Tuesday, October 13, 2009
Respire para Longe o seu Câncer
Se você deseja vencer o câncer, elimine o açucar de sua dieta e faça pranayama (uma técnica respiratória da Yoga) [1]. Os praticantes da higiene natural e os yogues sempre souberam disso, mas agora a ciência oficial está dando razão a essas pessoas. Agora existe evidência para provar que a principal diferença entre as células de câncer e as células sadias normais é que as primeiras quase não usam oxigênio. Em lugar disso, elas obtêm energia através de um processo chamado "glicólise" ("glycolisis", em inglês), no qual a sua energia de sustentação é extraída da glicose, sem o uso de oxigênio. Este fato foi descoberto inicialmente pelo ganhador do Prêmio Nobel Otto Warburg, lá nos anos 1930s. "A causa principal do câncer é a substituição da respiração de oxigênio pelas células normais do corpo por uma fermentação de açucar", ele disse aos seus colegas cientistas alguns anos antes de morrer nos anos 1970s. Esta sua descoberta não foi levada a sério mas pesquisas recentes parecem confirmar a descoberta de Warburg. Cientistas descobriram que o crescimento de células cancerosas prolifera em um meio com deficiência de oxigênio. Quando as células se tornam cancerosas, elas param de obter energia das suas mitocôndrias, vão para a glicólise, não mais absorvem nem liberam oxigênio e acabam ficando com deficiência de oxigênio.
A hipótese de Warburg também se coaduna com uma teoria menos mainstream (oficial) que liga o câncer com a acidez. Por muitos anos, os terapêutas alternativos de câncer têm recomendado uma dieta alcalina para combater qualquer tipo de câncer. O Efeito Warburg dá uma explicação possível para isso, já que o maior produto do processo de glicólise é o ácido lático. Especulações recentes dizem que a principal forma do câncer se espalhar é através da produção de ácido lático.
Esta descoberta sugere que a nutrição tem um papel fundamental na eliminação do câncer. Uma dieta de frutas é altamente alcalina, não sendo do agrado das células cancerosas. Exercícios físicos, pranayama e terapias bioxidativas (com uso de ozônio, peróxido de hidrogênio = água oxigenada e radiação ultravioleta - aquela que forma a camada de ozônio da Terra) irão ajudar a aumentar o nível de oxigênio em nosso corpo, combatendo o câncer.
Não é apenas com câncer: todos os nossos problemas orgânicos não-genéticos são devidos a acúmulos ácidos em nosso organismo...
[1] Breathe away your cancer, http://www.allayurveda.com/cancer.asp
Labels: acidez, açucar, alcalinidade, câncer, fermentação, mitocôndrias, pranayama, respiração, terapia bioxidativa
Thursday, May 14, 2009
A Alquimia na Saúde - 2
2. A deficiência de cálcio em nosso organismo pode causar problemas sérios, como dificuldade em se recuperar de fratura de ossos, dores musculares, osteoporose, etc. Muitos pensam que para recuperar a falta de cálcio (a descalcificação) basta ingerir pílulas de cálcio ou substâncias ricas nesse elemento. Errado!! Por que? Porque o cálcio, para ser útil ao nosso organismo, deve estar presente dentro de nossas células. O problema é que o Cálcio (Ca) não consegue atravessar a membrana celular, nem para entrar, nem para sair [1]; ele é formado diretamente no interior da célula pelas mitocôndrias ali presente, a partir do Magnésio (Mg), que pode entrar para o interior da célula! Portanto, a mitocôndria é o elemento que executa a transmutação alquímica do magnésio em cálcio, no interior de nossas células! Portanto, se você está com sintomas de falta de cálcio, tome magnésio para repor sua deficiência de cálcio!
Por outro lado, se existir cálcio em excesso no nosso organismo, a natureza, não podendo expulsá-lo do interior das células, o destrói transmutando-o em Potássio e Hidrogênio (K + H); o hidrogênio gerado desta forma irá reduzir o valor do pH e o excesso de potássio irá atravessar a membrana celular e sair.
Em geral, o cálcio (Ca) encontrado em excesso no corpo humano vem principalmente do excesso de magnésio (Mg) ingerido; realmente, uma dieta contendo rotineiramente sal grosso ou cloreto de magnésio (MgCl2) pode recalcificar facilmente.
A natureza dispõe de múltiplos mecanismos para compensar a carência que provém, não da falta do elemento químico específico, mas de uma deficiência na produção da enzima que gera esse elemento, via transmutação. Às vezes, por exemplo, a descalcificação é devida à carência da enzima que transmuta o Sódio (Na) em Magnésio (Mg), mas, se for devida à carência da enzima que transmuta Mágnésio (Mg) em Cálcio (Ca) [segundo elo para se chegar ao cálcio], convém recalcificar pelo uso de Potássio (K) e Sílica (Si) orgânica. Assim, em pessoas que se submetem a regimes sem sal e, notadamente, nas que não ingerem Cloretos (Cl-), pode-se produzir uma descalcificação. Neste caso, pode-se recorrer à Sílica, que parece sem contra-indicações dentro de uma faixa de tolerância muito larga, o que permite seu emprego sem controle médico. Disso deriva seu grande interesse em Dietética.
A ação da sílica é rápida; as unhas quebradiças, sinal de uma descalcificação incipiente, ficam normais em questão de 15 dias através do uso de extratos ou chás.
Convém notar que o Dr. Charnot (do Marrocos) [1] observou o efeito inverso da Sílica mineral, que descalcifica os ossos e da Sílica orgânica, que, ao contrário, o recalcifica. Operando com cobaias tuberculosas, ele verificou que a tuberculose é acompanhada de uma descalcificação. Mas, antes do cálcio, o silício desapareceu, o que constitui um indício precoce de descalcificação. Administrando sílica orgânica, constatou-se uma rápida recalcificação das cavernas dos pulmões. Quando a sílica desaparece, o cálcio desaparece do osso. Administrando sílica orgânica, o cálcio volta, devido à transmutação biológica que ocorre em nosso organismo, a baixa energia.
Devemos notar, no entanto, que a formação de cálcio a partir do magnésio, transmutação que ocorre nas mitocôndrias, necessita da presença de um pouco de cálcio inicial nas células, que atuaria como uma espécie de "promotor" (catalisador) da transmutação. Se suprimirmos totalmente o cálcio, não haverá qualquer reação de transmutação. É preciso um mínimo desse elemento, mas é difícil determinar o "quanto" é esse mínimo.
Observa-se que a alimentação humana é carente em magnésio, por causa da industrialização. Comemos sal branco, pão branco, açucar branco, tudo em detrimento de nossa saúde. Somente a administração de magnésio tem como resultado o aumento da taxa de calcemia (nível de cálcio) e o desaparecimento do raquitismo. Parece que as crianças, vítimas da hipocalcemia (nível baixo de cálcio), apresentam uma deficiência de ordem enzimática na transmutação do sódio (Na) em magnésio (Mg), de forma que se precisa fornecer mais magnésio do que o habitual a elas. A mesma coisa deve ser feita para as pessoas que fazem dieta sem sal, para evitar a descalcificação.
A dose média, aceitável por todos, sem inconvenientes, é de 1 grama para cada 10 kg de peso da pessoa, quando se usa Cloreto de Magnésio hexahidratado (MgCl2.6H2O), que pode ser dissolvido em água não calcárea na proporção de 10 g/litro. É melhor tomar um copo grande por dia a 10 g/l do que meio copo a 20 g/l [1].
Pode-se, também, usar Carbonato de Magnésio (MgCO3), que não é higroscópio, mas não se dissolve. Não tendo sabor, diferentemente do Cloreto, que é amargo, pode ser adicionado a sopas, molhos, purês, etc. Se for utilizado o Carbonato anidro, deve-se usar 1 g/25 kg diariamente. Logo, em forma de carbonato, usa-se 2,5 vezes menos do que em forma de cloreto.
Quanto ao magnésio contido nos alimentos, podemos ressaltar que o sal branco não o contém; o sal cinzento tem magnésio, mas é higroscópico e tende a empredar. A embalagem em sacos plásticos impermeáveis elimina esse problema. Os alimentos com forte teor em magnésio são as farinhas de cereais, mais do que os alimentos de carne ou os legumes verdes.
As doses citadas acima são administradas por 10 dias consecutivos, seguindo-se uma pausa de 10 a 20 dias sem consumo, ciclo que deverá durar de um a três meses, conforme o resultado que se obtiver, embora, raramente, seja necessário ultrapassar dois meses.
[continua]
Referência:
[1] Salvatore de Salvo e Mara Teresa de Salvo, A Alquimia da Saúde, Biblioteca 24x7, São Paulo, 2008.
Labels: Alquimia, cálcio, enzimas, magnésio, mitocôndrias, transmutação
Thursday, June 19, 2008
Mitocôndrias e Envelhecimento
Papel das mitocôndrias no envelhecimento
As dimensões dos órgãos internos guardam relação direta com o conteúdo energético da alimentação. Quanto maior o número de calorias ingeridas, maior o peso do coração, fígado, rim, próstata, músculos e dos linfonodos (gânglios linfáticos) envolvidos na resposta imunológica. Por capricho intencional da natureza, apenas o cérebro e os testículos mantém constante suas dimensões, mesmo quando o indivíduo é submetido a redução drástica do aporte calórico.
O tamanho dos órgãos internos, no entanto, não explica o retardo ou aceleração do envelhecimento. A explicação é dada por um conjunto de organelas microscópicas presentes em todas as células do organismo e responsáveis pela produção de energia: as mitocôndrias.
Cada célula contém centenas de mitocôndrias espalhadas pelo citoplasma. No interior da mitocôndria, as moléculas resultantes da alimentação são utilizadas numa série complexa de reações químicas, que resultará na síntese de uma molécula capaz de armazenar energia e transportá-la para os quatro cantos da célula: o ATP. É no ATP que a célula encontrará 90% da energia necessária para exercer sua funções: produção de proteínas, movimento, excreção, troca de íons, etc. Se não fossem as mitocôndrias, não haveria possibilidade de vida; elas são as centrais energéticas da célula.
A lógica sugere que qualquer fenômeno capaz de comprometer a produção do ATP na mitocôndria, pode prejudicar o funcionamento ou simplesmente matar a célula. De fato, em 1962, R. Luft, da Universidade de Estocolmo, demonstrou que o decréscimo da produção de energia na mitocôndria provocava o aparecimento de doenças debilitantes, características da idade avançada.
Estudos posteriores deixaram claro que o tecido mais rapidamente atingido pelo decréscimo de energia era o sistema nervoso central. Seguiam-se, em ordem decrescente de sensibilidade, o coração, os músculos, os rins e os tecidos produtores de hormônios.
O tamanho dos órgãos internos, no entanto, não explica o retardo ou aceleração do envelhecimento. A explicação é dada por um conjunto de organelas microscópicas presentes em todas as células do organismo e responsáveis pela produção de energia: as mitocôndrias.
Cada célula contém centenas de mitocôndrias espalhadas pelo citoplasma. No interior da mitocôndria, as moléculas resultantes da alimentação são utilizadas numa série complexa de reações químicas, que resultará na síntese de uma molécula capaz de armazenar energia e transportá-la para os quatro cantos da célula: o ATP. É no ATP que a célula encontrará 90% da energia necessária para exercer sua funções: produção de proteínas, movimento, excreção, troca de íons, etc. Se não fossem as mitocôndrias, não haveria possibilidade de vida; elas são as centrais energéticas da célula.
A lógica sugere que qualquer fenômeno capaz de comprometer a produção do ATP na mitocôndria, pode prejudicar o funcionamento ou simplesmente matar a célula. De fato, em 1962, R. Luft, da Universidade de Estocolmo, demonstrou que o decréscimo da produção de energia na mitocôndria provocava o aparecimento de doenças debilitantes, características da idade avançada.
Estudos posteriores deixaram claro que o tecido mais rapidamente atingido pelo decréscimo de energia era o sistema nervoso central. Seguiam-se, em ordem decrescente de sensibilidade, o coração, os músculos, os rins e os tecidos produtores de hormônios.
Ação dos radicais livres
A perda progressiva da capacidade de gerar energia, que caracteriza o envelhecimento das células, deve-se a um conjunto de reações químicas que ocorrem no interior da mitocôndria como conseqüência da ação de radicais livres, conceito explorado inadequadamente em muitos “tratamentos alternativos”.
Na verdade, os radicais livres surgiram na literatura na década de 1950, quando D. Harman, da Universidade de Nebraska, sugeriu que a formação deles no interior das células prejudicasse seu funcionamento. Foi apenas nos anos 1980, entretanto, que ficaram claros dois conceitos:
1) Radicais livres são formados nas células como resultado do conjunto de reações químicas normais, do dia-a-dia, que chamamos de metabolismo.
2) São justamente as centrais energéticas da célula, as mitocôndrias, os alvos mais importantes da ação nociva desses radicais.
A explicação simplificada sobre a formação desses radicais é a seguinte: o oxigênio, tão necessário à respiração, é uma substância potencialmente tóxica. Embora não possamos passar 5 minutos sem respirá-lo, a longo prazo ele pode comprometer nossa existência. Esse fenômeno é conhecido com o nome de “paradoxo do oxigênio”.
Tal paradoxo tem origem química: a molécula de oxigênio é formada por dois átomos (O2). Nas reações que levam à produção de energia pela mitocôndria, a molécula de O2 é quebrada em duas partes, liberando substâncias altamente reativas chamadas de radicais livres (O-, OH- e H2O2 - água oxigenada). Quando esses radicais reagem com os constituintes da mitocôndria, provocam danos às suas estruturas e redução da capacidade de produzir energia. É o envelhecimento celular.
Esse processo, chamado de oxidação, está longe de ser insignificante. Estima-se que 2% a 3% do oxigênio consumido pelas células acabe na forma de radicais livres, e que cada célula de um rato, por exemplo, sofra cerca de 100 mil ataques desses radicais por dia.
Sendo a geração dos radicais de oxigênio inerente ao processo normal de produção de energia absolutamente necessário ao funcionamento do organismo, é lógico que a evolução tenha privilegiado o aparecimento de mecanismos de defesa contra a ação nefasta deles. De fato, em todas as células existem sistemas encarregados em desativá-los.
Nesses experimentos a restrição calórica foi imposta entre os 8 e os 14 anos, início da vida adulta dos macacos. Em ambos, a restrição do número de calorias foi ao redor de 30% em relação aos macacos que comem à vontade (ad libitum). Os resultados preliminares são muito encorajadores: os macacos mantidos com restrição calórica são saudáveis, têm pressão arterial inferior, nível de glicose no sangue mais baixo e sensibilidade à insulina maior.
Nos seres humanos ainda não foram realizados estudos cientificamente controlados sobre restrição calórica. Dados sobre o impacto da diminuição do aporte calórico nas populações que vivem em condições de extrema pobreza não fornecem informações confiáveis, devido à carência de nutrientes essenciais associada à desnutrição. Por outro lado, em populações bem nutridas há dificuldade na quantificação do número de calorias ingeridas diariamente.
Há, entretanto, evidências indiretas:
1) Na ilha de Okinawa, a população consome uma dieta mais tradicional, em média 17% mais pobre em calorias do que no resto do Japão. Em Okinawa, a mortalidade por doenças cardiovasculares, derrame cerebral e certos tipos de câncer é 31% a 41% mais baixa do que no resto do país. Lá, também, o número de indivíduos centenários é 40 vezes maior do que em qualquer outro lugar do Japão.
2) Na Suécia, altos níveis de consumo calórico estão associados a maior incidência de câncer de próstata. Estudos epidemiológicos sugerem que a mesma associação exista para câncer de estômago, intestino e, possivelmente, mama.
3) Rapidamente, acumulam-se dados sugestivos de que dietas com alto teor calórico tenham implicações na instalação da doença de Alzheimer, Parkinson, insuficiência cardíaca, aterosclerose e outras enfermidades características da idade avançada.
Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/envelhecimento_meioambiente.asp
Para saber mais:
1. http://pt.shvoong.com/exact-sciences/biology/1720563-mitoc%C3%B4ndrias/
Na verdade, os radicais livres surgiram na literatura na década de 1950, quando D. Harman, da Universidade de Nebraska, sugeriu que a formação deles no interior das células prejudicasse seu funcionamento. Foi apenas nos anos 1980, entretanto, que ficaram claros dois conceitos:
1) Radicais livres são formados nas células como resultado do conjunto de reações químicas normais, do dia-a-dia, que chamamos de metabolismo.
2) São justamente as centrais energéticas da célula, as mitocôndrias, os alvos mais importantes da ação nociva desses radicais.
A explicação simplificada sobre a formação desses radicais é a seguinte: o oxigênio, tão necessário à respiração, é uma substância potencialmente tóxica. Embora não possamos passar 5 minutos sem respirá-lo, a longo prazo ele pode comprometer nossa existência. Esse fenômeno é conhecido com o nome de “paradoxo do oxigênio”.
Tal paradoxo tem origem química: a molécula de oxigênio é formada por dois átomos (O2). Nas reações que levam à produção de energia pela mitocôndria, a molécula de O2 é quebrada em duas partes, liberando substâncias altamente reativas chamadas de radicais livres (O-, OH- e H2O2 - água oxigenada). Quando esses radicais reagem com os constituintes da mitocôndria, provocam danos às suas estruturas e redução da capacidade de produzir energia. É o envelhecimento celular.
Esse processo, chamado de oxidação, está longe de ser insignificante. Estima-se que 2% a 3% do oxigênio consumido pelas células acabe na forma de radicais livres, e que cada célula de um rato, por exemplo, sofra cerca de 100 mil ataques desses radicais por dia.
Sendo a geração dos radicais de oxigênio inerente ao processo normal de produção de energia absolutamente necessário ao funcionamento do organismo, é lógico que a evolução tenha privilegiado o aparecimento de mecanismos de defesa contra a ação nefasta deles. De fato, em todas as células existem sistemas encarregados em desativá-los.
Restrição calórica nos primatas e nos humanos
A partir de 1987, três projetos de restrição calórica em macacos conduzidos no National Institute on Aging e na Universidade de Winsconsin, analisaram os chamados “marcadores de idade”, parâmetros que permitem estimar a preservação da saúde e a duração da vida: pressão arterial, nível de glicose e de triglicérides no sangue, sensibilidade à ação da insulina, etc.Nesses experimentos a restrição calórica foi imposta entre os 8 e os 14 anos, início da vida adulta dos macacos. Em ambos, a restrição do número de calorias foi ao redor de 30% em relação aos macacos que comem à vontade (ad libitum). Os resultados preliminares são muito encorajadores: os macacos mantidos com restrição calórica são saudáveis, têm pressão arterial inferior, nível de glicose no sangue mais baixo e sensibilidade à insulina maior.
Nos seres humanos ainda não foram realizados estudos cientificamente controlados sobre restrição calórica. Dados sobre o impacto da diminuição do aporte calórico nas populações que vivem em condições de extrema pobreza não fornecem informações confiáveis, devido à carência de nutrientes essenciais associada à desnutrição. Por outro lado, em populações bem nutridas há dificuldade na quantificação do número de calorias ingeridas diariamente.
Há, entretanto, evidências indiretas:
1) Na ilha de Okinawa, a população consome uma dieta mais tradicional, em média 17% mais pobre em calorias do que no resto do Japão. Em Okinawa, a mortalidade por doenças cardiovasculares, derrame cerebral e certos tipos de câncer é 31% a 41% mais baixa do que no resto do país. Lá, também, o número de indivíduos centenários é 40 vezes maior do que em qualquer outro lugar do Japão.
2) Na Suécia, altos níveis de consumo calórico estão associados a maior incidência de câncer de próstata. Estudos epidemiológicos sugerem que a mesma associação exista para câncer de estômago, intestino e, possivelmente, mama.
3) Rapidamente, acumulam-se dados sugestivos de que dietas com alto teor calórico tenham implicações na instalação da doença de Alzheimer, Parkinson, insuficiência cardíaca, aterosclerose e outras enfermidades características da idade avançada.
Fonte: http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/envelhecimento_meioambiente.asp
Para saber mais:
1. http://pt.shvoong.com/exact-sciences/biology/1720563-mitoc%C3%B4ndrias/
Labels: Dráuzio Varella, envelhecimento, mitocôndrias
