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que pessoas que vivem em áreas barulhentas devem se esforçar ainda mais para manter hábitos saudáveis para minimizar esses riscos.

Eles acreditam que o barulho constante pode causar um estresse (tensão) no organismo que poderia aumentar a pressão do sangue. "Uma das hipóteses é que o estresse esteja relacionado. Ele aumenta a secreção de vários tipos de hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que elevam a pressão arterial. Sabe-se que eles são um fator de risco para doenças cardiovasculares", afirma o cardiologista Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Entre os idosos, no entanto, a associação entre barulho e pressão arterial foi menos importante. A justificativa dos pesquisadores é que, nessa faixa etária, é mais difícil medir a influência do barulho na pressão, uma vez que há outros fatores que contribuem para essa doença.

Um outro estudo realizado em Londres e divulgado em fevereiro deste ano (2009) também associou barulho intenso e hipertensão. O trabalho avaliou 5.000 pessoas e constatou que viver próximo a aeroportos também pode estar relacionado com o aumento da pressão arterial.

Concluiu-se que um aumento de 10 dB no ruído sonoro noturno elevava em 14% o risco de hipertensão.

Ainda assim, o barulho intenso não é considerado por especialistas um fator de risco clássico para hipertensão. Os principais desencadeantes da pressão alta são obesidade, ingestão elevada de sal, abuso no consumo de álcool e sedentarismo.

Referência:
[1] Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 22 de setembro de 2009.

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terça-feira, setembro 22, 2009

 

A Poluição Sonora


Ruídos do ambiente geram uma resposta orgânica que exige dispêndio de energia do corpo. Se o ruído é muito elevado, pode causar surdez. Fábricas ruidosas e aeroportos costumam fornecer protetores auditivos aos seus funcionários, para evitar danos auditivos. Ruídos menos intensos, porém rotineiros, podem causar uma série de outros distúrbios orgânicos, como aumento da pressão arterial sanguínea, conforme relatado em [1].

Barulhos de tráfego podem aumentar pressão arterial

Um estudo realizado com mais de 24 mil suecos de 18 a 80 anso e publicado no periódico "Environmental Health" constatou que viver próximo a ruas barulhentas pode aumentar a pressão arterial. O risco de manifestar a doença é 45% maior para moradores de áreas com ruídos acima de 64 decibéis (volume que os pesquisadores compararam com o barulho de uma máquina de lavar louças). Uma rua de tráfego intenso tem cerca de 70 dB e vias expressas, 85 dB.

De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que pessoas que vivem em áreas barulhentas devem se esforçar ainda mais para manter hábitos saudáveis, para minimizar esses riscos.

Eles acreditam que o barulho constante pode causar um estresse no organismo que poderia aumentar a pressão do sangue. "Uma das hipóteses é que o estresse esteja relacionado. Ele aumenta a secreção de vários tipos de hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que elevam a pressão sanguínea. Sabe-se que ele é um fator de risco para doenças cardiovasculares", afirma o cardiologista Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão [conforme vimos ontem, o flutuário combate este problema].

Entre os idosos, no entanto, a associação entre barulho e pressão arterial foi menos importante. A justificativa dos pesquisadores é que, nessa faixa etária, é mais difícil medir a influência do barulho na pressão, uma vez que há muitos outros fatores que contribuem para essa doença.

Um outro estudo realizado em Londres e divulgado em fevereiro deste ano também associou barulho intenso e hipertensão. O trabalho avaliou 5.000 pessoas e constatou que viver próximo a aeroportos também pode estar relacionado com o aumento da pressão arterial.

Ainda assim, o barulho intenso não é considerado por especialistas um fator de risco clássico para hipertensão. Os principais desencadeantes da pressão alta são obesidade, ingestão elevada de sal de cozinha, abuso no consumo de álcool e sedentarismo.

Referência:
[1] Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 22 de setembro de 2009.

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domingo, junho 08, 2008

 

Poluição Sonora e Surdez


É quase impossível encontrar locais não barulhentos nas cidades, já que nelas os ruídos estão em toda a parte. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um órgão da ONU, os ruídos são a terceira principal causa de poluição mundial e, no último ano, ocorreu um aumento de 15% de surdez entre a população de nossa planeta. O problema afeta cerca de 2,5 milhões de brasileiros e é a segunda causa de deficiência no País, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se não bastasse o excesso de barulho a que estamos sujeitos nas grandes cidades, diversas profissões agravam esse problema, e algumas atividades causam danos irreversíveis na audição de trabalhadores. Especialistas lembram que esse problema é típico da pós-Revolução Industrial. Antes da industrialização, só depois dos 50 anos as pessoas costumavam apresentar algum grau de surdez. Hoje, nas grandes cidades, o problema costuma aparecer a partir de 35 anos, em virtude dos hábitos da população, acostumada a ouvir música alta nos fones de ouvido, freqüentar casas noturnas e enfrentar diariamente o alto barulho no trânsito. A exposição também ocorre em muitas outras atividades de lazer, como ir ao cinema, por exemplo.

Segundo a fonoaudióloga Mariana Sanseverino, a exposição a altos níveis de ruído deixou de ser realidade apenas de operários em linha de produção industrial, abrangendo agora DJs, motoristas, motoboys, agentes de trânsito, policiais, motoristas de ambulâncias, operadores de britadeiras, trabalhadores de gráfica, músicos, operadores de áudio em emissoras de rádio, operários de fábricas e funcionários que atuam nas pistas de aeroportos. Ela informa que o nível médio de ruído no trânsito é de cerca de 70 decibéis (dB), mas em casas noturnas, o índice chega a 130 dB, correspondente ao som de uma explosão. Em alguns casos, o barulho gerado em ambientes de escritório chega a 70 dB ou 80 dB.

A exposição continuada a sons entre 100 e 120 decibéis pode levar à perda auditiva, e algumas atividades profissionais têm na legislação a obrigatoriedade do uso de tampões de proteção (como nos aeroportos). "Acima de 100 decibéis é indispensável o uso de protetores", diz a fonoaudióloga.

Para prevenir a perda auditiva e outros problemas de saúde, é recomendado o uso de protetor de ouvido, considerado como Equipamento de Proteção Individual (EPI). Mariana explica que o protetor tipo tampão - geralmente nas cores laranja ou amarelo - abafa o ruído, mas permite que a pessoa escute o som, pois reduz apenas até 15 dB. O EPI com protetor e abafador é bastante utilizado por funcionários que atuam nas pistas dos aeroportos.

A perda auditiva causada por ruídos é muito comum hoje em dia. A sugestão de especialistas é que as pessoas aprendam a se desligar de tudo por alguns minutos ao longo do dia, procurando locais de silêncio completo. E à noite, dormir sem a interferência de ruídos, para conseguir um bom descanso fisiológico.

Deve-se ficar atento para alguns sintomas que podem indicar problemas auditivos:

1. Pedir com freqüência para que as pessoas repitam o que dizem;
2. Apresentar dificuldades para acompanhar conversas;
3. Apresentar dificuldade para ouvir quando está em locais com muito ruído de fundo, como televisão ligada, crianças brincando ou no trânsito;
4. Apresentar dificuldade para ouvir à distância, por exemplo, na missa;
5. Não ter certeza se o som vem de trás ou de frente;
6. Necessitar aumentar o volume da televisão e do rádio;
7. Apresentar sentimentos negativos, como depressão ou isolamento.

Devemos lembrar que o ruído possui uma energia sonora associada. Essa energia não-harmônica irá interagir com a energia harmoniosa que sustenta nosso corpo físico, podendo levar ao seu funcionamento não-harmônico, devido a essa interferência.

Fonte:
Sheila Vieira, "Poluição sonora aumenta em 15% a surdez da população", Jornal Correio Popular, Caderno Empregos, 8 de junho de 2008.

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