Friday, June 29, 2007

 

A Cura pela Argila


É importante percebermos que vivemos em uma sociedade doente e patológica e que, portanto, nos repassa diariamente informações erradas que nos induz a pensarmos e agirmos de uma forma errada, doentia e patológica. Porisso, é também importante nos curarmos todos os dias das emanações deletérias captadas diariamente.

Visto de uma forma geral, tratamento com argila consiste em colocar nosso corpo em contato com o elemento terra, da natureza. Normalmente, quando ouvimos a expressão "cura pela argila" está-se referindo a colocar-se lama ou barro (o elemento terra misturado com o elemento água) em contato com a nossa pele (externa ou internamente). Isso tem um efeito terapêutico em nosso organismo [1]. Maria do Carmo Jerônimo, a campeã brasileira de longevidade (129 anos), sempre manteve a sola de seus pés em contato com o solo (nunca usou calçados), captando a energia da mãe Terra durante todas as horas do dia em que estava acordada. Minha avó materna viveu com boa saúde até os 99 anos de idade, sempre mexendo com a terra de seu jardim e da sua horta.

Além da aplicação externa, na forma de cataplasma, compressa, umectação, máscara ou cobertura, fricção, talco, absorvente higiênico, banhos, lavagens, irrigações e gargarejos, a argila também pode ser ingerida bucalmente. Este último é o processo intuitivo preferido pelas crianças pequenas, como toda mamãe já sabe. Eu, em particular, salvei minha vida - aos 7 anos de idade - com este processo, comendo areia da praia. No meu caso, o que aconteceu foi o seguinte: passei a não digerir os alimentos; tudo que comia eu defecava da mesma forma que foi ingerido; comecei a definhar continuamente; meu pai leu um livro do pesquisador alemão Louis Kuhne [2] que sugeria ingerir uma colher de café de areia de praia após cada refeição; fiz isso e após 3 dias estava curado do problema e estou aqui, hoje, para contar esta história.

O uso interno da argila pode ser feito, basicamente, de duas formas:

1. Coloca-se uma colher de café de argila em um copo d'água. Mexe-se e toma-se tudo lentamente, em pequenos goles. Esse procedimento é indicado para problemas agudos.
2. Coloca-se a argila diretamente dentro da boca e deixa-se dissolvê-la lentamente. Existem pessoas que preferem tomar a argila dessa forma, sendo que a dose é de uma colher de café. Este método fortalece as gengivas, fortifica os dentes e facilita a digestão (meu caso). Há outras pessoas que não se adaptam com o paladar e preferem tomar cápsulas ou drágeas uma vez por dia.

Pode-se beber a argila por toda a vida [1], assim como pisar na terra (e na praia, uma delícia!), com fez a Maria do Carmo Jerônimo... Pode-se comprar argila pura em qualquer casa de produtos naturais. Existem relatos de que o uso externo de argila é recomendado para o combate da alopécia (calvície) e problemas do couro cabeludo (seborréia, caspa, etc) [3].

Referências:
[1] Beatriz Mello Vergara dos Santos, A Cura pela Argila, Editora Terra Viva, Quarta Edição, 2006. Site: www.argilaterraviva.com.br
[2] Luiz Kuhne, Manual da Ciência da Expressão do Rosto, A Editora, Lisboa, 1908.

[3]  http://www.ruadireita.com/beleza/info/argiloterapia-capilar/#axzz2K7mUqVGu

Para Saber Mais:
1. http://naturopatia.blogs.sapo.pt/arquivo/1073201.html
2. http://saudeintegral.com/2007/06/07/a-cura-atraves-da-argila/
3. http://www.criticaliteraria.com/9721049115
4. http://mundialnet.org/beleza_e_saude7.php
5. http://sementecosmicaterapias.blogspot.com/2006/03/curso-argilaterapia-ou-cura-pela.html
6. http://www.saudeintegral.com/artigos/a-cura-atraves-da-argila.html
7. http://lilika-forever.blogspot.com/2008/12/argilas-e-seus-benefcios.html

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Tuesday, April 11, 2006

 

Lama e Saúde

A cidade de Araxá-MG é bem conhecida como local de uso medicinal de sua lama. Peruíbe-SP também possui uma lama medicinal, conforme mostra o artigo abaixo. Será que a lama da sua casa também não é medicinal?

Abraço, Rui.


Lama negra de Peruíbe, mostra pesquisa da USP, poderá ser usada, no futuro, contra a artrite reumatóide
Notícias

Dor na lama
11/04/2006

Por Thiago Romero

Agência FAPESP - Os resultados de um experimento científico desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) poderá ajudar a embasar uma antiga tradição, realizada há muitos anos na cidade de Peruíbe, litoral sul de São Paulo. A lama negra, encontrada em mangues da região, e usada pelos moradores com freqüência para fins teraupêticos, mostrou ter um efeito positivo no controle da artrite reumatóide, doença que afeta as articulações do organismo humano.

Ao ser utilizada em ratos com artrite induzida, a lama negra permitiu a diminuição dos quadros inflamatórios nos animais, além de uma melhora na destruição de tecidos da articulação. “Esse tipo de lama possui alta concentração de elementos traços, ou seja, minerais que o organismo humano necessita em pequenas quantidades. E podem ser eles os responsáveis pelo efeito antiinflamatório da lama negra”, disse a biomédica Zélia Maria Nogueira Britschka, autora da pesquisa, à Agência FAPESP.

Durante os experimentos no Laboratório de Inflamação da Reumatologia da FM, os ratos foram submetidos à um quadro de artrite crônica para, em seguida, serem expostos ao tratamento com a lama, usada a uma temperatura de 40ºC. Os testes se repetiram diariamente por 15 dias.

Para efeito de comparação, foi utilizado um grupo de ratos controle tratado nas mesmas condições, mas com água quente ao invés da lama. Esses animais tiveram uma diminuição menos significativa da resposta inflamatória.

Segundo a pesquisadora, o alumínio, o silício, o cálcio e o enxofre foram os principais elementos identificados na lama de Peruíbe. “Ainda não sabemos se todos ou apenas um desses minerais agem contra a dor. Os próximos estudos vão se concentrar em identificar quais desses elementos é realmente absorvido pela pele”, afirma.

Além de verificar seu possível efeito terapêutico em humanos, o grande desafio agora é promover o uso racional da lama negra de Peruíbe. “Esse é um material retirado da natureza que não consegue se repor. O solo que substitui o local é a areia e não mais a argila”, conta Zélia. Além disso, os próprios manguezais do Sul de São Paulo, fora das áreas protegidas, estão sob constante ameaça.

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