Sunday, June 21, 2015

 

O Visível e o Invisível - 2


Tudo o que você consegue ver (ou sentir, com os seus cinco sentidos) no mundo físico, está intrinsicamente conectado com o seu complemento que você não vê (ou sente). Tudo o que você sente está no seu consciente, e tudo que você não sente está no seu inconsciente. Para que algo se manifeste é necessário ocorrer essa divisão entre visível e invisível. Quando você vê uma lâmpada se acender, algo que você não vê precisa estar acontecendo: uma corrente elétrica, que você não vê, precisa estar circulando pelo filamento da lâmpada. Mas esta corrente elétrica invisível pode ser detectada por um aparelho apropriado (um amperímetro).

Seja lá o que se revelar no mundo do conhecimento, a sua parte complementar ficará irrevelada. Quando você fala (audição é acionada), o seu lado negativo do silêncio não é manifestado. Quando você se cala, o lado positivo do silêncio, a fala, não se manifesta. Nada pode manifestar-se, tornar-se conhecido, sem que o oposto, o contrário complementar, esteja simultaneamente presente na forma invisível. Quando algo de positivo se manifesta, o lado negativo fica oculto, e vice-versa - quando surge o negativo, o positivo não aparece. Onde aparecer um lado, o outro terá de estar presente, nem que seja no estado invisível. O fato de se pertencerem os une para sempre.

Portanto, o estado de separação é apenas aparente, porque mesmo que as duas metades complementares estejam separadas e distantes da unidade total, elas não se distanciam uma da outra e tampouco podem abandonar-se. Observe o mundo visível. Ele só pode ser reconhecido porque se separou da unidade, em que o nada e o tudo ainda repousavam um no outro, portanto separou-se da unidade absoluta a que denominamos Deus. Só conseguimos conhecer a criação porque o positivo separou-se do negativo e, então, podemos compará-los. Não existe conhecimento sem que a unidade se divida em duas metades, uma revelada e a outra não - o seu reflexo -, o que possibilita reconhecê-las por comparação.

A criação, o mundo cognoscível, é como uma árvore. À direita dá frutos bons e positivos, e à esquerda, maus e negativos. Ambos os lados pertencem, no entanto, ao mesmo tronco, à mesma unidade. Toda a criação é, então, a árvore do conhecimento do bem e do mal. Somente pela divisão da unidade, que não é boa nem má, mas divina, surgem o bem e o mal. Graças a ela o conhecimento foi possível. Por conseguinte, o mundo cognoscível precisa conter o bem e o mal, caso contrário não é cognoscível nem tampouco possível.

Por ter-se encarnado num corpo, você se tornou um ser cognoscível. Você separou sua consciência do nada e do tudo, separou-a de Deus, do seu eu verdadeiro. Você caiu na multiplicidade, na diferenciação. Você é uma revelação, uma criatura. Você deve usar as qualidades das virtudes na época certa e no lugar apropriado. A mesma virtude que é divina, quando usada no local e na época corretos, torna-se satânica, se empregada no lugar e na época errados. Pois Deus somente cria o bem, a beleza, o amor e a verdade. Não existem qualidades más ou forças maléficas, o que há são qualidades e forças mal empregadas!

O corpo é o resultado e a consequência da separação, ele é apenas a metade visível do seu eu verdadeiro. A outra metade ficou na parte inconsciente, na parte invisível do seu ser. Quando você unir essas duas partes complementares, você poderá reencontrar a unidade divina! É impossível viver a unidade fisicamente - tornar visível, corpórea a metade inconsciente e unir as duas. Isso porque uma consciência não pode dar vida a dois corpos. Se você quiser viver a essência da metade complementar em seu corpo, isso significará a morte. Se o corpo se tornou visível justamente por se ter separado de sua metade complementar, a reunião acarretaria a morte como consequência. Mas você pode viver a unidade divina com sua metade complementar ainda no corpo, mas apenas num estado de consciência!

Enquanto um ser vivo procurar a outra metade do seu ser no lado exterior, no mundo criado e reconhecível, nunca encontrará a unidade, porque sua metade complementar não está neste lado externo, na revelação, separada dele, mas unida a ele, no próprio inconsciente irrevelado. Não poderia existir qualquer ser vivo se a outra metade não estivesse no plano invisível. O oposto de tudo o que você é e revela em sua parte consciente, e que torna manifesto, está contido no seu inconsciente, que, no entanto, também lhe pertence, pois ele também é você. Você não encontrará a metade que lhe complete no exterior; também não a encontrará num homem ou numa mulher de carne e osso. Conseguirá encontrá-la no inconsciente do seu próprio eu. Se unir essas duas metades do seu eu na consciência, você voltará a participar do nada e do tudo, tornando-se idêntico(a) a Deus!

Comer alguma coisa significa "tornar-se idêntico" à coisa comida. Pois você é o resultado do que come, você é o que come. Pelo fato de a sua consciência identificar-se com o corpo, simbolicamente falando, você comeu os frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal e tornou-se mortal. O seu corpo físico visível só existe porque existe uma parte complementar energética e invisível que o sustenta. Note que a nossa comida mais importante é o ar que respiramos, pois não podemos passar muitos minutos sem ele. Portanto, para manter a saúde de seu corpo físico, insira pelas narinas apenas ar puro. Se você inserir ar morto, venenoso ou poluído pela narinas, rapidamente você mata o seu corpo, como era feito nas câmaras de gás nazistas.Também para manter a saúde, insira pela boca apenas alimentos (sólidos ou líquidos) vivos, isto é, não cozidos, para se manter sempre vivo. Se cozinharmos um homem vivo em um caldeirão, no final teremos um homem morto, um cadáver cozido, sem vida. Portanto, para manter ou recuperar sua saúde, de forma permanentente, insira ar puro pelas narinas e insira alimentos crus pela boca. E o resto é "conversa mole para boi dormir"...

Fonte consultada:
1. Elisabeth Haich, Iniciação, Círculo do Livro S.A., por cortesia da Editora Pensamento Ltda, São Paulo-SP.

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