quarta-feira, dezembro 27, 2023

 

Produção de açucar

 


O AÇÚCAR ESTÁ EM ALTA NO MUNDO!

“O açúcar está em alta no mundo e essa é uma ótima notícia para o Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial do produto. Com o aumento da demanda, o País pode aproveitar para colher os frutos dessa recuperação e se posicionar como um líder na transição energética. Para isso, é importante que o Brasil aproveite as oportunidades que se apresentam, especialmente na forma de investimentos estrangeiros. O País tem um setor sucroenergético forte e com um perfil alinhado às alternativas para a produção de energia renovável”.

 

Nos últimos anos, produtores de açúcar enfrentaram quedas recorrentes nos preços, provocadas por aumentos na oferta. A geração de excedentes derrubou as cotações do contrato de açúcar número 11 na Bolsa de Nova York (ICE Futures), que operou abaixo de 11 centavos de dólar por libra-peso (ou US$ 242,508/tonelada) nos anos de 2015, 2016, 2018 e 2020. Esse cenário causou turbulência no mercado do açúcar.

 

No entanto, há sinais de esperança no horizonte. A safra atual evolui em novo cenário. Está animadora para o setor sucroenergético, com o preço do açúcar em alta nos mercados internacionais, apresentando tendência para se manter acima de 27 centavos/libra-peso (US$ 595,247/t), possivelmente também no próximo ano. Com essa reviravolta importante, vamos analisar os fatores impulsionando essa mudança e seus possíveis impactos.

 

O açúcar é um produto essencial, cujo alcance se estende muito além dos limites dos armários de nossas cozinhas. Desempenha um papel crucial na indústria alimentar, presente em aproximadamente 80% dos alimentos processados e numa impressionante variedade de mais de 100 mil diferentes produtos, segundo estimativas apresentadas pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). No entanto, não se trata apenas de satisfazer nossa vontade de comer doces. O açúcar também deixa sua marca em produtos de higiene pessoal, medicamentos, produtos para animais de estimação, cosméticos, produtos químicos e corantes industriais. Sua versatilidade não tem limites.

 

Ao contrário de outros produtos, como a soja, a procura de açúcar está espalhada por vários países. Enquanto a soja é usada principalmente como fonte de proteína e óleo, o açúcar tem um apelo mais universal como fonte barata de energia. É uma necessidade básica que gera uma infinidade de empregos, especialmente nos países em desenvolvimento, onde é produzido a partir da cana. Com cerca de 110 países envolvidos na produção de açúcar, os desafios de coordenação da produção e dos preços são grandes. Felizmente, a existência de mercados de futuros robustos, como a venerada Bolsa de Nova York, proporciona consolo. O seu poder de internalizar os choques globais de preços capacita os países produtores de açúcar a enfrentarem as tempestades que ameaçam as suas doces ambições. Esta interligação global também significa que os países fortemente dependentes das exportações de açúcar são vulneráveis aos choques internacionais nos preços. O Brasil, por exemplo, funciona como um importante player no mercado mundial de açúcar. Apesar do seu tamanho e influência, o País está sujeito aos caprichos dos preços internacionais. Sem um fato novo definir uma mudança estrutural nesse mercado, nada impede que, de dois a três anos, os preços voltem aos baixos níveis de 2020.

 

A diferença entre oferta e demanda no mercado mundial na presente temporada parece baixa para um aumento tão expressivo nos preços, sugerindo que, ao contrário do que se diz, o mercado internacional de açúcar não é “tão bem consolidado e relativamente estável”. A ISO (Organização Internacional do Açúcar) estima um consumo em 2023/24 da ordem de 176,9 milhões de toneladas, contra uma produção de 174,84 milhões de toneladas. A reviravolta veio, portanto, de uma queda na produção em relação ao consumo nas últimas temporadas mundiais, que deve resultar em um déficit de 2,118 milhões de toneladas. Além do déficit entre produção e consumo global, acredita-se que a demanda por importação, de 64,373 milhões de toneladas, supera a disponibilidade para exportações, estimada em 61,559 milhões de toneladas. 

 

Faz todo sentido considerar que, no caso brasileiro, a demanda internacional é tão importante ou até mais que a do mercado interno na definição do patamar de preços no nosso mercado. O País exporta de 35 a 38% do comércio global de açúcar, um volume bem acima do consumo doméstico. Este último não é baixo, vem se mantendo próximo a 10 milhões de toneladas, o que o posiciona como o segundo maior país consumidor de açúcar, depois da Índia. Na presente safra, o Brasil deve produzir 40 milhões de toneladas de açúcar, de forma que a sua exportação atenderia quase metade da demanda mundial por importação de açúcar. Como o mercado interno absorve um volume menor que o do externo, mudanças nos preços do açúcar no mercado internacional afetam a indústria açucareira brasileira de maneira mais expressiva.

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quinta-feira, abril 18, 2013

 

Como acabar com a azia rapidamente


A azia corresponde a uma condição extremamente ácida no estômago, devido à ingestão de substâncias acidificantes na nossa alimentação, principalmente alimentos que levam muito açucar na sua composição. Portanto, para evitar o surgimento de azia devemos escolher alimentos adequados para ingerirmos. No entanto, se a azia já está presente, é fácil se livrar dela rapidamente: basta tomar um copo de água, onde diluímos uma colher de bicarbonato de sódio, pois essa mistura é altamente alcalina (básica) e neutraliza a condição altamente ácida presente no estômago, situação que sentimos como azia ("queimação" no estômago). Experimente e comprove. Se você não tiver disponível bicarbonato de sódio (encontrável em qualquer farmácia) pode tomar apenas água pura repetidamente, para ir diluindo a acidez estomacal excessiva responsável pela azia, e a azia irá sumindo gradativamente. Aliás, ingestões generosas de água pura é um ótimo remédio para praticamente todos os males orgânicos, conforme já postamos anteriormente neste blog (série "Água cura Tudo").

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sábado, julho 30, 2011

 

O Açucar

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Açucar: A verdade amarga








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Açúcar causa dependência como álcool e cigarro, diz médico

PATRÍCIA CAMPOS MELLO


DE SÃO PAULO

Açúcar é veneno. Do mais natureba, o mascavo, até o suco de fruta ou o famigerado xarope de milho, o açúcar está por trás de doenças cardíacas, diabetes e câncer. E deveria ser proibido para menores de 21 anos, como o álcool e o cigarro.

É com essas declarações polêmicas que o americano Robert Lustig, endocrinologista pediátrico da Universidade da Califórnia em San Francisco, ganhou fama internacional nos últimos anos.

Divulgação

O endocrinologista pediátrico Robert Lustig afirma que açúcar deveria ser proibido para menores de 21 anos

O endocrinologista pediátrico Robert Lustig afirma que açúcar deveria ser proibido para menores de 21 anos

Sua palestra "Açúcar: a verdade amarga" teve mais de 900 mil acessos no YouTube. Há duas semanas, suas teses foram tema da reportagem de capa da revista do "New York Times". Abaixo, os principais trechos da entrevista que ele concedeu à Folha, por telefone.

Folha - O senhor defende que as pessoas eliminem totalmente o açúcar da dieta?
Robert Lustig - Não, eu não sou um "food nazi". Eu como açúcar, mas muito pouco.
Nosso corpo tem uma capacidade muito limitada para metabolizar o açúcar e nós vivemos muito acima dela. Não precisamos de frutose para viver. Nosso corpo ficaria muito bem sem nenhuma frutose [açúcar refinado, a sacarose é composta de 50% de frutose e 50% de glicose].

Qual é o máximo de frutose que deveríamos ingerir?
Não temos certeza. Mas uma estimativa é 50 g por dia. Meus estudos mostram as similaridades entre frutose e álcool. Eles são metabolizados da mesma forma, no fígado. E nós sabemos qual é o limite de toxicidade para o álcool: 50 g. A epidemia de obesidade começou quando o consumo de frutose ultrapassou os 50 g por dia [ou 100 g de açúcar, o mesmo que duas latas e meia de refrigerante].

A Associação Cardiológica Americana publicou uma orientação, em agosto de 2009, da qual eu sou coautor, dizendo que o consumo atual de açúcar nos EUA é de 22 colheres de chá por dia. Deveríamos reduzir isso para nove colheres no caso de homens e seis no caso de mulheres.

Qualquer açúcar é ruim, não importa se é mascavo ou xarope de milho?
Todos são igualmente ruins.

Deveríamos substituí-los por adoçantes artificiais?
Adoçantes artificiais são uma questão complicada. Não fizemos todos os testes para saber o que os adoçantes fazem no organismo.

Segundo uma linha de estudos, uma vez que a língua sente o sabor doce, o cérebro se prepara para a entrada do açúcar no sangue. Se ele não entra, o cérebro fica confuso, o que pode levar a um aumento no consumo de açúcar. Há estudos ligando o consumo de adoçantes a obesidade e doença cardíaca.

Qual a alimentação que os pais devem dar a seus filhos?
Crianças devem comer comida de verdade.

Mas isso inclui suco de fruta natural...
Não, suco de fruta, mesmo natural, não é comida de verdade. Deus fez suco de fruta? Não. Deus fez fruta. Qual é a diferença entre a fruta e o suco? Fibras. A fibra é a parte boa da fruta, e o suco, a má. Sempre que há frutose na natureza, há muita fibra --há uma exceção, o mel, mas este é policiado pelas abelhas.

As fibras limitam a velocidade da absorção dos carboidratos e das gorduras do intestino para a corrente sanguínea. Quanto mais rápido a energia sai do intestino e vai para o fígado, maiores as chances de danificar o órgão.

Quando o senhor diz que crianças devem comer comida de verdade, isso inclui um sorvete no fim de semana?
Sim. Quando eu era pequeno, sobremesa era uma vez por semana. Hoje, é uma vez por refeição. Esse é o problema. Eu tenho duas filhas pequenas e é isso que faço. Se é dia de semana e elas querem sobremesa, ganham uma fruta. Uma bola de sorvete, só no fim de semana. Elas seguem as regras e não ficam sonhando com doces.

O senhor propõe que a venda de doces e refrigerantes seja proibida para menores, como cigarros e álcool.
Sim. Refrigerantes não têm valor nutritivo, não fazem nenhum bem às crianças. Se os pais quiserem que seus filhos tomem refrigerante, que comprem para eles.

Não é exagero comparar açúcar a álcool e cigarros?
Não. Cigarros e álcool causam dependência, e açúcar também. Nos refrigerantes, tanto a cafeína como o açúcar causam dependência. Sal e gordura causam hábito, mas não dependência.

Como o senhor explica os efeitos nocivos do açúcar?
Quatro alimentos foram associados à doença metabólica crônica: gorduras trans, aminoácidos de cadeia ramificada [soja], álcool e frutose.

A frutose, quando é metabolizada, libera substâncias tóxicas chamadas espécies reativas de oxigênio [radicais livres], que levam a danos nas células no longo prazo, envelhecimento e, potencialmente, câncer.

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quarta-feira, abril 27, 2011

 

Açucar é Tóxico e Causa Câncer


O açucar não apenas alimenta o câncer, ele também causa cancer (além de causar outros problemas de saúde, como obesidade, hipertensão e diabetes)... da mesma forma que fumar também causa câncer... [continua]

Fonte: https://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&shva=1#inbox/12f96936b2a72be6

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terça-feira, fevereiro 09, 2010

 

Refrigerantes e Câncer

"Repense tudo que você faz rotineiramente"

Refrigerantes açucarados são muito apreciados por crianças e adultos, sendo considerados uma bebida de pouca periculosidade para a saúde das pessoas. O artigo abaixo [1] sugere que repensemos esse falso conceito. Na minha opinião, os refrigerantes sem açucar (light ou diet), mas contendo adoçantes artificiais como o aspartame, são muito piores do que os refrigerantes comuns açucarados, tratados abaixo. Prefira beber água ou um suco natural de frutas. Seu corpo vai agradecer.


Refrigerante é associado a risco de câncer de pâncreas

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açucar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo científico feito com mais de 60 mil pessoas, em Cingapura, e publicado na revista científica "Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention".

Os pesquisadores acompanharam esse grupo durante 14 anos. Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer de pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo dessas bebidas e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo, da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açucar dessas bebidas aumenta os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A.C. Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece também ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

"Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause o câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação, especialmente para pessoas em grupos de risco", diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação (só dá para concluir que refrigerantes açucarados contribuem para o surgimento de câncer no pâncreas!). "Não sabemos se a doença surgiu por causa do açucar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico. Mas é um primeiro passo", afirma.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos, para os pacientes, é de apenas 5%.

Em [2] temos as seguintes informações adicionais, relacionadas a este assunto. Note que os sucos de frutas açucarados (industrializados) também ficam na categoria de "vilões", nesse texto.

Fonte: comunidade Santo Daime
autoria do texto Alexandre Azevedo.
O autor agradece toda crítica e sugestão sobre o tema abordado.

OS REFRIGERANTES são uma mistura horrível de ácido fosfórico, ácido málico, ácido carbônico e ácido eritórbico, entre outras coisas. Há vários outros componentes prejudiciais nestas bebidas não-alcoólicas, além de açúcar refinado. A diferença entre os refrigerantes comuns e os dietéticos é que nestes se usa um substituto para o açúcar, tão nocivo que nos Estados Unidos, cada recipiente precisa ter um aviso no rótulo (como os cigarros), alguns desses aditivos derivam do alcatrão de hulha, outro carcinógeno. Nos refrigerantes pretos (colas), além de tudo isso, há a adição da cafeína. Há somente uma razão para se colocar cafeína em uma bebida não-alcoólica: criar dependência. É criminoso que uma bebida tão letal seja dada, rotineiramente, às nossas crianças.

A quantidade diária de açúcar refinado suportável para o nosso organismo é de meio grama (0,5 grama), por adulto com peso de 60 kg em média. Deve-se diminuir mais ainda esta proporção para crianças. Um único refrigerante contém cerca de 25 gramas de açúcar; uma xícara de café uns 10 a 15 gramas.

Numa pesquisa com ratos, em que injetaram l5 cc de Coca-Cola na cavidade abdominal, todos morreram. Quando se injetou l cc diário, a longo prazo, os ratos sofreram paralisia vertebral e perderam os pêlos após um mês; todas as cobaias também morreram. Os homens não sofrem tantas desgraças em tão pouco tempo, mas o uso prolongado desta bebida causa diabetes, arteriosclerose, problemas cardíacos e prisão de ventre. Comportamento impaciente, miopia, dentes estragados e ossos fracos têm muito a ver com tal bebida.

A boa saúde do nosso organismo também depende do equilíbrio entre o cálcio e o fósforo. Assim, o hábito de beber refrigerantes rouba o cálcio de nosso corpo, pois ele será extraído dos nossos dentes e ossos para a corrente sangüínea a fim de ajudar a controlar o ácido fosfórico, o qual quando é excretado carrega com ele o cálcio solto levando o corpo a uma condição conhecida como osteoporose.

“Cientistas da Universidade de Harvard descobriram que refrigerantes, diet ou não, dificultam o aproveitamento de cálcio pelo organismo. Os ossos ficam mais sujeitos à osteoporose e mais fáceis de quebrar. Os riscos aumentam se a preferência for pelos refrigerantes à base de cola (pretos)”. Fonte: revista Boa Forma, maio de 2001, ano 16, nº 5, edição 167, pág. 115, Editora Abril.

Só o fato de existir açúcar refinado nos refrigerantes já é razão de sobra para não consumir tais bebidas.

“Açúcar e sal. O Consumo deve ser evitado. São substâncias nocivas ao funcionamento do cérebro. Segundo Jean Carper, a dieta ideal para acender a mente é próxima àquela que moldou o cérebro da espécie: a dieta dos homens primitivos... Ela privilegia as pesquisas de Boyd Eaton, evolucionista nutricional da Emory University, de Atlanta, e co-autor do livro ‘The paleolithic prescription’. As pesquisas de evolucionismo nutricional mostram que os homens primitivos ingeriam cinco vezes mais vitaminas e sais minerais do que ingerimos hoje...” Fonte: Jornal do Commercio, edição de 31/12/2000, domingo.

No organismo, 68% do alimento se transforma em açúcar e, a seguir, em glicose. O açúcar contido nos alimentos que ingerimos participa do processo digestivo, enquanto o açúcar refinado das balas, chocolate, refrigerantes, etc. vai diretamente para o sangue. Por exemplo: enquanto o amido do arroz integral participa do processo digestivo, o açúcar refinado vai direto para a corrente sangüínea, que sobrecarregada com ele, levará o fígado e o pâncreas a trabalharem em demasia, ocasionando desequilíbrio no organismo e provocando as tão conhecidas doenças modernas.

O açúcar pode estimular propriedades inflamatórias do colesterol LDL... De acordo com as novas pesquisas, tais inflamações podem levar à ruptura de placas de gordura, levando a complicações ligadas à arteriosclerose, como os ataques cardíacos e derrames.

É curioso saber que uma pessoa não necessita de nenhum açúcar branco, pois a alimentação comum fornece toda a glicose necessária às necessidades orgânicas, seja de um sedentário ou de um desportista. Todo o açúcar extra, ingerido por meio das miríades de guloseimas hoje disponíveis, sejam sorvetes, refrigerantes etc, representa uma tremenda sobrecarga que o organismo tem que suportar. O diabetes, por exemplo, pode ser entendido como o resultado do cansaço do organismo por ter de lidar com tanto açúcar.

Além de roubar o cálcio e o magnésio dos ossos e dentes, o açúcar refinado rouba o complexo B do sistema nervoso, resultando em “nervos à flor da pele”.

Referências:
[1] Fernanda Bassette, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 9 de fevereiro de 2010.
[2] http://reflexo-natural.blogspot.com/2010/01/refrigerantes-05-de-17.html

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segunda-feira, novembro 30, 2009

 

Açucar é Idêntico a Drogas Pesadas



Os neurocientistas informam repetitivamente que a combinação gordura/açúcar tem a capacidade de estimular o neurotransmissor cerebral dopamina – resultando assim uma sensação de bem-estar. É o mesmo processo que condiciona as pessoas a abusarem do álcool ou das drogas.

Num estudo com ratos alimentadas com 25% de açúcar, estes ficavam ansiosos quando o açúcar era removido da alimentação – apresentando sintomas idênticos aos das pessoas que padecem de síndromes de abstinência.

Encontrou-se um elo entre os opioides libertados pelo nosso cérebro – para nos fazer sentir bem – e a ânsia de comer alimentos-lixo (como pipocas, etc). Os nossos genes “lembram-se” quando comemos açúcar, desligando mecanismos de controlo desenhados para proteger o coração e da diabetes, mas o impacto dura cerca de 2 semanas. Ainda mais assustador será se comermos disto durante longos períodos de tempo pois o ADN pode ficar alterado permanentemente podendo os efeitos passarem para os seus filhos e netos!

Podemos aprofundar lendo o livro "O Tratado Geral dos Toxicos" (Autor: Mário Sanchez) que mostra que açúcar de cana, cereais e leite são DROGAS. Açucar é droga pesada tanto quanto LSD, cocaina, etc !

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terça-feira, outubro 13, 2009

 

Respire para Longe o seu Câncer


Se você deseja vencer o câncer, elimine o açucar de sua dieta e faça pranayama (uma técnica respiratória da Yoga) [1]. Os praticantes da higiene natural e os yogues sempre souberam disso, mas agora a ciência oficial está dando razão a essas pessoas. Agora existe evidência para provar que a principal diferença entre as células de câncer e as células sadias normais é que as primeiras quase não usam oxigênio. Em lugar disso, elas obtêm energia através de um processo chamado "glicólise" ("glycolisis", em inglês), no qual a sua energia de sustentação é extraída da glicose, sem o uso de oxigênio. Este fato foi descoberto inicialmente pelo ganhador do Prêmio Nobel Otto Warburg, lá nos anos 1930s. "A causa principal do câncer é a substituição da respiração de oxigênio pelas células normais do corpo por uma fermentação de açucar", ele disse aos seus colegas cientistas alguns anos antes de morrer nos anos 1970s. Esta sua descoberta não foi levada a sério mas pesquisas recentes parecem confirmar a descoberta de Warburg. Cientistas descobriram que o crescimento de células cancerosas prolifera em um meio com deficiência de oxigênio. Quando as células se tornam cancerosas, elas param de obter energia das suas mitocôndrias, vão para a glicólise, não mais absorvem nem liberam oxigênio e acabam ficando com deficiência de oxigênio.

A hipótese de Warburg também se coaduna com uma teoria menos mainstream (oficial) que liga o câncer com a acidez. Por muitos anos, os terapêutas alternativos de câncer têm recomendado uma dieta alcalina para combater qualquer tipo de câncer. O Efeito Warburg dá uma explicação possível para isso, já que o maior produto do processo de glicólise é o ácido lático. Especulações recentes dizem que a principal forma do câncer se espalhar é através da produção de ácido lático.

Esta descoberta sugere que a nutrição tem um papel fundamental na eliminação do câncer. Uma dieta de frutas é altamente alcalina, não sendo do agrado das células cancerosas. Exercícios físicos, pranayama e terapias bioxidativas (com uso de ozônio, peróxido de hidrogênio = água oxigenada e radiação ultravioleta - aquela que forma a camada de ozônio da Terra) irão ajudar a aumentar o nível de oxigênio em nosso corpo, combatendo o câncer.

Não é apenas com câncer: todos os nossos problemas orgânicos não-genéticos são devidos a acúmulos ácidos em nosso organismo...

Referência:
[1] Breathe away your cancer, http://www.allayurveda.com/cancer.asp

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quarta-feira, novembro 26, 2008

 

Sem Açúcar, Com Afeto

Sônia Hirsch


O açúcar é uma coisa tão refinada que vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor.


O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural. 'Madame está nervosa? Dá água com açúcar pra ela que passa.' Ou não é?


Na Índia, alguns séculos antes de Cristo, os médicos usavam o açúcar como remédio. Foi só ali perto do ano 600 que os Persas bolaram a rapadura, daí começou o tráfico. Na Europa não tinha açúcar , era importado e custava muito caro e só os nobres podiam comprar: 'Nada de drogas para os pobres'.


Em 1532, Martin Afonso de Souza instalou, em São Vicente, o primeiro engenho de açúcar no Brasil, movido a escravos, é claro; 'só 20 milhões de africanos dançaram nessa empreitada'.


Em 1665, a Inglaterra já importava 8 milhões de quilos por ano. Nesse mesmo ano, a peste bubônica matou 30.000 pessoas em Londres, entre pessoas que tinham acesso ao açúcar, porque no campo, entre os pobres ninguém morreu.


Será que ninguém desconfiou da relação da nova doença e o espantoso consumo de açúcar?, já que o açúcar predispõe o corpo a infecções por causa da acidez exagerada que ele provoca. Desconfiaram, mas ficaram calados, pois seria um crime de lesa-majestade insinuar que a Coroa enriquecia às custas de um vício pernicioso. E aí ficou por isso mesmo e está assim até hoje.


É UMA VERGONHA QUE ATUALMENTE AS AUTORIDADES DE SAÚDE PERMITAM ISSO !!!


Por volta de 1600, as autoridade inglesas sabendo que o açúcar boa coisa não era, proibiram severamente o uso do açúcar que era usado para apressar a fermentação de cerveja, É CLARO, ELES A BEBIAM !!!


EM 1792, os melhores cientistas da Europa fundaram uma sociedade anti-sacarina.


Em 1912, o Dr. Robert Boesler, dentista norte americano escrevia que '... a moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas'.


O açúcar comercial nada mais é do que um ácido cristalizado. No passado, com seu alto preço, só uma minoria nobre podia utilizá-lo, contudo, agora o seu altíssimo consumo está causando a degeneração nos seres humanos e até em animais. Por exemplo: beija-flores que utilizam bebedouros de água com açúcar estão se prejudicando.


Mas... e o açúcar mascavo orgânico, o mel, também fazem mal ???


Um exemplo bem simples para podermos entender: Um certo dia, andando pela mata, uma pessoa descobriu a cana-de-açúcar: 'Nossa, que delícia !!!' e levou para sua casa.


Bom... o mano conseguiu chupar 3 paus de cana em meia hora e ficou com a boca cansada. Ele devia ter ingerido aproximadamente 350 ml de um líquido contendo: água, sacarose, sais minerais, vitaminas, fibras, etc... Beleza, ele conseguiu digerir numa boa. Seu pâncreas nem reclamou.


E agora, todo mundo 'chupa cana'? Passado algum tempo, eis que: 'Pô mano, chupar cana num é mole não... num dá pra espremer o bagaço'?


E ...inventaram a garapa. QUE MARAVILHA!!! Opa! 'péra' aí... mas já era tarde, o mano começou a tomar garapa que nem água - 500 ml a 1 litro em 10 minutos! Aí o Sr. Pâncreas começou a reclamar, porque estava fazendo horas extras todos os dias para injetar insulina no mano! Um certo dia, alguém resolveu ferver a garapa, e saiu o melado de cana, muito mais concentrado: 10 litros de garapa virou um copo de melado. 'Que delicia! Vamos fazer um bolo?... Que nada, vai puro mesmo'! E aí o mano virou o copo pra dentro.


Imaginando a proporção: 10 litros de garapa dentro de um copo ingeridos em 10 minutos. É, gente...o pâncreas que se cuide!


Para agravar a situação, os persas bolaram a rapadura, ainda mais concentrada que o melado, e logo após, as benditas refinações. Aí 'ferrou o jegue'!

Surge então uma doença nova e mortal: a DIABETES MELLITUS que fazia as pessoas eliminarem açúcar pela urina, ou seja, vazarem pelo ladrão.

Inicia-se a era das novas doenças 'a degeneração da raça humana' causada pelo mau uso do açúcar, que causa um STRESS absurdo no organismo e o pâncreas pára de produzir insulina.


Não bastando ainda, causa defeitos genéticos. Por exemplo: hoje, a cada 5 crianças que nascem, uma será diabética. Quando você decidir ter um filho, junte mais 4 casais e joguem palitinho para sortear qual terá o filho diabético.

Hoje existem 6,5 milhões de diabéticos no Brasil.


Morrem 300.000 por ano nos EUA.


Portanto não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel. O problema é a super-concentração de açúcar, que quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sangüínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue; aí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível; aí dá vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta mais insulina, abaixa o nível... E assim por diante, até chegar uma hora que o pâncreas não entende mais nada. Você come um bombom seu pâncreas solta insulina para a caixa inteira; é a HIPOGLICEMIA. Entre jovens e adultos, três a cada cinco tem a doença - estágio pré-diabético.


SERÁ VOCÊ O PRÓXIMO???

Como se não bastasse tanto malefício, a acidez causada pela ingestão concentrada de açúcar predispõe o corpo a infecções (como a conjuntivite) e também a vírus e bactérias.


Se você acha isso que leu agora uma questão de opinião, então continue como está!...Ou então pare enquanto ainda é tempo, por amor a Si PRÓPRIO, à Deus e à Natureza!


MAS NÃO PARE POR AQUI!!


Informe-se, discuta, reflita, passe para frente, descubra soluções, alternativas, pesquise! Afinal, fomos 'viciados' há centenas de anos, por pessoas inocentes que só queriam dar um gostinho mais doce para aquela vida tão amarga e preconceituosa dos nossos antepassados, que no final, por ganância e falta de escrúpulos de uma minoria, nos foi omitida a verdade sobre tão doce e perigosa droga.


Mais informações:

www.jacotei.com.br/mod.php?module=jacotei.comparacao&prodid=41184&catid=215&mostra=true
http://correcotia.com/sonia/promovendo_a_saude.htm


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quinta-feira, janeiro 17, 2008

 

Sono, Açucar e Diabetes


O diabetes é uma doença que, à primeira vista, parece um paradoxo: se a glicose (uma forma de açucar) é uma fonte de energia importante para o nosso corpo, tê-la em níveis elevados no sangue que circula para alimentar as células, da ponta dos pés à raiz dos cabelos, deveria ser uma vantagem, certo?

Errado. O problema do diabetes não é a quantidade elevada de glicose no sangue, e sim, o que faz com que ela fique elevada: uma dificuldade do corpo para retirar essa glicose do sangue e jogá-la para o interior das células, onde ela é utilizada como energia.

Captar essa glicose do sangue requer o hormônio insulina: se ele não é produzido em quantidade suficiente ou se as células não mais respondem a ele - porque se tornaram "tolerantes", por exemplo - as células acabam ficando sem glicose e sofrem de inanição, apesar de toda a glicose circulante no sangue. Os níveis sangüíneos elevados de glicose são apenas uma conseqüência; sua causa é o fato de a glicose não conseguir passar para onde deveria estar: dentro das células. Os problemas de saúde resultantes são decorrência da inanição celular.

O que tem o cérebro a ver com isso? Um estudo da Universidade de Chicago mostrou há pouco que o sono - mais exatamente, a fase sem sonhos do sono - é fundamental para regular o metabolismo da glicose pelo corpo. A equipe já havia mostrado que a forma adulta do diabetes, associada à tolerância à insulina, é mais comum entre pessoas que têm problemas de sono ou insônia, e que a privação de sono, de modo geral, leva à tolerância à insulina (agravando o diabetes).

A equipe agora mostrou que passar três noites seguidas sem a fase de sono sem sonhos, ainda que se mantenha o mesmo tempo total de sono, é suficiente para que voluntários jovens, magros e saudáveis, sofram uma redução de 25% da sua sensibilidade à insulina e, portanto, tenham reduzida a capacidade correspondente de utilizar a glicose do sangue, uma redução equivalente àquela causada pelo ganho de 8 a 13 quilogramas de peso e à encontrada em pacientes idosos e obesos, com alto risco de desenvolver diabetes adulto.

O estudo levanta uma possibilidade intrigante: a incidência elevada de diabetes adulto em idosos e obesos pode estar relacionada a distúrbios do sono, comuns nessas pessoas, ou ao menos ser acentuado neles pela falta de sono.

Vai levar algum tempo até que essa possibilidade seja examinada mais detalhadamente. Mas, enquanto isso, cuidar da distribuição adequada de glicose para as células do seu corpo não é mais uma ótima razão para dormir cedo, bastante e sempre?

Fonte: Suzana Herculano-Houzel, O sono, o açucar e o diabetes adulto, Jornal Folha de São Paulo, Caderno Equilíbrio, Seção Neurociência, pg. 5, 17.01.08.

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sábado, março 25, 2006

 

O Doce Veneno


Em uma lista on-line sobre câncer, uma pessoa saiu com a seguinte frase, que considero correta:

"O açucar é para o câncer o que o fertilizante é para as plantas"
(Sugar is to cancer as fertilizer is to plants)

Na realidade, a palavra "câncer" na frase acima pode ser substituída por "qualquer patologia (doença)" que surge em nosso corpo (e mente). No meu caso particular, tenho notado que quando engulo um bom volume de coisas açucaradas (chocolates, bolos, balas, bebidas e sucos açucarados, etc), após algumas horas sinto que minha expiração passa a ter um odor desagradável; sinto este odor durante a fase da inspiração de minha respiração. Isso lembra um pouco a situação aguda de uma doença conhecida como rinite ozenosa (ozenosa significa, em bom português, fedida). Portanto, o mecanismo envolvido deve ser o seguinte: o açucar ingerido entra no sangue e serve de alimento para os micro-organismos (geradores do mau cheiro) que passam a se desenvolver rapidamente nos mucos grudados nas fossas nasais.

Estou relendo um livro antigo, escrito em português mas chamado Sugar Blues [1], que comenta sobre os malefícios desta droga química, muito traficada e consumida em nossa sociedade. Irei postar mais algumas informações deste livro após sua nova leitura. O nosso vício pelo sal (assassino) e pelo açucar (venenoso) está bem retratado na frase comum que indica uma comida sem sabor muito agradável, "sem sal e sem açucar"...

[continua]

Sem açucar e com afeto, Rui.

Referência:
[1] William Dufty, Sugar Blues, Editora Ground Informação Ltda., 1975.

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sexta-feira, fevereiro 03, 2006

 

Sobre Dentes


Antigamente, o trabalho principal dos dentistas era arrancar o dente do paciente que apresentasse qualquer tipo de problema no dente. Devido a isso, é muito comum nossos pais e avós usarem dentaduras. Na história do Brasil tivemos um dentista famoso, chamado Tira-dentes.

O nosso dente é um osso (exposto). Todos os ossos do nosso corpo (pernas, braços, tórax, pelvis, etc), quando trincados devido a algum acidente, se regeneram (eliminando as fraturas) por si próprios, sem necessitar interferência externa (apenas podem necessitar um posicionamento correto, por meios externos). Esta capacidade do osso de se auto-regenerar está presente, também, em todos os nossos dentes. No entanto, não vemos muitos comentários a esse respeito. Por que?

Um dente da sua boca pode estar em uma dessas três situações: saudável, doente ou sumido (já foi arrancado ou caiu sozinho). Se ele está doente (com algum problema) ou já foi embora, há ainda alguma esperança de surgir um dente saudável neste local problemático de sua arcada dentária, como veremos mais abaixo.

Os dentes, como o resto do corpo, precisam de exercício físico [1]. As dietas moles, que não requerem qualquer trabalho dos dentes e das mandíbulas para executar a mastigação, contribuem para produzir uma deterioração (tipicamente, cáries) dental. O dente não terá uma nutrição adequada se não for usado. Comer coisas moles não proporciona ao dente o exercício adequado. As comidas cruas são a melhor opção. Uma dieta dura e fibrosa não apenas dá aos dentes e às mandíbulas o exercício necessário, mas também limpa os dentes. Quando você chupa uma manga, por exemplo, você passa inúmeros "fios dentais" entre seus dentes, limpando a região entre os dentes, de difícil acesso com a escovação normal. A dieta cozida convencional (morta), desnaturada e altamente refinada, deixa a boca e os dentes sujos.

Um outro ponto, pouco comentado, é que todos os ossos de nosso corpo (inclusive os dentes, óbvio) são materiais piezoelétricos. Que significa isso? Isto quer dizer que os ossos, quando submetidos a uma tensão mecânica (via caminhadas ou mastigadas, por exemplo) geram um campo elétrico em seu interior (devido à separação de cargas elétricas de polaridades opostas no osso, deixando o osso polarizado eletricamente). O oposto também ocorre: se aplicarmos um campo elétrico externo ao osso, ele ficará sujeito a uma tensão mecânica, que irá alterar sua forma física. Portanto, a aplicação de tensão mecânica exercita o osso eletricamente (ou vice-versa), o que pode levar, inclusive, à sua regeneração física [2].

Os dentes do homem são naturalmente saudáveis e duráveis, como aqueles dos animais inferiores. Geologistas e paleontologistas freqüentemente desenterram crânios de pessoas que já morreram a muitos anos, que possuem dentes sem qualquer sinal de decadência e com o esmalte deles com quase o dobro da espessura e mais rígidos do que o esmalte de nossos dentes atuais.

Hoje a maior parte de nossa civilização é uma raça de aleijados dentais. Estamos face-a-face com o fato de que nossos dentes começam sua decadência na infância. Na realidade, algumas vezes eles já apresentam cáries neles no momento em que nascem (ao despontar da gengiva)!

Os molares dos seis anos são os primeiros dentes permanentes que nascem. Eles deveriam durar por toda a vida do indivíduo. Por que eles decaem na infância? Por que eles têm cáries neles quando eles surgem? Fica evidente que tais dentes não podem ser salvos apenas escovando esses dentes. Eles precisam ser salvos antes de atravessarem a gengiva, ou eles não serão salvos. Algo mais fundamental do que a "sujeira" da superfície dos dentes e da boca está envolvido na produção da decadência dentária. Até que isto seja reconhecido pelos pais deste mundo, não haverá esperança de salvar os dentes de nossas crianças. Como é usada normalmente, tudo que uma escova dental consegue fazer é polir a superfície já auto-limpante do dente.

As Não-Causas das Cáries

O açucar e os ácidos das frutas não prejudicam o esmalte dos dentes normais. Dentes sadios foram imergidos em soluções de açucar e em ácidos de frutas por meses sem sofrerem qualquer erosão. O Dr. E. Howard Turison e outros provaram isso [1].

O açucar pode prejudicar os dentes apenas quando entra via estômago, sangue e um metabolismo pervertido. O açucar industrializado possui uma grande afinidade com cálcio. Quando comido em quantidades elevadas ele rouba cálcio dos tecidos e dos dentes. Apenas quando um desarranjo geral ocorre após ingestão de açucar é que a cárie aparece. Amidos e açucares devem ser eliminados da dieta quando a piorréia (doença periodontal) for tratada.

O ácido lático não prejudicam o esmalte dos dentes. Nenhum experimento conseguiu provar que algum tipo de bactéria (germe), quando cultivada nos dentes, é responsável pela cárie dental. As bactérias, mesmo quando elas entram na decadência dental, têm um papel bastante secundário e não têm poder de produzir decadência dental enquanto a resistência do corpo é normal.

A decadência do dente é atribuída à ação de bactérias e de seus ácidos sobre os dentes. Experimentos em macacos só conseguiram produzir cáries dentárias neles quando foram alimentados com uma dieta deficiente. Com dieta normal não era possível gerar cáries nesses macacos.

Existe uma causa mais profunda para a decadência do dente, do que os germes que aparecem na superfície dos dentes. Esta causa vai até o passado, para o período pré-natal da criança, quando os tecidos dos dentes estão sendo formados e em desenvolvimento. Se isso não for assim, porque tantos dentes já nascem com defeitos?

Algo mais fundamental do que escovação do dente e uma visita bi-anual ao dentista é necessário para prevenir uma situação como essa. Nenhuma quantidade de limpeza e escovação os podem preservar se a nutrição for inadequada. Limpar os dentes de tártaro, que visa salvar as gengivas e não os dentes, é de pouca valia a não ser que se mude também a comida e a água ingerida.

Desenvolvimento do Dente

É bom lembrar que todos os dentes que uma pessoa irá ter na vida [com exceção dos dentes falsos, da dentadura] já estão formados ou sendo formados na sua mandíbula no momento do nascimento.

É antes do nascimento, quando esses dentes ainda estão se formando, que nós precisamos começar a salvar os dentes das crianças e dos adultos. Pois, não apenas é aqui que esses defeitos são produzidos - já visíveis em muitos dentes que acabam de surgir - mas também é aqui que muitos defeitos são iniciados e que se manifestarão mais tarde. Uma estrutura mole de pré-dente gerada nas mandíbulas do embrião, devido a perversão nutricional da mãe, predispõe os dentes para ter cavidades e decadência. A calcificação, prejudicada pelas perversões nutricionais e deficiências, prejudica tanto os dentes temporários como os permanentes.

Nutrição

Sobre a mãe recai o dever de alimentar os dentes durante os meses pré-natal e durante os meses de amamentação após o nascimento. O dever e a responsabilidade são dela. Seu dever não é apenas por seu filho, mas também por ela. Se ela não suprir o embrião e o recém-nascido com os elementos necessários na sua alimentação, a natureza se encarregará de tirar esses elementos dos próprios tecidos da mãe. Seus próprios dentes irão ser prejudicados, e talvez também seu sangue e seus outros tecidos, devido ao hábito da natureza de salvaguardar o bebê às custas da mãe.

Aumenta a probabilidade das mães perderem dentes durante a gravidez e o período de amamentação. Isto não ocorre com os animais selvagens e é assim nas mães civilizadas porque suas dietas não satisfaz a demanda por cálcio adicional durante este período. Existe um velho ditado entre as mães que diz "com cada criança um dente (é perdido)". A isto pode-se adicionar, "para cada criança várias cavidades". Um levantamento [1] feito na Escócia (no início do Século XX, pelo Dr. Ballantyne) em uma clínica maternal (em Edinburgo) constatou que 98% das mulheres grávidas sofriam de cáries dentárias ou infecções.

Com uma dieta deficiente (imposta experimentalmente), os animais em crescimento apresentam vários efeitos como cáries dentárias, cáries craniais, cáries na mandíbula, cáries em outros ossos, distorção é má nutrição dos ossos, costelas curtas, deformidade e crescimento deficiente do crânio, peito, pelvis, etc., raquitismo, dentes distorcidos e mal posicionados, nariz torto, etc. Cárie é o termo usado para designar a deterioração ou inflamação ulcerosa do osso.

Foi verificado em animais que a alimentação constituída de suco de laranja ajudava no desenvolvimento de uma dentina secundária, o que poderia ser chamado de tecido de cicatrização dental.

Animais alimentados com uma dieta deficiente até ficarem quase mortos, e com grandes prejuízos em seus dentes, melhoram rapidamente quando tomam suco de laranja. O Dr. Howe [1] diz que dentro de 24 horas após a primeira alimentação com suco de laranja, a polpa dos dentes começam a retomar suas funções de construção da dentina. Eu vi grandes melhorias na condição dos dentes de adultos que aconteceram após uma melhoria na dieta. Quando o equilíbrio nutricional é restaurado, o processo destrutivo vindo de dentro pode ser parado e, se ele não foi muito longe, pode ser consertado. Isto pode acontecer com prescrições liberais de leite fresco integral, não pasteurizado, suco de laranja e vegetais verdes. Mantenha as proteínas baixas na dieta. O excesso de proteínas na dieta de animais sob experiência é sempre um fator perturbador.

Cada dente recebe seus nutrientes do sangue, assim como todos os outros ossos do corpo. Os dentes estão sujeitos às mesmas leis e necessidades nutricionais do resto dos ossos humanos e são afetados, para o bem ou para o mal, por qualquer coisa que afete a nutrição do corpo como um todo.

Os dentes perdem seus sais a partir de seu interior, até que reste apenas uma pequena casca de sobra. A deterioração (cárie, por exemplo) começa internamente. Os dentes podem ser praticamente destruídos a partir de dentro. As cavidades formam-se por dentro e, então, o esmalte acaba rompido. Apenas escovando a superfície dos dentes não irá construir dentes saudáveis. A boca humana saudável é auto-limpante (via saliva) e as bactérias não conseguem prosperar em seu interior.

Experimentos com animais mostraram que com uma dieta deficiente em vitamina, a estrutura óssea da mandíbula perdeu seu cálcio e quando uma dieta normal foi restaurada, áreas de cálcio foram repostas, mostrando que o corpo retira cálcio dos ossos quando ele é necessário no sangue, e que o sangue retorna o cálcio quando existe uma abundância deste elemento.

A deterioração dos dentes é um resultado de um distúrbio no metabolismo de cálcio, qualquer que seja a causa. Muitas vezes é devido à uma dieta deficiente; e muitas vezes é devido a muitos outros fatores e influências que pervertem o metabolismo. A hiperacidez do estômago é uma causa freqüente do degradação dos dentes. Testes mostram que aqueles animais que desenvolvem cáries, também desenvolvem perturbações gastro-intestinais, com diarréia com muco e sangue nas fezes. A melhor dieta que possa ser servida irá falhar na nutrição do corpo se ela não for digerida. Conclui-se, logicamente, que qualquer coisa que desarranja a digestão e perverte o metabolismo pode ser responsável pela decadência dental.

A alimentação artificial do bebê tende a produzir degradação dos dentes. Portanto, é muito importante a amamentação pelo seio da mãe. Além disso, é também necessário que a mãe se alimente adequadamente.

Quanto mais cereais for comido, pior será a formação dos dentes [1]. A dieta atual da civilização é predominantemente formadora de ácidos, e o excesso de radicais ácidos em nossa dieta gera grande demanda sobre as bases alcalinas de nossos corpos. Farinha branca já não possui a maioria de seus sais alcalinos e é muito mais ácida do que a farinha de trigo integral. Porém, até o trigo integral é um alimento que deixa cinzas ácidas após seu processamento pelo corpo.

Os sais minerais do pão branco tem uma maior acidez do que aquela de outros cereais. Em países que subsistem largamente com farinha branca, a degradação dentária é muito mais prevalente do que onde outros cereais (mesmo processados) são usados.

O trigo é o mais prejudicial de todos os cereais, visto sob o ponto de vista de sua acidez. Diminuição da carne e de cereais e abundância de frutas e vegetais produzem dentes saudáveis.

Todos os alimentos desnaturados roubam minerais do corpo. Todo excesso de alimentos ácidos roubam o cálcio e outros elementos alcalinos do corpo. Frutas, vegetais verdes e castanhas são os melhores alimentos para os dentes.

Irregularidades e Mal Posicionamentos

Entre 5 e 6 anos os dentes de leite da criança deveriam estar bem espalhados pela arcada dentária, para dar espaço para os dentes permanentes que logo irão surgir. Se a dieta da criança foi normal e ela recebeu cuidado adequado, gerando um desenvolvimento normal, isso irá acontecer. Porém, pode não haver espaço nas mandíbulas para acomodar os dentes permanentes. As mesmas falhas de desenvolvimento que resultaram em uma arcada dentária defeituosa, também produz dentes defeituosos.

O Dr. Howe diz que sob condições desfavoráveis, o desenvolvimento facial na criança pode ser retardado de tal forma que quando chegar a época para os dentes permanente surgirem, a arcada pode não ser suficientemente ampla para acomodar esses dentes e eles irão ficar mal posicionados. Tal deficiência física pode surgir de muitas causas agindo isoladamente ou em conjunto, tal como hereditariedade fraca, falta de luz solar, doenças, uma dieta deficiente, e talvez outras causas.

O Prof. E. Mellanby mostrou que a estrutura e o arranjo dos dentes nas mandíbulas de animais depende largamente de suas nutrições durante o período de desenvolvimento, de tal forma que é agora possível produzir quase qualquer grau de imperfeição dos dentes pela supervisão da dieta de cachorrinhos.

A Base para o Sucesso

Eu já vi o fracasso dos esforços para evitar as cáries dentais pelo uso de várias dietas e vários tipos de alimentos. O resultado é que muitos dentistas estão convencidos de que nenhuma dieta pode salvar os dentes. No entanto pessoas com certas dietas conseguem manter bons dentes enquanto que aqueles com outras dietas têm dentes pobres. Qual é a resposta? Adequação da dieta e não dosagens específicas com um, dois ou três fatores nutritivos.

Bons dentes dependem de uma boa saúde e não vice-versa, como a mania de extrair os dentes proclama. Nenhuma causa que prejudica a saúde, por mais insignificante que seja, deve ser ignorada se os dentes forem ser preservados. A saúde dos dentes será preservada com o mesmo modo de vida que preserva a saúde de todos os tecidos e estruturas do corpo.

As condições de saúde encontradas na boca são indicadores locais da condição dos tecidos através de todo o corpo. Não existe algo como uma doença local do dente. A condição que leva ao decaimento dental é sempre uma condição sistêmica. Mais de 75% das crianças que apresentam cáries dentárias, também têm outros problemas sérios de saúde. Ao invés do decaimento dos dentes ser a causa dos desarranjos sistêmicos e dos chamados problemas locais nos outros locais do corpo, o desarranjo sistêmico é que é a causa do decaimento dental e dos outros problemas locais.

Enquanto vermos os dentes como partes isoladas e esquecermos de suas relações com as outras partes do corpo, nós não podemos esperar encontrar a causa do decaimento do dente e iremos continuar a fracassar em nossos esforços para preservar os dentes. Doença do dente é meramente parte da doença do corpo. Saúde dos dentes é parte da saúde do corpo. Os dentistas menos esclarecidos dizem que os dentes são a causa de doenças, porém eles são apenas parte da patologia generalizada de um corpo doente.

Qualquer fator, físico, nutricional, emocional, etc. que perverte ou atrapalha a nutrição irá causar a decadência dos dentes. A saúde é a base de dentes saudáveis. Não pode existir dentes completamente saudáveis em corpos doentes. Nenhuma decadência dental pode ocorrer em um corpo perfeitamente saudável que é mantido nesta condição por hábitos de primeira classe. Tudo que é essencial para a boa saúde é essencial para ter bons dentes. Como os dentes são partes integrais do corpo, a saúde deles depende da integridade geral do organismo.

[continua]

Referências:
[1] Herbert M. Shelton, The Science and Fine Art of Food and Nutrition, Natural Hygiene Press, pp. 455-469 (Cap. 37), 1984
[2] Robert O. Becker e Gary Selden, The Body Electric: Electromagnetism and The Foundation of Life, Quill W. Morrow Publ., 1985.

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