domingo, fevereiro 04, 2024
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segunda-feira, agosto 14, 2023
Em algum lugar do passado - 10
Terminado o curso primário em Ubatuba, prestei exame, passei, e iniciei meu curso ginasial no Ginásio Santa Catarina, em São Francisco do Sul, em 1.958. Como continuei a morar em Ubatuba, pegava toda manhã (de segunda-feira a sábado) o ônibus da Viação Vogelsanger para cursar o ginásio. Era uma viagem de cerca de meia hora em estrada de terra (todas as ruas de Ubatuba também eram de terra). Nesse percurso, passava por um vilarejo, chamado Iperoba, onde havia um pequeno campo de aviação que tinha um avião DC-3 da Real abandonado.
As matérias do primeiro ano ginasial (1.958) eram: português, latim, francês, matemática, história do Brasil, geografía geral, trabalhos manuais, desenho e canto orfeônico. Passei em sétimo lugar na minha turma. Um fato curioso: meu professor de latim e francês era o Aldo Possamai e o Brasil estava participando da copa do mundo de futebol na Suécia. No dia do jogo Brasil x França, eu estava fazendo uma prova de francês e o Aldo passou duas vezes ao meu lado e disse que o Brasil tinha feito mais um gol (ele saía da sala por alguns momentos para acompanhar o jogo). No final, o Brasil ganhou da França por 5x2 e acabou ganhando pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol, a Taça Jules Rimet. Eis a seleção campeã chegando no Brasil, em Congonhas, com o goleiro Gilmar à frente, segurando a taça com a mão esquerda:
As matérias do segundo ano ginasial (1959) eram: português, latim, francês, inglês, matemática, história geral, geografia geral, trabalhos manuais, desenho e canto orfeônico. Passei em quanto lugar na minha turma. As matérias do terceiro ano ginasial (1960) eram: potugês, latim, francês, inglês (Prof. Antenor), matemática, ciências naturais, história geral, geografia do Brasil, desenho e canto orfeônico. Passei em terceiro lugar. As matérias do quarto ano ginasial (1961) eram: portugês, latim, francês, inglês, matemática, ciências naturais, história geral, história do Brasil, geografia do Brasil, desenho e canto orfeônico. Passei em segundo lugar na minha turma (única). Neste período do ginásio, todos os cadernos escolares tinham impresso na contra capa as letras do Hino Nacional e, algumas vezes, também do Hino à Bandeira. Ao cantar o hino nacional colocávamos a mão direita sobre o coração.
No final de 1961 foi a festa de formatura do ginásio. Apesar de ter sido o segundo colocado na classificação geral, fui o primeiro a receber o diploma, já que o primeiro colocado (R. Kapp) se suicidou (por enforcamento) antes da diplomação. Abaixo, minhas fotos oficiais da formatura.
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quarta-feira, junho 14, 2023
Em algum lugar do passado - 9
Durante todo o nosso período em Ubatuba, comíamos só frutas durante toda a semana. Comida cozida apenas nos finais de semana. Tínhamos um fornecedor de bananas em cacho, o bananeiro Willy Schmidt. Meu pai pendurava os cachos de banana em um gancho que ficava acima da nossa mesa de refeições.
Durante as férias escolares longas do final de ano (dezembro a fevereiro) era o período de alta temporada de afluxo de turista em Ubatuba, mas eu e meus país geralmente viajávamos para São Paulo, para visitarmos os pais e irmãos de minha mãe que moravem em Araraquara. Pegávamos um avião DC-3 da Varig em Joinville e pousávamos em Congonhas, na cidade de São Paulo. De São Paulo a Araraquara, íamos de trem elétrico da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, com bonitos carros nas cores azul e branco.
Durante essas minhas estadias de final de ano em Araraquara, eu ficava sócio temporário da AFE (Associação Ferroviária de Esportes) e ia usar as piscinas dela no bairro da Fonte Luminosa. Foi lá que eu aprendi a nadar.
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sexta-feira, junho 09, 2023
Em algum lugar do passado - 8
O Hotel Ubatuba era todo construído de madeira. Ele tinha uma ala em forma de torre, com três andares. Ele ficava a um quarteirão da praia. Esse quarteirão, em frente do Hotel, não tinha nenhuma construção, apenas muitas árvores do tipo "chapéu de sol", que dão umas bagas grandes que guardam a semente de reprodução da árvore no seu interior. O hotel tinha uma atração curiosa: um macaco "prego" muito esperto, chamado Simão, que ficava preso em uma corrente ajustada na sua cintura. Era comum ele ser colocado em baixo das árvores de chapéu de sol, onde existiam inúmeras bagas secas dessas árvores. Ele pegava uma baga seca, colocava ela em cima de uma pedra e, com uma outra pedra grande, ele batia na baga até quebrá~la e comer a semente do seu interior. Que macaco esperto!
Desde Maceió, meu pai virou um naturista. Em Ubatuba ele lançou a "Campanha da Pouca Roupa", que consistia em nós três ficarmos sem roupa (nus) em casa. Só nos meses de frio é que usávamos roupa. O resto do ano era um campo de nudismo dentro de casa...
A fama de naturista de meu pai se espalhou pela região. Um certo dia, um homem holandês, de longas barbas e de olhos azuis, montado em uma motocicleta, apareceu lá em casa para conversar com meu pai sobre naturismo, casamento, Árvore da Vida, etc. Seu nome era Arthur Weiss [1]. Ele era também um bom fotógrafo e tirou algumas fotografias de nós, lá em casa:
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sexta-feira, junho 02, 2023
Em algum lugar do passado - 7
No início de 1.956, eu e meus pais fomos morar em uma grande ilha no litoral norte de Santa Catarina, na cidade de Saõ Francisco do Sul. Eis uma vista da parte central da cidade, a partir da Baia de Babitonga, com o Mercado Municipal à direita, junto ao mar, e as duas torres da igreja matriz ao centro:
Nessa foto, no prédio pintado de cor de rosa com sete portas grandes (e sete janelas grandes) em arco funcionava a Coletoria Federal da cidade (para arrecadação de impostos federais, instituição que não existe mais hoje em dia), onde meu pai trabalhava. Pergunta: Por que portas tão grandes? Nota: São Francisco do Sul é uma cidade muito antiga, passou a ser uma vila no ano de 1.660 e passou a ser uma cidade a partir de 1.847. Possui um porto muito ativo.
Ao fundo, próximo ao morro à esquerda fica o vilarejo chamado de Enseada. Na frente, temos "as pedras" que marcam o início da praia. Ficamos morando nesse local de 1.956 a 1.961.
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sexta-feira, maio 19, 2023
Em algum lugar do passado - 6
Em dezembro de 1.953, eu e meus pais pegamos um avião da Nacional e fomos para Maceió, capital do Estado de Alagoas. Nessa época, quase todas as empresas aéreas do Brasil (Nacional, Real, Cruzeiro, Panair do Brasil, Varig, Vasp, etc) usavam aviões DC-3 (Douglas Company), sobras dos Estados Unidos da Segunda Guerra Mundial:
Nesta época, existia em Maceió um coqueiro muito famoso, chamado Gogó da Ema, onde fui fazer pique-nique algumas vezes. Há muito tempo esse coqueiro deixou de existir, devorado pelo mar:
No dia em que chegamos em Maceió, tive uma febre muito alta. Era noite, chovia e meu pai ainda não conhecia nenhuma farmácia ou médico na cidade. Minha mãe sugeriu ele ler o livro do Kuhne (A Nova Ciência de Curar, hoje vendido com o título Cura pela Água, pela Editora Hemus). Ele leu e veio com a solução: banho de tronco seguido por suador (via um monte de cobertores). Após repetir isso três v ezes, minha febre sumiu e meu pai deixou de fumar e impôs o Naturismo em casa e nunca mais procuramos médicos.
domingo, maio 14, 2023
Em algum lugar do passado - 5
O ano de 1.953 foi bastante movimentado na minha vida. Saimos de Três Lagoas e fomos, inicialmente, para a cidade de São Paulo, morar no bairro Parada Inglesa. A palavra "Parada" referia-se à parada de bondes (em um bairro que tinha um morador inglês famoso), veículo de transporte muito comum naquela época. Existiam dois tipos de bondes elétricos (com fiação elétrica suspensa), nessa época, pertencentes à CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), que eram pintados de vermelho (ou, posteriormente, alaranjado): o bonde com aberturas laterais e o bonde com fechamento nas laterais, chamados pelo povo de "Camarão":
Na Parada Inglesa, minha mãe me fez uma fantasia de pirata, para eu brincar no carnaval:
Minha irmã (por parte de mãe) Ivone, nessa época, em frente da casa de minha avó:
Nessa época, minha avó tomava leite de cabra, que ela tratava em frente da casa dela. Ela também tomava um "café" diferente: eram grãos de milho que ela torrava e depois moía. Lembro de ter comido um maracujá doce que madurou junto de uma cerca de bambu da casa dela.
Neste ano, meu pai comprou o livro do Louis Kuhne (A Nova Ciência de Curar), por indicação de uma colega de minha avó, D. Bicota. Em dezembro desse mesmo ano, fomos todos nós (eu e meus pais) para Maceió - AL.
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quinta-feira, maio 11, 2023
Em algum lugar do passado - 4
Em 1.952, transferimos residência para Três Lagoas - MT, no Estado de Mato Grosso. Hoje, esta cidade de Três Lagoas pertence ao Estado de Mato Grosso do Sul (MS), que surgiu apenas em 1º de janeiro de 1.979.
Momentos com meus pais e amiginhos em uma praça da cidade:
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terça-feira, maio 09, 2023
Em algum lugar do passado - 3
Em 1.951 eu e meus pais fomos morar em Cuiabá - MT, no Estado de Mato Grosso. Agora meu pai começou a ganhar bem, no cargo de Agente Fiscal do Imposto de Consumo (atualmente Auditor Fiscal Federal), cargo que conquistou através de um concurso público federal muito concorrido. Meu pai era muito inteligente. Aqui eu estou de chapéu, junto de meus pais, no quintal de nossa casa de Cuiabá:
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sexta-feira, maio 05, 2023
Em algum lugar do passado - 2
No ano de 1.947 eu e meus pais fomos morar na cidade do Rio de Janeiro - RJ, na favela da Penha. Ficamos por lá até 1.950. Nessa ocasião eu tinha cabelos cacheados e loiros:
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quinta-feira, maio 04, 2023
Em algum lugar do passado - 1
No final do ano de 1.946 eu apareci nesta realidade, na cidade de São Paulo - SP. Após alguns dias, este fato foi registrado pela seguinte foto:
O parto foi normal (mas complicado) e foi feito em casa, com o auxílio da minha tia Beatriz, que trabalhava como enfermeira, na ocasião:









































