segunda-feira, novembro 01, 2010
Meditações do Osho - 49
A bem-aventurança nunca é uma conquista nossa. Não pode ser, já que ela só acontece quando desaparecemos. Se ainda estivermos presentes para afirmar que a alcançamos, será apenas uma pseudobem-aventurança, não será verdadeira, mas apenas um sonho - logo ela acabará e você cairá de volta na amargura.
A mente usou um truque com você; ela é muito astuta, muito política, muito diplomática. Ela procura meios e modos de amarrar você. O truque final, o último truque, é criar uma falsa sensação de bem-aventurança.
A verdadeira bem-aventurança é sempre um dom da existência e pode acontecer somente quando o ego morre. O ego é a barreira. No momento em que você não estiver mais presente, a existência estará, e a experiência da existência acontecendo em seu total silêncio e no nada, é a bem-aventurança. Essa dança da existência em seu espaço absolutamente silencioso, sem a interferência de coisa alguma - sem a mente, sem o ego para distorcê-la, obstuí-la, atrapalhá-la -, é a bem-aventurança.
O trabalho da meditação é algo negativo, é para destruir o ego. Então a bem-aventurança vem naturalmente.
Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.
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