terça-feira, março 19, 2024

 

Mensagem de Mãe Maria - 18.03.2024

 

Amados Filhos,


Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e  corações.


Encontrar a felicidade é a meta de todos os Filhos da Terra. Todavia, para que isso ocorra é preciso que possais compreender o que representa, para vós humanos, VIVER.

Viver, amados, é crescer sempre, em verdade e em espírito, através das lições que vos são oferecidas a cada dia de vossas jornadas. É olhar para os acontecimentos do dia-a-dia aceitando os desafios que eles representam. É alimentar a certeza de que tudo o que ocorre é o reflexo de vossas escolhas no presente e no passado, nesta ou em outra vida. É assumir a responsabilidade sobre vossos pensamentos, sentimentos e ações com a consciência de que são eles que criam vossa realidade e a realidade refletida em vosso planeta.

Viver é amar, sem impor qualquer condição, é compreender sem julgar, é estender a mão aos que precisam do vosso amparo, é reconhecer que a vossa felicidade só será plena quando vossos irmãos também despertarem do sono que os mantém no mundo da ilusão.
Muito fizestes e muito ainda precisa ser feito por vós, amados.

É hora de assumir, pois, o compromisso de ser feliz, ajudando a restaurar o equilíbrio na Mãe Terra, oferecendo amor a Mãe Natureza, cuidando do solo sagrado em que fincastes vossas raízes, recuperando a pureza do ar, que de tão contaminado por toda sorte de poluentes mais mata do que alimenta a vida, purificando as águas desse ser que vos abriga, água que precisa resgatar a misericórdia, que vós humanos dela retirastes, para que ela possa, novamente, ser a condutora da longevidade que tanto buscais ao longo da jornada.

Estendei a mão aos vossos irmãos, ajudando-os a compreender o sentido da vida, mostrando, com vossos exemplos, que a compreensão leva à solidariedade, eis que a consciência de que sois todos parte de um corpo maior vos mostra que a irmandade entre os Filhos da Terra
precisa ser exercitada sem qualquer separação.

Este é o mundo que vos espera, o mundo da igualdade, o mundo onde todos se reconhecem como peças de uma enorme engrenagem, e conscientes de suas missões compreendem o papel a exercitar para que nada falte a cada componente do todo.

Bem-amados, o mundo da verdade vos aguarda, e nele todos os seres que vem acompanhando a longa jornada dos Filhos da Terra, e que já se rejubilam, pois reconhecem que todos vós estais a um passo da vitória, eis que falta muito pouco para consumardes a ascensão.

Bem-amados, que vossas orações sigam alimentando todos aqueles que precisam de ajuda, em todos os reinos e dimensões, para que se cumpra a vontade do Pai em cada um de vós.

Bem-amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção, porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe. 

SP-18-03-2024-Mensagem de Mãe Maria-14-2024 recebida por Jane M. Ribeiro.

Marcadores: , , , , , , , , ,


terça-feira, janeiro 17, 2023

 

O Jogador

 Fonte: Osho, O Livro do Homem, Ícone Editora, 2000. ISBN 85-274-0616-0


O que significa viver perigosamente?

Viver perigosamente significa viver. Se você não vive perigosamente você não vive.

Você floresce apenas no perigo. Você nunca floresce na segurança; apenas na insegurança.

Se você começa a obter segurança, você se torna uma água parada. Então sua energia não está mais circulando. Então você está receoso, porque ninguém sabe como ir em direção ao desconhecido. E por que correr risco? - o conhecido é mais seguro. Então você se torna obcecado pelo familiar. Você continua ficando farto com isto, você fica entediado com isto, você se sente miserável, mas isso ainda parece familiar e confortável. Pelo menos é conhecido. O desconhecido cria um tremor em você. Qualquer idéia em relação ao desconhecido e você começa a se sentir inseguro.

Há apenas dois tipos de pessoas no mundo. As pessoas que querem viver confortavelmente... Elas estão procurando a morte, elas querem um túmulo confortável. E as pessoas que querem viver. Elas escolhem viver perigosamente, porque a vida só floresce quando há risco.

Você já escalou  montanha?

Quanto mais alto você escala, mais frescor você sente, mais jovem você se sente. Quanto maior o perigo de cair, quanto maior o abismo, mais vivo você fica... entre a vida e a morte, quando você está apenas pendurado entre a vida e a morte. Então não há tédio, então não há poeira do passado, hão há desejo pelo futuro. Então o momento presente é muito cruciante, como uma chama. É suficiente. Você vive no aqui e agora...  ou surfando ou esquiando: onde quer que haja risco de perder a vida, há um tremendo regozijo porque o risco de perder a vida o faz tremendamente vivo. É por isso que as pessoas são atraídas por esportes perigosos.

As pessoas escalam montanhas. Alguém perguntou a Hillary: "Por que você tentou escalar o Everest? Por que?" Hillary disse: "Porque é um constante desafio."

Era arriscado, muitas pessoas morreram antes. Por quase sessenta, setenta anos, grupos de pessoas têm ido lá, e era quase morte certa. Mas as pessoas ainda continuam indo. Qual era a atração?

Alcançando o mais alto, indo para longe da vida estável, da rotina, você se torna selvagem novamente, você se torna novamente parte do mundo animal. Você vive como um tigre ou um leão ou como um rio. Você novamente voa como um pássaro em direção aos céus, cada vez mais distante. E a cada momento, a segurança, o saldo bancário, a esposa, o marido, a família, a sociedade, a igreja, a respeitabilidade - vão se desvanecendo, tornando-se mais e mais distantes. Você se torna só.

É por isso que as pessoas são tão interessadas em esportes. Mas isto também não é realmente um perigo porque você pode se tornar muito hábil.

Você pode aprender, você pode ser treinado. É um risco calculado. Você pode treinar para escalar e pode tomar todas as precauções. Ou dirigindo, dirigindo em alta velocidade. Você pode ir a cento e sessenta quilômetros por hora. É perigoso, é emocionante. Mas você pode se tornar realmente habilidoso, e o perigo é só para os que estão de fora; não para você. E mesmo se houver, é ínfimo.

Mas estes riscos são apenas riscos físicos, apenas o corpo está envolvido.

Quando digo a você, viva perigosamente, eu quero dizer para não arriscar-se apenas no aspecto físico, mas no psicológico, e finalmente no espiritual. Religiosidade é um risco espiritual. Vai a alturas de onde pode não haver retorno.

Quando eu digo viver perigosamente, quero dizer para não viver a vida da respeitabilidade ordinária, comum - você é prefeito de uma cidade, ou um membro de cooperativa. Isto não é vida. Ou você é um ministro, ou você tem uma boa profissão e está ganhando bem e o dinheiro continua acumulando no banco e tudo está indo perfeitamente bem.

Simplesmente veja - você está morrendo e nada está acontecendo.

As pessoas podem respeitar você, e quando você morrer, um grande cortejo lhe seguirá. Bom, isso é tudo. E nos jornais sua foto será publicada e haverá editoriais, e então as pessoas esquecerão de você. E você viveu toda sua vida só por essas coisas.

Observe - uma pessoa pode perder a vida toda para coisas comuns, mundanas. Ser espiritual significa compreender que não deveria ser dada muita importância a estas pequenas coisas. Eu não estou dizendo que  estas coisas não têm significado. Eu estou dizendo que são significativas, mas não tanto quanto você imagina.

Dinheiro é necessário. É uma necessidade. Mas dinheiro não é o objetivo e não pode ser o objetivo. Uma casa é necessária, certamente. É uma necessidade. Eu não sou um ascético e não quero que vocês destruam suas casas e fujam para o Himalaia. A casa é necessária - mas a casa é necessária para vocês.

Não interpretem mal.

Como vejo pessoas, a coisa toda tem estado às avessas. Elas vivem como se fossem necessárias para a casa. Elas continuam trabalhando para a casa. Como se elas fossem necessárias para o saldo bancário - elas simplesmente continuam acumulando dinheiro e então elas morrem. E elas não viveram. Elas não tiveram nenhum momento de vibração, uma vida transbordante. Elas estavam apenas aprisionadas na segurança, na familiaridade, na respeitabilidade.

Então se você se sente entediado, é natural. As pessoas vêm até mim e elas dizem que se sentem muito entediadas. Elas estão enjoadas. O que fazer? Elas acham que é só repetir um mantra, e elas se tornarão vivas novamente. Não é tão fácil.

Elas terão que mudar todo o padrão de vida.

Ame, mas não ache que amanhã a mulher estará disponível para você. Não espere isso. Não reduza a mulher em esposa.

Então você está vivendo perigosamente.

Não reduza o homem em marido, porque um marido é uma coisa feia. Deixe seu homem ser seu homem e sua mulher ser sua mulher. E não faça seu amanhã um prognóstico. Não espere nada e esteja pronto para tudo. É o que quero dizer quando digo para viver perigosamente. O que fazemos?

Nós nos apaixonamos por uma mulher e imediatamente nós começamos a ir para a corte, ou ao escritório de registro, ou para a igreja para se casar. Eu não estou dizendo para não se casar. É uma formalidade. Bom, satisfaz a sociedade. Mas no fundo da sua mente, nunca possua uma mulher. Nunca por um momento diga: "Você pertence a mim" - porque, como pode uma pessoa pertencer a você? E quando você começar possuir a mulher, ela começará possuir você. Então ambos não estão mais se amando. Vocês estão apenas esmagando e matando um ao outro, paralisando um ao outro.

Ame - mas não reduza seu amor em casamento. Trabalhe - o trabalho é uma necessidade - mas não deixe o trabalho tornar-se sua única vida.

A brincadeira deveria fazer parte da sua vida, seu ponto central.

O trabalho deveria ser um meio para a brincadeira. Trabalhe no escritório e trabalhe na fábrica e trabalhe na loja, mas apenas para divertir, uma oportunidade para brincar. Não deixe sua vida ser reduzida apenas a uma rotina de trabalho - porque o objetivo da vida é a brincadeira.

Brincar significa fazer algo com fim em si mesmo.

Você vem até a mim para meditar, e você leva a meditação também como um trabalho. Você pensa que alguma coisa tem que ser feita para alcançar Deus. Isto é um absurdo!

Meditação não pode ser feita dessa maneira. Você tem que brincar, você tem que levar como uma brincadeira. Quando você desfruta, a meditação progride. Quando você leva como um trabalho, como uma obrigação a ser feita - porque você tem que fazer, você tem que alcançar moksha, nirvana, a libertação - então novamente você tem trazido suas tolices para o mundo da brincadeira.

Meditação é brincadeira. Você desfruta com o fim em si mesmo.

Se você desfruta muito mais coisas com o fim em si mesmo, você estará mais vivo. É claro, sua vida será sempre um risco, perigoso. Mas isto é como a vida tem que ser. O risco faz parte. De fato a melhor parte é o risco. A mais bela parte é o risco. E cada momento é um risco. Você talvez não esteja consciente. Você inspira, você expira. Há risco. Mesmo expirando, quem sabe se a respiração voltará ou não? Não é certo, não há garantia.

Mas existem umas poucas pessoas para quem toda religião é segurança. Mesmo se elas falarem em Deus, elas falam em Deus como a suprema segurança. Se elas pensam em Deus, elas pensam somente porque elas estão receosas. Se elas vão rezar e meditar, estão indo a fim de serem registradas como boas pessoas no livro de Deus.

"Se houver um Deus, ele saberá que eu era um assíduo frequentador da igreja, um fiel assíduo. Eu posso reivindicar isto." Mesmo suas preces são um meio.

Viver perigosamente significa viver a vida como se cada momento fosse seu próprio fim. Cada momento tem seu próprio valor intrínseco. E você não está receoso. Você sabe que a morte existe e você aceita o fato da morte existir, e você não está se escondendo da morte.

Na verdade, você vai e se depara com a morte. Você desfruta daqueles momentos de encontro com a morte - fisicamente, psicologicamente, espiritualmene.

Desfrutar esses momentos onde você entrou diretamente em contato com a morte, onde a morte se torna quase uma realidade, é o que eu me refiro quando digo para viver perigosamente.

O Amor traz você cara a cara com a morte. A meditação traz você cara a cara com a morte. Ir a um mestre é ir de encontro com a própria morte.

Estes que são corajosos, vão impetuosamente. Eles buscam todas oportunidades de perigo. Toda sua filosofia de vida não é aquela das companhias de seguros.  Sua filosofia de vida é aquela de um alpinista, de um piloto de asa-delta, de um surfista. E não é só nos mares do lado de fora, que eles surfam; eles surfam em seus mares internos. E não não é só lá fora que escalam Alpes e Himalaias; eles buscam os picos internos.

Mas lembre-se de uma coisa - nunca se esqueça da arte do risco, nunca. Sempre permaneça capaz de arriscar. E onde quer que você possa encontrar uma oportunidade de arriscar, nunca perca, e você nunca será um perdedor.

O risco é a única garantia de estar realmente vivo.

Marcadores: , , , , , , , ,


terça-feira, maio 07, 2019

 

O Dia do Relâmpago


Trechos do livro [1], de J.J. Benítez, sequência da série dos nove livros da Operação Cavalo de Troia.

A romã - dizia o informe médico -, além de frear o envelhecimento, acabar com as rugas da pele, beneficiar a hidratação geral, favorecer a circulação sanguínea e proteger o coração, é uma solução para prevenir o câncer e até multiplicar a atividade sexual. O poder rejuvenescedor da casca de romã é notavelmente superior ao do conteúdo.

O Mestre Jesus era um homem risonho e divertido. Passou a maior parte da vida rindo. As igrejas e a tradição é que o mostram como um fiscal, sempre distante e, ainda por cima, pendurado na cruz.

Somos filhos de um Deus, somos irmãos. Lembre-se: você é imortal. Faça o que fizer e diga o que disser.

A vida é um presente. A dor é só parte do jogo, como a maldade. A vida não é unicamente uma luta pela existência. A vida - segundo Ele - é uma oportunidade para experimentar. Para quem ama, a felicidade é superior ao possível sofrimento. É mais feliz quem ama que quem é amado.

É livre aquele que conhece. Mas esse território pertence à realidade. A realidade nos espera depois da morte.

Viver é experimentar a imperfeição. Ninguém vai lhe contar isso depois de morto. Viver é degustar a vida que você mesmo escolheu. Ninguém é rejeitado. - Ninguém... Faça o que fizer ou diga o que disser. Tudo faz parte do plano. Nada é gratuito. Essa foi a mensagem do Galileu.

Após a morte despertamos para a realidade. A morte é simples, como tudo que é genial. Dormimos e, de repente, acordamos em um lugar que não conhecemos.
- E sabemos que estamos mortos?
- De início, não... Eles nos fazem compreender.
- E quem nos julga?
- Ninguém. Não se morre para ser julgado.
- O inferno não existe, nem o purgatório ou o limbo. São invenções humanas para infundir medo e escravizar. O Pai Azul não precisa de vingança. O amor não a utiliza.

Referência:
[1] J.J. Benítez,  O Dia do Relâmpago, Editora Planeta, São Paulo, 2014. ISBN: 978-85-422-0261-8.

Marcadores: , , ,


terça-feira, junho 03, 2008

 

Nossa Alimentação Diária

"Que seu remédio seja o seu alimento e que o seu alimento seja o seu remédio", Hipócrates
"A vida só vem da vida, e da morte só vem morte", Jesus
"A vida não é um enigma para ser decifrado, é um mistério para ser vivido", Osho
"Na vida não existem sucessos nem fracassos, apenas acontecimentos", Osho
"No Universo nada se cria e nada se perde, tudo se transforma", Lavoisier
"Conheça a Verdade, e a Verdade te libertará", Jesus

O mistério da vida deveria ser vivido de uma forma correta. Qual é essa forma? Esse é o ponto central que deveríamos pesquisar. Para nos mantermos vivos precisamos de energia. Essa energia nós podemos obter de nossos alimentos. Nós nos alimentamos com quatro tipos de alimentos, que correspondem aos quatro elementos da Natureza: terra (alimentos sólidos, Anjo da Terra), água (alimentos líquidos, Anjo da Água), ar (alimentos gasosos, Anjo do Ar) e fogo (alimento chamado "impressões", Anjo da Luz Solar). Somos mantidos vivos pela energia fornecida por esses quatro elementos, ou quatro Anjos no linguajar de Jesus [1]. Jesus aconselhava que fôssemos abraçados diariamente por esses quatro Anjos da Mãe Terrena, para recuperarmos e mantermos permanentemente nossa saúde. É algo bastante lógico que se nos mantermos permanentemente com saúde, não iremos precisar morrer...

O importante nessa história toda é o montante de energia que obtemos diariamente desses quatro elementos: existem pessoas que já provaram para si mesmas que podem viver com menos de 4 elementos, como o indiano Hira Ratan Manek, o casal Evelyn/Steve Torrence, a australiana Jasmuheen, os sobreviventes que foram soterrados muitos dias por um terremoto, etc etc. Os alimentos sólidos, líquidos, gasosos e ocorrências impressionantes (alimento mental), moldam o nosso corpo físico e, portanto, devemos tomar muito cuidado com eles, lembrando que alimentos vivos nos vivificam e alimentos mortos nos matam. Internalizar impressões negativas em nossa mente consciente é equivalente a beber veneno, e nos mata. A expressão "morreu de medo" pode se cumprir literalmente. Lembrar sempre que o nosso maior medo é o medo do desconhecido. Portanto, devemos nos esclarecer continuamente para minimizar esse medo, e nos mantermos saudáveis.

Para podemos seguir a sugestão de Jesus de que "a vida (e saúde e beleza) só vem da vida, e da morte só vem (doença e feiura e) morte" precisamos identificar as coisas vivas e as coisas mortas. Isto é fácil: tudo que Deus faz é vivo e (quase) tudo que o ser humano faz é morto. Você está vivo neste momento porque algo vivo (seu pai) teve contato com algo vivo (sua mãe). Frutas cruas e frescas, por exemplo, foram feitas por Deus e, portanto, são substâncias vivas que podem manter nossa vida. Arroz, feijão, macarrão, batatas e carnes, todas mortas no fogão, contribuem para nossa morte, se ingeridas rotineiramente. Simples, não?

O bem viver exige que aceitemos pacificamente os acontecimentos que nos chegam, sem nos revoltarmos com eles. Nada ocorre por acaso e tudo ocorre sob o comando de forças muito poderosas, das quais não temos condições de compreender como elas funcionam [um sapo não sabe como funciona um relógio - mas o relojoeiro sabe -, e nós, muito menos, sabemos como funciona os desígnios de Deus - o Grande Relojoeiro, o construtor do nosso corpo]. Porém, como somos todos Filhos de Deus, somos todos seres imortais: podemos perder o corpo físico, se cometermos erros repetitivos, mas nossa alma continua para sempre. O Anjo da Vida e o Anjo da Morte são seres amorosos que sempre atuam em nosso benefício. O nosso alimento (de impressão) mais importante é nos envolvermos o máximo possível com o sentimento de Amor Incondicional, pois "o Amor é a cola do Universo", é aquela energia que mantém a coesão e a atração entre os átomos do Eter, e que molda todas as formas visíveis do Universo. Definitivamente, não somos "os donos da bola", somos sim "instrumentos robotizados de Deus" e devemos aceitar esta condição sem atrito e docilmente (usando adequadamente nossa intuição) para que "seja feita a Sua vontade e não a nossa". Como diz a Bíblia..."o Senhor é meu pastor e nada me faltará"... Esses pensamentos podem ser acionados pelo evento que rotulamos de "Morte", que passou por perto de mim recentemente...

Referência:
[1] Edmond Bordeaux Szekely, O Evangelho Essênio da Paz, Editora Pensamento.

Marcadores: , ,


quarta-feira, maio 11, 2005

 

Coma Pouco e Viva Muito [e Melhor!]


COMA POUCO e VIVA MUITO [ e Melhor ]

O título acima é o mesmo de um livro editado pela extinta Edições Bloch, em 1967, de autoria de Jean Rialland.

O problema da ingestão de comida pela boca envolve três aspectos básicos: qualidade, quantidade e periodicidade. Todos esses aspectos foram explicitados por Jesus no livro “O Evangelho Essênio da Paz” [Edmond Bordeaux Szekely, Ed. Pensamento, 1997]: durante cada semana, comer durante seis dias os alimentos crus em, no máximo, duas refeições por dia e comendo pouco em cada refeição; e, no sétimo dia, fazer jejum absoluto.

Um dos maiores naturistas do século passado, Herbert M. Shelton, também tratou com muitos detalhes este problema da alimentação, que relaciona-se diretamente com o tema da longevidade humana. Diz ele que Sylvester Graham costumava dizer: “Um beberrão pode atingir uma idade avançada, um glutão jamais.” O beberrão se salva da cova do glutão porque a sua bebida acaba com o seu estômago e evita que eles comam em demasia. O tabaco também costuma prevenir a glutomia. Diz ele, também, que o Prof. Huxley, da Inglaterra, pegou algumas minhocas jovens da terra e fez uma interessante experiência com elas. Ele alimentou uma família delas da forma usual, como elas se alimentam normalmente. Uma outra família ele isolou e alimentou da mesma forma, exceto que ele forçou esta família a fazer pequenos períodos de jejum. Ela foi alimentada e posta sob jejum alternadamente. Estas minhocas isoladas estavam ainda vivas depois de 19 [dezenove] gerações, após suas irmãs nascerem, viverem seus ciclos normais de vida e morrerem. A única diferença no modo de vida e na dieta desta minhoca, quando comparado com as suas minhocas irmãs, foi os jejuns periódicos da minhoca longeva. O Prof. Huxley concluiu que a superalimentação entope o corpo e produz a morte.

Em todos os animais que foram submetidos a um regime de pouca alimentação [baixa caloria], houve aumento do período de vida. No ser humano este fato também acontece. O caso de Louis Cornaro, um nobre de Veneza na Idade Média, exemplifica este ponto. Uma vida cheia de vinhos, mulheres e pouco sono, comum em cavalheiros e nobres, levou-o à beira da cova aos 40 anos. Seus médicos disseram para ele que ele tinha apenas alguns meses de vida. Tendo mais inteligência que seus médicos, ele raciocinou que se uma vida de indulgências e dissipação o levou a essa condição, uma vida de abstinência e de temperança o iria salvar. Ele, portanto, abandonou suas folias e adotou uma das dietas mais frugais da história, com o resultado que ele viveu mais que todos os seus médicos. Ele viveu até os 100 anos e permaneceu forte, saudável e de posse de todas suas faculdades até o último dia. O seu consumo diário de alimento, após os 40 anos, não correspondia a nem uma refeição média do homem ou mulher de hoje. Ele comia apenas duas, e às vezes uma vez por dia. Em adição a essa alimentação frugal, ele fazia um jejum longo a cada ano.

Na revista “The Scientist”, de 9 de maio de 2005, Jill U. Adams escreveu um artigo chamado “Autofagia & Longevidade”. Nele afirma-se que “durante a autofagia – literalmente ‘comer a si própria’ – as células entregam os constituintes do citoplasma – incluindo organelas inteiras – para sofrerem o processo de degradação. Este processo de reciclagem é acionado por um período de falta de nutrientes. Isto relaciona-se com o processo de envelhecimento da célula. A autofagia é um mecanismo fundamental, acionável via restrição calórica, para promover a longevidade. Muitas vezes a autofagia é vista apenas como um processo de manutenção do organismo. Na realidade, o fracasso na manutenção do corpo irá contribuir para doenças como câncer e doenças neurodegenerativas. Além disso, a autofagia diminui com a idade, devido a razões ainda não muito claras, que é importante na mecânica do envelhecimento em si.

Quando a comida é restringida, a autofagia é acionada como um mecanismo de sobrevivência. Quando a comida é restringida moderadamente por longo período, os organismos, das minhocas aos mamíferos, vivem mais. Evidências sugerem que um aumento da autofagia leva à extenção da vida, por restrição calórica. Em ratos sujeitos a restrição calórica, a eficiência autofágica é mantida até uma idade avançada e os ratos acabam vivendo por mais tempo.

O problema do envelhecimento é a produção de radicais livres e a imperfeição dos mecanismos de auto-reparo orgânico. A autofagia é uma “segunda linha de defesa” relacionada com as células. Cerca de 100.000.000 de radicais livres são gerados por dia em nosso corpo. Se a autofagia diminui com a idade, então os detritos do metabolismo celular começam a se acumular mais rapidamente. Por degradar as organelas defeituosas que geram espécies com oxigênio reativo, a autofagia se encaixa muito bem na teoria mitocondrial do envelhecimento. A capacidade da autofagia de catabolizar organelas inteiras, e mitocôndrias em particular, é um ponto forte como mecanismo anti-envelhecimento.

As mitocôndrias são alvos freqüentes da autofagia. A autofagia é um mecanismo que remove as mitocôndrias danificadas que devem ser eliminadas. Mitocôndrias danificadas podem gerar ainda mais radicais livres que causam problemas, algo que pode ser particularmente problemático em tecidos que não se dividem, como coração e cérebro, onde os efeitos dependentes da idade se manifestam mais fortemente. As doenças relacionadas à idade nesses tecidos – como cardiomiopatia e neurodegenerescência – têm sido vinculadas a desordens na autofagia.

Portanto, se comer pouco aumenta o período de vida, não comer coisa alguma [viver de luz] pode levar à imortalidade física... para quem já estiver preparado para isso... J

Saúde perfeita para todos.

Rui.

Marcadores: ,


This page is powered by Blogger. Isn't yours?