sexta-feira, setembro 14, 2018
O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 3
Abaixo trechos da Referência [1] e sequência de [2].
O raio X da morte
A radiação ionizante produzida pelos aparelhos de raio X, entre eles a mamografia e a tomografia computadorizada (TC), faz com que elétrons sejam expulsos de suas órbitas e se desprendam de seus átomos ou moléculas. Esse processo torna os elétrons reativos e danosos, pois causam danos às células do corpo, produzindo radicais livres que podem facilmente danificar o DNA e comprometer as capacidades reprodutivas das células.
A radiação ionizante pode também danificar diretamente o DNA, ionizando ou danificando suas moléculas (quebras das fitas duplas), contribuindo assim para as mutações, translocações cromossômicas e fusões genéticas, de acordo com o Centro de Pesquisas Radiológicas do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York.
Ao danificar as células, a radiação ionizante pode, em seguida, causar o câncer. E se este, um mecanismo de cura, for incapaz de corrigir ou reparar o dano, pode sobrevir a morte. A maioria dos cientistas acredita que a morte resultante seja causa direta do câncer em vez da radiação; mas o câncer não passa da tentativa de o organismo lidar com o dano causado pela radiação, para se salvar.
A TC é a que mais contribui para a exposição radioativa clínica na população americana, sendo particularmente danosa às crianças, como explica o NCI: "O risco de desenvolver um câncer por radiação pode ser muito mais elevado para uma criança do que para um adulto exposto à mesma TC".
As crianças, de fato, são dez vezes mais sensíveis à radiação do que os adultos, tornando-se bem mais propensas a ter leucemia e outros tipos de câncer. No caso da leucemia, o período mínimo entre a exposição radioativa e o surgimento da doença (período de latência) é de dois anos.
Em outras palavras, pais zelosos que levam os filhos para fazer tomografias, por qualquer motivo, podem estar brincando com a vida deles. Precisamos pesar os riscos de uma complicação menor e um potencial incerto de leucemia e outros tipos de câncer. Uma opção menos arriscada para dores de estômago ou um trauma craniano leve seriam as ultrassonografias, tão eficazes quanto uma TC para o diagnóstico de muitas doenças. Isso não significa que o ultrassom seja 100% seguro. A renomada pesquisadora médica Alice Stewart também descobriu que fetos expostos a ultrassons pré-natais tinham taxas elevadas de leucemia juvenil. Contudo, o risco é ainda menor do que os potentes raios X das TCs, que causam leucemia, como se descobriu nos anos 1950.
Um estudo de 2011 descobriu que um bebê tem oito vezes mais risco de sofrer um câncer fatal causado por uma TC do abdômen do que um adulto na faixa de 50 anos. Só as TCs causarão quase 30 mil casos desnecessários de câncer por ano, levando a cerca de 14.500 mortes, de acordo com outro estudo publicado nos Archives of Internal Medicine, de 2009.
Lembre-se: uma TC do tórax tem cem vezes mais radiação do que um raio X. Isso pode ser bastante para causar um dano irreversível no DNA e nas células de artérias coronárias já inflamadas. Há, também, um grande risco dos raios X dentários. Deve-se procurar maneiras alternativas de detectar problemas dentários. De acordo com uma pesquisa publicada, os raios X dentários podem causar tumores cerebrais malignos. Em última análise, a radiação ionizante não é segura para ninguém.
A radiação ionizante pode também danificar diretamente o DNA, ionizando ou danificando suas moléculas (quebras das fitas duplas), contribuindo assim para as mutações, translocações cromossômicas e fusões genéticas, de acordo com o Centro de Pesquisas Radiológicas do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York.
Ao danificar as células, a radiação ionizante pode, em seguida, causar o câncer. E se este, um mecanismo de cura, for incapaz de corrigir ou reparar o dano, pode sobrevir a morte. A maioria dos cientistas acredita que a morte resultante seja causa direta do câncer em vez da radiação; mas o câncer não passa da tentativa de o organismo lidar com o dano causado pela radiação, para se salvar.
A TC é a que mais contribui para a exposição radioativa clínica na população americana, sendo particularmente danosa às crianças, como explica o NCI: "O risco de desenvolver um câncer por radiação pode ser muito mais elevado para uma criança do que para um adulto exposto à mesma TC".
As crianças, de fato, são dez vezes mais sensíveis à radiação do que os adultos, tornando-se bem mais propensas a ter leucemia e outros tipos de câncer. No caso da leucemia, o período mínimo entre a exposição radioativa e o surgimento da doença (período de latência) é de dois anos.
Em outras palavras, pais zelosos que levam os filhos para fazer tomografias, por qualquer motivo, podem estar brincando com a vida deles. Precisamos pesar os riscos de uma complicação menor e um potencial incerto de leucemia e outros tipos de câncer. Uma opção menos arriscada para dores de estômago ou um trauma craniano leve seriam as ultrassonografias, tão eficazes quanto uma TC para o diagnóstico de muitas doenças. Isso não significa que o ultrassom seja 100% seguro. A renomada pesquisadora médica Alice Stewart também descobriu que fetos expostos a ultrassons pré-natais tinham taxas elevadas de leucemia juvenil. Contudo, o risco é ainda menor do que os potentes raios X das TCs, que causam leucemia, como se descobriu nos anos 1950.
Um estudo de 2011 descobriu que um bebê tem oito vezes mais risco de sofrer um câncer fatal causado por uma TC do abdômen do que um adulto na faixa de 50 anos. Só as TCs causarão quase 30 mil casos desnecessários de câncer por ano, levando a cerca de 14.500 mortes, de acordo com outro estudo publicado nos Archives of Internal Medicine, de 2009.
Lembre-se: uma TC do tórax tem cem vezes mais radiação do que um raio X. Isso pode ser bastante para causar um dano irreversível no DNA e nas células de artérias coronárias já inflamadas. Há, também, um grande risco dos raios X dentários. Deve-se procurar maneiras alternativas de detectar problemas dentários. De acordo com uma pesquisa publicada, os raios X dentários podem causar tumores cerebrais malignos. Em última análise, a radiação ionizante não é segura para ninguém.
Referências:
[1] Andreas Moritz, O câncer não é
uma doença, é um mecanismo de cura. Descubra a razão oculta do câncer,
cure suas causas profundas e melhore sua saúde como nunca!, Madras Editora, 2018. ISBN: 978-85-370-1125-6.
[2] Postagem "O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 2", deste blog: Saúde Perfeita: O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 2
Marcadores: cancer, feto, leucemia, mamografia, morte, radiação ionizante, raio X, tomografia, ultrassom
quarta-feira, setembro 12, 2018
O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 2
Abaixo trechos da Referência [1] e sequência de [2].
O câncer é um indício de que está faltando algo em nosso corpo ou em nossa vida. Ele revela que algum aspecto de nossa vida física, mental ou espiritual está em terreno instável e, no mínimo, bastante frágil. A tática de combater o câncer é o que realmente impede a sua cura real e duradoura.
O câncer converteu-se em sinônimo de pavor, sofrimento e morte extraordinários. Essa percepção permanece apesar do fato de que até 90-95% de todos os tumores cancerígenos aparecem e desaparecem por iniciativa própria.
Não se passa um dia sem que o corpo produza milhões de células cancerosas. Algumas pessoas, sob sério estresse temporário, produzem mais células cancerosas que o normal. Estas últimas se aglomeram como tumores que irão desaparecer novamente assim que o impacto do estresse tenha diminuído ou após uma reação de cura.
Dado que a incidência de câncer aumenta e diminui com a experiência de estresse grave, muitos tumores cancerígenos desaparecem sem qualquer tipo de intervenção médica e sem causar grande preocupação. Logo, neste exato momento, milhões de pessoas passeiam por aí com tumores no organismo sem ter a mínima ideia que os têm. Da mesma forma, milhões de pessoas curam esse mal sem nem se dar conta. Em geral, há mais remissões espontâneas de câncer do que casos que se diagnosticam e tratam.
Como já dissemos, o câncer não é uma doença, é um mecanismo de cura. O nosso organismo permite o crescimento de um câncer enquanto for de seu interesse. Assim que a cura de sua causa profunda terminar, assim que o corpo e mente retomarem seu estado de equilíbrio adequado, o câncer não tem mais propósito e se transforma em um tumor benigno ou latente, ou desaparece completamente. Portanto, o câncer pode, de fato, desaparecer por si só (remissão espontânea).
A menos que os pesquisadores reconheçam que o câncer é um mecanismo de cura orquestrado por todo o organismo para corrigir um desequilíbrio profundo, eles continuarão a procurar maneiras de combater o câncer em vez de apoiar seu processo de recuperação. Contudo, isso requer confiança na sabedoria do corpo e sua capacidade natural de cura, sem supor que o corpo está inerentemente defeituoso ou enfraquecido. Deve-se considerar o câncer um amigo do corpo, que o assiste em tempos turbulentos.
Doses elevadas de radiação ionizante emitidas por aparelhos de detecção (usados para diagnósticos), como tomografia computadorizada (TC) e a mamografia, etc., contribuem, na verdade, para uma maior incidência de vários tipos de câncer. Tumores relacionados com a exposição à radiação ionizante incluem leucemia, mieloma múltiplo, câncer de mama, de pulmão e de pele.
É impossível ganhar do corpo. O organismo regride ou impede o crescimento de um tumor quando ele considera necessário e não o contrário. Se um tumor for envenenado, queimado ou removido, o organismo pode sentir necessidade de criar outro a fim de completar sua recuperação. A principal falha na teoria médica do câncer baseia-se na premissa de que é necessário contê-lo para salvar a vida do paciente.
A verdade é que relativamente poucos tumores cancerígenos são de fato terminais. Como ilustração, embora 33% das autópsias revelem câncer de próstata, apenas cerca de 1% dos pacientes morre desse mal. Após os 75 anos, a metade dos homens pode desenvolver câncer de próstata, mas as taxas de mortalidade oscilam entre 0,1 - 2,4% apenas. Mais especificamente, a taxa relativa em cinco anos de sobrevida ao câncer de próstata, no período de 1995-2002, nos Estados Unidos, era de 99%. No Brasil, a taxa de sobrevida no mesmo período foi de 96% (fonte: O Estado de S. Paulo). As recomendações do governo americano (de agosto de 2008) desestimulam o tratamento para pacientes acima dos 75 anos, em razão de seus efeitos colaterais importantes e por apresentar mais desvantagens que benefícios.
Não faz sentido algum submeter o organismo a tratamentos radicais que enfraquecem ou destroem seu mais importante sistema de cura, o sistema imunológico, no momento em que se faz mais imperioso seu fortalecimento. O problema é que, hoje em dia, os pacientes de câncer, alarmados pelo diagnóstico dado pelo médico, submetem seu corpo a tratamentos cirúrgicos, radioterápicos e quimioterápicos agressivos, algo que os conduzirá mais rapidamente à morte, até que, por fim, não tenham mais opções disponíveis.
Um ambiente tumoral - ambiente celular mal oxigenado e altamente acídico (acidificado) - é ideal para o crescimento de células cancerígenas e dos microrganismos encontrados nos tumores cancerosos. Há um papel importante dos microrganismos na remissão das células cancerígenas.
Por mais difícil que seja aceitar este argumento, as pesquisas demonstram claramente que as mutações genéticas ou defeitos não podem ser a causa do câncer. Embora a mutação genética possa ser um fator no desenvolvimento do câncer, é verdade também que milhões de pessoas com genes defeituosos jamais desenvolverão as doenças a eles associadas.
O câncer converteu-se em sinônimo de pavor, sofrimento e morte extraordinários. Essa percepção permanece apesar do fato de que até 90-95% de todos os tumores cancerígenos aparecem e desaparecem por iniciativa própria.
Não se passa um dia sem que o corpo produza milhões de células cancerosas. Algumas pessoas, sob sério estresse temporário, produzem mais células cancerosas que o normal. Estas últimas se aglomeram como tumores que irão desaparecer novamente assim que o impacto do estresse tenha diminuído ou após uma reação de cura.
Dado que a incidência de câncer aumenta e diminui com a experiência de estresse grave, muitos tumores cancerígenos desaparecem sem qualquer tipo de intervenção médica e sem causar grande preocupação. Logo, neste exato momento, milhões de pessoas passeiam por aí com tumores no organismo sem ter a mínima ideia que os têm. Da mesma forma, milhões de pessoas curam esse mal sem nem se dar conta. Em geral, há mais remissões espontâneas de câncer do que casos que se diagnosticam e tratam.
Como já dissemos, o câncer não é uma doença, é um mecanismo de cura. O nosso organismo permite o crescimento de um câncer enquanto for de seu interesse. Assim que a cura de sua causa profunda terminar, assim que o corpo e mente retomarem seu estado de equilíbrio adequado, o câncer não tem mais propósito e se transforma em um tumor benigno ou latente, ou desaparece completamente. Portanto, o câncer pode, de fato, desaparecer por si só (remissão espontânea).
A menos que os pesquisadores reconheçam que o câncer é um mecanismo de cura orquestrado por todo o organismo para corrigir um desequilíbrio profundo, eles continuarão a procurar maneiras de combater o câncer em vez de apoiar seu processo de recuperação. Contudo, isso requer confiança na sabedoria do corpo e sua capacidade natural de cura, sem supor que o corpo está inerentemente defeituoso ou enfraquecido. Deve-se considerar o câncer um amigo do corpo, que o assiste em tempos turbulentos.
Doses elevadas de radiação ionizante emitidas por aparelhos de detecção (usados para diagnósticos), como tomografia computadorizada (TC) e a mamografia, etc., contribuem, na verdade, para uma maior incidência de vários tipos de câncer. Tumores relacionados com a exposição à radiação ionizante incluem leucemia, mieloma múltiplo, câncer de mama, de pulmão e de pele.
É impossível ganhar do corpo. O organismo regride ou impede o crescimento de um tumor quando ele considera necessário e não o contrário. Se um tumor for envenenado, queimado ou removido, o organismo pode sentir necessidade de criar outro a fim de completar sua recuperação. A principal falha na teoria médica do câncer baseia-se na premissa de que é necessário contê-lo para salvar a vida do paciente.
A verdade é que relativamente poucos tumores cancerígenos são de fato terminais. Como ilustração, embora 33% das autópsias revelem câncer de próstata, apenas cerca de 1% dos pacientes morre desse mal. Após os 75 anos, a metade dos homens pode desenvolver câncer de próstata, mas as taxas de mortalidade oscilam entre 0,1 - 2,4% apenas. Mais especificamente, a taxa relativa em cinco anos de sobrevida ao câncer de próstata, no período de 1995-2002, nos Estados Unidos, era de 99%. No Brasil, a taxa de sobrevida no mesmo período foi de 96% (fonte: O Estado de S. Paulo). As recomendações do governo americano (de agosto de 2008) desestimulam o tratamento para pacientes acima dos 75 anos, em razão de seus efeitos colaterais importantes e por apresentar mais desvantagens que benefícios.
Não faz sentido algum submeter o organismo a tratamentos radicais que enfraquecem ou destroem seu mais importante sistema de cura, o sistema imunológico, no momento em que se faz mais imperioso seu fortalecimento. O problema é que, hoje em dia, os pacientes de câncer, alarmados pelo diagnóstico dado pelo médico, submetem seu corpo a tratamentos cirúrgicos, radioterápicos e quimioterápicos agressivos, algo que os conduzirá mais rapidamente à morte, até que, por fim, não tenham mais opções disponíveis.
Um ambiente tumoral - ambiente celular mal oxigenado e altamente acídico (acidificado) - é ideal para o crescimento de células cancerígenas e dos microrganismos encontrados nos tumores cancerosos. Há um papel importante dos microrganismos na remissão das células cancerígenas.
Por mais difícil que seja aceitar este argumento, as pesquisas demonstram claramente que as mutações genéticas ou defeitos não podem ser a causa do câncer. Embora a mutação genética possa ser um fator no desenvolvimento do câncer, é verdade também que milhões de pessoas com genes defeituosos jamais desenvolverão as doenças a eles associadas.
Referências:
[1] Andreas Moritz, O câncer não é
uma doença, é um mecanismo de cura. Descubra a razão oculta do câncer,
cure suas causas profundas e melhore sua saúde como nunca!, Madras Editora, 2018. ISBN: 978-85-370-1125-6.
[2] Postagem "O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 1", deste blog: Saúde Perfeita: O Câncer não é uma Doença, é um Mecanismo de Cura - 1
Marcadores: câncer, diagnósticos, estresse, mamografia, próstata, remissão espontânea, tomografia
quarta-feira, maio 22, 2013
Tomografia e Câncer
As máquinas de tomografia, assim como as de raios-X (abreugrafia), usam radiação eletromagnética ionizante, que introduzem defeitos (prejudicam) todas as células do nosso corpo, independente da idade da pessoa. Mulheres são rotineiramente aconselhadas a fazer tomografia das mamas todo ano, o que vai aumentando paulatinamente a probabilidade de elas desenvolverem câncer de mama (seio), já que os efeitos negativos da radiação ionizante vão se acumulando com o tempo. Em crianças e jovens, com tecidos ainda em formação, esse efeito é ainda mais grave. Deveríamos também questionar o tratamento padrão de câncer usando radioterapia (com radiação ionizante), já que isso também contribui para o surgimento de câncer (que está se querendo curar!). Acredito, também, que o número enorme de vacinas que são dadas logo após o nascimento de crianças, é uma prática (imposta pelo governo) que traz muitos prejuízos aos recém-nascidos, mas infelizmente ninguém questiona esse procedimento temerário. Abaixo vai mais um artigo [1] que comprova o efeito negativo da tomografia (uma técnica alternativa passiva, totalmente segura e que pode ser usada em certos casos - como para detecção de câncer - é a termografia).
Crianças e adolescentes que se submetem a tomografia computadorizadas (exame com nível de radiação maior do que um raio-X) têm risco 24% maior de desenvolver câncer do que aqueles que não fizeram o exame.
É o que aponta o maior estudo já feito sobre o tema, com um grupo de 10,9 milhões de pessoas de até 19 anos da Austrália.
Desse grupo, 680 mil fizeram tomografias ao menos 12 meses antes de um diagnóstico de câncer, para excluir os exames feitos durante a investigação da doença. Os voluntários foram acompanhados por nove anos e meio.
O risco absoluto de câncer, porém, permanece baixo. Em um grupo de 10 mil jovens, espera-se que 39 casos de câncer ocorram em dez anos. Se cada um deles fizesse uma tomografia, sete casos a mais apareceriam.
A preocupação com as crianças é maior porque seus tecidos ainda estão em formação, o que as torna mais suscetíveis às doses de radiação (e de vacinas...). A chance de elas repetirem o exame e acumularem os efeitos danosos ao longo da vida também é grande.
Recentemente, outras pesquisas apontaram o risco elevado de câncer em jovens que haviam feito o exame.
No entanto, segundo os autores do novo estudo, publicado no periódico "British Medical Journal", especialistas em radiação (ionizante) ainda questionavam a validade dos resultados e havia incerteza sobre o risco de câncer ligado à tomografia.
Especialistas dizem que o novo trabalho confirma e consolida as informações que já existiam a respeito.
"É um trabalho importante porque havia controvérsia sobre esse risco", diz Lisa Suzuki, radiologista do Hospital Infantil Sabará.
O estudo mostra um risco aumentado para tumores sólidos (de cérebro, pele, tireoide, trato urinário, órgãos digestivos, etc), leucemia e outros cânceres linfoides, em especial quando a exposição à radiação aconteceu antes dos cinco anos de idade.
Segundo Suzuki, campanhas internacionais e protocolos já sugerem a redução da radiação para crianças.
No Hospital Sabará, por exemplo, existe o plano de criar uma "carteira de radiação", nos mesmos moldes da de vacinação, para anotar os exames aos quais a criança foi submetida. Esse controle deve ser lançado no segundo semestre deste ano.
Marcos Menezes, coordenador do Centro de Diagnósticos do Hospital Sírio-Libanês, afirma também que os tomógrafos modernos podem ter uma dose de radiação 16 vezes menor que a dose padrão.
"O paciente tem direito de saber e questionar o tipo de tecnologia e a dose de radiação que vai receber e comparar para fazer uma escolha melhor", diz (escolha termografia, se possível...).
Cecília Maria Lima da Costa, diretora do setor de oncologia pediátrica do A.C. Camargo, diz que exames que não usam radiação (ionizante), como a ressonância magnética (ecografia, termografia, etc), têm ganhado mais espaço nessa faixa etária, mas, em alguns casos, a tomografia é essencial, como em traumas e acompanhamento de câncer (que pode ser acompanhado por termografia: o tecido canceroso emite uma temperatura diferente dos tecidos sadios circunvizinhos).
"É preciso pesar risco e benefício. Se for essencial, vale a pena correr esse risco pequeno", afirma.
O consenso é de que a indicação do exame tem que ser precisa, para evitar radiação desnecessária.
"É preciso ter bom senso dos dois lados. Há pais que insistem para que os filhos façam exames mesmo quando o médico acha que não é indicado, e há médicos com a sensação de que os exames resolvem tudo", diz Suzuki.
Hoje não há um limite de quantos exames uma pessoa pode fazer em segurança. Quanto menos, melhor.
Tomografia eleva o risco de câncer em crianças e jovens
Estudo com 10,9 milhões de pessoas viu incidência 24% maior de tumores entre os submetidos aos exames
Risco absoluto de ter a doença é baixo; foram 46 casos a cada 10 mil pessoas seguidas por uma média de dez anos
Crianças e adolescentes que se submetem a tomografia computadorizadas (exame com nível de radiação maior do que um raio-X) têm risco 24% maior de desenvolver câncer do que aqueles que não fizeram o exame.
É o que aponta o maior estudo já feito sobre o tema, com um grupo de 10,9 milhões de pessoas de até 19 anos da Austrália.
Desse grupo, 680 mil fizeram tomografias ao menos 12 meses antes de um diagnóstico de câncer, para excluir os exames feitos durante a investigação da doença. Os voluntários foram acompanhados por nove anos e meio.
O risco absoluto de câncer, porém, permanece baixo. Em um grupo de 10 mil jovens, espera-se que 39 casos de câncer ocorram em dez anos. Se cada um deles fizesse uma tomografia, sete casos a mais apareceriam.
A preocupação com as crianças é maior porque seus tecidos ainda estão em formação, o que as torna mais suscetíveis às doses de radiação (e de vacinas...). A chance de elas repetirem o exame e acumularem os efeitos danosos ao longo da vida também é grande.
Recentemente, outras pesquisas apontaram o risco elevado de câncer em jovens que haviam feito o exame.
No entanto, segundo os autores do novo estudo, publicado no periódico "British Medical Journal", especialistas em radiação (ionizante) ainda questionavam a validade dos resultados e havia incerteza sobre o risco de câncer ligado à tomografia.
Especialistas dizem que o novo trabalho confirma e consolida as informações que já existiam a respeito.
"É um trabalho importante porque havia controvérsia sobre esse risco", diz Lisa Suzuki, radiologista do Hospital Infantil Sabará.
O estudo mostra um risco aumentado para tumores sólidos (de cérebro, pele, tireoide, trato urinário, órgãos digestivos, etc), leucemia e outros cânceres linfoides, em especial quando a exposição à radiação aconteceu antes dos cinco anos de idade.
Segundo Suzuki, campanhas internacionais e protocolos já sugerem a redução da radiação para crianças.
No Hospital Sabará, por exemplo, existe o plano de criar uma "carteira de radiação", nos mesmos moldes da de vacinação, para anotar os exames aos quais a criança foi submetida. Esse controle deve ser lançado no segundo semestre deste ano.
Marcos Menezes, coordenador do Centro de Diagnósticos do Hospital Sírio-Libanês, afirma também que os tomógrafos modernos podem ter uma dose de radiação 16 vezes menor que a dose padrão.
"O paciente tem direito de saber e questionar o tipo de tecnologia e a dose de radiação que vai receber e comparar para fazer uma escolha melhor", diz (escolha termografia, se possível...).
Cecília Maria Lima da Costa, diretora do setor de oncologia pediátrica do A.C. Camargo, diz que exames que não usam radiação (ionizante), como a ressonância magnética (ecografia, termografia, etc), têm ganhado mais espaço nessa faixa etária, mas, em alguns casos, a tomografia é essencial, como em traumas e acompanhamento de câncer (que pode ser acompanhado por termografia: o tecido canceroso emite uma temperatura diferente dos tecidos sadios circunvizinhos).
"É preciso pesar risco e benefício. Se for essencial, vale a pena correr esse risco pequeno", afirma.
O consenso é de que a indicação do exame tem que ser precisa, para evitar radiação desnecessária.
"É preciso ter bom senso dos dois lados. Há pais que insistem para que os filhos façam exames mesmo quando o médico acha que não é indicado, e há médicos com a sensação de que os exames resolvem tudo", diz Suzuki.
Hoje não há um limite de quantos exames uma pessoa pode fazer em segurança. Quanto menos, melhor.
Referência:
[1] Mariana Versolato, Tomografia eleva o risco de câncer em crianças e jovens, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde+Ciência, pg. C7, 22 de maio de 2013.
Marcadores: abreugrafia, câncer, crianças, radiação ionizante, radioterapia, raio X, termografia, tomografia, vacina
segunda-feira, setembro 27, 2010
Diagnóstico com Radiação Ionizante
Diagnósticos com radiações ionizantes (raios X) são prejudiciais à nossa saúde e devem sempre ser evitadas, se possível, pois elas vão se acumulando em nosso corpo com cada diagnóstico. Hoje em dia é muito comum o uso de raios X em radiografias dos pulmões, dos dentes, dos ossos em geral, em tomografias, em mamografias (que colaboram para surgir câncer de mama), etc. O artigo abaixo [1] mostra um dos efeitos negativos envolvidos na tomografia. Na realidade, qualquer quantidade de radiação ionizante já é uma overdose, já que é prejudicial ao corpo... Quando é que ocorre uma overdose de picada de cobra? Qualquer picada já é uma overdose...
Overdose de radiação intoxica centenas de pacientes nos EUA
Tomografia cerebral feita em vários hospitais causou a queda de cabelo
Quando os cabelos de Alain Reyes caíram de repente em uma faixa estranha circundando sua cabeça, ele não foi o único a se preocupar com sua saúde.
Seus colegas de trabalho em uma empresa de transportes começaram a evitá-lo e seu chefe o mandou para casa, temendo que ele tivesse uma doença contagiosa.
Foi só mais tarde que Reyes descobriu a causa do problema: ele recebera uma overdose de radiação durante um exame feito em um hospital de Glendale, Califórnia (EUA), depois de sofrer um derrame.
Outras centenas de pacientes que passaram pelo procedimento - uma tomografia computadorizada de perfusão cerebral, que detecta o derrame pelo fluxo sanguíneo - também receberam radiação demais.
As overdoses, que começaram a vir à tona no ano passado, desencadearam uma investigação da FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora de remédios e alimentos nos EUA).
Após dez meses de investigação, essa agência ainda não forneceu um relatório final sobre o caso.
Mas uma análise feita independentemente pelo jornal "New York Times" constatou que as overdoses de radiação foram mais graves e em número maior do que se sabia até então.
Os pacientes relataram sintomas muito piores que a queda de cabelos. Segundo especialistas, eles podem, a longo prazo, enfrentar riscos de câncer, problemas nos olhos e danos cerebrais.
Em alguns casos, os técnicos não sabiam como realizar o exame da maneira certa. Mas entrevistas com diretores hospitalares e uma revisão dos registros públicos levantam dúvida em relação à responsabilidade dos fabricantes, incluindo a precisão com que projetam seus softwares e equipamentos e o treinamento que oferecem aos técnicos que os usam.
O "NYT" constatou que as maiores overdoses ocorreram no Hospital de Huntsville, no Alabama: até 13 vezes a quantidade de radiação normalmente usada.
De acordo com a fabricante dos aparelhos, a GE Healthcare, os diretores do hospital disseram que usaram altos níveis de radiação (ionizante!) para obter imagens mais claras (e clientes mais mortos...).
Especialistas dizem que isso não se justifica.
Mesmo quando é feita da forma certa, uma tomografia computadorizada de perfusão cerebral envolve uma dose grande de radiação (ionizante!), equivalente a mais ou menos 200 radiografias cranianas (ionizantes!). Mas não existem critérios rígidos para determinar quanta radiação (ionizante!) é demais (qualquer quantidade de radiação ionizante nos é prejudicial!).
Referência:[1] Walt Bogdanich, do "New York Times", tradução de Clara Allain, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C9, 3 da agosto de 2010.
Marcadores: câncer, radiação, raio X, tomografia
terça-feira, janeiro 05, 2010
O Futuro dos Diagnósticos: Termografia
Está se tornando cada vez mais evidente que todas as formas de técnicas de diagnóstico baseadas em radiação, tais como raios-X e varreduras com tomografia computadorizada (CT scans) [técnicas que usam radiação ionizante, que transforma átomos em íons no nosso corpo], são altamente causadoras ou produtoras de câncer a longo prazo. Os diagnósticos via tomografia CT são potencialmente mortais, expondo você a níveis de radiação cerca de 1.000 vezes mais intensos que os raios-X normais do tórax. Isso é uma má notícia para as mulheres que fizeram várias mamografias convencionais e outros diagnósticos similares. O imageamento via ressonância magnética (MRI = Magnetic Resonance Imaging), que não usa radiação ionizante, é menos perigoso mas o campo magnético muito intenso pode provocar outros problemas. Todas essas técnicas são invasivas e alteram ou danificam a estrutura dos genes e cromossomas, podendo resultar em doenças e até em morte. No entanto, a termografia, uma técnica de imageamento relativamente nova, parece ser a resposta para todos esses problemas. Ela usa câmeras altamente sensíveis ao infravermelho para medir a emissão natural de calor de seu corpo e, dessa forma, produzindo mapas digitais coloridos (ou com vários níveis de cinza) correspondentes que podem ser usados para diagnosticar o problema e o possível tratamento. Qualquer padrão anormal na luz ou cor (devido à presença de alguma patologia localizada, como câncer no seio) irá sinalizar a área problemática. O imageamento térmico (termografia) é muito segura, simples e precisa, e é a onda do futuro em termos de diagnóstico médico.
Note no termograma abaixo a falta de simetria das emissões térmicas dos dois seios de uma mulher, o que não é muito recomendável:

Para saber mais:
1. http://thermogramcenter.com/breast%20imaging+body%20imaging+breast%20cancer%20risk%20assessment.wmv
Marcadores: raio X, termografia, termograma, tomografia
