terça-feira, setembro 04, 2018
As Águas Invisíveis
Legislação sobre águas invisíveis
Fonte: http://agencia.fapesp.br/legislacao-sobre-aguas-invisiveis/28619/
quinta-feira, outubro 07, 2010
Carro Movido a Ar
Existem várias tecnologias já desenvolvidas para movimentar veículos que emitem poluição zero, conforme já mencionamos anteriormente neste blog. Esses veículos não estão com produção em massa devido à pressão exercida pela indústria petrolífera. Abaixo, apresentamos um artigo [1] sobre veículos que se movem usando ar comprimido.
Os passageiros que desembarcam nos aeroportos Charles de Gaulle, em Paris, e Schiphol, em Amsterdã, desde o mês passado (maio de 2009) se deparam com mais uma novidade desenvolvida para melhorar o ar do planeta: os carros compactos AirPod. Movidos a ar comprimido, esses veículos estão a serviço das companhias aéreas Air France e KLM, fazendo o transporte de passageiros e cargas em dois dos mais movimentados aeroportos europeus. Com design fururista, emissão zero de poluentes e controlável por um joystick, o AirPod gasta apenas um euro (cerca de R$ 2,80, na ocasião) para rodar 100 quilômetros. Essa versão acomoda três adultos e uma criança, além de bagagem, enquanto o modelo para transporte de cargas em rotas urbanas tem capacidade para mais de um metro cúbico ou 1 mil litros. A velocidade máxima do carro, que tem 2,07 metros de comprimento por 1,60 m de largura, é de 70 km/h e sua autonomia e de 220 quilômetros. O AirPod foi desenvolvido pela Motor Development International (MDI), uma empresa de Luxemburgo, criada em 1991 e que apresentou os primeiros protótipos em 1998. O carro usa eletricidade para fazer o motor mover os pistões do motor. O reabastecimento da eletricidade pode ser feito em tomadas elétricas caseiras entre uma hora e meia e quatro horas e meia, e os tanques de ar comprimido podem levar apenas 90 segundos para serem completados. Isso pode ser feito em postos com bombas específicas de ar comprimido ou com um compressor de ar caseiro.Referência:
[1] Revista Pesquisa FAPESP, pg. 63, número 160, junho de 2009.
Marcadores: carro a ar comprimido, FAPESP
segunda-feira, junho 15, 2009
Ônibus movido a Hidrogênio
Marcadores: FAPESP, hidrogênio, veículos
sábado, fevereiro 21, 2009
Marcadores: FAPESP, gordura, neurônios
quarta-feira, setembro 12, 2007
Curando com Luz
Terapia fotodinâmica pode ser uma alternativa no tratamento de infecções produzidas por fungos, parasitas e bactérias
| © Eduardo Cesar |
|
| Terapia fotodinâmica: alternativa para tratamentos locais |
Por Vanderlei Salvador Bagnato
O controle de microorganismos é um dos campos mais ativos da atual pesquisa na área farmacológica. Essa é uma fronteira que demanda extremo cuidado. Ao longo de nossa história, parte significante de nossa moderna civilização foi destruída pelo ataque descontrolado de microorganismos. Novas ameaças estão surgindo dia a dia. A indústria de quimioterapia antimicrobiana está em constante alerta, principalmente devido à rápida capacidade de evolução e diversidade de patógenos encontrados. O aparecimento de uma grande variedade de patógenos resistentes aos agentes químicos faz com que haja um grande aumento da morbidade de infecções que eram facilmente tratadas no passado. Apesar de nossa grande capacidade tecnológica, certos microorganismos parecem ser mais capazes e parece claro que as possibilidades farmacêuticas para combater certos microorganismos estão atingindo um limite. Certos tipos de pneumonias adquiridas em hospitais já não podem mais ser controladas com os tradicionais antibióticos e, em muitos casos, pacientes estão indo a óbito. Todos sabem que precisamos de urgentes alternativas para controle microbiológico. É nesse âmbito que modernas técnicas desenvolvidas em biofotônica (uso da luz e óptica em problemas relacionados com a matéria viva) podem fazer uma grande diferença.
Agentes químicos sistêmicos deveriam ser utilizados apenas nos tratamentos de infecções mais graves, evitando assim o desenvolvimento da resistência bacteriana a esses fármacos, além de minimizar os efeitos adversos associados a esse tipo de terapia. As infecções locais não precisariam ser tratadas com medicação sistêmica se houvesse uma alternativa viável. A boa notícia é que uma alternativa parece surgir no horizonte: a terapia fotodinâmica. Essa técnica, que vem sendo desenvolvida para o tratamento de tumores, tem um princípio capaz de ser utilizado no controle microbiológico. Basicamente, a terapia fotodinâmica envolve o uso de um agente fotossensibilizador com afinidade com células malignas, de uma fonte de luz para excitação e do oxigênio. As moléculas do fotossensibilizador são ativadas pela luz e começa um processo de troca de energia com as moléculas de oxigênio, produzindo uma espécie de oxigênio altamente reativa: o oxigênio singleto. Essa espécie reativa oxida de forma rápida e eficaz quase todos os substratos biológicos em seu caminho. É um processo rápido e seguro para matar células. Esse mesmo princípio vem agora sendo utilizado para matar microorganismos. Na presença do oxigênio singleto, ou mesmo de outros radicais livres produzidos pela excitação do fotossensibilizador, há um eficiente ataque aos microorganismos.
Inúmeros estudos vêm sendo desenvolvidos utilizando o princípio da terapia fotodinâmica, aplicada tradicionalmente no combate de células tumorais, para inativar microorganimos. A maioria dos trabalhos in vitro com vírus tem procurado a esterilização do sangue ou de seus produtos. Também há trabalhos utilizando a terapia fotodinâmica para matar fungos, como a Candida albicans, responsável pelas candidoses sistêmicas que ocorrem principalmente em pacientes imunodeprimidos. Ou ainda para combater parasitas humanos, como o Plasmodium falciparum, protozoário causador da malária, e o Trypanosoma cruzi, responsável pela doença de Chagas, e eliminar bactérias, como as presentes na cavidade bucal, responsáveis pela cárie e pela doença periodontal. Embora ainda não exista um consenso na literatura nem mesmo sobre a nomenclatura a ser utilizada para essa terapia, aqui vamos chamá-la de ação fotodinâmica antimicrobiana. Essa técnica vem sendo apontada como uma alternativa de baixo custo no tratamento de infecções locais.
Atualmente, o laser é a fonte de luz mais empregada para ativar os fotossensibilizadores. Porém, com o desenvolvimento dos LEDs começaram a surgir os primeiros estudos utilizando esses diodos emissores de luz na terapia fotodinâmica. Comparando a eficácia do LED com a do laser, constatou-se que os diodos têm um custo muito menor. Espera-se, com isso, que possa haver uma popularização dessa técnica.
Uma das vantagens da utilização da ação fotodinâmica antimicrobiana é que a morte das bactérias pode ser controlada restringindo-se a região irradiada. Assim evita-se a destruição microbiana em outros locais e o desenvolvimento de resistência seria improvável. Outra importante vantagem da técnica é o fato de que ela pode ser aplicada inúmeras vezes, sem qualquer tipo de efeito colateral, e sem causar as famosas reações sistêmicas a certos tipos de drogas. Em muitas situações em que se precisa de uma ação local e rápida para controlar a presença de microorganismos, a ação fotodinâmica me parece bastante adequada. E, finalmente, mas não menos importante, há a questão do custo da terapia. Com fontes de luz e fotossensibilizadores baratos, esse tipo de tratamento passa a ser economicamente muito viável.
Um trabalho piloto, realizado em colaboração com o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, interior paulista, mostrou grande eficiência no uso da técnica para controle do papilomavírus humano (HPV) em mulheres e homens. A abordagem pode representar uma alternativa barata e eficiente para combater o HPV, presente num elevado número de mulheres brasileiras e freqüentemente associado à ocorrência do câncer de colo do útero.
Assim sendo, a ação fotodinâmica antimicrobiana é um campo promissor que, apesar de ainda necessitar de mais estudos, já demonstrou sua viabilidade e está começando a ser empregada clinicamente. Mais uma ação da luz para promover a vida ...
Para saber mais:
1. http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/pdtled.htm
Marcadores: FAPESP, oxigênio, terapia fotodinâmica
sexta-feira, agosto 10, 2007
Indícios da Terra Oca - 1
Na Revista Pesquisa FAPESP deste mês da agosto de 2007 (número 138), na página 3, saiu a seguinte reportagem na Seção "Imagem do Mês", junto com a foto de um filhote de mamute congelado:
Filhote Congelado
Um bebê mamute congelado há cerca de 10 mil anos foi encontrado na Sibéria. A fêmea, em excelente conservação, morreu por volta dos 6 meses de idade. O tronco e os olhos estão intactos, além de parte de seus pelos. Apenas a cauda desapareceu. "Em termos do seu estado de preservação, é a descoberta mais importante deste gênero", disse Alexei Tikhonov, vice-diretor do Instituto de Zoologia da Academia Russa de Ciências, que participou de uma delegação que foi examinar o animal na Sibéria. O achado reacendeu o debate sobre a possibilidade de trazer de volta espécies extintas como a dos mamutes. Cientistas têm esperança de que células contendo DNA viável possam um dia ser usadas para clonar o animal.
Como a ciência oficial não admite a possibilidade de uma Terra oca, chega-se a paradoxos absurdos como esse: um mamute que morreu há 10.000 anos e que manteve os olhos intactos durante todo esse período de milhares de anos. A explicação deste acontecimento é muito mais simples e lógica. Em 1947, o contra-almirante da marinha norte-americana Richard Evelyn Byrd penetrou - de avião - no interior da Terra oca, através da abertura existente no Polo Norte. Nessa incursão ele avistou (e relatou em seu diário de bordo) um mamute pastando em um campo coberto com muita vegetação. Portanto, este filhote de mamute congelado veio recentemente do interior da Terra, por ter caído na correnteza de algum rio que se desloca em direção ao Polo Norte e ficou congelado durante o trajeto do Polo Norte até a Sibéria (onde já foi encontrado muitos outros animais pré-históricos congelados, provavelmente devido ao mesmo processo que aconteceu agora com o atual mamute). Devido ao pouco tempo entre o acidente no rio e a chegada à Sibéria, os olhos do mamute permaneceram intactos! Uma curiosidade, para quem não sabe: os icebergs, presentes nos oceanos de água salgada, são constituídos de água doce, proveniente desses rios, de água doce, provenientes do interior da Terra oca...
Marcadores: clonagem, FAPESP, mamute, terra oca
domingo, junho 24, 2007
Aplicações da Nanotecnologia
A nanotecnologia consiste na obtenção de partículas de matéria com dimensões da ordem de um bilionésimo de metro (= 10E-9 metro). Esta é uma tecnologia perigosa para as células do corpo humano, pois as partículas nanométricas têm dimensões menores do que as dimensões das células de nosso corpo. Isso faz com que as nossas células não consigam opor muita resistência à entrada dessa partículas em nosso corpo, algo perigoso (principalmente quando presentes em medicamentos e cosméticos). No entanto, certas aplicações nanométricas parecem estar surgindo na forma não-prejudicial ao nosso corpo, conforme pode ser observado no artigo da Revista Pesquisa Fapesp, de junho 2007, apresentado abaixo.
Convém notar que a prata é um elemento bactericida conhecido desde a remota antiguidade. Daí as baixelas de prata. A prata tem sido muito usada para tratar pessoas atingidas por queimaduras graves (evita a infecção da pele, por seu uso tópico) e para colocar nos olhos de recém-nascidos. É muito usada terapeuticamente a solução de prata coloidal, em medicina alternativa, como antibiótico universal, sem ter qualquer efeito colateral relevante (o que não ocorre com os antibióticos convencionais, vendidos em farmácias alopáticas). É esse efeito bactericida/germicida/fungicida da prata nanométrica que é explorado nas aplicações citadas no artigo abaixo. RFS.
| © Eduardo Cesar |
|
| Cuba de lavadora produzida com polipropileno e prata: efeito bactericida |
Investir em nanotecnologia tem sido uma das estratégias da Suzano Petroquímica, nos últimos anos, para se lançar em novos mercados e continuar ampliando seus negócios. A empresa é líder na América Latina na produção de resinas de polipropileno e segunda maior produtora de resinas termoplásticas no Brasil, duas matérias-primas versáteis empregadas na fabricação de embalagens plásticas, frascos para cosméticos e produtos de higiene, utensílios domésticos, peças automotivas e produtos têxteis. Em maio passado, a companhia apresentou, durante a 11ª Feira Internacional da Indústria do Plástico, a Brasilplast 2007, realizada em São Paulo, dois produtos elaborados a partir das pesquisas em nanotecnologia: uma resina especial de polipropileno nanoestruturado com partículas de prata utilizada para fabricação de eletrodomésticos da linha branca, como máquinas de lavar roupa, e uma nova resina com nanopartículas para fabricação de fios e fibras para produção de colchões.
A principal característica das duas inovações, de acordo com o engenheiro de materiais Cláudio Marcondes, gerente de desenvolvimento de novos produtos da companhia, é sua ação bactericida e fungicida. A petroquímica prevê que, dentro de três anos, cerca de 10% de sua receita será fruto das pesquisas em nanotecnologia. “Com o uso desse novo ramo do conhecimento, estamos agregando valor aos nossos produtos”, diz Marcondes.
A nova máquina de lavar está sendo produzida em parceria com a Suggar, fabricante de eletrodomésticos no país, com sede em Belo Horizonte. O aparelho é um dos primeiros produzidos no Brasil com o uso de nanotecnologia na matéria-prima. A nanotecnologia – que é a construção de estruturas e materiais em escala nanométrica, em medidas equivalentes a 1 milímetro dividido por 1 milhão de vezes – permite a fabricação de produtos com características diferenciadas, porque modifica as propriedades dos materiais no nível atômico. A resina nanoestruturada de polipropileno com partículas de prata da Suzano é empregada na fabricação da cuba das lavadoras, recipiente onde é colocada a roupa, conferindo ação antimicrobiana à peça. O efeito desinfetante da resina acontece por meio das cargas positivas (íons) da prata – um material conhecido por sua propriedade bactericida há séculos –, que atraem as cargas negativas das bactérias e causam a ruptura de sua membrana celular em função da diferença de potencial entre a parte interna e externa do microorganismo, provocando sua morte.
A nova tecnologia, segundo o diretor industrial da Suggar, Marcelo Emrich Soares, permitirá a eliminação de 99,9% das bactérias que se desenvolvem na cuba das lavadoras, trazendo mais higiene e qualidade ao processo de lavagem de roupas. “O ambiente dentro da máquina fica livre de contaminação e preparado para novas lavagens. A nova resina também confere mais resistência e durabilidade ao produto”, garante Soares. Por enquanto, o polipropileno aditivado com nanopartículas de prata está sendo aplicado apenas na linha de lavadoras semi-automáticas, segmento no qual a Suggar tem participação expressiva, com cerca de 30% das vendas. Mas já existe um entendimento entre as duas empresas para a aplicação da nanotecnologia em outros tipos de eletrodoméstico. Até o momento, a Suzano forneceu 100 toneladas de polipropileno nanoestruturado para produção das lavadoras. Como cada cuba tem cerca de 6 quilos, a matéria-prima é suficiente para fabricação de quase 17 mil máquinas.
Colchões higiênicos - A resina especial utilizada na fabricação de fios e fibras de colchões é outro desdobramento da pesquisa da petroquímica com novos materiais nanoestruturados com prata. De acordo com a Suzano, o desenvolvimento do produto consumiu um ano de pesquisas e sua aplicação é bastante variada, podendo ser usado em colchões de hospitais, residências e hotéis. Outra vantagem é que a ação bactericida do produto não tem prazo de validade. Como a higienização de colchões não é um processo muito comum, a ação da resina contribui para a manutenção de um ambiente saudável, evitando a disseminação de infecções. A resina é fornecida para a fabricante catarinense de produtos têxteis Döhler, que já está produzindo fios e fibras e fornecendo-os para a empresa Castor, responsável pela confecção dos colchões com estruturas nanoestruturadas. “Acreditamos que o produto deverá chegar ao mercado em dois meses”, diz Cláudio Marcondes, da Suzano.
Os trabalhos em nanotecnologia na Suzano são coordenados pelo químico Adair Rangel, que iniciou o estudo e o desenvolvimento de novos materiais nanoestruturados há apenas três anos, quando fazia o doutorado no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Nesse período foram investidos R$ 20 milhões em pesquisa nanotecnológica no Centro de Tecnologia da empresa. A unidade abriga cerca de 40 pesquisadores e técnicos. No total, a petroquímica direciona 1,5% de seu faturamento, de cerca de R$ 2,37 bilhões, para a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos. Para viabilizar a fabricação de produtos de alta tecnologia, a companhia já iniciou a construção de uma linha de produção específica, batizada de Unidade Autônoma de Extrusão, localizada na fábrica da Suzano em Mauá, na Grande São Paulo. Ela iniciará sua operação comercial no final do próximo ano e terá capacidade para produzir 24 mil toneladas anuais de resinas especiais. O grande desafio da empresa, segundo Marcondes, é desenvolver não apenas novas resinas de polipropileno com nanopartículas, mas também fazer com que elas possam ser processadas no maquinário já instalado no parque fabril nacional que compra as resinas da Suzano.
No ano passado, a Suzano registrou sua primeira patente em nanotecnologia, voltada para a obtenção de nanocompósitos com polipropileno e argila, empregando uma nova rota para compatibilizar os dois materiais. O novo material apresentou considerável avanço em suas propriedades mecânicas, como rigidez e resistência a impactos, e de barreira, relacionada à permeabilidade. “Ainda não lançamos nenhum produto com ele. Nosso objetivo no momento é apresentar o potencial das resinas de polipropileno nanoestruturadas”, diz Marcondes.
Tábua de carne - Um dos primeiros produtos nanotecnológicos da empresa foi revelado ao público no final de 2006 no II Congresso Internacional de Nanotecnologia (Nanotec), realizado em São Paulo. Foi uma resina de polipropileno com nanopartículas de prata – uma primeira versão do material utilizado na fabricação da máquina de lavar e dos colchões. A principal aplicação dessa resina é o mercado de utensílios domésticos. Com ele, a Suzano desenvolveu protótipos de uma tábua para cortar carne e de um pote plástico para acondicionar alimentos. “O pote aumenta consideravelmente o tempo de conserva de alimentos”, diz Marcondes. Já a tábua de cortar carne está livre da contaminação por bactérias que costumam se alojar nas reentrâncias provocadas pela faca. “Estamos incentivando uma de nossas parceiras, a Reflet, a produzir utensílios domésticos com a resina nanoestruturada, que é cerca de 10% mais cara do que a convencional”, diz o executivo.
A Suzano também trabalha no desenvolvimento de filmes nanoestruturados com íons de prata, que serão empregados na fabricação de embalagens para frutas, gêneros alimentícios e outros produtos. Em breve a companhia espera depositar duas novas patentes relacionadas a outras nanopartículas em áreas de aplicação com polipropileno, que, por enquanto, não podem ser detalhadas. De acordo com Marcondes, o volume de produção das resinas nanoestruturadas ainda é pequeno, mas tende a crescer na medida em que a população perceber o valor agregado dos novos produtos fabricados com elas. “A nanotecnologia nos oferece um potencial ilimitado. Estamos na pontinha do iceberg”, destaca.
Com capacidade para produzir 685 mil toneladas por ano de resinas de polipropileno, a Suzano vende produtos no mercado nacional para mais de 500 clientes e os exporta para cerca de 40 países. A petroquímica conta com três fábricas, localizadas em Mauá, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e no pólo petroquímico baiano de Camaçari. Juntas, elas fabricam mais de 60 produtos. A companhia, de capital nacional, é controlada pela Suzano Holding, que também é a principal acionista da Suzano Papel e Celulose. Investimentos atualmente realizados nas fábricas de Mauá e Duque de Caxias ampliarão a capacidade de produção da petroquímica em mais 190 mil toneladas por ano até 2008, o que vai garantir a liderança da empresa na América Latina no negócio de polipropileno.
Marcadores: FAPESP, nanotecnologia, prata
domingo, janeiro 14, 2007
O Magnetismo e a Vida
Pesquisas geológicas têm mostrado que a intensidade do campo magnético terrestre tem diminuído nos últimos milênios. Essa queda magnética tem afetado todos os seres vivos, vegetais e animais. Baseado neste fato, tem surgido muitas técnicas para compensar localmente essa queda, aumentando o campo magnético local. Essa é a justificativa para se beber água magnetizada, dormir em colchão magnético, regar plantas com água magnetizada [artigo abaixo], tratar depressão com aumento de campo magnético na cabeça [artigo abaixo], etc. Abaixo apresento dois artigos tirados da Revista Pesquisa - Fapesp, disponível no endereço: www.revistapesquisa.fapesp.br
Boas leituras, Rui.
| © Rogério Costa / Instituto Mauá |
|
| Botão maior após tratamento com ímã |
-----------------------------------------------------------------------------------------------
| © Miguel Boyayan |
|
| Aplicação: bobina dispara corrente elétrica de intensidade alta por milissegundos |
Ana Paula custa a se lembrar da última vez em que viu a mãe sorrir. Desde que sofreu sua primeira crise de depressão há quase 20 anos, Maria passa os dias triste, deitada no sofá remoendo pensamentos que brotam de um mundo sempre cinza. Já experimentou todos os tipos de antidepressivos conhecidos, mas nenhum foi capaz de pôr fim à apatia que ainda hoje a acompanha e a fez abandonar o trabalho na empresa da família na Região Metropolitana de São Paulo. Úteis na maioria das vezes, os remédios, no caso de Maria, no máximo adiavam a próxima recaída.
Na última, há seis meses, os médicos tiveram de recorrer à aplicação de descargas elétricas no cérebro do paciente sob anestesia geral, a eletroconvulsoterapia, mais conhecida como eletrochoque – tratamento considerado como um dos mais eficazes para os casos mais graves, ainda que estigmatizado por já ter sido aplicado de modo cruel e usado até mesmo como técnica de tortura contra presos. Esse tratamento pode ajudar a restabelecer o funcionamento normal das células nervosas, ainda que geralmente cause uma perda de memória passageira, que pode durar de alguns dias até meses.
Como nem as descargas elétricas funcionaram, em novembro Maria iniciou no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq/USP) uma terapia contra a depressão que nos últimos anos vem despertando o interesse de psiquiatras e neurologistas do mundo todo: a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), uma seqüência de pulsos magnéticos intensos capazes de estimular ou inibir a atividade do tecido nervoso. Até bem pouco tempo atrás restrita exclusivamente a experimentos científicos, a EMTr parece produzir os mesmos efeitos que a eletroconvulsoterapia no tratamento da depressão: reajusta o funcionamento de determinadas regiões do sistema nervoso central, mas com menos efeitos indesejados. O Instituto de Psiquiatria da USP liberou o uso da EMTr para o tratamento da depressão em outubro de 2006, após a equipe do psiquiatra Marco Antonio Marcolin testá-la experimentalmente por quase seis anos contra a depressão e também no tratamento de dores crônicas, de algumas formas de alucinação comuns na esquizofrenia e na recuperação do acidente vascular cerebral.
Atualmente o instituto analisa como pedir a inclusão da EMTr na lista de procedimentos pagos pelo Sistema Único de Saúde para tratar a depressão, a fim de oferecê-la gratuitamente a um maior número de pessoas. Aprovada para essa finalidade apenas no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia, em Israel e em alguns países da Europa, essa terapia ainda é cara: custa R$ 300 cada uma das 20 aplicações necessárias para o tratamento agudo da depressão, problema que uma em cada dez pessoas pode apresentar ao longo da vida.
Em geral é feita uma sessão por dia durante um mês. Quinze dias após o início do tratamento, Ana Paula já notava os primeiros sinais de recuperação da mãe. A dose do antidepressivo que Maria ainda toma baixou para um quarto da inicial e a equipe de Marcolin começava a retirar o sedativo que ela usava para dormir. A aplicação é realmente tranqüila. Na manhã de 6 de dezembro, em uma pequena sala no primeiro andar do instituto, a psiquiatra Maria do Carmo Sartorelli aproxima uma bobina em forma de 8, do tamanho de uma mão espalmada, do lado esquerdo da cabeça de Maria, sentada em uma cadeira reclinada. Em seguida ouve-se uma série de estalos rápidos durante dez segundos. Seguem-se 20 segundos de silêncio e dispara-se uma nova seqüência de pulsos, repetida mais 23 vezes. “Minha mãe sai das aplicações conversando, e não calada como antes”, diz Ana Paula. “Fiquei surpresa com a mudança de humor.”
A cada estalo, uma corrente elétrica de alguns milissegundos e intensidade altíssima (até 5 mil amperes) passa pela bobina. A rápida seqüência de liga-desliga produz flutuações em um campo magnético que atravessa o crânio e gera uma corrente elétrica de baixíssima intensidade em uma área específica do córtex, a camada mais externa do cérebro. Apesar de baixa, essa corrente elétrica é suficiente para disparar a transmissão do impulso nervoso de uma célula a outra, explica o físico Oswaldo Baffa Filho, da USP em Ribeirão Preto, que faz pesquisas nessa área.
Reprogramando neurônios - Tanto a EMTr como o eletrochoque funcionam com base no mesmo princípio físico – a passagem de corrente elétrica pelo encéfalo, o conjunto de estruturas do sistema nervoso central que inclui o cérebro. Mas há também diferenças importantes entre esses dois recursos. As principais são a intensidade e a abrangência da corrente elétrica aplicada ao sistema nervoso central. Enquanto a EMTr gera correntes de uns poucos miliamperes em uma área restrita do cérebro, a eletroconvulsoterapia produz correntes cerca de mil vezes mais altas, de até 2 amperes, que atravessam todo o encéfalo e originam convulsões semelhantes às observadas na epilepsia – o paciente não sente as convulsões nem se lembra delas porque passa o tempo todo anestesiado. Independentemente da técnica usada, acredita-se que essa passagem de corrente elétrica reprograme alguns genes das células nervosas, fazendo-as retomar o funcionamento adequado, assim como os medicamentos antidepressivos.
No tratamento da depressão o alvo da EMTr é uma região do cérebro localizada no lado esquerdo da cabeça, ao lado da testa e acima dos olhos. Ali fica o chamado córtex pré-frontal dorso lateral, uma região do tamanho de uma moeda de dez centavos associada à memória de curto prazo, ao raciocínio lógico e à avaliação de metas que se deseja atingir. Em geral, essa região encontra-se menos ativa nos portadores de depressão do que nas demais pessoas, independentemente da origem do problema – seja a depressão decorrente de fatores genéticos, hormonais ou ambientais. [veja continuidade deste artigo no site indicado acima]
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Marcadores: FAPESP, magnetismo
sábado, julho 15, 2006
Fonte Ambulante de Alergia
|
Meu comentário: Observe esta informação "o calor ajuda a eliminar os ácaros", mais um motivo para tomarmos banhos de sol diários...
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP, Edição 125 - Julho 2006, pg. 34.
Marcadores: ácaros, alergia, FAPESP
O Hormônio da Uva
O hormônio do vinho
|
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP, Edição 125 - Julho 2006, pg. 32.
terça-feira, abril 11, 2006
Lama e Saúde
Abraço, Rui.
|
| Lama negra de Peruíbe, mostra pesquisa da USP, poderá ser usada, no futuro, contra a artrite reumatóide |
Notícias |
Dor na lama
11/04/2006
Por Thiago Romero
Agência FAPESP - Os resultados de um experimento científico desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) poderá ajudar a embasar uma antiga tradição, realizada há muitos anos na cidade de Peruíbe, litoral sul de São Paulo. A lama negra, encontrada em mangues da região, e usada pelos moradores com freqüência para fins teraupêticos, mostrou ter um efeito positivo no controle da artrite reumatóide, doença que afeta as articulações do organismo humano.
Ao ser utilizada em ratos com artrite induzida, a lama negra permitiu a diminuição dos quadros inflamatórios nos animais, além de uma melhora na destruição de tecidos da articulação. “Esse tipo de lama possui alta concentração de elementos traços, ou seja, minerais que o organismo humano necessita em pequenas quantidades. E podem ser eles os responsáveis pelo efeito antiinflamatório da lama negra”, disse a biomédica Zélia Maria Nogueira Britschka, autora da pesquisa, à Agência FAPESP.
Durante os experimentos no Laboratório de Inflamação da Reumatologia da FM, os ratos foram submetidos à um quadro de artrite crônica para, em seguida, serem expostos ao tratamento com a lama, usada a uma temperatura de 40ºC. Os testes se repetiram diariamente por 15 dias.
Para efeito de comparação, foi utilizado um grupo de ratos controle tratado nas mesmas condições, mas com água quente ao invés da lama. Esses animais tiveram uma diminuição menos significativa da resposta inflamatória.
Segundo a pesquisadora, o alumínio, o silício, o cálcio e o enxofre foram os principais elementos identificados na lama de Peruíbe. “Ainda não sabemos se todos ou apenas um desses minerais agem contra a dor. Os próximos estudos vão se concentrar em identificar quais desses elementos é realmente absorvido pela pele”, afirma.
Além de verificar seu possível efeito terapêutico em humanos, o grande desafio agora é promover o uso racional da lama negra de Peruíbe. “Esse é um material retirado da natureza que não consegue se repor. O solo que substitui o local é a areia e não mais a argila”, conta Zélia. Além disso, os próprios manguezais do Sul de São Paulo, fora das áreas protegidas, estão sob constante ameaça.
Marcadores: FAPESP, lama, Peruíbe
terça-feira, abril 19, 2005
Felicidade Biológica
| |||||||
Felicidade biológica Um novo estudo, feito na Inglaterra com 116 homens e 100 mulheres entre 35 e 55 anos de idade, conseguiu identificar importantes conexões psicobiológicas entre alegria e saúde. Em linhas gerais, as pessoas mais alegres tiveram um desempenho muito melhor das funções biológicas mais importantes para o bem-estar do que as mais tristes. A pesquisa acompanhou o grupo tanto do aspecto emocional como do ponto de vista biológico. O nível de cortisol registrado nos que dão mais risadas ao longo do dia, por exemplo, foi menor. Esse hormônio, ligado ao estresse orgânico agudo, também já foi relacionado com o aparecimento de quadros de diabetes tipo II e hipertensão. Um segundo indicador positivo também surgiu no sangue dos indivíduos mais alegres. Foram registradas baixas quantidades de proteínas ligadas a problemas cardiovasculares. O estudo será publicado esta semana no site da Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). De acordo com a pesquisa assinada por Andrew Steptoe, do London College, os resultados obtidos são independentes do estresse psicológico. Isso realça, para o pesquisador e seus colaboradores, que o bem-estar está relacionado com processos biológicos relevantes para a saúde. O artigo Positive affect and health-related neuroendocrine, cardiovascular, and inflammatory processes, de Andrew Steptoe, Jane Wardle e Michael Marmot, pode ser lido no site da PNAS, em www.pnas.org | |||||||
Já lembrou de dar seu sorriso hoje?..... :))))
Rui.
Marcadores: FAPESP










Nos bancos: proteínas de ácaros e de pêlos de animais
