segunda-feira, agosto 31, 2009

 

Visão Chinesa da Auto-Hemoterapia

A Auto-Hemoterapia já é uma técnica consagrada e pode-se achar centenas de milhares de relatos de melhoras e curas pela internet e sempre com alguns conhecidos que a praticam. Não é minha intenção, portanto, duvidar de seus benefícios... Com esse artigo gostaria apenas de traduzir o que alguns médicos chineses parecem crer. Aparentemente na China a Auto-Hemoterapia é praticada já há mais de cem anos, associada à Acupuntura: o sangue é retirado da prega do cotovelo e inserido em alguns pontos de acupuntura (músculos ou não) dependendo da patologia apresentada pelo paciente. Porém um conselho nos dizem os profissionais chineses: "jamais usar a Auto-Hemoterapia como prevenção". Por que pensam assim? Aparentemente por três claras razões:

1) A Auto-Hemoterapia só funciona se realizada semanalmente por alguns meses, ou até anos, e com isso os riscos de algum tipo de contaminação aumentam estatísticamente.

2) Pela frequência das perfurações venosas e aplicações musculares (principalmente nos moldes ocidentais, fora das técnicas acupunturais) as lesões em veias e o risco de friboses, necroses e destruições musculares são crescentes.

3) O terceiro motivo, mais importante, diz respeito ao conceito chinês de "Jing", ou seja, a Auto-Hemoterapia curaria sim muitas patologias, mas o preço disso seria o envelhecimeto acelerado com grande desgaste desse "Jing"... E o que é isso?

Jing, habitualmente traduzido por "essência", é um conceito um tanto difícil de compreender da Medicina Tradicional Chinesa. Jing pode ser considerado a escora de todos os aspectos de vida orgânica. Uma "bateria", ou tempo de "Energia Vital" que recebemos quando nascemos.

Se o Jing é abundante, haverá uma forte força vital e o organismo será saudável e radiante, ao passo que em caso de Jing deficiente, a força vital enfraquece e o organismo fica susceptível à doença e a desordens de todo o tipo. Ou seja, a vitalidade e potencial de cura da Auto-Hemoterapia viria justamente desse maior uso de nosso "Jing".

Será, talvez, útil distinguir "Jing" de "Chi" (Qi), considerando a noção de movimento. O "Chi" é responsável pelos movimentos diários do corpo, e Jing poderá ser associado às alterações lentas de desenvolvimento que caracterizam o crescimento do organismo desde o feto ao longo da vida até a idade adulta e morte.

Origens e tipos de Jing

O Jing Congenital (Xian Tian Zhi Jing, que poderíamos chamar de Energia Ancestral) é formado pela união das energias sexuais do homem e da mulher no ato da concepção. Assim, este Jing Congenital forma a base do crescimento pré-natal no útero e alimenta o desenvolvimento do feto e do embrião. A quantidade e a qualidade do Jing Congenital de cada pessoa são fixas e determinam as suas constituição e características ao longo da vida.

O Jing Pós-Natal (Hon Tian Zhi Jing) é o Jing que preservado a partir dos alimentos, sólidos e líquidos, ingeridos através da ação do Baço e do Estômago. Este Jing Pós-Natal serve para suplementar o Jing Congenital e, em conjunto, eles constituem o Jing total do organismo.

A medicina chinesa associa estreitamente o Jing à função dos Rins, e o Jing dos Rins representa uma outra distinção entre o Jing Congenital e o Jing Pós-Natal. Bastará para esta abordagem reconhecer que o Jing dos Rins promove a transformação de Yin dos Rins em Chi dos Rins sob a influência quente de Yang dos Rins.

Funções do Jing

O Jing regula o crescimento, a reprodução, a vitalidade, o potencial de cura e o desenvolvimento.
Jing é crucial para o desenvolvimento de indivíduo ao longo da vida.

Na infância é responsável pelo crescimento dos ossos, dos dentes e do cabelo. Além disso, promove igualmente o desenvolvimento do cérebro e a maturação sexual. Na idade adulta, Jing forma a base da reprodução. A fertilidade, tanto no homem como na mulher, depende de um forte Jing dos Rins.

Jing promove o Chi dos Rins. Como se disse acima, a relação entre Jing e os Rins é muito forte. O Chi dos Rins é especialmente importante, pois é considerado a base de todo o Chi no organismo. Assim, se o Chi dos Rins estiver de algum modo deficiente ou enfraquecido, então isto levará a uma deficiência e fraqueza do Chi de todo o organismo.

Jing produz Medula

Na medicina chinesa, o conceito de Medula vai para além da noção ocidental de medula óssea, para incluir a constituição fundamental da medula espinhal e do cérebro. Uma vez que Jing é responsáveI pela produção de Medula, poderá haver conseqüências graves se este processo for enfraquecido pela Auto-Hemoterapia prolongada. O preço da saúde seria abreviar a vida, ou ao menos a "qualidade da vida" na medida em que o tempo passa. Para os chineses "nada é gratuito", se aumentamos agora uma função, no caso a produção de macrófagos, por exemplo, então estaríamos gastando de um outro lugar, pervertendo a sabedoria do corpo.

Jing forma a base da nossa constituição

A força do nosso Jing determina a nossa força constitucional básica. Assim, o Jing atua em cooperação com o Wei Chi para ajudar a proteger o organismo dos fatores externos. Se Jing é fraco, o indivíduo poderá ser cronicamente propenso a infecção e doença.

Desarmonias de Jing

As desarmonias de Jing tendem a relacionar-se diretamente com as funções acima descritas.

Distúrbios de desenvolvimento

Qualquer perturbação no desenvolvimento - dificuldades de aprendizagem e incapacidades físicas nas crianças - é devida a uma deficiência de Jing. Na vida adulta, à medida que Jing diminui, ocorre a deterioração fisica, vulgarmente verificada na forma de deficiências visuais e auditivas, embranquecimento do cabelo e calvicie, bem como fragilidade geral e senilidade.

Distúrbios relacionados com os Rins

Devido à estreita relação de Jing com os Rins, qualquer deficiência de Jing pode provocar problemas relacionados com os Rins como a impotência, dores na parte inferior das costas e zumbido nos ouvidos.

Distúrbios relacionados com a Medula

Se Jing for fraco, poderá ocorrer disfunções do cérebro como fraca memória, diminuta capacidade de concentração e tonturas.

Debilidade constitucional

Isto pode levar a uma tendência crônica para doenças externas e alergias, que o individuo tem muita dificuldade em debelar.

Concluindo, para os chineses a Auto-Hemoterapia é válida e excelente, mas deveria ser usada apenas como curativa e não como preventiva. Para prevenir patologias eles nos deram a Acupuntura, a Dietética, a Fitoterapia, o Qi Gong e toda uma milenaridade em sabedoria...

Fonte: Artigo obtido na internet, que faz referência ao site:

www.papyrusdigitais.blogspot.com

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domingo, agosto 30, 2009

 

O "Fruto Proibido" da Bíblia - 4

"O homem que tiver uma emissão de sêmen, lavará em água todo o seu corpo, mas ficará impuro até o anoitecer", Levítico 15:16

"A energia sexual nunca deve ser deixada sair", Décimo Quarto Dalai Lama

Afinal, o que é "comer o fruto proibido", quando se trata de sexo? Segundo os ensinamentos esotéricos gnósticos (leitura não-literal da Bíblia), isto significa atingir o orgasmo (válido para homens e mulheres) durante uma relação sexual (coito). Por que isto é mortal (se praticado rotineiramente), segundo a Bíblia? Porque ao ocorrer o orgasmo (uma ejaculação, no homem) nos desfazemos de uma parte de nossa energia ancestral, aquela que nos é transmitida pelos nossos pais, e que não pode ser aumentada durante toda nossa vida encarnada. A energia ancestral, como vimos, só pode ser conservada ou diminuida ao longo de nossa vida. Cada vez que temos um orgasmo, a energia ancestral é diminuída. Quando a energia ancestral cai a zero, nós desencarnamos.

O Jardim do Éden (Paraíso) é o símbolo da inocência e da felicidade, o estado inicial da humanidade. Após comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (após Adão "conhecer" Eva, tendo nascido os filhos), Adão e Eva passaram a conhecer também o sofrimento e a dor (o Mal), que não conheciam anteriormente (conheciam anteriormente apenas o Bem, quando estavam no Paraíso), antes desse "pecado".

As águas da vida fluem da Árvore da Vida; toda vida nasce das águas, dos fluidos sexuais. No tempo de Adão e Eva, as relações sexuais eram apenas praticadas nos Templos, sob orientação dos Elohim. O Arcanjo Gabriel e suas legiões de anjos, guiavam a humanidade neste ritual santo. Como é exposto em vários pontos da Bíblia (como nos casos de Jesus Cristo e João Batista, por exemplo), Gabriel costumava anunciar os novos nascimentos. Gabriel é o regente da Lua e, indiretamente, influencia toda forma de concepção. Daí surgiu o conceito de "Lua de Mel", para os recém-casados.

Para a concepção não era preciso necessariamente a ejaculação, pois os anjos supervisionavam os casamentos e guiavam UM SÓ espermatozóide para a união com um óvulo feminino no momento preciso e necessário para a gestação consciente e divina de uma nova criatura. Este é o significado oculto da expressão "concepção imaculada". Imaculada significa perfeitamente limpa, sem culpa moral, sem mácula, sem defeito.

Comer do fruto proibido da sexualidade significa ejacular a energia sexual, ter o orgasmo, significa desfocar-se da divina energia que ilumina a nossa alma e sustenta nosso corpo físico, para a satisfação da sensação bestial física (como os animais ejaculam, eles morrem). A energia destinada à manutenção da vitalidade física e espiritual do indivíduo é expulsa através do orgasmo. A humanidade passou a abusar da energia sexual de seus próprios corpos ao experimentar o orgasmo. É muito importante que esta maravilhosa energia, que dá ao ser humano a habilidade para criar, seja usada eficientemente, já que esta energia está conectada à mesma força energética que sustenta a vitalidade do próprio indivíduo. Sabe-se muito bem que a energia sexual está intimamente relacionada com a saúde de nossa psique e de nosso corpo físico. Esta energia não é somente necessária para a sustentação da vitalidade física, mas também para a vitalidade dos cinco sentidos físicos e dos nossos sete sentidos superiores (representados pelos sete chakras ou as sete igrejas gnósticas), que unem o ser humano à divindade.

Sem a energia sexual, a alma se atrofia e se rompe a nossa conexão com Deus. Quando ejaculamos a energia sexual, nós expulsamos a energia que estimula nossos sentidos internos. Esta é a razão pela qual os que fornicam (que ejaculam a energia sexual através do orgasmo) não podem perceber Deus diretamente. O orgasmo está simbolizado pela maçã envenenada que se oferece à Branca de Neve: apesar de ela ser agradável, pelo seu sabor, para os sentidos físicos, isso é um veneno para a alma. Ao comê-la resulta, como consequência, a nossa inconsciência. A humanidade de hoje está profundamente adormecida, por causa do abuso de comer da Árvore do Conhecimento (da Ciência) do Bem e do Mal. É porisso que foi proibido comer o fruto da Árvore do Conhecimento. Antes da humanidade abusar da árvore do conhecimento, o sexo era tratado com o mais profundo respeito e veneração, e o orgasmo era desconhecido e desnecessário para a humanidade. Esposo e esposa se uniam no ato sexual de acordo com as leis que Jeová Elohim lhes havia dado: eles desfrutavam da árvore do conhecimento, a sexualidade, mas nunca comiam de seu fruto. Este é o gênesis que marcou a diferença entre o bem e o mal. Uma humanidade, que só conhecia o bem, comeu do fruto proibido e descobriu o desejo animal, que sempre conduz ao sofrimento e à dor (e à maldade e à morte). Através do descobrimento do orgasmo, Adão e Eva passaram a conhecer o medo, conheceram a vergonha (de estarem nús) e conheceram o sofrimento (características do mal).

Desejo e Sofrimento

Ao comer o fruto proibido, Adão aprendeu a desejar. O desejo sempre conduz ao sofrimento.

"O desejo causou a queda de todos os Deuses de seus tronos... E é o desejo que leva todas as criaturas para o inferno", Skanda Purana 1.1.21 (Hinduísmo).

Desejar é ansiar, e aquele que ansia, sofre. Quem é escravo do desejo é escravo do pecado, e a recompensa para o pecador é sempre o sofrimento e a morte.

"Através do abandono do desejo, o estado imortal é alcançado", Budismo.

Inicialmente, a humanidade praticava as sete virtudes da alma:

1. Altruismo
2. Ações corretas
3. Castidade
4. Humildade
5. Amor
6. Temperança
7. Alegria pelos outros

Comendo o fruto proibido, a serpente humana ígnea desce formando o famoso "rabo de satanás", que estimula as sete virtudes de forma invertida (sete pecados capitais):

1. Avareza (ao invés de Altruismo)
2. Preguiça (ao invés de Ação)
3. Luxúria (ao invés de Castidade)
4. Orgulho (ao invés de Humildade)
5. Raiva (ao invés de Amor)
6. Gula (ao invés de Temperança/Abstenção)
7. Inveja (ao invés de Alegria pelos outros)

A Queda do Homem

O Jardim do Éden (o Paraíso, onde só se pratica o bem e impera a felicidade) existe em toda alma que está unida a Deus. Expulsar a luz de Deus de nosso interior (via ejaculação) é igual a expulsar a alma do Éden, é introduzir um grande vazio em nosso interior. A humanidade tem criado civilizações, idéias e religiões para substituir este vazio interior criado por esta desconexão com Deus, buscando substituí-las com riquezas materiais, poder e satisfação sexual. O desejo de sensações veio a ser um novo Deus, o que serviu para degenerar ainda mais a humanidade. O exterior é um reflexo do estado interior: quando os estados internos de alguém muda, então as circunstâncias externas também mudam (Daí, podemos concluir que é mais importante SER do que TER...). Com a expulsão voluntária das energias sutis de nosso interior, que mantia a relação da nossa alma com Deus, a humanidade foi expulsa simultaneamente do Paraíso (Jardim do Éden, dos prazeres) e jogada no Inferno (na terceira dimensão do sofrimento).

A Serpente

"Se você traz para fora o que está dentro de ti, o que está dentro de ti irá te salvar. Mas se você não traz para fora o que está dentro de ti, o que está dentro de você o irá matar", Jesus, no Evangelho de Tomé, 70.

A serpente está dentro de você. A serpente é o fogo sexual. Esta é uma poderosa energia atômica, com uma polaridade que pode ser usada para criar ou destruir. Por ser essa energia muito poderosa, o indivíduo precisa ter uma grande força de vontade para se sobrepor à sedução desta serpente. A tentação desta serpente é através do prazer sexual e da autogratificação.

Este aspecto tentador da serpente é Lúcifer [ Luci-fer = "Portador da Luz/Fogo" ], que, em hebreu, é chamado de "O Inimigo". A serpente, propriamente dito, é o Poder. É o indivíduo, com os seus atos, via livre arbítrio, quem decide se esse poder será usado para o bem ou para o mal.

A serpente é a kundalini: a serpente positiva dá poder e a negativa deve ser dominada, caso contrário, gera o rabo de Satã (no astral). O sexo pode ser luxurioso ou casto. O sexo pode criar ou destruir (matar). O sexo pode ser animal ou espiritual. O sexo pode nos levar a Deus ou ao abismo. O sexo é uma função natural do ser humano, mas só quando o ato sexual é realizado sob guiamento da vontade divina. O ato sexual realizado apenas sob controle da mente cria sofrimento, dor e morte espiritual.

"O desejo nunca é satisfeito pelo desfrute da luxúria, da mesma forma como o fogo certamente aumenta quanto mais se dá combustível a ele", Hinduísmo: As Leis de Manu 2:94

O Casamento Alquímico

[continua]

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quarta-feira, julho 29, 2009

 

A Energia Ancestral

"A vida só vem da vida, e da morte só vem morte", Jesus Cristo

Na antiga tradição chinesa existe o conceito de energia ancestral (ou energia pré-natal). Essa é uma energia genética doada por nossos pais e que trazemos conosco ao nascer. É ela que nos sustenta a vida no corpo físico. Durante nossa vida encarnada não conseguimos aumentar o montante desta energia, conseguimos apenas preservar ou dissipar essa energia ancestral. Quando acaba essa energia, desencarnamos. Portanto, é importante, para preservarmos nossa saúde e aumentarmos nossa longevidade, saber quais os mecanismos que preservam e aqueles que dissipam essa energia que não pode ser reposta.

A atividade sexual está estreitamente vinculada à energia ancestral, pois relaciona-se diretamente com a geração de nossa vida encarnada. Esta atividade pode ser praticada com a preservação ou com a dissipação da nossa energia ancestral. Quando o homem ejacula e a mulher atinge o orgasmo durante o ato sexual (coito), dissipa-se parte dessa energia. Se os parceiros do sexo praticam a alquimia (magia, transmutação) sexual há a preservação da energia ancestral. A mulher, quando tem filhos, perde parte de sua energia ancestral, repassando-a para os filhos. É por este fato que as mulheres, após tornarem-se mães, costumam priorizar mais a vida dos filhos do que a vida do marido.

Outro mecanismo extremamente dissipador de nossa energia ancestral é a nossa alimentação diária. Vamos, inicialmente, focar sobre a nossa alimentação física bucal. A frase de abertura desta postagem, atribuída a Jesus Cristo, foi dita no contexto da alimentação bucal. Vou repetir, novamente, esse contexto, que já explicitei anteriormente em postagens anteriores. Um grupo de pessoas doentes foi pedir auxílio a Jesus para recuperar a saúde. Jesus disse a eles que, para isso, eles precisavam seguir rigorosamente apenas um dos Dez Mandamentos: "Não matarás!", com o sentido de "Não matarás o seu corpo físico" ou "Não cometerás suicídio". Infelizmente, todos nós estamos matando nosso corpo físico, nos suicidando, diariamente. Prosseguindo em sua explicação, Jesus explicou aos doentes que dentro deste mandamento está implícito: "Não matarás o alimento que levares à boca" . O doente disse não saber o que é "matar o alimento". Jesus explicou: não passar o seu alimento por uma temperatura acima da temperatura do seu corpo, "porque no seu corpo arde o fogo da vida, e no seu fogão arde o fogo da morte. E a vida (e a saúde) só vem da vida, e da morte só vem (doenças e) morte". Portanto, comer comida morta (cozida) três vezes por dia acaba nos levando para o cemitério, exaurindo nossa energia ancestral.

Após 2.000 anos, existe agora uma justificativa científica para essa recomendação térmica de Jesus. Todos os alimentos crus possuem armazenados no seu interior uma substância chamada enzima. Todo alimento que ingerimos pela boca e que chega ao estômago, precisa de enzima (digestiva) para sair do estômago (ser digerida). Ocorre, no entanto, que todas as enzimas são muito sensíveis à temperatura a que são expostas: o aumento excessivo da temperatura (como aquela da panela colocada no fogão) extermina completamente as enzimas armazenadas nesses alimentos, e acabamos, portanto, ingerindo apenas bagaços desvitalizados. Quando essa comida cozida (sem enzimas, desvitalizada) chega ao estômago, ela continua precisando de enzimas para sair do estômago para os intestinos. Como não existem enzimas na comida cozida ingerida, o nosso corpo terá que fornecer essas enzimas (que podemos identificar como "força vital"), lançando mão de nosso reservatório genético de energia ancestral, dissipando-a. Só assim o alimento morto presente no estômago irá conseguir deixar o estômago. Após algumas dezenas de anos com a prática diária desta dissipação, nosso estoque genético de energia ancestral (vital) será zerado e nós morremos.

É importante salientar que temos outros tipos de alimentação, além daquela bucal. Temos a alimentação emocional e a alimentação mental, que podem ser fontes de dissipação de nossa energia ancestral, podendo, portanto, encurtar nossa existência encarnada. A alimentação emocional adequada, preservadora de nossa energia ancestral, pode ser, por exemplo, ouvir boas músicas, praticar meditação, exercer atividades artísticas prazeirosas (tocar algum instrumento musical, pintar um belo quadro, etc). A alimentação mental adequada consiste em cultivar bons pensamentos. Cabe aqui lembrar o encadeamento automático de eventos:

1. Com o livre-arbítrio escolhemos o pensamento que vamos pensar;
2. Pensamos, durante certo tempo, sobre aquele tema que escolhemos pensar;
3. Após algum tempo, surge uma emoção associada ao pensamento escolhido e pensado;
4. Após o surgimento da emoção, há a somatização física dessa emoção.

No caso de um homem é fácil identificar esta sequência: se um homem escolhe, com seu livre-arbítrio, pensar sobre uma cena erótica durante um certo tempo, surge em seu interior uma emoção correspondente a isso e, em seguida, ocorre a somatização de um pênis ereto.

Na manhã do dia em que minha mãe morreu, ela comentou com meu pai que durante a noite ela tinha recebido auditivamente um aviso: "Acabou (a sua energia ancestral)". Morreu lúcida e sem sentir dores, na minha presença e de meu pai, poucas horas depois...

A tradição chinesa também identificou o local do nosso corpo onde está armazenada esta nossa energia ancestral, que algumas vezes pode ser acionado via acupuntura. É um ponto situado entre os nossos dois rins. Existem outros dois pontos, que não se confundem com este: um é o nosso "sol interno" (a divindade dentro de nós), conhecido como átomo Nous (ou átomo permanente) situado no lado esquerdo do coração; o outro, são os chakras dos joelhos, que armazena a maior parte das memórias de nossas vidas encarnadas anteriores, segundo a Gnose.

Obviamente, a energia ancestral não se confunde com a energia chi (dos chineses), ki (dos japoneses) ou prana (dos indianos), que podemos captar do ar, dos alimentos, etc.

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