sexta-feira, abril 01, 2011

 

Mensagens da Brahma Kumaris - 29

Silêncio

Por que os místicos e yogues falam tanto do silêncio? Porque eles descobriram que apenas no silêncio tudo que tem valor verdadeiro e eterno pode ser conhecido. Em silêncio eles podem lançar qualquer pergunta no oceano de seu espaço interior, sua consciência, com absoluta fé que a resposta retornará para encontrá-los independente de quão preocupada esteja a mente. E eles nos lembram que apenas quando nosso ser completo está em silêncio, nosso coração espiritual absorve a luz e o amor da Fonte.”

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segunda-feira, dezembro 27, 2010

 

O Sangue na Cabeça


A meditação nada mais é do que o retorno ao lar, só para descansar um pouco, lá dentro. Não é o cantarolar de um mantra, não é sequer uma oração. É apenas a volta ao lar e a tomada de um pequeno repouso. Não ir a parte alguma é meditação, só o estar onde você está é meditação. Não há outro "onde" - só o estar onde você está, apenas ocupando o espaço onde você está. O desejo leva-o a longas viagens, no tempo e no espaço - o desejo nunca o leva ao lar que é seu: ele está sempre a levá-lo para algum outro lugar.

A mente, quando tomada por algum desejo, procura encontrar um objetivo, e com isso oculta a Luz.

Por isso você está perdendo - por estar fora, está perdendo, procurando você está perdendo, investigando está perdendo, tentando alcançar está perdendo. Nada é necessário da sua parte - o Divino já lhe deu tudo quanto se pode ser dado. Não somos mandados ao mundo como mendigos, mas como imperadores. Olhe um pouco para dentro. Por alguns momentos não vá a parte alguma, nada deseje, não pense no futuro, não pense no passado, fique apenas aqui e agora e, de repente, lá está - sempre esteve - e você começa a sorrir.

Na meditação procura-se silenciar a mente, no mar de pensamentos sempre presente. Porém, existe dois tipos de silêncio totalmente diferentes: o silêncio dos tolos e o silêncio dos sábios.

A consciência integral é como o oceano. E sua mente não é apenas sua: sua mente é parte da mente coletiva. Em torno de você há um oceano de consciência. Tal como os peixes no oceano, nós somos peixes na consciência - dentro e fora, deste lado e daquele, acima e abaixo, ali está o oceanos nos rodeando, ali estão as ondas (pensamentos) do oceano. Quem você é para perturbar isso? Quem você é para fazer com que isso se torne quieto e silencioso? Como você pode fazê-lo?

Assim, sempre que uma pessoa se torna interessada demais e ansiosa por acalmar a mente, acaba criando muitas perturbações para si própria. Pois isso não é possível! E quando você tenta realizar algo impossíve, você acaba ficando frustrado. Pensa, então ingenuamente, em mil e uma causas que impedem de acontecer o que você deseja. O simples fato é que não pode acontecer! O Tantra diz: Observe! Não é da sua conta que os pensamentos subam ou desçam, apareçam ou desapareçam. Eles vêm por sua própria iniciativa e vão por sua própria iniciativa. Por que se envolver demasiadamente com eles? Quem é você para acalmá-los? Eles não lhe pertencem, pertencem ao vasto oceano que o rodeia. Você não está ali, eles é que estão. Um dia você não mais existirá, mas eles permanecerão.

Agora a Ciência concorda com isso: cada pensamento é uma onda. É por isso que um rádio emite pensamentos. Eles passam através das paredes, das colinas, dos nossos corpos, nada os impede de passar. Algo que é emitido em Nova York você ouve aqui. Atualmente, os cientistas investigam a possibilidade de podermos captar pensamentos do passado, já que os pensamentos nunca morrem. As ondas de pensamento de Jesus devem estar algures, chegando a alguma estrela do firmamento. Se pudermos captá-las, poderemos novamente ouví-lo.

Os pensamentos formam um oceano em torno de nós; existem independentes de nós - portanto, sejamos apenas testemunhas deles. Assim, o verdadeiro problema não está nos pensamentos, mas em ser perturbados por eles. Não lute contra os pensamentos, torne-se simplesmente uma testemunha e, então, você não será afetado. Esse será um silêncio mais rico; lembre-se que o Tantra prefere sempre as experiências mais ricas. É possível criar o silêncio pobre que você encontra num cemitério. Pode forçar tanto a sua mente que todo o seu sistema nervoso se torna paralisado. Então não haverá pensamentos, porque um sistema nervoso muito delicado é necessário para recebê-los. O oceano ali estará, mas você não será receptivo, pois sua receptividade perdeu-se.

Isso é o que está acontecendo com muitos iogues - os chamados iogues. Eles insistem em embotar seu sistema nervoso. Comem menos, de forma que pouca energia vai ter ao cérebro. No jejum, a energia disponibilizada não vai para o cérebro, pois o corpo necessita dela em primeiro lugar (para processar a limpeza orgânica). Vivem eles de tal maneira que, aos poucos, todo o seu sistema cerebral se torna paralisado, obtuso. Sentam-se numa só postura, monótona, repetem um mantra, monótono. Se durante alguns anos alguém repetir continuamente um mantra, é natural que o seu sistema nervoso se torne inerte, pois na ausência de novas sensações a vitalidade orgânica se perde.

Na verdade, tal homem não se tornou silencioso - tal homem tornou-se mais estúpido, mais idiota. E ele terá um olhar estúpido, que é o que existe nos rostos de muitos e muitos iogues. Você não verá neles inteligência, verá algo inerte, morto, petrificado. Esses iogues não chegam ao silêncio - apenas perderam seus cérebros, anularam-se completamente, morreram. Nada acontece no seu interior, porque nada pode acontecer sem o funcionamento de um delicado sistema nervoso - muito delicado, muito receptivo, muito sensível.

Assim, este deveria ser o nosso critério: se vir no rosto de um iogue algo radiante, inteligência, percepção, sensibilidade - como se alguma coisa houvesse florescido dentro dele - esse iogue realmente realizou-se. Só então aconteceu o silêncio correto. Do contrário, alguém pode estar silencioso - as pessoas estúpidas são silenciosas, os idiotas são perfeitamente silenciosos, porque não podem pensar - mas que tipo de silêncio é esse?

Um idiota não é um iogue. Um idiota simplesmente nasceu de tal forma que o seu sistema cerebral não está funcionando corretamente. Você pode fazer o mesmo com o seu próprio cérebro, jejuando e praticando posturas iogues, ficando de cabeça para baixo durante horas. Quando você fica de cabeça para baixo durante horas, você mata o seu sistema nervoso, porque seu cérebro existe apenas se, a cada minuto, ele recebe a quantidade certa de energia e de sangue, uma vez que os nervos são muito delicados, pequenos e frágeis. Eles nem sequer podem ser vistos a olho nu. Seu cabelo, por exemplo, parece mukito fino, mas não é. Se você colocar dez mil nervos um sobre o outro, só então eles atingirão a grossura de um fio de cabelo. Assim, se o sangue corre muito depressa e com muito volume, o sangue destrói os nervos; é como uma inundação.

O ser humano desenvolveu o seu cérebro, algo que nenhum animal o fez, porque o homem ergue-se constantemente sobre os pés. Devido a isso é que menos sangue consegue subir à cabeça, pois isso vai contra a força da gravidade, a gravitação. A gravitação puxa o sangue para baixo e é por isso que só uma pequena parcela do sangue atinge a cabeça a cada momento. De outra forma, aquele sistema sutil não poderia existir. Os animais não o podem ter porque eles andam sobre quatro patas e, como consequência, seus cérebros ficam no mesmo nível do resto do seu corpo. Se você ficar de cabeça para baixo por um só minuto, isso pode ser bom, ou mesmo por um só segundo, isso pode ser bom, já que apenas age como um bom banho. O sangue apenas alcança um ponto profundo e já desce, porque você volta logo à sua posição normal: nesse caso ele limpa a região que ele atinge. Mas se você faz a sirsharana durante vários minutos seguidos, ou durante horas seguidas, isso matará todo o seu sistema cerebral. O fluxo será grande demais, o cérebro não pode resistir.

Os iogues encontraram muitas formas de destruir o cérebro. Quando ele está destruído você não pode ver o oceano - mas o oceano existe e os pensamentos existem. É como se o seu rádio-receptor estivesse quebrado. Não pense que as transmissões não estão passando pela sala onde você está, porque elas estão. É o seu mecanismo receptor que não está mais funcionando. Conserte o rádio, ligue-o - e imediatamente ele começará a captá-las.

O cérebro é exatamente igual a um centro receptor. Se você o destrói, ele fica silencioso, mas esse não é o silêncio do Tantra. E eu não ensino esse silêncio - ele é como a morte. Você não vai a parte alguma por meio dele - você está é desperdiçando a sua vida. E um instrumento muito sutil, que pode fazê-lo perfeitamente inteligente, um instrumento que pode ser tão perceptivo a ponto de permiti-lo festejar toda a celebração da existência, você o destruiu.

Portanto, cuidado com as posições invertidas (de cabeça para baixo) do ioga...

Fonte: Osho, Tantra: A Suprema Compreensão, Editora Cultrix, 1992.

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quarta-feira, dezembro 15, 2010

 

Mensagem de Mãe Maria


Amados Filhos,

Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.

Que a luz da devoção ajude-vos a reencontrar o silêncio que leva à paz.

Acalmai vossas mentes e vossos corações. As atribulações do vosso dia a dia não podem receber sempre e mais toda a energia de que sois possuidores.

É preciso reaprender a exercitar o equilíbrio, percebendo que o vosso tempo precisa ser usado cada vez mais para alimentar vosso espírito.

Nada conquistareis que não seja através do vosso espírito.

É preciso perceber que tudo aquilo que fazeis automaticamente nada vos acrescenta que não sejam quimeras de felicidade na ilusória sensação de estardes vivendo, crescendo e evoluindo.

Vosso crescimento não se dá sem o reconhecimento e a manifestação da vontade de vossa alma.

Vossa evolução é a evolução da vossa alma, vossa vida é sustentada por vossa alma.

Então, bem amados, é preciso compreender que é tempo de reencontrardes o meio de vos comunicar com aquela que vos mantém vivo e atuando em vosso plano, sabendo que reencontrando vossa alma iniciareis a escalada para calar o vosso ego e exercitar a vossa redenção.

Este é processo pelo qual atingireis vosso objetivo maior, e para que ele possa ser uma realidade permanente é preciso reaprender a silenciar.

Silenciar mentes, corações, silenciar vossos lábios, silenciar vossos olhos, vossos ouvidos, vossos apetites, acalmando todas as vossas sensações, todo o mar de sensações que vos chegam através de vossos sentidos físicos, dando espaço para que os vossos sentidos espirituais possam desabrochar e comandar vossos passos.

Sabeis que o silêncio é o único caminho para restabelecerdes o diálogo com vossa alma.

Procurai, então, exercitar vosso silêncio, diariamente, incluindo-o no rol de vossas tarefas, encontrando tempo para que ele possa fazer parte do vosso cotidiano.

É preciso que possais compreender, amados, que este é um momento em que ir em frente exige de todos vós silenciar, trazendo calma para vossos sentidos, tirando a força de vossas emoções.

É impossível reconhecer o mundo a que chamais espiritual sem a força do silêncio, sem passardes pela rotina do silêncio.

O silêncio une vossas mentes e corações, eleva vossos corpos, expande vossas percepções, resgata o diálogo com vossa essência, o silêncio vos leva de volta ao Divino.

Compreendei, amados, a importância do silêncio em vossas vidas neste tempo de transformação?

Sem ele vosso ego-personalidade continuará agindo soberanamente, continuará sendo o senhor do vosso dia a dia, o sustentador das vossas ilusões, o incentivador e mantenedor das vossas limitações.

Mergulhastes no mundo da ilusão com o propósito de reaprender a ser feliz.

Chegastes a ele para florescer na luz de vossas almas, para concretizar vosso plano divino, para reconhecerdes vossa perfeição, para exercitardes a vontade de vossas almas.

Esta é a vossa meta, este é o vosso propósito.

É tempo de vos inspirardes em vossa alma, é tempo de utilizar a bagagem que ela carrega e que vos é necessária, é tempo de concluirdes vosso aprendizado nesta etapa de vossas evoluções.

Bem amados, que possais refletir sobre este momentum, que clama pelo exercício do vosso silêncio, pelo desabrochar da vossa mente crística, pelo resgate do caminho do coração.

Que esses últimos dias que vos levam a mais um Natal de Renascimento possam ser preenchidos, na luz do silêncio, com a força do amor incondicional e da paz plena, para que a entrada de mais um ano de vosso calendário vos encontre equilibrados e prontos para vivenciar um novo tempo, o tempo de ser feliz.

Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

SP-Mensagem de Mãe Maria-31-2010-recebida por Jane M. Ribeiro

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sábado, outubro 16, 2010

 

Meditações do Osho - 41


Fique cada vez mais em silêncio. Sempre que tiver oportunidade, sente-se em silêncio, sem fazer coisa alguma, nem sequer meditação. Apenas se sente em silêncio, sem propósito algum. Lentamente, lentamente, o silêncio cresce, torna-se uma experiência dominadora. E, quando o silêncio o permear, você saberá quem você é e saberá o que essa vida é. Sabendo disso, você conhecerá Deus.

Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.

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quinta-feira, outubro 14, 2010

 

Meditações do Osho - 40


Seja o mais silencioso possível. Sente-se cada vez mais em silêncio - e não só em silêncio físico. Este também é útil e cria uma situação, mas ele não é o fim, é apenas o começo. É mais importante que a mente fique em silêncio, que a mente pare de tagarelar. E ela pára - o problema é que nunca tentamos.

Tudo o que é preciso é um processo muito simples: sente-se dentro de si e observe. Deixe a mente fazer todo tipo de truque e apenas observe, sem julgar nem dizer se é bom ou mau, sem escolher nem rejeitar - fique totalmente indiferente, sereno, apenas como um observador. Lentamente, lentamente, se você ficar sereno e indiferente, você pega o jeito.

Primeiro a mente tenta todo tipo de truque conhecido e depois, aos poucos, ela começa a se sentir embaraçada, porque você não se deixa afetar de maneira alguma, nem de um jeito nem de outro. Se você se deixar afetar e ficar contra ela, ela se sentirá perfeitamente à vontade e o perturbará. Por isso, não se coloque contra ela, não lute contra ela, não se torne vítima dos truques dela. Apenas permaneça indiferente.

Muitas vezes você se deixará envolver. Quando perceber isso, solte-se, recomponha-se, comece a observar de novo. Surge um pensamento - observe-o. Ele aparece bem à sua frente - olhe para ele. E ele passa. Observe-o, sem nenhuma idéia sobre ser bom ou ruim, se deveria ou não estar lá, sem nenhuma atitude moral - apenas uma observação serena, científica.

Um dia, de repente, ele não está mais lá, e nesse dia um silêncio tão profundo toma conta de você, como você nunca sentiu antes. E ele nunca mais o abandona, permanece com você, torna-se sua própria alma. É libertador.

Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.

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