De acordo com um Relatório Judy Byington, “Centenas de agricultores indianos têm usado a Pepsi e a Coca-Cola para pulverizar as suas colheitas, pois é 10 vezes mais barato do que comprar pesticidas e mantém as colheitas livres de insetos. Alguns estados do sul da Índia proibiram até o fabrico e venda de Coca-Cola, Pepsi, Sprite e outras bebidas gaseificadas, alegando que contêm elevados níveis de resíduos de pesticidas. Tanto a Pepsi quanto a Coca-Cola negam que seus produtos sejam usados como pesticidas, porque dizem que não há nada nas bebidas que possa ser usado como controle de pragas”. Se os agricultores estão usando produtos tipo Coca-Cola (que na verdade contêm “cocaína”, daí o seu nome!) como inseticidas, que danos geracionais (por exemplo, câncer, diabetes, autismo, psicose) você acha que crianças e adultos sofreram/estão sofrendo por mais de 130 anos desde que essas bebidas populares foram lançadas para uso público?
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Teste rápido detecta pesticida em alimentos [1]
Biossensor criado pela Universidade Federal de Mato Grosso usa nanotecnologia para encontrar contaminação
Aparelho foi desenvolvido para achar agrotóxico que, apesar de banido, continua a ser usado
Pensando na proteção dos trabalhadores agrícolas e nos consumidores de alimentos, um esforço conjunto da USP (Universidade de São Paulo) e da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) criou um teste rápido e portátil para detectar a presença de um pesticida (metamidofós) cujo uso foi banido no Brasil, mas que ainda é encontrado em lavouras brasileiras, sobretudo na região Centro-Oeste.
Hoje, a identificação do metamidofós depende de exames laboratoriais. Estados que não dispõem dessas estruturas precisam enviar suas amostras a outros lugares - principalmente São Paulo e Rio de Janeiro - para detectar a substância, processo que leva até dez dias.
Com o novo método, o agrotóxico é identificado em aproximadamente 30 minutos.
"A detecção clássica de pesticida requer treinamento de pessoal e uso de equipamentos complexos, além da resposta demorada. Com a utilização deste biossensor, daria para treinar o próprio produtor e os trabalhadores. É fácil de usar e ainda dá para levar no bolso", afirma Izabela Gutierrez de Arruda, autora do trabalho.
Natural de Cáceres, no Estado de Mato Grosso, a pesquisadora diz que a realidade da agricultura em seu Estado, no qual trabalhadores rurais sofrem com a intoxicação pelo metamidofós, inspirou sua pesquisa.
As propriedades desse pesticida fazem com que ele seja prejudicial para as funções neurológicas. Além disso, também causa danos aos sistemas imune, reprodutor e endócrino.
O TRABALHO
O conjunto funciona nos moldes de um leitor de glicose usado por diabéticos.
Uma fita, que serve como reagente, é inserida no material a ser testado e, depois, colocada em um aparelho portátil.
O biossensor é uma película finíssima contendo a enzima acetilcolinesterase que, quando entra em contato com as moléculas do metamidofós, tem sua ação inibida. Isso diminui a produção de prótons, mudança que é "lida" pelo aparelho, levando à indicação dos índices de contaminação na amostra.
O dispositivo detecta o agrotóxico na água e também nos alimentos - que precisam ser liquidificados antes de passar pelo exame.
OUTROS USOS
"Com esse mesmo princípio, seria possível identificar também outros agrotóxicos das classes dos organofosforados ou carbamatos [que incluem outros produtos em uso no Brasil]", completa a pesquisadora.
Responsável por "abraçar" o projeto do IFSC (Instituto de Física de São Carlos) da USP, o professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães destaca o uso da tecnologia avançada, mas que cabe na palma da mão.
"O uso de nanomateriais potencializou os efeitos da enzima e acelerou o processo", explica o pesquisador.
Orientador do trabalho, Romildo Jerônimo Ramos, da Universidade Federal de Mato Grosso, diz que a pesquisa tem também um aspecto social muito importante, facilitando a identificação da contaminação dos lençóis freáticos e evitando que trabalhadores e moradores de regiões rurais sejam atingidos por seus graves efeitos.
O biossensor já foi registrado. A descoberta foi a primeira patente da Universidade Federal de Mato Grosso.
O grupo de estudo, que contou ainda com a participação do pesquisador Nirton Cristi Silva Vieira, aguarda agora investimentos para dar prosseguimento ao projeto, sobretudo vindo de empresas e indústrias. Os custos do aparelho devem ficar entre R$ 100,00 e R$ 200,00, mas podem ser reduzidos a depender da escala de produção.
Referência:
[1] Giuliana Miranda, Jornal Folha de São Paulo, Caderno Ciência+Saúde, pg. C7. 12 de junho de 2013.
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Estudo indica ligação entre pesticidas e Parkinson
Quinta, 26 de maio de 2005, 15h49
A antiga suspeita de que a exposição a pesticidas estaria ligada ao aparecimento do mal de Parkinson ganhou força com a publicação de um estudo liderado pela Universidade de Aberdeen, na Escócia. A pesquisa, divulgada na edição eletrônica da revista New Scientist, avaliou mais de três mil pessoas (767 portadoras do mal de Parkinson) em cinco países europeus: Escócia, Itália, Suécia, Romênia e Malta.
Os estudados tinham por volta de 60 anos e histórico de vida e saúde bastante semelhantes, mas eram expostos a pesticidas em freqüências diferentes. "Nossa avaliação mostrou que o uso de pesticidas tem uma influência importante no risco ocupacional de desenvolvimento de Parkinson", disse à revista Anthony Seaton, que dirigiu a pesquisa.
Segundo os cientistas, os que praticam jardinagem e por isso são expostos a índices elevados de pesticidas são até 43% mais propícios a desenvolver Parkinson do que os que não se expõem aos produtos. Em pessoas que se expõem com uma freqüência menor, este índice é de 9%.
O mal de Parkinson é uma doença neurológica e degenerativa incurável, que afeta os movimentos. A pesquisa não identificou que tipo de pesticida traria mais riscos à saúde e cientistas apressaram-se a frisar que os fatores genéticos e hereditários são o que, até agora, mais influem no desenvolvimento do mal de Parkinson.
O comitê que aconselha o governo britânico sobre pesticidas pediu avaliações mais específicas, que abordem os produtos químicos individualmente.
BBC Brasil
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