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segunda-feira, agosto 14, 2023

 

Em algum lugar do passado - 10

Terminado o curso primário em Ubatuba, prestei exame, passei, e iniciei meu curso ginasial no Ginásio Santa Catarina, em São Francisco do Sul, em 1.958. Como continuei a morar em Ubatuba, pegava toda manhã (de segunda-feira a sábado) o ônibus da Viação Vogelsanger para cursar o ginásio. Era uma viagem de cerca de meia hora em estrada de terra (todas as ruas de Ubatuba também eram de terra). Nesse percurso, passava por um vilarejo, chamado Iperoba, onde havia um pequeno campo de aviação que tinha um avião DC-3 da Real abandonado.

As matérias do primeiro ano ginasial (1.958) eram: português, latim, francês, matemática, história do Brasil, geografía geral, trabalhos manuais, desenho e canto orfeônico. Passei em sétimo lugar na minha turma. Um fato curioso: meu professor de latim e francês era o Aldo Possamai e o Brasil estava participando da copa do mundo de futebol na Suécia. No dia do jogo Brasil x França, eu estava fazendo uma prova de francês e o Aldo passou duas vezes ao meu lado e disse que o Brasil tinha feito mais um gol (ele saía da sala por alguns momentos para acompanhar o jogo). No final, o Brasil ganhou da França por 5x2 e acabou ganhando pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol, a Taça Jules Rimet. Eis a seleção campeã chegando no Brasil, em Congonhas, com o goleiro Gilmar à frente, segurando a taça com a mão esquerda:


As matérias do segundo ano ginasial (1959) eram: português, latim, francês, inglês, matemática, história geral, geografia geral, trabalhos manuais, desenho e canto orfeônico. Passei em quanto lugar na minha turma. As matérias do terceiro ano ginasial (1960) eram: potugês, latim, francês, inglês (Prof. Antenor), matemática, ciências naturais, história geral, geografia do Brasil, desenho e canto orfeônico. Passei em terceiro lugar. As matérias do quarto ano ginasial (1961) eram: portugês, latim, francês, inglês, matemática, ciências naturais, história geral, história do Brasil, geografia do Brasil, desenho e canto orfeônico. Passei em segundo lugar na minha turma (única). Neste período do ginásio, todos os cadernos escolares tinham impresso na contra capa as letras do Hino Nacional e, algumas vezes, também do Hino à Bandeira. Ao cantar o hino nacional colocávamos a mão direita sobre o coração.

No final de 1961 foi a festa de formatura do ginásio. Apesar de ter sido o segundo colocado na classificação geral, fui o primeiro a receber o diploma, já que o primeiro colocado (R. Kapp) se suicidou (por enforcamento) antes da diplomação. Abaixo, minhas fotos oficiais da formatura.

Marcadores: Brasil, Rui, Santa Catarina


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quarta-feira, junho 14, 2023

 

Em algum lugar do passado - 9


 Durante todo o nosso período em Ubatuba, comíamos só frutas durante toda a semana. Comida cozida apenas nos finais de semana. Tínhamos um fornecedor de bananas em cacho, o bananeiro Willy Schmidt. Meu pai pendurava os cachos de banana em um gancho que ficava acima da nossa mesa de refeições.

Durante as férias escolares longas do final de ano (dezembro a fevereiro) era o período de alta temporada de afluxo de turista em Ubatuba, mas eu e meus país geralmente viajávamos para São Paulo, para visitarmos os pais e irmãos de minha mãe que moravem em Araraquara. Pegávamos um avião DC-3 da Varig em Joinville e pousávamos em Congonhas, na cidade de São Paulo. De São Paulo a Araraquara, íamos de trem elétrico da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, com bonitos carros nas cores azul e branco.



Durante essas minhas estadias de final de ano em Araraquara, eu ficava sócio temporário da AFE (Associação Ferroviária de Esportes) e ia usar as piscinas dela no bairro da Fonte Luminosa. Foi lá que eu aprendi a nadar. 

Marcadores: Rui, Santa Catarina


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sexta-feira, junho 09, 2023

 

Em algum lugar do passado - 8


O Hotel Ubatuba era todo construído de madeira. Ele tinha uma ala em forma de torre, com três andares. Ele ficava a um quarteirão da praia. Esse quarteirão, em frente do Hotel, não tinha nenhuma construção, apenas muitas árvores do tipo "chapéu de sol", que dão umas bagas grandes que guardam a semente de reprodução da árvore no seu interior. O hotel tinha uma atração curiosa: um macaco "prego" muito esperto, chamado Simão, que ficava preso em uma corrente ajustada na sua cintura. Era comum ele ser colocado em baixo das árvores de chapéu de sol, onde existiam inúmeras bagas secas dessas árvores. Ele pegava uma baga seca, colocava ela em cima de uma pedra e, com uma outra pedra grande, ele batia na baga até quebrá~la e comer a semente do seu interior. Que macaco esperto!

Desde Maceió, meu pai virou um naturista. Em Ubatuba ele lançou a "Campanha da Pouca Roupa", que consistia em nós três ficarmos sem roupa (nus) em casa. Só nos meses de frio é que usávamos roupa. O resto do ano era um campo de nudismo dentro de casa...

A fama de naturista de meu pai se espalhou pela região. Um certo dia, um homem holandês, de longas barbas e de olhos azuis, montado em uma motocicleta, apareceu lá em casa para conversar com meu pai sobre naturismo, casamento, Árvore da Vida, etc. Seu nome era Arthur Weiss [1]. Ele era também um bom fotógrafo e tirou algumas fotografias de nós, lá em casa:

Ao fundo, nossa casa de madeira com minha sala envidraçada de estudo. Mais ao fundo, o morro que tinha muitas bananeiras

Ao fundo, a parte de tráz da casa

Meus pais, na lateral da casa

[1] http://memoria.bn.br/pdf/761672/per761672_1969_04224.pdf

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sexta-feira, junho 02, 2023

 

Em algum lugar do passado - 7


No início de 1.956, eu e meus pais fomos morar em uma grande ilha no litoral norte de Santa Catarina, na cidade de Saõ Francisco do Sul. Eis uma vista da parte central da cidade, a partir da Baia de Babitonga, com o Mercado Municipal à direita, junto ao mar, e as duas torres da igreja matriz ao centro:




Olhando-se um pouco mais à esquerda na foto acima, tem-se a seguinte vista:


Nessa foto, no prédio pintado de cor de rosa com sete portas grandes (e sete janelas grandes) em arco funcionava a Coletoria Federal da cidade (para arrecadação de impostos federais, instituição que não existe mais hoje em dia), onde meu pai trabalhava. Pergunta: Por que portas tão grandes? Nota: São Francisco do Sul é uma cidade muito antiga, passou a ser uma vila no ano de 1.660 e passou a ser uma cidade a partir de 1.847. Possui um porto muito ativo.

Na realidade, nossa casa de moradia ficava em uma pequena vila de pescadores do município,   chamada de  Ubatuba. Uma vista da praia de Ubatuba, olhando para o sul:


Ao fundo, próximo ao morro à esquerda fica o vilarejo chamado de Enseada. Na frente, temos "as pedras" que marcam o início da praia. Ficamos morando nesse local de 1.956 a 1.961.

Uma vista, olhando para "as pedras":


Na época em que lá morei, não existiam as residências e os coqueiros que aparecem na foto. Entre as pedras e o morro que aparece parcialmente atrás das pedras na foto acima, existe a praia de Itaguaçu, onde eu e meus pais constumávamos ir correr. Era comum os namorados irem "passear nas pedras" para terem momentos de intimidade. Para quem tivesse bom conhecimento do local (como eu) era possível ir da praia de Ubatuba para a de Itaguaçu caminhando apenas por cima dessas pedras.

No início de 1.956, ingressei no meu terceiro ano do curso Primário na Escola Mista Estadula de Ubatuba que ficava quase em frente da casa de madeira onde eu morava, uns 30 metros de distância. Em julho deste ano, durante as férias do meio do ano, escrevi uma carta para a minha ex-professora Martha Voss de Maceió. Fiquei muito contente quando recebi uma longa carta (4 páginas) dela como resposta:

Nessa carta ela contou muitas coisas, como: ela iria se casar no final do ano, iria deixar de ser professora para ser dona de casa e iria vender a escola para outra pessoa. Ainda me emociono hoje ao reler esta carta.

Eu fui sempre o primeiro ou segundo aluno da classe no terceiro e quarto ano do curso Primário:


Durante o período do Primário em Ubatuba, eu fiz amizade com um menino um ano mais velho do que eu. Seu nome: João Adolfo Goris (JAG). o "Joãozinho". Ele era filho dos proprietários (João Goris Júnior e Martha Goris, de origem alemã) do Hotel Ubatuba, o único hotel da região. Ele tinha a fama de ser um "cientista maluco", pois fazia coisas incomuns para meninos da sua idade. Ele tinha licença e operava uma estação de radio-amador [PY5-BCP, "Boi-da-Cara-Preta"], já tinha feito um curso prático por correspondência sobre circuitos eletrônicos (Curso Monitor), tirava fotos com uma câmara fotográfica, etc. Eis uma foto que ele tirou de nós, simulando que eu estava trapaceando durante um jogo de xadrez:

Mais fotos tiradas pelo Joãozinho:
1. Eu com Joãozinho, nas Pedras
2. Eu com Lulu (cachorro do JAG), nas Pedras
3. Amigas do JAG, nas Pedras
4. Atrás do Hotel Ubatuba havia uma grande área alagada, o "Banhado". "Colonizamos" uma das ilhas do Banhado, que batizamos de Itasena. A foto é desta ilha, após concluírmos o muro de bambú nela.


Marcadores: Rui, Santa Catarina


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sexta-feira, maio 19, 2023

 

Em algum lugar do passado - 6


Em dezembro de 1.953, eu e meus pais pegamos um avião da Nacional e fomos para Maceió, capital do Estado de Alagoas. Nessa época, quase todas as empresas aéreas do Brasil (Nacional, Real, Cruzeiro, Panair do Brasil, Varig, Vasp, etc) usavam aviões DC-3 (Douglas Company), sobras dos Estados Unidos da Segunda Guerra Mundial:


Nesta época, existia em Maceió um coqueiro muito famoso, chamado Gogó da Ema, onde fui fazer pique-nique algumas vezes. Há muito tempo esse coqueiro deixou de existir, devorado pelo mar:


No dia em que chegamos em Maceió, tive uma febre muito alta. Era noite, chovia e meu pai ainda não conhecia nenhuma farmácia ou médico na cidade. Minha mãe sugeriu ele ler o livro do Kuhne (A Nova Ciência de Curar, hoje vendido com o título Cura pela Água, pela Editora Hemus). Ele leu e veio com a solução: banho de tronco seguido por suador (via um monte de cobertores). Após repetir isso três v ezes, minha febre sumiu e meu pai deixou de fumar e impôs o Naturismo em casa e nunca mais procuramos médicos.

Após alguns meses, eu apresentei outro problema grave: não digeria os alimentos ingeridos. Meu pai pegou o avião da Nacional e voou para o Rio e São Paulo, para procurar um outro livro do Kuhne, bem mais raro que o citado acima, chamado A Ciência da Expressão do Rosto. Encontrou-o em São Paulo, onde estava registrada a solução para o meu problema: tomar uma colherinha de areia da praia após cada refeição. Após três dias, o problema foi resolvido. Interessante como o cientista L. Kuhne chegou a essa solução: "Em minhas andanças pelo interior da Alemanha eu observei as galinhas. Notei que quando elas se alimentavam, ingeriam também um pouco de terra..."

Mais alguns meses se passaram, e eu me envolvi em mais um perigo de vida. Fui sozinho brincar na praia e fui brincar no mar com outras crianças em uma grande boia, feita de câmara de trator. Quando a boia estava longe da praia, em um lugar fundo, eu caí da boia e começei a me afogar. Um rapaz percebeu isso e me salvou a vida.

Em Maceió, morávamos na Av. Comendador Leão, 123 - uma casa numa esquina. Na nossa calçada, uma senhora negra costumava vender tapioca, que ela preparava na hora em um pequeno fogão.

Nas minhas andanças pelo bairro, descobri um cinema, onde assisti o primeiro filme brasileiro de animação de longa metragem chamado Sinfonia Amazônica ( https://www.youtube.com/watch?v=RuJBOEJ7Jv0 )

Meu primeiro e segundo ano do curso Primário foram feitos no Externato Santa Teresinha, que ficava poucos quarteiros de casa e eu ia a pé para lá.  A proprietária da Escola era a Martha Voss, que também foi minha professora. As provas corrigidas eram enviadas para meus pais em pastas muito bonitas:



No final do ano costumava ter festa e fotos. Nesta, eu estou sentado e chupando o dedo à esquerda:


E nesta eu estou sentado, quase encoberto pelas flores:


Marcadores: Alagoas, Rui


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domingo, maio 14, 2023

 

Em algum lugar do passado - 5


O ano de 1.953 foi bastante movimentado na minha vida. Saimos de Três Lagoas e fomos, inicialmente, para a cidade de São Paulo, morar no bairro Parada Inglesa. A palavra "Parada" referia-se à parada de bondes (em um bairro que tinha um morador inglês famoso), veículo de transporte muito comum naquela época. Existiam dois tipos de bondes elétricos (com fiação elétrica suspensa), nessa época, pertencentes à CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), que eram pintados de vermelho (ou, posteriormente, alaranjado): o bonde com aberturas laterais e o bonde com fechamento nas laterais, chamados pelo povo de "Camarão":




Na Parada Inglesa, minha mãe me fez uma fantasia de pirata, para eu brincar no carnaval:


Logo depois do carnaval, fomos para  Araraquara, na casa de minha avó Maria (mãe de minha mãe), onde fiquei a maior parte de 1.953 cursando o meu pré-primário. Minha querida avó:


Minha irmã (por parte de mãe) Ivone, nessa época, em frente da casa de minha avó:
Eu segurando o Frete, o cachorrinho salsicha "paqueiro" da minha avó:

Nessa época, minha avó tomava leite de cabra, que ela tratava em frente da casa dela. Ela também tomava um "café" diferente: eram grãos de milho que ela torrava e depois moía. Lembro de ter comido um maracujá doce que madurou junto de uma cerca de bambu da casa dela.

Nessa ocasião também aprontei algumas travessuras: meu avô tinha algumas caixas de abelhas para produzir mel. Um dia eu fui mexer com uma vara na entrada de uma das caixas e fui picado perto do olho, que acabou inchando e fechando. Outra ocasião, fui atravessar com pressa uma cerca de arame farpado e fiz um corte profundo no meu joelho esquerdo. Tenho até hoje um vestígio desta cicatriz (a terceira, depois do Rio de Janeiro e Mato Grosso).

 Nessa época eu tinha muita dor de garganta (amídalas inflamadas). Para combater isso, costumava fazer gargarejo de água salgada com limão. Depois do gargarejo, costumava chupar uma bala Chita, para tirar o gosto ruim da boca. Chita era o nome da macaca nos filmes de Tarzan...

Minha tia Noêmia (irmã mais nova de minha mãe) costumava me ajudar nas tarefas escolares. Aqui ela estava ao lado de minha mãe:

Neste ano, meu pai comprou o livro do Louis Kuhne (A Nova Ciência de Curar), por indicação de uma colega de minha avó, D. Bicota. Em dezembro desse mesmo ano, fomos todos nós (eu e meus pais) para Maceió - AL.

Também, nesse ano, nasceu no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Viradouro, uma criança do sexo feminino que viria, mais tarde, se tornar minha esposa...


Marcadores: bondes, Kuhne, Rui


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quinta-feira, maio 11, 2023

 

Em algum lugar do passado - 4


Em 1.952, transferimos residência para Três Lagoas - MT, no Estado de Mato Grosso. Hoje, esta cidade de Três Lagoas pertence ao Estado de Mato Grosso do Sul (MS), que surgiu apenas em 1º de janeiro de 1.979.

Momentos com meus pais e amiginhos em uma praça da cidade: 

Nesta ocasião, minha mãe fez um curso de Corte e Costura, e passou a fazer nossas roupas usando uma máquina de costura Singer, acionada por pedal.

Nessa época, minha saúde era muito precária. Vivia tomando remédios: comprimidos de uma latinha retangular amarela, leite de magnésia de Phillips, emulsão Scott (óleo de fígado de bacalhau), etc. Também tinham que me imobilizar braços e pernas para eu tomar as picadas de injeções na farmácia perto de casa.

Mas tenho uma boa recordação desta época: as brincadeiras com uma menina da minha idade, filha de um hoteleiro. O tempo apagou a lembrança de seu nome, mas não os meus sentimentos por ela...

https://www.youtube.com/watch?v=U_9-AiaXdRM
https://www.youtube.com/watch?v=Yb-JhV7sDNQ

Marcadores: Mato Grosso do Sul, Rui


# posted by Rui F. Souza @ 4:29 PM 2 comments

terça-feira, maio 09, 2023

 

Em algum lugar do passado - 3


Em 1.951 eu e meus pais fomos morar em Cuiabá - MT, no Estado de Mato Grosso. Agora meu pai começou a ganhar bem, no cargo de Agente Fiscal do Imposto de Consumo (atualmente Auditor Fiscal Federal), cargo que conquistou através de um concurso público federal muito concorrido. Meu pai era muito inteligente. Aqui eu estou de chapéu, junto de meus pais, no quintal de nossa casa de Cuiabá:

Eu ganhei um triciclo (velocípede) de presente:
Eu em um parque da cidade:



Tive, nesta ocasião, um novo acidente: ao tentar subir numa janela com uma grade de berço, esta deslizou e eu caí com a testa no chão, o que sangrou muito e, ainda hoje, tenho uma pequena cicatriz no centro da testa devido a esse acidente (além da cicatriz da operação de hérnia/apêndice do Rio de Janeiro).

Nessa época, fizemos uma viagem para um balneário de Águas Quentes. No meio da viagem, paramos em uma casa de pau a pique abandonada, onde uma pomba estava presa em uma arapuca. Nesta foto, eu estou segurando esta pomba, que devolvi à liberdade logo em seguida:

Ao chegar nas Águas Quentes, meu pai me empurrou para entrar nas águas. Eu não gostei da brincadeira, mas ele se divertiu muito. Veja:




Marcadores: Mato Grosso, Rui


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sexta-feira, maio 05, 2023

 

Em algum lugar do passado - 2


 No ano de 1.947 eu e meus pais fomos morar na cidade do Rio de Janeiro - RJ, na favela da Penha. Ficamos por lá até 1.950. Nessa ocasião eu tinha cabelos cacheados e loiros:


Minha mãe me levava para passear na cidade:


Devido a uma brincadeira errada, ganhei de presente uma hérnia no lado esquerdo do abdome. Esperei até 1.950 para fazer a correção disso e o médico que me operou aproveitou a ocasião para extrair o meu apêndice...

Meus pais nesta época do Rio de Janeiro:



Marcadores: Rio de Janeiro, Rui


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quinta-feira, maio 04, 2023

 

Em algum lugar do passado - 1


No final do ano de 1.946 eu apareci nesta realidade, na cidade de São Paulo - SP.  Após alguns dias, este fato foi registrado pela seguinte foto:



O parto foi normal (mas complicado) e foi feito em casa, com o auxílio da minha tia Beatriz, que trabalhava como enfermeira, na ocasião:

Meu primeiro berço foi um caixote de cebolas bem forrado e macio. Meu pai trabalhava, mas ganhava pouco na ocasião...

Marcadores: Rui, São Paulo


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