Monday, September 27, 2010

 

Diagnóstico com Radiação Ionizante


Diagnósticos com radiações ionizantes (raios X) são prejudiciais à nossa saúde e devem sempre ser evitadas, se possível, pois elas vão se acumulando em nosso corpo com cada diagnóstico. Hoje em dia é muito comum o uso de raios X em radiografias dos pulmões, dos dentes, dos ossos em geral, em tomografias, em mamografias (que colaboram para surgir câncer de mama), etc. O artigo abaixo [1] mostra um dos efeitos negativos envolvidos na tomografia. Na realidade, qualquer quantidade de radiação ionizante já é uma overdose, já que é prejudicial ao corpo... Quando é que ocorre uma overdose de picada de cobra? Qualquer picada já é uma overdose...

Overdose de radiação intoxica centenas de pacientes nos EUA
Tomografia cerebral feita em vários hospitais causou a queda de cabelo

Quando os cabelos de Alain Reyes caíram de repente em uma faixa estranha circundando sua cabeça, ele não foi o único a se preocupar com sua saúde.

Seus colegas de trabalho em uma empresa de transportes começaram a evitá-lo e seu chefe o mandou para casa, temendo que ele tivesse uma doença contagiosa.

Foi só mais tarde que Reyes descobriu a causa do problema: ele recebera uma overdose de radiação durante um exame feito em um hospital de Glendale, Califórnia (EUA), depois de sofrer um derrame.

Outras centenas de pacientes que passaram pelo procedimento - uma tomografia computadorizada de perfusão cerebral, que detecta o derrame pelo fluxo sanguíneo - também receberam radiação demais.

As overdoses, que começaram a vir à tona no ano passado, desencadearam uma investigação da FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA).

Após dez meses de investigação, essa agência ainda não forneceu um relatório final sobre o caso.

Mas uma análise feita independentemente pelo jornal "New York Times" constatou que as overdoses de radiação foram mais graves e em número maior do que se sabia até então.

Os pacientes relataram sintomas muito piores que a queda de cabelos. Segundo especialistas, eles podem, a longo prazo, enfrentar riscos de câncer, problemas nos olhos e danos cerebrais.

Em alguns casos, os técnicos não sabiam como realizar o exame da maneira certa. Mas entrevistas com diretores hospitalares e uma revisão dos registros públicos levantam dúvida em relação à responsabilidade dos fabricantes, incluindo a precisão com que projetam seus softwares e equipamentos e o treinamento que oferecem aos técnicos que os usam.

O "NYT" constatou que as maiores overdoses ocorreram no Hospital de Huntsville, no Alabama: até 13 vezes a quantidade de radiação normalmente usada.

De acordo com a fabricante dos aparelhos, a GE Healthcare, os diretores do hospital disseram que usaram altos níveis de radiação (ionizante!) para obter imagens mais claras (e clientes mais mortos...).

Especialistas dizem que isso não se justifica.

Mesmo quando é feita da forma certa, uma tomografia computadorizada de perfusão cerebral envolve uma dose grande de radiação (ionizante!), equivalente a mais ou menos 200 radiografias cranianas (ionizantes!). Mas não existem critérios rígidos para determinar quanta radiação (ionizante!) é demais (qualquer quantidade de radiação ionizante nos é prejudicial!).

Referência:
[1] Walt Bogdanich, do "New York Times", tradução de Clara Allain, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 3 da agosto de 2010.

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