segunda-feira, março 12, 2007

 

A Luz que Mata [ou A Escuridão que Cura]


Toda a vida no planeta Terra se inicia com um período de tempo no escuro (escuridão, treva, ausência de luz, ambiente escuro). Os seres humanos passam seus primeiros nove meses flutuando [1] no escurinho do útero materno. As aves são geradas dentro de um ovo obscurecido (e aquecido) ainda mais pelas penas maternais e os pingüins também chocam seus ovos (num ambiente escuro). As plantas surgem a partir das sementes armazenadas no escuro do solo terrestre e as tartarugas também são geradas de ovos enterrados no escuro (e calor) do solo (praias).

Existe, portanto, algo de vivificante num ambiente escuro para todos os seres vivos. Talvez isto esteja relacionado com o fato que a maior parte do Universo é constituído de matéria e energia escura [2]. E "Assim fora, como dentro". Como vimos anteriormente [3], pessoas com trabalho noturno possuem maior probabilidade de ficarem doentes, devido à menor produção de melatonina. A melatonina só é produzida quando nosso corpo está sujeito à escuridão.

Um tema relacionado é o caso de pessoas que sofrem de enxaquecas crônicas [um tipo particular de cefaléia, dor de cabeça]. Essas pessoas costumam afirmar que durante as crises, um alívio é obtido quando elas se recolhem a um ambiente escuro! Bingo! É neste ponto que entra a melatonina! A melatonina é um hormônio produzido numa região do cérebro chamada hipotálamo pela glândula pineal. É interessante notar [4] que
a regulação da secreção de melatonina na pineal é singular, diferente de todas as outras glândulas, ela não é influenciada por outros hormônios secretados por outras glândulas ou células, e sim, o grande regulador da produção de melatonina é o ciclo claro/escuro, dia/noite ambiental, sendo um órgão final do sistema visual. A melatonina é produzida somente durante a noite, a luz tem efeito paradoxal na sua produção, estimula quando é recebida de dia e inibe à noite (portanto, quarto de dormir deve estar totalmente escuro).

Eis aí algumas dicas para tentar eliminar (ou pelo menos diminuir) as enxaquecas. Pessoas que sofrem de enxaqueca devem possuir um nível insuficiente de melatonina, devido a hábitos de vida que inibem sua produção, como, por exemplo, ir dormir tarde, dormir com claridade no quarto, não tomar sol suficiente durante o dia, entre outras providências que podem ser tomadas para a melhoria geral da saúde.

Em vista do acima exposto, começa a fazer mais sentido algumas anedotas que eu tomei conhecimento:

1- Um andarilho, com premonição/pré-cognição desenvolvida (previu meu casamento com minha esposa com vários anos de antecedência), informou que, ao dormir no relento, ele precisava se proteger contra a luz da Lua, para manter sua saúde;
2- Pescadores noturnos afirmam que o peixe pescado apodrece rapidamente se ficar exposto ao luar; para evitar isso, enrolam os peixes em jornais.

A melatonina atua na eliminação de radicais livres, possui ação anti-epilepsia, anti-doença de Parkinson e tem tendência de ter sua secreção diminuída com o avançar da idade. Vemos que o rompimento do ciclo natural de claro/escuro (dia/noite) pelos nossos hábitos civilizados de viver, pode levar a uma depressão crônica dos níveis de melatonina em nosso corpo, que pode estar na raiz de inúmeros problemas físicos e mentais.

Vamos começar a dormir direito [5]?

Paz e Saúde, Rui.

Referências:
[1] Site Saúde Perfeita, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com, "Sob Gravidade Zero - 2", 6.2.06.
[2] Revista Scientific American Brasil, "A Mão Invisível do Universo: A Modelagem Cósmica da Energia Escura; a misteriosa força que esculpe a forma das galáxias", pp. 34-41, março 2007.
[3] Site Saúde Perfeita, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com, "Apague a Luz: A Luz que Mata!", 08.03.07.
[4] Site da Associação Médica Espírita do Brasil , http://www.amebrasil.org.br/html/pesq_art2.htm
[5] Site Saúde Perfeita, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com, "Você Sabe Dormir [Bem]?", 17.julho.05.

Marcadores: , , , , , , , ,


quinta-feira, maio 26, 2005

 

Ligação entre Pesticidas e Doença de Parkinson


Estudo indica ligação entre pesticidas e Parkinson


Quinta, 26 de maio de 2005, 15h49

A antiga suspeita de que a exposição a pesticidas estaria ligada ao aparecimento do mal de Parkinson ganhou força com a publicação de um estudo liderado pela Universidade de Aberdeen, na Escócia. A pesquisa, divulgada na edição eletrônica da revista New Scientist, avaliou mais de três mil pessoas (767 portadoras do mal de Parkinson) em cinco países europeus: Escócia, Itália, Suécia, Romênia e Malta.

Os estudados tinham por volta de 60 anos e histórico de vida e saúde bastante semelhantes, mas eram expostos a pesticidas em freqüências diferentes. "Nossa avaliação mostrou que o uso de pesticidas tem uma influência importante no risco ocupacional de desenvolvimento de Parkinson", disse à revista Anthony Seaton, que dirigiu a pesquisa.

Segundo os cientistas, os que praticam jardinagem e por isso são expostos a índices elevados de pesticidas são até 43% mais propícios a desenvolver Parkinson do que os que não se expõem aos produtos. Em pessoas que se expõem com uma freqüência menor, este índice é de 9%.

O mal de Parkinson é uma doença neurológica e degenerativa incurável, que afeta os movimentos. A pesquisa não identificou que tipo de pesticida traria mais riscos à saúde e cientistas apressaram-se a frisar que os fatores genéticos e hereditários são o que, até agora, mais influem no desenvolvimento do mal de Parkinson.

O comitê que aconselha o governo britânico sobre pesticidas pediu avaliações mais específicas, que abordem os produtos químicos individualmente.

BBC Brasil

Marcadores: ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?