quarta-feira, agosto 23, 2017
A Cura com Oxigênio
Abaixo vão algumas informações retirados da Referência [1] que trata de Terapia Hiperbárica com Oxigênio.
Em um ambiente não poluído, existe cerca de 21% de oxigênio no ar que respiramos. Simplificadamente, a Terapia Hiperbárica com Oxigênio [em inglês, HBOT = HyperBaric Oxygen Therapy] funciona fazendo os pacientes respirar 100% de oxigênio em um ambiente fechado e pressurizado. Os pulmões transferem esse oxigênio para as células vermelhas do nosso sangue e empurra esse oxigênio para dentro do fluido do sangue. Essas células cheias de oxigênio são levadas para todo o corpo pelo plasma (fluido), que circula através dos vasos sanguíneos. HBOT usa o oxigênio para tratar os tecidos do corpo que foram danificados pela falta de oxigênio. HBOT é um tratamento holístico que atinge a condição ou doença subjacente, e não apenas os sintomas. Esta é uma alternativa médica cientificamente provada ao uso de terapias com drogas e de cirurgias invasivas.
A terapia hiperbárica com oxigênio não é apenas um tratamento excelente e aprovado para queimaduras, mas ela também mostrou que ajuda certas condições associadas à idade, como osteoporose, demência, Alzheimer, Parkinson, visão pobre e, até, rugas. HBOT também ajuda no tratamento de câncer e autismo. Ela funciona a nível celular, sendo o oxigênio absorvido pelos tecidos do corpo que estão deficientes em oxigênio, de tal forma que eles possam se curar ou evitem de morrer.
Pesquisas mostram um aumento de risco de contrair câncer de esôfago ao se ingerir bebidas, como café e chimarrão [o Rio Grande do Sul é campeão neste quesito], que estão muito quentes. Alimentos (e bebidas) muito frias (como sorvetes, refrigerantes, cervejas, água, etc), também não fazem bem para a saúde.
Por que se usa uma pressão acima da atmosférica padrão (1 bar) na terapia HBOT? De acordo com a lei da física dos gases (no caso, o gás é oxigênio), mais gás é dissolvido em um líquido (no caso, nosso sangue) quando a pressão do gás é aumentada. HBOT reduz a inflamação do corpo, algo que retarda o processo de cura de qualquer enfermidade.
Médicos da Holanda descobriram que o oxigênio mata as bactérias anaeróbicas (que não usam oxigênio) que causam infecções em ferimentos. HBOT ativa as células brancas do sangue do nosso sistema imunológico. Tipicamente, o paciente de HBOT fica deitado em uma câmara fechada por 60 a 90 minutos, em cada sessão de tratamento. Não se pode levar nada que cause faísca ou fogo na câmara de oxigênio, com fósforos, cintos, joias, baterias, metais ou telefones celulares. Os pacientes devem usar apenas vestimentas 100% algodão, sem poliester ou fibras sintéticas.
HBOT é difícil de se conseguir realizar porque opções não-medicinais e não-invasivas irão reduzir a necessidade de medicamentos e cirurgias, o que irá reduzir os lucros de hospitais, universidades e provedores de auxílio à saúde. Eu mesmo já tentei pagar por sessões de HBOT (em Campinas e em Piracicaba-SP) mas os responsáveis não aceitaram me atender. Só atendem pacientes que são encaminhados para lá por médicos de outra especialidade, que geralmente não dão essa recomendação, para não perder clientes! Catch 22!
Um dos benefícios mais excitantes da HBOT é a forma como ela ajuda nas condições associadas com a idade avançada, incluindo demência, problemas de visão, artrite, e inclusive, dizem, com a diminuição de espessura e as rugas da pele.O envelhecimento normal é um fenômeno associado ao DNA e um acúmulo de insultos contra nosso corpo ao longo de nossa vida. Um estilo de vida mais saudável deve levar em conta:
1. Cuidado com a linha da cintura
2. Mantenha o cérebro ativo
3. Diminua sua tensão (estresse)
4. Baixe sua pressão sanguínea alta
5. Mantenha-se ativo
6. Evite fumar e beber
7. Evite açúcar alto no sangue
8. Durma mais
Antienvelhecimento é um benefício pouco conhecido da terapia hiperbárica com oxigênio. Ela pode fazer seu cabelo crescer mais espesso e sua disposição sexual subir. Se as pessoas entendessem o que o oxigênio faz, você precisaria fazer reservas com muita antecedência para entrar em uma câmara hiperbárica (se não existisse o Catch 22, mencionado acima).
O oxigênio hiperbárico pode reduzir tumores ovarianos. Na Noruega descobriu-se que apenas o tratamento hiperbárico era duas vezes mais efetivo que a quimioterapia no controle de câncer de mama. Uma explicação para isso é que quando as células cancerosas, que têm falta de oxigênio, são supridas com o nível correto de oxigênio, essas células cancerosas começam a morrer de apoptose, que é o processo de eliminação de células velhas, doentes e desnecessárias sem prejudicar o resto do corpo. A quimioterapia agressiva pode muitas vezes matar as células boas, assim como as más.
Olivia era uma paciente que foi diagnosticada com câncer de mama com a idade de 64 anos, passando seis anos após seus tratamentos de radiação e quimioterapia "vivendo numa neblina". Sua memória de curto prazo ficou progressivamente pior até o ponto que ela não podia mais trabalhar ou fazer as tarefas mais básicas do lar. Em 2002 eu dei a ela 20 sessões de HBOT. Depois disso, sua memória voltou e ela foi capaz de voltar ao trabalho e recomeçar sua vida diária normal.
A acupuntura foi testada em um grupo de pacientes com câncer de mama que tinham sido tratadas com quimioterapia que tinha causado náuseas. Aquelas que tiveram cinco dias de acupuntura, que é a estimulação de pontos específicos ao longo do corpo usando agulhas finas ou a aplicação de pressão de calor ou luz de laser, tiveram um-terço a menos de episódios de náusea do que aquelas que foram tratadas apenas com medicação antináusea. Acupressura auto-administrada (do in), onde as pacientes pressionam certos pontos, tal como o PC6 no punho (sem o uso de agulhas) também se provou de ajuda em alguns casos.
O oxigênio inalado ajuda as células do cérebro se regenerarem. Um derrame cerebral ocorre quando o fluxo de sangue para alguma parte do cérebro é interrompido, e a falta de oxigênio e de nutrientes fazem a células do cérebro morrerem. Uma outra causa de derrame cerebral é uma ruptura de um vaso de sangue no cérebro (AVC=acidente vascular cerebral). Isso causa o que é chamado "hemorragia cerebral", um sangramento dentro do cérebro. Uma hipertensão não controlada é a causa mais comum de hemorragia cerebral. Alguns avisos de um aneurisma rompido inclui uma forte dor de cabeça que surge rapidamente e atinge sua máxima intensidade em questão de segundos. Os sintomas do derrame cerebral dependem de qual parte do cérebro fica sem fluxo de sangue. Se um caminho ligado à locomoção é atingido, por exemplo, a habilidade de se mover será afetada. Se áreas ligadas à fala fica sem fluxo de sangue, a pessoa fica com problemas para entender o que as pessoas falam, aparentam confusão mental, ou tem dificuldade em falar. HBOT é muito eficaz no tratamento de traumas na cabeça.
O uso de apenas ar sob pressão não pode ser considerado como placebo, quando comparado com a HBOT, porque há um aumento nos níveis de oxigênio no sangue quando a pressão do ar é aumentada, em contato com o seu corpo.
Outro caso interessante: um menino com autismo começou a falar pela primeira vez após várias sessões de tratamento com oxigênio hiperbárico.
Impactos na cabeça pode levar a sérios problemas mentais. Os cientistas suspeitam que explosões afetam os cérebros de soldados da mesma forma que concussões (em boxeadores e jogadores de futebol americano, batidas fortes na cabeça) e doença de descompressão súbita (de mergulhadores). Esses tipos de danos podem causar o que é chamado de encefalopatia traumática crônica (CTE, em inglês), uma condição séria encontrada tanto em soldados como em jogadores de futebol americano, que pode levar a comportamento violento e irracional, depressão e suicídio. No momento, CTE só pode ser comprovada quando uma autópsia é feita. Existe um filme (Concussion) de 2015, com Will Smith, que trata desse assunto.
Tratamentos hiperbáricos têm sido usados para tratar autismo. Autismo é de 4 a 5 vezes mais comum em meninos do que em meninas. Estatísticas do governo [1] mostram um aumento de 10 a 17% em anos recentes. Tratamentos hiperbáricos também têm sido usados em oftalmologia, para recuperar a visão de pessoas, já que pesquisas mostraram que um aumento de oxigênio pode ajudar a visão em humanos, tais como descolamento da retina, degeneração macular, melhora da acuidade visual, etc. Até rugas do rosto diminuem com este tratamento.
HBOT pode aumentar a população de células tronco no corpo, que acelera o processo de cura desse tratamento. Há relatos de pacientes paraplégicos que voltaram a andar após esse tipo de tratamento.
Existem evidências científicas que HBOT pode ajudar a melhorar as funções cognitivas de idosos. Algumas das condições associadas à idade que a HBOT pode ser útil são:
Um dos benefícios mais excitantes da HBOT é a forma como ela ajuda nas condições associadas com a idade avançada, incluindo demência, problemas de visão, artrite, e inclusive, dizem, com a diminuição de espessura e as rugas da pele.O envelhecimento normal é um fenômeno associado ao DNA e um acúmulo de insultos contra nosso corpo ao longo de nossa vida. Um estilo de vida mais saudável deve levar em conta:
1. Cuidado com a linha da cintura
2. Mantenha o cérebro ativo
3. Diminua sua tensão (estresse)
4. Baixe sua pressão sanguínea alta
5. Mantenha-se ativo
6. Evite fumar e beber
7. Evite açúcar alto no sangue
8. Durma mais
Antienvelhecimento é um benefício pouco conhecido da terapia hiperbárica com oxigênio. Ela pode fazer seu cabelo crescer mais espesso e sua disposição sexual subir. Se as pessoas entendessem o que o oxigênio faz, você precisaria fazer reservas com muita antecedência para entrar em uma câmara hiperbárica (se não existisse o Catch 22, mencionado acima).
O oxigênio hiperbárico pode reduzir tumores ovarianos. Na Noruega descobriu-se que apenas o tratamento hiperbárico era duas vezes mais efetivo que a quimioterapia no controle de câncer de mama. Uma explicação para isso é que quando as células cancerosas, que têm falta de oxigênio, são supridas com o nível correto de oxigênio, essas células cancerosas começam a morrer de apoptose, que é o processo de eliminação de células velhas, doentes e desnecessárias sem prejudicar o resto do corpo. A quimioterapia agressiva pode muitas vezes matar as células boas, assim como as más.
Olivia era uma paciente que foi diagnosticada com câncer de mama com a idade de 64 anos, passando seis anos após seus tratamentos de radiação e quimioterapia "vivendo numa neblina". Sua memória de curto prazo ficou progressivamente pior até o ponto que ela não podia mais trabalhar ou fazer as tarefas mais básicas do lar. Em 2002 eu dei a ela 20 sessões de HBOT. Depois disso, sua memória voltou e ela foi capaz de voltar ao trabalho e recomeçar sua vida diária normal.
A acupuntura foi testada em um grupo de pacientes com câncer de mama que tinham sido tratadas com quimioterapia que tinha causado náuseas. Aquelas que tiveram cinco dias de acupuntura, que é a estimulação de pontos específicos ao longo do corpo usando agulhas finas ou a aplicação de pressão de calor ou luz de laser, tiveram um-terço a menos de episódios de náusea do que aquelas que foram tratadas apenas com medicação antináusea. Acupressura auto-administrada (do in), onde as pacientes pressionam certos pontos, tal como o PC6 no punho (sem o uso de agulhas) também se provou de ajuda em alguns casos.
O oxigênio inalado ajuda as células do cérebro se regenerarem. Um derrame cerebral ocorre quando o fluxo de sangue para alguma parte do cérebro é interrompido, e a falta de oxigênio e de nutrientes fazem a células do cérebro morrerem. Uma outra causa de derrame cerebral é uma ruptura de um vaso de sangue no cérebro (AVC=acidente vascular cerebral). Isso causa o que é chamado "hemorragia cerebral", um sangramento dentro do cérebro. Uma hipertensão não controlada é a causa mais comum de hemorragia cerebral. Alguns avisos de um aneurisma rompido inclui uma forte dor de cabeça que surge rapidamente e atinge sua máxima intensidade em questão de segundos. Os sintomas do derrame cerebral dependem de qual parte do cérebro fica sem fluxo de sangue. Se um caminho ligado à locomoção é atingido, por exemplo, a habilidade de se mover será afetada. Se áreas ligadas à fala fica sem fluxo de sangue, a pessoa fica com problemas para entender o que as pessoas falam, aparentam confusão mental, ou tem dificuldade em falar. HBOT é muito eficaz no tratamento de traumas na cabeça.
O uso de apenas ar sob pressão não pode ser considerado como placebo, quando comparado com a HBOT, porque há um aumento nos níveis de oxigênio no sangue quando a pressão do ar é aumentada, em contato com o seu corpo.
Outro caso interessante: um menino com autismo começou a falar pela primeira vez após várias sessões de tratamento com oxigênio hiperbárico.
Impactos na cabeça pode levar a sérios problemas mentais. Os cientistas suspeitam que explosões afetam os cérebros de soldados da mesma forma que concussões (em boxeadores e jogadores de futebol americano, batidas fortes na cabeça) e doença de descompressão súbita (de mergulhadores). Esses tipos de danos podem causar o que é chamado de encefalopatia traumática crônica (CTE, em inglês), uma condição séria encontrada tanto em soldados como em jogadores de futebol americano, que pode levar a comportamento violento e irracional, depressão e suicídio. No momento, CTE só pode ser comprovada quando uma autópsia é feita. Existe um filme (Concussion) de 2015, com Will Smith, que trata desse assunto.
Tratamentos hiperbáricos têm sido usados para tratar autismo. Autismo é de 4 a 5 vezes mais comum em meninos do que em meninas. Estatísticas do governo [1] mostram um aumento de 10 a 17% em anos recentes. Tratamentos hiperbáricos também têm sido usados em oftalmologia, para recuperar a visão de pessoas, já que pesquisas mostraram que um aumento de oxigênio pode ajudar a visão em humanos, tais como descolamento da retina, degeneração macular, melhora da acuidade visual, etc. Até rugas do rosto diminuem com este tratamento.
HBOT pode aumentar a população de células tronco no corpo, que acelera o processo de cura desse tratamento. Há relatos de pacientes paraplégicos que voltaram a andar após esse tipo de tratamento.
Existem evidências científicas que HBOT pode ajudar a melhorar as funções cognitivas de idosos. Algumas das condições associadas à idade que a HBOT pode ser útil são:
- artrite
- derrame cerebral
- rugas
- visão diminuída
- cura lenta de ossos
- falha congestiva do coração
- doença de Parkinson
- doença de Alzheimer
- demência
Referência:
[1] William S. Maxfield, The Oxygen Cure: A Complete Guide to Hyperbaric Oxygen Therapy, Humanix Books, 2017. ISBN: 978-1-63006-051-0.
Marcadores: acupuntura, apoptose, autismo, câncer, câncer de mama, células, células vermelhas, chimarrão, do in, frio, HBOT, oxigênio, quente, quimioterapia, Rio Grande do Sul, sangue, sorvete, terapia hiperbárica
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Os Exercícios Físicos
Fomos feitos com braços e pernas para serem movimentados regularmente, constituindo o que podemos denominar de exercícios físicos. Se executarmos movimentos corporais com regularidade - sem exagero - iremos colaborar positivamente com a saúde e preservação de nosso corpo. Os dois artigos abaixo [1],[2] confirmam isso.
Exercício beneficia homem que tem tumor de próstata [1]
Estudo sugere que atividades vigorosas reduzem mortalidade por esse câncer
Atividades físicas melhoram sistema imune e reduzem fadiga e perda de massa muscular e óssea geradas por tratamentos de tumor
Homens com câncer de próstata devem praticar exercícios, sugere um estudo feito com 2.686 pacientes e apresentado no encontro da Frontiers in Cancer Prevention Research, que termina amanhã, nos EUA.
Feita pela Universidade Harvard, a pesquisa mostra que tanto exercícios vigorosos (como natação, corrida e ciclismo) quanto os não vigorosos (como caminhada) diminuem os indices de mortalidade geral - não necessariamente apenas pelo câncer de próstata - nesses pacientes.
Aqueles que caminhavam quatro ou mais horas semanais, por exemplo, tinham um índice 23% menor de mortalidade geral. No caso das atividades vigorosas, houve diminuição inclusive da mortalidade por câncer de próstata: foi de 56% naqueles que praticavam cinco ou mais horas semanais.
Segundo a autora, Stacey Kenfield, trata-se do primeiro estudo populacional amplo a avaliar o impacto da atividade física na mortalidade de pacientes com câncer de próstata. Ela diz que ainda não estão claros quais mecanismos moleculares estão envolvidos nesssa associação. "O exercício influencia uma série de hormônios que podem estimular o câncer de próstata, melhora as funções imunes e pode reduzir inflamações. Mas como essas ações moleculares afetam a biologia do câncer é algo que está em estudo", disse à Folha.
Segundo Alexandre Crippa, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, diversos estudos vêm mostrando os benefícios do exercício físico para vários tipos de câncer.
Há pesquisas que apontam, inclusive, um efeito preventivo, como uma que foi feita com mais de 45 mil homens e publicada em outubro (de 2009) no British Journal of Cancer. Os resultados mostraram que apenas 30 minutos diários de caminhada ou ciclismo já preveniam a incidência de câncer de próstata. Outro trabalho deste ano, feito com camundongos, mostrou que a prática de exercícios reduz a progressão do câncer naqueles que já tinham a doença.
Para ele, pacientes com câncer devem ser encorajados a praticar exercícios. "Atividades como a musculação podem ajudar a repor a massa muscular perdida com o tratamento hormonal", exemplifica.
O ganho de massa muscular é apenas um dos benefícios citados pelo educador físico Rodrigo Ferraz, pesquisador do laboratório de metabolismo e nutrição da USP (Universidade de São Paulo), que treina pacientes com câncer.
Segundo ele, há evidências de que o exercício reduza significativamente a fadiga, muito comum em quem faz quimioterapia. "O paciente passa a ter uma vida mais funcional", diz. Outro efeito da químio que pode ser minorado com o exercício é a perda de massa óssea.
Ferraz diz que muitos pacientes têm receio de que o exercício piore sua condição. "Antigamente, acreditava-se que a atividade física pudesse debilitar o paciente de câncer e atrapalhar o tratamento. Hoje, se sabe que é o contrário", diz.
O fisiologista Turíbio Leite de Barros, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acrescenta um benefício: o de potencializar as células do sistema de defesa. "Em linhas gerais, o câncer não é impedimento para nenhuma atividade física".
O médico deve ser consultado e o melhor é fazer os exercícios de forma supervisionada e respeitando os limites de cada paciente.
OS EXERCÍCIOS E O CÂNCER
1. QUE EXERCÍCIOS REDUZEM A MORTALIDADE POR CÂNCER DE PRÓSTATA?
Segundo o estudo, só os vigorosos, como tênis, natação e corrida. Exercícios mais leves reduzem apenas a mortalidade geral, mas não a por câncer de próstata.
2. COM QUAL FREQUÊNCIA ELES DEVEM SER PRATICADOS?
O estudo mostrou benefícios quando se praticam cinco ou mais horas por semana.
3. QUE CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS POR QUEM TEM CÂNCER AO SE EXERCITAR?
. Evite fazer exercícios nos primeiros dias após a sessão de quimioterapia.
. Quando estiver em tratamento, faça a contagem do nível de hemoglobina para ver se está suficiente para permitir treinar.
. Respeite seus limites e comece aos poucos.
. Consulte seu médico e faça exercícios supervisionados por um profissional.
Referências:
[1] Flávia Mantovani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 8 de dezembro de 2009.
[2] Gabriela Cupani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 28 de dezembro de 2009.
Feita pela Universidade Harvard, a pesquisa mostra que tanto exercícios vigorosos (como natação, corrida e ciclismo) quanto os não vigorosos (como caminhada) diminuem os indices de mortalidade geral - não necessariamente apenas pelo câncer de próstata - nesses pacientes.
Aqueles que caminhavam quatro ou mais horas semanais, por exemplo, tinham um índice 23% menor de mortalidade geral. No caso das atividades vigorosas, houve diminuição inclusive da mortalidade por câncer de próstata: foi de 56% naqueles que praticavam cinco ou mais horas semanais.
Segundo a autora, Stacey Kenfield, trata-se do primeiro estudo populacional amplo a avaliar o impacto da atividade física na mortalidade de pacientes com câncer de próstata. Ela diz que ainda não estão claros quais mecanismos moleculares estão envolvidos nesssa associação. "O exercício influencia uma série de hormônios que podem estimular o câncer de próstata, melhora as funções imunes e pode reduzir inflamações. Mas como essas ações moleculares afetam a biologia do câncer é algo que está em estudo", disse à Folha.
Segundo Alexandre Crippa, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, diversos estudos vêm mostrando os benefícios do exercício físico para vários tipos de câncer.
Há pesquisas que apontam, inclusive, um efeito preventivo, como uma que foi feita com mais de 45 mil homens e publicada em outubro (de 2009) no British Journal of Cancer. Os resultados mostraram que apenas 30 minutos diários de caminhada ou ciclismo já preveniam a incidência de câncer de próstata. Outro trabalho deste ano, feito com camundongos, mostrou que a prática de exercícios reduz a progressão do câncer naqueles que já tinham a doença.
Para ele, pacientes com câncer devem ser encorajados a praticar exercícios. "Atividades como a musculação podem ajudar a repor a massa muscular perdida com o tratamento hormonal", exemplifica.
O ganho de massa muscular é apenas um dos benefícios citados pelo educador físico Rodrigo Ferraz, pesquisador do laboratório de metabolismo e nutrição da USP (Universidade de São Paulo), que treina pacientes com câncer.
Segundo ele, há evidências de que o exercício reduza significativamente a fadiga, muito comum em quem faz quimioterapia. "O paciente passa a ter uma vida mais funcional", diz. Outro efeito da químio que pode ser minorado com o exercício é a perda de massa óssea.
Ferraz diz que muitos pacientes têm receio de que o exercício piore sua condição. "Antigamente, acreditava-se que a atividade física pudesse debilitar o paciente de câncer e atrapalhar o tratamento. Hoje, se sabe que é o contrário", diz.
O fisiologista Turíbio Leite de Barros, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), acrescenta um benefício: o de potencializar as células do sistema de defesa. "Em linhas gerais, o câncer não é impedimento para nenhuma atividade física".
O médico deve ser consultado e o melhor é fazer os exercícios de forma supervisionada e respeitando os limites de cada paciente.
OS EXERCÍCIOS E O CÂNCER
1. QUE EXERCÍCIOS REDUZEM A MORTALIDADE POR CÂNCER DE PRÓSTATA?
Segundo o estudo, só os vigorosos, como tênis, natação e corrida. Exercícios mais leves reduzem apenas a mortalidade geral, mas não a por câncer de próstata.
2. COM QUAL FREQUÊNCIA ELES DEVEM SER PRATICADOS?
O estudo mostrou benefícios quando se praticam cinco ou mais horas por semana.
3. QUE CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS POR QUEM TEM CÂNCER AO SE EXERCITAR?
. Evite fazer exercícios nos primeiros dias após a sessão de quimioterapia.
. Quando estiver em tratamento, faça a contagem do nível de hemoglobina para ver se está suficiente para permitir treinar.
. Respeite seus limites e comece aos poucos.
. Consulte seu médico e faça exercícios supervisionados por um profissional.
Exercícios físicos previnem envelhecimento das células [2]
Estudo mostra efeito sobre os telômeros, estruturas relacionadas à reprodução celular
Novos dados explicam o funcionamento molecular dos efeitos protetores da atividade física sobre várias doenças, como o câncer
A prática regular de exercícios previne o encurtamento dos telômeros, estrutura da célula envolvida na reprodução celular. O achado é de um estudo alemão, publicado no periódico científico Circulation.
Quanto mais longo o telômero, mais eficaz ele é. Quanto menor, há menos capacidade de divisão da célula, até que ela, por fim, morre. Os telômeros representam a parte terminal dos cromossomos. Seu papel é preservar com a maior fidelidade possível o código genético.
"Com o passar do tempo e a divisão das células, os telômeros tendem a reduzir de tamanho, perdendo o efeito protetor do código genético", diz Antonio Herbert Lancha Jr., fisiologista do laboratório de nutrição e metabolismo da Escola de Educação Física da USP.
Segundo ele, o encurtamento dos telômeros faz com que a célula perca suas características e uma das consequências é o envelhecimento dessa estrutura.
"Os telômeros mostra o grau de saúde da célula, quanto mais saudável, mais longe da morte. Essas células provavelmente vão envelhecer mais tarde", diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O estudo alemão mostrou que o exercício físico em atletas profissionais leva à ativação da enzima telomerase, responsável por estabilizar o telômero.
"A importância desse achado é que, ao preservar a integridade dos telômeros, é como se estivéssemos preservando a nossa informação genética. Assim impediríamos que mudanças estruturais ocorressem, prevenindo algumas doenças como o câncer", diz Lancha Jr.
Para chegarem ao resultado, os pesquisadores compararam leucócitos (células do sangue) de quatro grupos de voluntários. Um era composto por 32 corredores profissionais jovens, com idade média de 20 anos. Outro era formado por atletas profissionais mais velhos, com idade média de 51 anos, com um histórico de atividade física regular.
Ambos foram avaliados e comparados com um grupo de pessoas saudáveis, não-fumantes, porém sedentárias, de várias idades. Não houve grande diferença no tamanho dos telômeros entre os atletas jovens e os sedentários jovens. Porém, eles eram significativamente mais longos nos mais velhos (que se exercitavam regularmente).
A análise das amostras revelou uma ativação da enzima telomerase nos atletas - nos jovens e nos mais velhos - em comparação aos sedentários.
Segundo os pesquisadores, a ativação da enzima telomerase, a longo prazo, diminui o encurtamento dos telômeros.
Para os autores, os dados melhoram o entendimento molecular dos efeitos protetores do exercício sobre doenças relacionadas ao envelhecimento.
"As células têm apoptose, a morte programada, e o estudo reforça que outros fatores podem alterar essa programação, como hábitos de alimentação e atividade física", diz Zogaib.
EXERCÍCIO ANTI-IDADE
A atividade física preserva estruturas relacionadas à morte celular
Multiplicação
Os telômeros são estruturas envolvidas na multiplicação das células que ficam nas extremidades dos cromossomos. Quanto mais longo o telômero, maior a capacidade de divisão da célula.
Morte celular
Quando o telômero se encurta, é sinal de envelhecimento celular. A célula morre quando ele está muito curto.
Dimensão
A enzima telomerase regula a manutenção do tamanho do telômero.
Prolongamento
Uma hipótese do estudo é que o exercício físico ative a telomerase e estabilize o telômero.
Quanto mais longo o telômero, mais eficaz ele é. Quanto menor, há menos capacidade de divisão da célula, até que ela, por fim, morre. Os telômeros representam a parte terminal dos cromossomos. Seu papel é preservar com a maior fidelidade possível o código genético.
"Com o passar do tempo e a divisão das células, os telômeros tendem a reduzir de tamanho, perdendo o efeito protetor do código genético", diz Antonio Herbert Lancha Jr., fisiologista do laboratório de nutrição e metabolismo da Escola de Educação Física da USP.
Segundo ele, o encurtamento dos telômeros faz com que a célula perca suas características e uma das consequências é o envelhecimento dessa estrutura.
"Os telômeros mostra o grau de saúde da célula, quanto mais saudável, mais longe da morte. Essas células provavelmente vão envelhecer mais tarde", diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O estudo alemão mostrou que o exercício físico em atletas profissionais leva à ativação da enzima telomerase, responsável por estabilizar o telômero.
"A importância desse achado é que, ao preservar a integridade dos telômeros, é como se estivéssemos preservando a nossa informação genética. Assim impediríamos que mudanças estruturais ocorressem, prevenindo algumas doenças como o câncer", diz Lancha Jr.
Para chegarem ao resultado, os pesquisadores compararam leucócitos (células do sangue) de quatro grupos de voluntários. Um era composto por 32 corredores profissionais jovens, com idade média de 20 anos. Outro era formado por atletas profissionais mais velhos, com idade média de 51 anos, com um histórico de atividade física regular.
Ambos foram avaliados e comparados com um grupo de pessoas saudáveis, não-fumantes, porém sedentárias, de várias idades. Não houve grande diferença no tamanho dos telômeros entre os atletas jovens e os sedentários jovens. Porém, eles eram significativamente mais longos nos mais velhos (que se exercitavam regularmente).
A análise das amostras revelou uma ativação da enzima telomerase nos atletas - nos jovens e nos mais velhos - em comparação aos sedentários.
Segundo os pesquisadores, a ativação da enzima telomerase, a longo prazo, diminui o encurtamento dos telômeros.
Para os autores, os dados melhoram o entendimento molecular dos efeitos protetores do exercício sobre doenças relacionadas ao envelhecimento.
"As células têm apoptose, a morte programada, e o estudo reforça que outros fatores podem alterar essa programação, como hábitos de alimentação e atividade física", diz Zogaib.
EXERCÍCIO ANTI-IDADE
A atividade física preserva estruturas relacionadas à morte celular
Multiplicação
Os telômeros são estruturas envolvidas na multiplicação das células que ficam nas extremidades dos cromossomos. Quanto mais longo o telômero, maior a capacidade de divisão da célula.
Morte celular
Quando o telômero se encurta, é sinal de envelhecimento celular. A célula morre quando ele está muito curto.
Dimensão
A enzima telomerase regula a manutenção do tamanho do telômero.
Prolongamento
Uma hipótese do estudo é que o exercício físico ative a telomerase e estabilize o telômero.
Referências:
[1] Flávia Mantovani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 8 de dezembro de 2009.
[2] Gabriela Cupani, Jornal Folha de S. Paulo, Seção Saúde, pg. C7, 28 de dezembro de 2009.
Marcadores: Alemanha, apoptose, câncer, células, cromossomos, enzimas, exercícios, leucócitos, próstata, telomerase, telômeros
