segunda-feira, abril 29, 2024

 

Aquecedor a Rádio


Esta é uma lareira em uma casa de Estocolmo, na Suécia. As pessoas já esqueceram como ela funciona. Na realidade este é um aquecedor doméstico alimentado pelo elemento químico Rádio (Ra), tecnologia da Tartária.



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terça-feira, fevereiro 27, 2024

 

Suécia: ontem e hoje.

 


Fotos do mesmo lugar, na Suécia, em 1897 e 2023. Em 1897, a grande construção, ao centro, era uma grande usina elétrica que extraía energia da atmosfera e distribuía gratuitamente para a comunidade; tecnologia da Tartária...

Visão ampliada da usina:




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sábado, abril 29, 2023

 

O remédio gratuito chamado SOL


Um estudo recente na Suécia, publicado na revista científica Journal of Internal Medicine, chegou à conclusão que uma deficiência de luz solar pode ser tão prejudicial à saúde humana quanto o vício de fumar cigarros. O estudo envolveu 30.000 mulheres durante 20 anos. No início do estudo, as mulheres tinham entre 25 e 64 anos.

Um outro estudo, mais antigo, descobriu que a incidência de câncer nos Estados Unidos aumentava com o aumento da latitude do local de residência das pessoas. Portanto, menos sol leva a mais câncer.

Para confirmar essa relação entre luz solar e saúde, eu fiz uma pesquisa aqui no Brasil usando o Portal da Transparência [2], que disponibiliza o número de óbitos registrados no país a cada mês, em cada estado e em cada ano. Para isso, selecionei os estados do Rio Grande do Sul (RGS, latitude próxima de 30º Sul) e do Rio Grande do Norte (RGN, latitude próxima de 6º Sul). A Tabela que levantei envolve os anos de 2015 até 2022 e encontra-se abaixo [3]. As conclusões que podem ser tiradas são as seguintes:

1. No RGS há um pico de óbitos registrados nos meses de junho e julho de cada ano (frio máximo devido ao inverno, pela falta de sol nessa região), enquanto no RGN o máximo de óbitos não ocorre em meses específicos, devido à presença de sol regular em todos os meses do ano.

2. Há um padrão bem definido (tanto no RGS como no RGN) de aumento de óbitos ao se passar de dezembro de um ano para janeiro do ano seguinte, devido à comilança exagerada no período das festas de final de ano (final de dezembro), facilitado pelo recebimento do 13º salário.

3. Tanto no RGS como no RGN, há um crescimento monotônico dos óbitos desde 2015 até 2021, havendo uma diminuição nesse número total de óbitos em 2022. Para comparar os óbitos do RGS com os dos RGN, vamos igualar as populaçoes desses dois estados: o RGS tem uma população de 11.466.630 habitantes (estimativa de 2021) e o RGN tem população de 3.560.903 habitantes (estimativa de 2021). Dividindo esses valores tem-se um valor de 3,22. Multiplicando este valor pelos óbitos anuais do RGN, podemos comparar esses óbitos projetados com os óbitos anuais reais do RGS. Fazendo essas comparações, verificamos que, em todos os anos, os óbitos no RGS são maiores do que no RGN: 62% maior em 2022, 66% em 2021, 44% em 2020, 54% em 2019, 69% em 2018, 111% em 2017, 126% em 2016 e 222% em 2015. Conclusão: devido ao remédio chamado Sol, mais presente no RGN do que no RGS, há menos óbitos no RGN do que no RGS.

4. Tanto no RGS como no RGN, há um aumento atípico de mortes nos meses de março, abril, maio e junho de 2021: mortes entre 10.735 e 16.024 no RGS e mortes entre 2.225 e 2.590 no RGN. Aqui a explicação é bastante simples: a vacinação nacional de covid no Brasil começou no final de fevereiro de 2021 ! Detalhe: o pico de mortes no RGS (16.024) e o pico de mortes no RGN (2.590) ocorreram no mesmo mês: março 2021.

5. Taxa de óbitos em 2021: RGS = 10,37 óbitos/1.000 habitantes, RGN = 6,26 ob/1.000 hab

Referências:

[1] Por que a deficiência de luz solar é tão mortal quanto fumar: https://eraoflight.com/2023/04/25/why-sunlight-deficiency-is-as-deadly-as-smoking/

[2]https://transparencia.registrocivil.org.br/registros

[3]  


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sábado, fevereiro 19, 2022

 

O Fim da Covid-19 na Suécia

Da eliminação das restrições à reabertura das viagens para o resto da Europa, os suecos estão mostrando sinais de superar a pandemia.

Covid-19 acabou, pelo menos para a Suécia

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“Como conhecemos essa pandemia, eu diria que acabou”, disse a ministra da Saúde da Suécia, Lena Hallengren.
“Como conhecemos essa pandemia, eu diria que acabou”, disse a ministra da Saúde da Suécia, Lena Hallengren. Crédito da foto: Gettyimages/f11photo

A Suécia, que se destaca por sua abordagem liberal à pandemia, optou agora por remover suas poucas restrições ao Covid-19, declarando efetivamente o fim da pandemia.

“Como conhecemos essa pandemia, eu diria que acabou”, disse Lena Hallengren, ministra da Saúde da Suécia, ao jornal nacional Dagens Nyheter. “Não acabou, mas como sabemos em termos de mudanças rápidas e restrições, acabou.”Hallengren acrescentou ainda que, pelo menos para a Suécia, o vírus Covid-19 não será classificado como uma ameaça à sociedade. 

Fonte: https://www.travelweekly-asia.com/Travel-News/Government/Covid-19-is-over-at-least-for-Sweden

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sexta-feira, março 25, 2011

 

A Pressa

"A pressa é o caminho da perdição"...

Normalmente, nossa civilização incentiva a pressa associada às nossas atividades. No entanto, existiram civilizações que apoiaram posturas opostas a essas, como na China antiga. Lá desenvolveu-se a prática do Tai Chi Chuan, que consiste na movimentação lenta do corpo humano, visando preservar nossa saúde. Felizmente, esta prática chegou até nossos dias, e muitas pessoas se beneficiam com ela. Abaixo vai um testemunho de um brasileiro que trabalha na Suécia, que comenta um pouco sobre o Movimento Slow no mundo.

“Pare de correr porque o fim chega mais depressa"
Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.

Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.

Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante. Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.

Digo para os demais, nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários.
Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."

Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?".

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).

O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida que o americano endeusificou.

A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição européia.

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana ) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto, em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."

"Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango.

E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só o alcançam quando morrem enfartados, ou algo assim.

Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual! Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...

Parabéns por ter lido até o final!
Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado.

Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família. De ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas... Poderá ser tarde demais!

Saber aprender para sobreviver...

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