quinta-feira, dezembro 28, 2023

 

Virtudes do alho

 

Virtudes do alho

"Quem tem os olhos doentes e enfraquecidos deve comer,
durante 40 dias seguidos, um dente de alho.
Seus olhos vão ficar tão fortes que poderá contar as estrelas no céu."

Ditado dos Balcânicos

     O alho, essa pequena planta milagrosa, é conhecida e apreciada há tempos imemoráveis tanto na Ásia quanto no Egito. Também autores gregos e romanos antigos mencionam o alho como remédio contra infecções e vermífugo. Antigamente, o alho era o meio mais usado contra infecções. Conhecidos há milênios, os efeitos do alho hoje são comprovados cientificamente.

Se, ao início de um resfriado colocamos um pequeno dente de alho na boca (a cada lado entre a bochecha e os dentes), o resfriado desaparece em poucas horas - no máximo, em 24 horas. Por isso, não temos surtos de gripe em Humlegaarden, pois todos conhecem a utilização imediata do alho. Isso é muito importante, porque, no doente enfraquecido, um resfriado forte pode terminar em pneumonia - o alho atua como preventivo.

 Quando esfregamos na pele diversas vezes um dente de alho partido ao meio, furúnculos e acne desaparecem sem deixar cicatrizes. Entretanto, isso não impede a formação de novos furúnculos e acne se o sangue não for purificado. A limpeza da pele precisa ocorrer através do sangue.

     Todos esses efeitos do alho são reforçados pela alimentação crua.

Fonte: Kirstine Nolfi, O MIlagre dos Alimentos Vivoshttps://www.urantiagaia.org/vital/cru/alimento_vivo.html#G5

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sexta-feira, dezembro 22, 2023

 

O Milagre dos Alimentos Vivos

 O Milagre dos

Alimentos Vivos

Dra. Kirstine Nolfi
HUMLEGAARDEN
para uma alimentação saudável

Sumário

1  Introdução
2  Minha experiência com os alimentos vivos
    2.1  Médico, cura-te a ti mesmo!
    2.2  Converti-me em médica que tenta curar os pacientes ... e fui condenada
    2.3  Curando sem medicamentos
3  Detalhes sobre a alimentação regeneradora
    3.1  Nenhuma leucocitose com alimentos crus
    3.2  O equilíbrio ácido-básico
    3.3  Como fazemos a transição
    3.4  Valor nutritivo da alimentação crua
    3.5  Como envelhecemos prematuramente
4  Benefícios da alimentação viva
    4.1  Gravidez e maternidade felizes
    4.2  Crianças sadias
    4.3  O adulto e o idoso
    4.4  Contra as doenças
    4.5  No animal
5  Virtudes do alho
6  Para deixar de ser obeso
    6.1  Obesidade e superalimentação
    6.2  Superalimentação por alimentos empobrecidos
7  A alimentação crua em condições específicas
    7.1  O sistema nervoso, o alcoolismo, o fumo e a diabete
    7.2  O câncer
    7.3  A debilidade cardíaca
    7.4  Carência de minerais e doenças
    7.5  O que pensar dos medicamentos químicos
8  Solo, alimento e saúde
    8.1  A vida em Humlegaarden
    8.2  Regeneração do solo
9  Resultados obtidos
    9.1  Acne
    9.2  Angina do peito
    9.3  Asma
    9.4  Câncer
    9.5  Diabete
    9.6  Difteria
    9.7  Hidropisia (acúmulo anormal de líquido)
    9.8  Hipertensão
    9.9  Menstruação
    9.10  Obesidade
    9.11  Poliartrite
    9.12  Prisão de ventre
    9.13  Tumor cerebral
10  Conclusão

1  Introdução

     Este livro valioso apresenta a experiência da médica Kirstine Nolfi - uma das mais eminentes defensoras da saúde pública na Dinamarca - com o poder de cura dos alimentos vivos. O relato do sucesso da alimentação crua no seu sanatório naturista, o "Humlegaarden", foi traduzido para diversas línguas e agora é oferecido pela equipe da TAPS aos leitores de língua portuguesa.

     Nascida em 1881, a Dra. Kirstine Nolfi formou-se em medicina em 1907 e passou os doze anos seguintes trabalhando no Hospital Comunitário em Copenhague e em diversos hospitais infantis na Dinamarca. Teve consultório próprio em Copenhague e foi reconhecida como especialista em doenças infantis.

     A partir de 1945, dirigiu o Sanatório de Crudivorismo Humlegaarden, na Dinamarca.

     Escreveu apenas dois pequenos livros sobre a sua experiência, que foram traduzidos em diversas línguas.

     As experiências dessa famosa médica dinamarquesa, venerada por seus pacientes agradecidos como a nenhuma outra, não podem ser esquecidas. Consideramos quase uma obrigação trazer suas experiências ao público de língua portuguesa.

2  Minha experiência com os alimentos vivos

2.1  Médico, cura-te a ti mesmo!

     O que me motivou como médica a adotar uma alimentação composta exclusivamente de frutas e hortaliças cruas? Isso foi consequência de adoecer de câncer da mama.

     Como de costume, a doença foi precedida por um período de alimentação deficiente e hábitos de vida errados, principalmente nos 12 anos de trabalho no hospital, um período em que sofri constantemente de prisão de ventre e gastrite. Certa vez, quase morri devido a uma hemorragia causada por úlcera gástrica.

     Foi nessa ocasião que aboli carne e peixe de minha alimentação, tornando-me vegetariana. Entretanto, foi bem mais tarde que comecei a comer frutas e hortaliças cruas, aumentando a quantidade gradativamente. Minha digestão melhorou, assim como a saúde, porém, ainda não estava me sentindo realmente bem.

     Após uns 10 anos de uma alimentação que consistia em 50% a 75% de hortaliças e frutas cruas, sentia um cansaço constante, mas não conseguia diagnosticar nenhuma causa definida. Na primavera de 1940, descobri, por acaso, um pequeno nódulo na mama direita. Muito cansada, não dei atenção. Assim, fiquei apavorada quando, cinco semanas mais tarde, descobri, também por acaso, que o tumor havia crescido ao tamanho de um ovo e estava aderido à pele. Somente o câncer age assim.

     Em um Congresso de Oncologia na Finlândia, havia ouvido de um eminente oncologista "O tratamento habitual do câncer é apenas um paliativo, pois não sabemos qual é a sua causa". Portanto, decidi, na hora, que não deveria me submeter a esse tratamento. Mas então, o que fazer? Tinha que tomar providências sérias ou logo iria morrer de câncer. Decidi, então, seguir uma alimentação 100% crua. Com a minha própria vida em jogo, fui obrigada a provar o valor de uma alimentação regular desse tipo.

     Parti em busca da Natureza. Comecei imediatamente. Fui morar em uma barraca, numa pequena ilha do Kattegat e comia exclusivamente alimentos crus. Tomava banhos de sol algumas horas por dia, quando o tempo permitia. Quando o calor era muito forte, mergulhava no mar.

     Durante os dois primeiros meses, continuei muito cansada e o tumor não diminuiu. Foi então que minha recuperação teve início. O tumor diminuiu e comecei a recuperar a energia. Há muitos anos eu não me sentia tão bem.

     Antes, havia consultado o Dr. Hindhede, renomado médico dinamarquês, que recomendou que não me submetesse a uma biópsia. Ambos sabíamos que essa intervenção iria abrir vasos sanguíneos, ajudando o câncer a se espalhar. Portanto, desisti dessa idéia.

     Quando já estava me sentindo bem - após um ano alimentando-me 100% de frutas e hortaliças cruas - voltei à minha alimentação anterior vegetariana de 50% a 75% de alimentos crus. Isso, porém, não deu certo. Três ou quatro meses depois, comecei a sentir dores agudas no seio, no ponto em que o tumor havia aderido à pele. A dor aumentou nas semanas seguintes e percebi que o câncer estava crescendo novamente. Voltei à alimentação 100% crua. A dor passou rapidamente, assim como o cansaço que antecedera o reaparecimento do problema.

2.2  Converti-me em médica que tenta curar os pacientes ... e fui condenada

     Como médica, eu queria usar minha experiência para ajudar os outros. Meu marido e eu construímos, na nossa casa, um solário com capacidade para acomodar quatro ou cinco pessoas no verão seguinte. Todos comíamos alimentação vegetariana 100% crua e os pacientes se recuperaram.

     A alimentação consistia exclusivamente de hortaliças e frutas cruas e tudo correu bem. Entretanto, eram poucos doentes para comprovar a experiência. Compreendi que, para ser comprovada, essa causa teria que ser defendida em condições bem diferentes e em maior escala. Então, vendemos nossa casa em Copenhague e compramos uma propriedade, Humlegaarden, ao sul de Elsinore, onde instalamos um sanatório em 1950.

     Durante esses acontecimentos, as autoridades médicas começaram a notar os bons resultados obtidos com o meu tratamento natural e não gostaram! Quando um dos meus doentes morreu de diabete porque me procurou tarde demais, as autoridades médicas me responsabilizaram pela sua morte, alegando que eu não lhe havia ministrado insulina suficiente.

     Fui intimada a comparecer ao Tribunal de Justiça, embora a autópsia tenha revelado que o fígado do doente não estava mais em condições de funcionar e ele teria morrido de qualquer maneira, mesmo que eu tivesse lhe dado mais insulina.

     O juiz e os dois jurados - um ferreiro e um lavrador - me julgaram culpada e fui proibida de exercer a medicina por um ano. Se os tribunais fossem julgar todos os médicos responsáveis pela morte de seus doentes, nenhum médico teria possibilidade de exercer sua profissão. Se eu tivesse tratado o meu paciente apenas com medicamentos e ele tivesse morrido, nada teria me acontecido. Mas, como eu o estava tratando com métodos naturais, fui condenada.

     Pouco tempo depois, fui novamente acusada, devido ao falecimento de dois doentes - um de câncer e o outro de tuberculose. O doente com câncer não conseguiu seguir a dieta de alimentos vivos devido à guerra, quando frutas e hortaliças cruas eram difíceis de encontrar. A doente tuberculosa morava muito longe de mim e eu a havia visto apenas uma vez; ela, também, não seguiu a dieta dos alimentos vivos e morreu.

     Fui novamente acusada por meus antigos colegas como responsável pelas duas mortes e intimada a comparecer ao tribunal. Dessa vez, o júri era formado por dois homens de idéias avançadas, que se recusaram a me responsabilizar pelo falecimento dos dois doentes. O juiz não concordou com os jurados e ficou do lado dos médicos. Assim, fui julgada culpada de imperícia médica.

     Eu poderia ter recorrido contra a sentença, mas estava muito cansada e exausta de lutar sozinha contra meus antigos colegas, organizados em um poderoso cartel. Por orientação do meu advogado, submeti-me ao acordo que ele havia combinado com o tribunal. Fui forçada a assinar um documento comprometendo-me a nunca mais praticar a medicina na Dinamarca.

2.3  Curando sem medicamentos

     Assim, deixei de tratar meus pacientes com medicamentos e, desde então, os tratei todos com métodos naturais - isto é, com alimentos vivos. Os resultados têm sido impressionantes. O sanatório, Humlegaarden, tem sempre uma lista de espera. Não lamento ter rompido com a profissão médica e estou feliz por ter enveredado pelo caminho da cura natural.

"Muitos doentes ainda acham que existe um medicamento especifico,
milagroso e infalível para cada doença.
Acreditam que não precisam dar muita atenção
à alimentação e ao estilo de vida.
Essa é uma crendice perigosa muito fomentada,
porque é muito difícil pesquisar e eliminar as causas das doenças -
mas muito cômodo controlar apenas os sintomas."

Dr.Mikkel Hindhede

     Graças à perseguição de meus antigos colegas, minha reputação cresceu enormemente em todos os países escandinavos. Essa propaganda foi mais proveitosa do que qualquer propaganda paga. Meus antigos colegas agiram como agentes de propaganda e tenho recebido publicidade grátis em todos os jornais escandinavos.

     Durante a perseguição que sofri, fui chamada de charlatã, mas agora os médicos mudaram de opinião. Aos doentes que lhes comunicam os bons resultados obtidos em meu sanatório, dizem que sou uma boa psicóloga e uma boa pessoa. Eles não querem admitir que os alimentos vivos causaram os bons resultados.

     Tenho certeza de que os alimentos vivos vão se espalhar por todo o mundo e ajudar a livrar a humanidade sofredora de doenças do corpo e da mente.

3  Detalhes sobre a alimentação regeneradora

3.1  Nenhuma leucocitose com alimentos crus

     Devo aqui mencionar a leucocitose fisiológica. O termo é derivado de "leucócito", nome oficial dos glóbulos brancos do sangue. Normalmente, um mm3 de sangue contém 6.000 - mas quando comemos alimentos mortos - principalmente doces e bolos - o número de leucócitos no sangue até triplica, chegando a 18.000 mm3. Como os leucócitos são os defensores do organismo e sempre aparecem quando há perigo, percebemos que o sangue está fortemente envenenado pelos alimentos mortos que comemos. Imaginem o trabalhão que a produção de tantos leucócitos impõe ao organismo várias vezes ao dia. O resultado pode ser uma leucemia fatal.

     O consumo regular de frutas e hortaliças cruas nunca causa leucocitose fisiológica ou digestiva.

     Os produtos naturais constituem uma unidade em que os componentes são equilibrados em proporções exatas. Quando separamos suco e matéria seca, as duas partes se tornam incompletas. Além disso, ao tomar o suco sem salivação e beber mais do que o suco gástrico é capaz de digerir, estamos nutrindo nossa doença e não nossa saúde.

[continue através do Sumário]

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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

 

A Cebola


Quando estou gripado, como alho cru e a gripe vai logo embora... Quanto à cebola, eu recebi o pps abaixo...

O Segredo da Cebola

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terça-feira, julho 22, 2008

 

O Alho - 4


Na medicina popular e doméstica, o alho tem vasta aplicação para uso externo. Entre as mais conhecidas temos [1]:

Picadas de insetos: Colocar um pouco de alho amassado sobre elas.

Dores de dentes: Esmagar um dente de alho junto com cinza de borralho (ou farinha de trigo) e aplicar sobre o dente ou área dolorida.

Coceiras e pruridos: Queimar cascas e réstia de alho e aplicar sobre a área afetada. Serve também para tratar a sarna.

Calos: Cortar uma fina camada de alho e aplicar sobre o calo, prendendo com esparadrapo ou similar, pelo maior tempo possível, podendo-se renovar ao longo do dia.

Verrugas simples: O mesmo procedimento que para os calos. Procurar orientação médica caso o problema persista ou a lesão tenha aspecto suspeito.

Inflamações, infecções, feridas antigas: Aplicar o alho amassado e deixar secar. Pode-se repetir o procedimento várias vezes ao dia.

Frieiras e Pé-de-atleta: Amassar o alho e aplicar sobre as frieiras, expondo, de preferência, a área afetada ao sol. Se não puder expor ao sol, pode-se realizar a aplicação deixando-a secar, calçando meia e sapato em seguida, sem lavar.

Uma aplicação interna:

Corrimento vaginal: Um procedimento popular antigo é amarrar um ou dois dentes de alho (descascados e muito levemente amassados - bastando um leve "crac" depois de retirada a casca). Numa gaze, formando uma bolsinha, presa por uma linha forte e limpa, introduz-se essa bolsinha na vagina (não deve ser usado por virgens, obviamente) mantendo-a por duas horas, antes de deitar, diariamente, para casos de corrimentos crônicos antigos. O ideal é sempre submeter-se ao acompanhamento médico para conhecer as causas do corrimento, mas para os casos cujas causas não são claras ou definidas, este procedimento costuma ser eficaz. Se arder demais, retirar e reaplicar um pouco mais tarde, até que o ardor desapareça, quando então a bolsa pode ser mantida por mais tempo, se não incomodar.

O alho possui algumas contra-indicações e deve-se tomar certos cuidados no seu uso. O alho não é tóxico, mas, como todo alimento ou remédio natural ativo, deve-se evitá-lo em grandes quantidades, muito continuamente e nos seguintes casos:

Por conter compostos sulfurados (à base de enxofre) e substâncias irritantes, é contra-indicado para pessoas com problemas crônicos de estômago, gastrites agudas e úlceras. Doses muito grandes (ou mesmo pequenas, para as pessoas sensíveis) irritam o estômago e o fígado.

Pessoas sensíveis devem tomar maior cuidado com as doses e em situações de dores e, para espasmos ou outros sintomas, devem procurar um médico.

Não é indicado para recém-nascidos e mães em amamentação, uma vez que pode provocar cólicas no ventre do lactente. Melhor preferir o alho cozido ou frito, nestes casos. Gestantes também podem ter cólicas e espasmos se comerem muito alho.

Não indicado para casos de dermatites, pois como é desintoxicante, pode piorar o quadro em alguns casos. Portadores de acne e moléstias de pele em geral, também devem ser cuidadosos. Os princípios ativos do alho saem pelos poros com o suor e irritam uma epiderme que já apresenta problemas. É necessário o acompanhamento médico.

Em doses muito elevadas, pode provocar dor de cabeça, de estômago, dos rins e até tonturas, vômitos e diarréia, além de mau hálito.

Pessoas com pressão arterial muito baixa podem reduzí-la ainda mais se consumirem alho. É necessário cuidado e observação, evitando-se os excessos.

Não indicado para pessoas que tenham hipersensibilidade ao óleo de alho. Algumas pessoas apresentam reação alérgica ao contato com o alho.

O velho problema de quem aprecia o ardido e aromático bulbo (alho) é o hálito (o "bafo") que ele provoca. Na verdade, o odor do hálito "de alho" devido à presença de partículas ou de resíduos do mesmo na boca, produz apenas o hálito característico imediatamente ao consumo, durando não muito mais que meia hora, no máximo, tendendo a desaparecer. O principal efeito que mantém o odor (caso ele se mantenha) ocorre devido aos gases voláteis, ricos em alicina e compostos de enxofre, que são emanados do estômago durante a sua digestão e ascendem pelo esôfago à boca. Outro efeito que pode se somar ao anterior é que, ao ser digerido e assimilado, a alicina e os compostos sulfurosos ganham a circulação sangüínea e chegam aos pulmões, onde são expelidos e produzem assim o "bafo de alho", em muitas pessoas. Obviamente que este último efeito ocorre com mais intensidade quando quantidades maiores de alho são consumidas.

Então, o que fazer? Durante uma refeição em que se esteja ingerindo alho cru, a dica básica é ingerir pequenas quantidades de azeite de oliva (na salada, por exemplo) e um suco ácido, pois eles tendem a neutralizar e diminuir o odor. Depois, assim que terminar a refeição, procure escovar os dentes (e usar fios dentais) e use anti-sépticos bucais aromáticos, sem esquecer a velha balinha de hortelã ou similares...

Para evitar o odor proveniente do alho no estômago, tome suco concentrado de maçã, ou mesmo coma duas maçãs, pois essa fruta tende a reduzir as emanações dos gases de alho. O sumo fresco de maçã é uma dica antiga e infalível para o mau hálito.

Para o caso de persistência do hálito de alho, provavelmente devido à presença dos componentes na respiração, o melhor é tomar um chá forte de hortelã ou menta, que disfarçam o problema e até ajudam a eliminar.

Em todos os casos, os anti-sépticos bucais aromáticos estão indicados e podem ser usados a cada hora, não por causa da sua capacidade de combater germes, mas pelo aroma perfumado que ajuda a reduzir o hálito carregado.

Para quem usa suplementos à base de alho, há produtos confeccionados com alho desodorizado, à disposição no comércio.

Fonte:
[1] Dr. Márcio Bontempo, Alho: Sabor e Saúde, Editora Alaúde, 2007.

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segunda-feira, julho 14, 2008

 

O Alho - 3


O bulbo do alho é bom em dietas para diabéticos, pois ajuda a reduzir o excesso de glicose e açucares no sangue, bem como protege os tecidos contra os radicais livres que fazem a doença piorar [1].

Um eficiente vermífugo: O uso regular do alho, ou o óleo em cápsulas, aumenta a resistência contra as infecções e é um vermífugo comprovado contra ancilóstomos, oxiúros, lombrigas, solitárias, amebas e giárdia.

Ação no aparelho digestivo: combate a formação de mucosidades no estômago. Contra diarréia e prisão de ventre, flatulência, processos infecciosos e agudos, cólicas, inflamações do intestino grosso e do reto, doenças hepáticas e biliares, disenteria amebiana, cólera, tifo e paratifo.

Ação no aparelho respiratório: Útil nas doenças das vias respiratórias: efisema pulmonar, tuberculose, gangrena e asma pulmonar e bronquiectasias.

Nas doenças da circulação: pressão alta, arteriosclerose coronariana, fraqueza dos músculos cardíacos. O uso regular na alimentação protege contra a arteriosclerose de vasos coronários e a debilidade dos músculos cardíacos. Reduz o colesterol ruim, e diminui o risco da formação de coágulos.

É um desintoxicante natural, pois contém muito enxofre, ajuda na desintoxicação da nicotina. Também contém germânio, que facilita a absorção de oxigênio pelas células. Favorece a assimilação e a distribuição das vitaminas no organismo, além de conter vitamina B6 (excelente para a memória) e selênio; facilita o aproveitamento da vitamina B1.

Tradicionalmente, o alho aumenta a capacidade do nosso organismo de resistir ao frio e ao calor.

Para que o alho produza todos esses efeitos, ele deve ser amassado, picado ou mastigado cru. Basta consumir dois ou três dentes por dia nas refeições diárias.

Fonte:
[1] Dr. Márcio Bontempo, Alho: Sabor e Saúde, Editora Alaúde, 2007.

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domingo, julho 13, 2008

 

O Alho - 2


O alho é um dos produtos da natureza mais utilizados pela medicina doméstica e popular. São os seguintes os usos tradicionais do alho no Brasil por raizeiros, benzedeiros e donas de casa experientes [1]:

-cortes e machucados
-diarréia
-dor de garganta
-dor de ouvido
-infecções urinárias
-picadas de insetos e aranhas
-otites
-pressão alta
-resfriados e gripes
-sinusite
-terçol
-tosse

Na medicina popular e na medicina tradicional, o alho tem as seguintes indicações para uso interno:

-antigripal
-antitussígenos
-antiviral
-carminativo (elimina gases intestinais)
-estimulante
-estomáquico (tonifica o estômago)
-expectorante (promove a eliminação das secreções excessivas dos pulmões, brônquios e traquéia)
-febrífugo (combate a febre)
-hipotensor
-laxante
-vermífugo

Na medicina convencional, de um modo geral, o alho é indicado como auxiliar no tratamento de pressão arterial elevada, na redução dos níveis de colesterol e na prevenção da aterosclerose e de resfriados e outras doenças infecciosas. Além disso, o alho regula a gordura presente no sangue, equilibra a flora intestinal e a glicose sangüínea, com indicação para asma, bronquite e pneumonia. Sua ação farmacológica ajuda a desinfetar o organismo e a eliminar toxinas intestinais, expulsar vermes, tonificar e revitalizar pessoas enfraquecidas e convalescentes.

Ultimamente, recomenda-se que fumantes ingiram cápsulas de óleo de alho para proteger o organismo contra os efeitos nocivos do cigarro e similares.

Comer um ou dois dentes de alho por dia pode ajudar a prevenir resfriados, baixar o colesterol, inibir a coagulação do sangue nas artérias e reduzir o risco de doenças cardíacas e derrames.

Fonte:
[1] Dr. Márcio Bontempo, Alho: Sabor e Saúde, Editora Alaúde, 2007.

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sábado, julho 12, 2008

 

O Alho - 1

"Que o seu alimento seja o seu remédio e que o seu remédio seja o seu alimento"
Hipócrates, o Pai da Medicina Ocidental

Por experiência própria já constatei que a ingestão de alho cru elimina rapidamente os sintomas de gripes e resfriados. Porém, o alho é um remédio-alimento (nutracêutico) com inúmeras outras propriedades benéficas para recuperação e conservação de nossa saúde física. Abaixo vamos listar algumas dessas propriedades [1].

Estudo aponta que o alho pode reduzir chances de câncer de próstata

De acordo com um estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o alho e a cebola podem ajudar a evitar o desenvolvimento de câncer de próstata. Segundo a pesquisa, o risco de homens que comem mais alho e cebola desenvolverem câncer de próstata é 50% menor que aqueles que quase não comem estes vegetais. O responsável pelos benefícios seriam os compostos sulfurosos contidos nesses alimentos. Foram examinadas as dietas de 230 homens com câncer de próstata e de outras 471 pessoas que não tinham a doença. Aqueles que comem mais de dez gramas de cebola, alho e cebolinha teriam muito menos chances de desenvolver a doença.

Jamie Bearse, da Coalizão Americana Contra o Câncer de Próstata, afirmou estar satisfeito com as provas apresentadas da relação entre boa alimentação e prevenção da doença: "Talvez isso estimule os homens a deixarem de lado o fast food, e a adotarem saladas com cebola e alho nas suas dietas".

Fonte:
[1] Dr. Márcio Bontempo, Alho: Sabor e Saúde, Editora Alaúde, 2007.

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