segunda-feira, fevereiro 27, 2023

 

Os Cabelos


"Nada ocorre por acaso, tudo tem uma finalidade" 

Deus, ao projetar o corpo humano, resolveu colocar cabelos (e barbas, no caso dos homens) na cabeça desses seres por algum motivo muito relevante, que a maioria de nós desconhece. Não damos muita importância para isso, e a moda atual nos humanos da Terra é, no caso dos homens, raspar a barba e cortar os cabelos, deixando-os bem curtos. No entanto, o maior mensageiro da humanidade, chamado Jesus Cristo, sempre ostentou cabelos e barbas longos, não é mesmo? Haveria uma razão especial para isso? Certamente que sim! Todos os pelos de nosso corpo funcionam como antenas eletromagnéticas, captando (e emitindo) energia do (para o) meio ambiente. Pessoas que estudaram o funcionamento de antenas eletromagnéticas filamentares sabem que essas estruturas perdem eficiência quando seus comprimentos são diminuídos: nos carros que usavam antenas eletromagnéticas filamentares telescópicas (de comprimento ajustável), quando se diminuia o comprimento dessa antena, diminuia proporcionalmente a qualidade do sinal da estação de rádio sintonizada (devido à menor captação da energia presente no ambiente e emitida pela estação sintonizada). Portanto, ao cortarmos ou arrancarmos nossos pelos, diminuímos nossa sintonia com Deus (com a energia presente no meio ambiente que nos cerca)! Todos nós já ouvimos falar sobre a famosa intuição feminina, mas a intuição masculina é muito menos famosa. Por que? Porque, em geral, as mulheres possuem cabelos mais compridos do que os homens e, portanto, captam com mais eficiência os sinais presentes no ambiente. Como esses sinais do ambiente possuem também energia, as mulheres captam mais energia do ambiente do que os homens e, como consequência, vivem, em média, bem mais que os homens em todos os países do planeta Terra, pois tudo (inclusive o nosso corpo) é sustentado por energia. Em praticamente todos os países do mundo, os recrutas das forças armadas têm os seus cabelos e barbas (e bigodes) cortados. Por que? Porque quem tem pelos compridos costuma pensar antes de agir e as pessoas de pelos curtos costumam agir antes de pensar. E é isso que as forças armadas querem: autômatos, que dizem sempre "Sim, senhor", que cumpram as ordens recebidas sem questioná-las. Líderes políticos e religiosos barbudos (tipo Fidel Castro, Bin Laden, talibans, judeus ortodoxos, siks e sadhus indianos, etc) não são bem vistos na sociedade escravagista em que vivemos, pois eles não estão seguindo a regra usual imposta aos escravos da sociedade (todos nós). Na Bíblia, além de Jesus Cristo, várias outras pessoas interessadas na elevação espiritual também deixaram crescer cabelos e barbas, como Sansão e João Batista. Com relação a Sansão, o telepata, a Bíblia dá mais uma informação interessante: quando Dalila cortou seus longos cabelos (todo enrolado em tranças) ele perdeu as suas forças e foi facilmente subjugado e tornou-se cego (como nós...).

Pessoas interessadas em maior aproximação com Deus, costumam deixar os pelos crescerem, como os judeus ortodoxos, o clero russo cristão ortodoxo, os Siks (indianos que usam turbante, para esconder cabelos e barbas compridos), os sadhus (homens santos da Índia), muitos mestres gurus (como Osho, etc), cientistas famosos (Einstein, Darwin, etc), etc As doenças genéticas, aquelas com as quais já nascemos, são devidas à nossa bagagem cármica acumulada devida a erros que cometemos em encarnações passadas. No entanto, problemas físicos que desenvolvemos após o nascimento são devidos aos nossos hábitos prejudiciais que estamos praticando na atual encarnação. Em outras palavras, nós colhemos tudo o que plantamos, nesta e nas vidas passadas. Observando a sociedade vemos que as mulheres praticamente nunca ficam carecas, ao passo que nos homens a incidência da calvície é bastante comum. Certamente, Deus ao construir macho e fêmea da espécie humana, não privilegiou a mulher com maior fortaleza nos cabelos (todas as outras espécies animais não apresentam este desequilíbrio entre macho e fêmea). Logo após o nascimento, meninos e meninas são todos cabeludos. Com o tempo, os meninos podem se tornar adultos calvos, devido a algum hábito prejudicial masculino que o sexo feminino não pratica! Qual é esse hábito? Ejaculação! As pessoas do sexo masculino costumam ficar calvas na sua juventude, após começarem a ejacular. Ao ejacularem, as pessoas do sexo masculino perdem uma quantidade apreciável de energia vital (energia suficiente para gerar um grande quantidade de vidas, bilhões de espermatozóides em uma única ejaculação masculina!). Numa relação sexual normal, o homem perde essa energia vital e a mulher recebe essa energia perdida pelo homem! Esse desequilíbrio energético habitual leva à calvície masculina, com o passar do tempo. Que indícios nós temos para apoiar esta afirmação? Nunca vi um andarilho de beira de estrada careca, são todos cabeludos: andarilho tem poucas relações sexuais. A maioria dos homens homossexuais passivos (que rebem um pênis, mas não usam seu próprio pênis na relação sexual) vão para o túmulo com a cabeça cheia de cabelos: caso, por exemplo, do finado estilista/deputado Clodovil Hernandez. Pessoas gordas geralmente não gostam de sexo (a gordura é, inconscientemente, uma espécie de couraça de proteção contra o sexo oposto): homens gordos geralmente são cabeludos; se, além disso, forem homossexuais passivos, mais cabeludos ainda (caso do nosso ex-ministro da fazenda/deputado Delfin Neto).

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domingo, fevereiro 26, 2023

 

Intuição e Cabelo

 

O cabelo é muito mais do que apenas proteína e melanina. Cada vertente é uma pequena crônica de cada experiência emocional, hormonal e nutricional.

Na cultura ocidental moderna, embora não tenhamos uma compreensão consciente do impacto espiritual de como e de quem escolhemos fazer o cabelo, trata-se de uma grande troca de energia. Na prática xamânica, há uma cerimônia chamada corte de cordões, uma liberação de velhas energias, padrões, crenças e conexões.

Depois de certos acontecimentos em nossa vida, temos aquela sensação de querer cortar o cabelo. Você pode pensar em idas regulares ao salão como uma busca por tendências ou vaidade, mas nem sempre é esse o caso, dizem os xamãs.

intuição capilar

Durante a Guerra do Vietnã, os militares dos Estados Unidos recrutaram rastreadores e batedores nativos americanos. Dizem que algo incrível aconteceu. Quaisquer talentos e habilidades que possuíssem na reserva pareciam desaparecer misteriosamente, pois recruta após recruta falhava no desempenho esperado no campo. 

Quando questionados sobre o fracasso em cumprir o esperado, os recrutas mais velhos responderam consistentemente que, quando recebiam os cortes de cabelo militares exigidos, não conseguiam mais sentir o inimigo. 

Eles não podiam mais acessar um sexto sentido, sua intuição não era mais confiável, eles também não podiam ler sinais sutis. Segundo os nativos, o cabelo é uma extensão do sistema nervoso, um tipo de sensores ou antenas altamente evoluídos que transmitem grandes quantidades de informações importantes ao tronco cerebral, ao sistema límbico e ao neocórtex. Antigamente todo mundo tinha cabelo comprido.

Como as mulheres geralmente têm cabelos mais compridos que os homens, isso explica a famosa "intuição feminina". E, como corolário, vivem, em média, bem mais que os homens....

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sexta-feira, outubro 01, 2010

 

Meditações do Osho - 29


Prestamos tanta atenção no exterior que não ouvimos a nossa voz interior. Ela fala de nosso centro mais profundo. Vivemos na periferia, vivemos na mente, e a mente é tão barulhenta que não nos deixa escutar aquela pequena e silenciosa voz interior. Um mestre é necessário apenas como instrumento, porque você só ouve o exterior. O mestre diz, do lado de fora, o que a existência vem tentando lhe dizer há séculos do lado de dentro.

Estar com o mestre é simplesmente se preparar para, um dia, se virar para dentro. E então você poderá fechar os olhos e olhar para dentro, poderá começar a ouvir o que sua intuição quer lhe dizer. E a intuição está sempre certa. O intelecto pode estar certo ou pode estar errado - a dúvida sempre persiste -, ele nunca é indubitável. Mas a intuição não tem a menor dúvida, ela simplesmente sabe. A pessoa intuitiva nunca se arrepende, porque nunca faz nada errado, não pode fazer. Ela simplesmente segue a voz da existência em seu interior.

Fonte: Osho, Meditações para a Noite, Verus Editora, Campinas-SP, 2006.

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segunda-feira, julho 27, 2009

 

A Intuição


Existe uma quase unanimidade na sociedade humana de que a "intuição feminina" é mais acentuada do que a "intuição masculina". Será que Deus, o criador e manutentor da raça humana, teria privilegiado o sexo feminino em detrimento do sexo masculino neste aspecto? Não creio que isto tenha sido feito. Em vista de minhas leituras, sou de opinião de que há algum hábito feminino, não praticado pelos elementos do sexo masculino, que leva a esta ocorrência.

O que é a intuição? Podemos dizer que a intuição é um sistema de comunicação entre o indivíduo e o meio ambiente, que leva a pessoa a agir em harmonia com a Natureza. Em todo sistema de comunicação sem fio, existe uma antena, que serve para transmitir e receber informações e energia. Onde estaria localizada a antena transmissora/receptora nos seres humanos? Ela está instalada na parte mais alta do corpo, na cabeça. O que constitui esta antena, na nossa cabeça? São os fios que crescem nesta parte do corpo: cabelos e barbas! Portanto, Deus nos equipou com antenas filamentares na nossa cabeça! Qualquer engenheiro eletricista que tenha estudado antenas filamentares sabe que quanto maior o comprimento da antena filamentar melhor será a sua eficiência de captação e emissão de sinais eletromagnéticos. A situação prática que mostra didaticamente essa propriedade é a antena filamentar telescópica de um automóvel: quando esticada completamente pode receber com fidelidade o sinal de uma estação de rádio potente; se esta antena for encurtada ao máximo, sem alterar a sintonia e o volume do rádio, o sinal captado da estação de rádio poderá ser perdido, porque a eficiência de captação de sinal do ambiente, pela antena, é muito reduzida. Ocorre o mesmo com os nossos fios da cabeça: quanto menor seu comprimento, pior nosso canal de comunicação com a Natureza, com Deus. Como consequência desse mau hábito de cortar cabelos e barbas, menor será nossa intuição e nossa longevidade! Agora, responda objetivamente: em nossa sociedade, quem usa os cabelos mais longos? As mulheres, óbvio. Portanto, são elas que possuem maior intuição e vivem por mais tempo!

Os grandes gênios e mensageiros da humanidade, quando do sexo masculino, ostentavam sempre cabelos longos (e, muitas vezes, também barba), como Jesus, Albert Einstein, Sansão, Osho, João Batista, Darwin, Buda, etc. Eu tenho um caso interessante na minha família: uma vez eu perguntei à minha avó materna se era verdade que ela nunca tinha cortado o cabelo na vida. Ela me respondeu que sim: minha avó viveu até os 99 anos, com excelente saúde...

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sexta-feira, março 21, 2008

 

Vida e Magnetismo Terrestre


Os cientistas (geólogos) descobriram que o planeta Terra possui um campo magnético que sofreu muitas reversões (mudança de sentido) ao longo de sua história geológica. Nos "instantes" de reversão o campo magnético terrestre aqui na superfície se anula. Verificou-se que nesses períodos há uma grande quantidade de ossos acumulados nas camadas geológicas correspondentes, o que indica uma grande mortandade de seres vivos.

Drunvalo Melchizedek nos informa que nós precisamos de um campo magnético exterior para poder manter nossa memória. Em outras palavras, nós não conseguimos viver sem alguma forma de campo magnético. O campo magnético afeta diretamente o nosso corpo emocional. A anulação periódica do campo magnético terrestre irá durar pelo menos três dias e meio. Durante esse período veremos um aumento do caos.

Como essa anulação magnética do planeta é periódica, deve existir uma configuração cósmica, também periódica, que o planeta Terra participa e que é responsável por esse fenômeno. Um desses fenômenos é o retorno periódico do chamado Planeta X [também conhecido como Nibiru, Hercóbulus, Planeta Intruso, etc], com período aproximado de 3.600 anos. Porém, as catástrofes na Terra podem não se repetir exatamente com essa periodicidade, já que irá depender da posição relativa da Terra com Nibiru: se ambos estivem no mesmo lado do Sol a catástrofe é forte, se de lados opostos ao Sol, a catástrofe pode nem ser sentida de forma apreciável. Alguns estudiosos informam que as grandes catástrofes ocorrem apenas a cada 7.200 anos [2x3.600 anos] aproximadamente, com a próxima prevista para 2.012, aproximadamente.

O campo magnético terrestre faz uma certa blindagem do planeta com relação às partículas mais energéticas provindas do Sol, que constitui algo chamado de "vento solar". O campo magnético desvia essas partículas para as regiões polares (Polo Norte e Polo Sul), pois o campo magnético terrestre é semelhante ao de um dipolo magnético. Se o campo magnético terrestre sumir, todo o vento solar irá incidir diretamente, sem desvios, por toda a superfície terrestre, algo semelhante ao que ocorre na nossa Lua (que não suporta vida, não possuindo campo magnético protetor).

O nosso corpo físico é um computador eletroquímico. Os antigos computadores feitos pelo homem possuiam memórias magnéticas feitas de ferrita e os atuais têm a maioria de sua memória armazenada magneticamente em discos rígidos (HD = hard disc). Se o magnetismo sumir nesses computadores, a memória de todas as informações do passado irá também sumir. O computador poderia ainda funcionar, mas teria que começar do zero (haveria o que é chamado de reset, pelos especialistas da área de computação). Teríamos algo semelhante acontecendo no nosso computador eletroquímico, e teríamos que nos fiar apenas na intuição para nos guiar em nossas decisões, já que as memórias passadas poderiam ficar indisponíveis. Neste caso, o sexo feminino levaria ampla vantagem sobre o sexo masculino, já que a intuição feminina costuma ser muito mais desenvolvida do que a intuição masculina, devido ao uso mais intensivo do lado direito do cérebro pelas mulheres (responsável pelo lado intuitivo e artístico das pessoas).

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segunda-feira, janeiro 21, 2008

 

A Solução está Pronta


A intuição


Nos níveis mais profundos da consciência existem respostas para todas as nossas indagações. Saber disso é o primeiro passo para a intuição fluir livremente e trazer-nos essas soluções. Em seguida, precisamos deixar de contrapor sentimentos, desejos, preconceitos e idéias ao que vem do nosso mundo interno.

Se desobstruirmos o caminho para o inconsciente e ficarmos diante dele como se fôssemos recém-nascidos, totalmente inexperientes, as respostas a questões existenciais e as soluções para os mais diversos problemas que enfrentamos podem emergir.

A intuição é a compreensão direta de certo aspecto da realidade. Emerge sem que raciocinemos, pois não depende da atividade mental costumeira. Introduz-se na mente e imprime-se no cérebro no intervalo entre os pensamentos. Quanto maior for esse intervalo, de maneira mais nítida e completa ela será captada.

Poucos sabem que se perguntarem algo ao inconsciente obterão resposta, e que lhes cabe tão-somente estar receptivos a ela.

Abertura ao mundo interior

Há várias maneiras de interrogar o inconsciente. Certas pessoas conversam consigo mesmas, outras escrevem, outras formulam perguntas mentalmente, voltadas para o interior de si próprias. Há também as que buscam orientação interna sem chegar a formular perguntas - simplesmente se colocam em um estado expectante e tranqüilo. A forma como sucede o contato com o inconsciente é determinada pelo temperamento de cada um.

Um aspecto que conta muito para esse contato com o inconsciente efetivar-se é a intensidade com que emitimos a indagação. É importante plasmar as idéias de modo claro e coerente, estando bem consciente do seu princípio, meio e fim, e entregá-las com desapego ao próprio mundo interno. Desse desapego vem o equilíbrio e a paz que propiciam à intuição revelar-se.

Se nos concentramos excessivamente e fazemos a pergunta com ansiedade, impedimos que a resposta venha, pois nossas expectativas agem como um obstáculo entre nós e a realidade interna. Por outro lado, se não dedicamos a isso amor e atenção suficientes, o apelo não chega às camadas profundas do nosso ser, onde a solução está pronta. Há, pois, um delicado equilíbrio a ser conseguido entre a pergunta e a espera tranqüila.

O grau de energia necessário para emitir a pergunta é descoberto com a prática, com a dedicação. É um processo rico de ensinamentos.

Depois de formular a pergunta com clareza e enviá-la corretamente, devemos pôr de lado o assunto, para que nosso mundo interior possa agir sem perturbações nem interferências. Se, por exemplo, insistirmos na mesma pergunta, se ficarmos pensando no assunto ou se cobrarmos a resposta, atrairemos novamente para a superfície da consciência o que deveria estar sendo trabalhado em quietude, nas áreas profundas do ser. Impediremos, assim, que nos seja revelada a solução procurada.

Um meio de evitarmos que a mente interfira é fazer a pergunta antes de adormecer ou antes de nos ocupar com alguma tarefa que nos vá absorver toda a atenção.

Suponhamos que nos acometam dúvidas sobre se fizemos a pergunta corretamente, ou que queiramos perguntar de novo, ou que o assunto insista em voltar a mente. Se surgirem esses ou outros impasses com os quais não saibamos lidar, torna-se necessário esquecer por completo a pergunta e nos despreocupar. Devemos agir como se nada estivesse acontecendo e como se não tivéssemos feito pergunta alguma. Temos de nos desligar de tudo e não insistir mais, até que a tranqüilidade seja reencontrada.

Não haverá dificuldade a partir do momento em que se instala em nós a certeza de que, ao fazermos uma pergunta, a resposta estará sendo elaborada pelo inconsciente. O fator é essencial. Fé em que o nível intuitivo está sempre pronto a nos atender e atento às nossas necessidades.

Se não temos fé na sabedoria do nosso ser interno, envolvemo-nos com questões psicológicas e intelectuais, e a mente, que deveria estar calma para refletir o que vem do profundo, inquieta-se e não cumpre seu papel de espelho refletor.

As respostas

As respostas às nossas indagações estão vinculadas ao carma, porque o inconsciente nos conduz de modo que tenhamos oportunidade de equilibrar atos passados.

Mas essas respostas dependem, de modo especial, da nossa receptividade. Às vezes fazem-se presentes mas não chegam a ser percebidas, devido à sua sutileza e às nossas distrações ou ao fato de não lhes darmos a justa importância, por não corresponderem às nossas expectativas.

O mecanismo intuitivo de cada um de nós é original e único. Não devemos, pois, ter idéias preconcebidas de como ele deve funcionar, para não bloqueá-lo.

Alguns fazem perguntas com toda a sinceridade e recebem respostas do próprio ser interior por meio de outras pessoas. No momento em que a intuição lhes fala pela voz de outro, podem não perceber o que lhes é dito, por terem aquele porta-voz em pouca conta.

A crítica, o orgulho, o autoritarismo, a dissimulação, a complacência com tendências retrógradas da personalidade, o descontrole no uso da palavra, o excesso de convicção nas próprias posições, o apego, a curiosidade, a impaciência e a inflexibilidade mental, entre outros fatores, costumam abafar a voz tênue e discreta da intuição.

As respostas às nossas perguntas podem vir também por meio de um símbolo. Se não estamos habituados a ver os objetos com os mesmos olhos com que vemos uma pessoa ou um ideal, o que esse objeto simboliza passa despercebido e não colhemos a mensagem que nos traz.

Um fato que aconteça em nossa vida, igualmente pode ser a resposta que nosso inconsciente envia. Uma mudança na situação em que nos encontrávamos, o afastamento de pessoas com quem convivíamos, novas oportunidades que despontam - tudo isso pode representar a tão aguardada resposta do nosso mundo interior. Há casos em que, por desejar que algo suceda de determinado modo, insistimos na pergunta sem notar que já foi respondida.

Em geral a intuição se faz sentir de maneira mais nítida quando entramos em um estado de calma, quando estamos vazios e totalmente receptivos. A resposta brota em nosso íntimo, e dúvida alguma paira sobre ela.

A necessária clareza

No relacionamento com o mundo interior é fundamental não confundir intuição com convicção pessoal. Uma convicção pessoal pode até ser positiva, construída com amor durante longo tempo. Mas ela se faz de fora para dentro, nasce na mente e se impõe ao ser. É parcial, e não substitui a verdade.

Assim, estarmos convencidos de alguma coisa não é o mesmo que recebermos uma intuição; pelo contrário: uma forte convicção pode ser um obstáculo para captá-la.

A intuição brota dos níveis internos do ser, e tem em conta não só a nossa pessoa, mas a vida universal. Não nasce de um estado emocional ou de um estado mental. Os níveis dos quais ela advém são muito mais profundos que o da personalidade.

O primeiro sinal de uma intuição verdadeira é não trazer consigo nenhuma forma de excitação: não provoca alegria, entusiasmo, tristeza nem angústia. Vem de maneira calma, clara e sem julgamentos. Às vezes é tão suave que sequer a notamos.

Quando pensamos ter recebido uma intuição, mas ainda temos alguma dúvida quanto à sua veracidade, o melhor é nos desapegarmos dela. Como não estamos habituados a viver em contato com níveis profundos, podemos recorrer a fontes mais familiares para confirmar se o que recebemos foi realmente uma intuição: podemos empregar, por exemplo, a inteligência, a razão e o discernimento. Colocar esses aspectos do nosso ser a serviço de algo superior é uma expressão de gratidão e amor.

Outra forma de saber se realmente tivemos uma intuição é submetê-la à apreciação de outra pessoa, mais madura e experiente que nós no caminho espiritual. Com o seu parecer é possível não só discernir se nossa percepção é válida, mas também obter algum dado que venha enriquecê-la, esclarecê-la ou ampliá-la.

O importante é sempre estarmos imparciais diante da própria experiência, da experiência do outro, da inteligência, da razão, do discernimento. Se nos mantivermos nessa neutralidade, teremos clareza sobre o que nos vem à consciência.

As mudanças que a intuição nos traz

Se nos dedicarmos ao contato com o mundo interior, nosso comportamento diário vai gradualmente mudando. Tornamo-nos mais serenos e deixamos de lado os preconceitos; os desejos e pensamentos se sutilizam. Essas transformações nas atitudes levam a uma modificação do ritmo da vida: começa a surgir tempo entre uma tarefa e outra para nos interiorizarmos um pouco mais.

À medida que persistimos, os contatos com o mundo interior trarão bálsamos e sabedoria para o mundo consciente. A personalidade irá sendo imbuída em energias superiores e começará a colaborar. Passará a realizar tudo o que estiver ao seu alcance para favorecer esses contatos. Observará as menores coisas, como, por exemplo, períodos regulares de repouso e alimentação mais sutil. Tudo na vida assumirá outro valor, pois estará em função da união com o profundo do ser.

A conscientização de que os pensamentos, as emoções e o corpo físico não são a nossa essência, ajuda-nos na interiorização. Tal passo pode ser dado com o auxílio de um exercício: se um estado emocional nos absorver demais a atenção, podemos dizer: "Eu não sou esta emoção. Ela é apenas um movimento do corpo emocional". Ao surgir um pensamento de crítica, dizemos: "Eu não sou este pensamento. Ele é apenas uma reação da mente". E ao sentir uma dor física: "Esta dor não sou eu. É apenas um desajuste do corpo físico". Assim nos preparamos para oferecer todas as ações, sentimentos e pensamentos ao mundo intuitivo.

É inútil, por nos julgarmos imperfeitos, crer não estarmos preparados para esse caminho. Tais idéias são supérfluas, não trazem solução alguma. A tarefa diante do próprio mundo interior, intuitivo, é estarmos receptivos e tranqüilos, é sabermos que na essência está a solução, pronta, à nossa espera.

Fonte: Síntese de palestra de Trigueirinho, 1983.

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domingo, outubro 21, 2007

 

Intuição e Intelecto

Fonte: Omraam Mikhaël Aïvanhov, Acerca do Invisível, Edições Prosveta, Lisboa, 1988.

A maioria das pessoas admite a existência de uma faculdade mental que está além da reflexão, do raciocínio, chamada intuição. Mas o que é realmente esta faculdade e como ela funciona, isso não é muito claro para a maioria das pessoas. Para compreender a natureza da intuição é preciso reportarmo-nos ao esquema dos diferentes corpos do homem, que os hindus nos apresentam.

Para os hindus, o nosso corpo físico é habitado e animado por vários corpos sutis, além do corpo físico das ações, que são: o corpo astral, portador das emoções, dos sentimentos; o corpo mental, suporte das idéias concretas, quer dizer, que têm uma relação com a matéria; o corpo causal, ou corpo mental superior, que permite ao homem aceder à compreensão das verdades sublimes, dos mistérios do Universo; o corpo búdico, portador, como o corpo astral, de emoções e de sentimentos, mas emoções e sentimentos divinos: o amor universal, a abnegação, o sacrifício; finalmente, o corpo átmico, portador dessa centelha imortal, que é a omnipotência de Deus.

Os três primeiros corpos, físico, astral e mental, estão mais ou menos igualmente desenvolvidos em todos os humanos atuais. Mas, quanto aos três corpos superiores, já não acontece isso, existindo uma grande diferença entre eles. Só certos filósofos, certos espiritualistas, conseguem elevar-se até ao plano mental superior, onde começam a viver na região sublime da luz. O seu cérebro refina-se a tal ponto que novos centros despertam neles, graças aos quais podem apreender a realidade das coisas. É isso o mundo da intuição. A intuição é uma visão, uma recepção instantânea, uma compreensão imediata e total desse mundo real, verídico, que está situado para além do próprio plano mental, pois no plano mental ocorrem ainda erros e ilusões.

Só se pode chegar até esse mundo da intuição através de práticas da mais alta espiritualidade. É preciso ter um alto ideal e sobretudo um Mestre, a fim de se ser guiado nesse caminho difícil, e, finalmente, uma vontade estável para praticar incansavelmente exercícios até se ser suficientemente desenvolvido para captar e apreender as realidades das regiões sublimes.

A intuição é uma forma de inteligência muito diferente da inteligência comum. Aqueles que trabalham muito com o intelecto chegam, é claro, a uma certa compreensão das coisas, mas mal conseguem aflorar esse mundo da intuição, onde o conhecimento é imediato e total; são-lhes necessários anos e anos de trabalhos, de reflexões, de cálculos, para fazer uma descoberta. Ao passo que aqueles que escolheram o caminho do espírito podem ligar-se diretamente a essas regiões sublimes. Mas para isso devem deixar de viver no tumulto das emoções e das paixões, que os impedem de ver mais claramente, e pôr ordem em todo o seu ser. É nesta paz e nesta harmonia que eles podem atingir a região da intuição, e nessa altura assemelham-se à superfície de um lago calmo e límpido onde todo o Céu vem refletir-se.

Vós direis: "Mas, então, para que serve o intelecto?". O intelecto é extremamente útil, pois permite-vos percorrer uma grande parte do caminho. Sim, mas chegado a um certo limite, ele abandona-vos, não pode levar-vos mais longe; ele diz-vos: "É uma região onde eu não posso guiar-te: é-me impossível ir mais longe. Eu trouxe-te até aqui, mas agora cabe a outras forças, a outras faculdades, a outras entidades, tomarem-te a seu cargo para te mostrarem o caminho". Reparai que é exatamente como em relação a certas viagens: vós começais por usar vosso carro para ir à estação do trem e lá entrais no comboio; chegados a um certo ponto, não podeis ir mais longe e precisais de tomar um barco; após algumas horas ou alguns dias, tendes de deixar também o barco; nesse momento, está um avião à vossa espera, e levantais vôo, voais pelos ares. Então, já compreendestes? O intelecto só vos serve para fazer uma parte do caminho interior que tendes a percorrer.

O intelecto é o instrumento que há de mais útil para preparar as condições, para desimpedir a via, para pôr as coisas no lugar, enquanto se espera que a intuição possa manifestar-se. Ele ajuda-vos a vigiar, a controlar o que se passa na vossa cabeça e no vosso coração, a eliminar os pensamentos e os sentimentos negativos e, pelo contrário, a conservar os pensamentos construtivos, benéficos, e a amplificá-los. Quando tiverdes assim introduzido em vós a paz e a pureza, que são as condições indispensáveis para entrar em contato com o Céu, outras correntes virão buscar-vos para vos levar até à região divina da luz infinita e do saber absoluto e, de súbito, tereis revelações. A intuição é isso: uma centelha, uma luz projetada, um saber que se capta do interior sem se dar conta de onde e de como ele chegou; mas sente-se uma certeza absoluta de que é assim e não de outra forma. As verdades, os conhecimentos, que recebemos através da intuição não falham, não são passíveis de erro.

Assim, a intuição é superior ao intelecto; ela tem, se quiserdes, a mesma precisão rápida e infalível que um computador em relação ao cérebro. Claro que o cérebro é superior: foi ele que construiu o computador, que lhe confiou os dados necessários, é ele que inicia e controla o seu funcionamento, e a resposta da máquina será sempre à medida da inteligência humana que lhe forneceu os dados; e como esta inteligência é limitada, a resposta será também limitada. Mas quando se trata de fazer rapidamente um cálculo ou uma operação muito complexa, o computador dá-vos a resposta certa em alguns segundos, ao passo que o cérebro teria necessitado de várias horas ou vários dias para chegar à solução.

Eu utilizei este exemplo do computador unicamente como uma imagem para vos mostrar que a intuição também vos dá a resposta num segundo, sem que vós saibais sequer porquê, como e por que meio as entidades celestes que vos responderam quiseram fazê-lo. É como se existisse em vós um ser cujo olhar é capaz de penetrar a realidade das coisas e de vos comunicar o que apreende, tomando em consideração não somente os elementos do plano físico, mas todos os elementos invisíveis e sutis que escapam à compreensão humana. Assim, a intuição é uma revelação de uma ordem superior ao intelecto; só podemos elevar-nos até esta região através da meditação, de um trabalho assíduo e da oração. Quando tiverdes conseguido introduzir em vós a ordem e a paz, todo o Céu virá refletir-se na superfície límpida da vossa consciência.

Os humanos recebem nas escolas uma instrução que os leva a contar muito mais com o intelecto que com a intuição. Isto está bem, só que serão necessários ao intelecto milhares de anos para ver, tocar e compreender a realidade do mundo divino ou a existência das entidades invisíveis. Ao passo que os espíritos intuitivos, os seres que trabalham segundo os métodos dos Iniciados, esses não têm necessidade de refletir e de tatear durante séculos para apreender, sentir e tocar a realidade.

É bom ter uma prática quotidiana deste mundo da intuição. Porisso, quando tiverdes um problema importante para resolver, procurai um sítio calmo e concentrai-vos... Tentai elevar-vos muito alto através do pensamento e, quando sentirdes que conseguistes atingir um certo ponto, colocai a questão que vos preocupa e esperai calmamente: haverá sempre uma resposta. Segundo o vosso grau de desenvolvimento, segundo o vosso trabalho, essa resposta chegará até vós de uma forma mais clara ou menos clara; talvez não passe de uma sensação vaga, difícil de interpretar, mas isso já será um indício. Então, não desistais, recomeçai a ligar-vos ao mundo da luz, voltai a colocar a questão: algum tempo depois sentireis em vós algo claro, uma certeza, e nesse momento já não restarão dúvidas, sabereis como devereis agir. Quanto mais desenvolvido o homem é, mais clara e precisa é a resposta que ele recebe.

Certas pessoas têm dons de clarividência, vêem formas, cores, entidades, mas esse ainda não é o grau de investigação mais elevado. O mais alto grau consiste em captar, em compreender as coisas pela intuição, sem ver nenhuma forma, nenhuma luz, nada. Sabe-se com uma certeza imediata e absoluta. Quantas pessoas vêem formas e cores que não conseguem interpretar corretamente! Então, para que lhes serve essa clarividência? A intuição, essa, é a fusão da inteligência com a sensibilidade, ela dá-nos o conhecimento completo, e neste sentido é superior à clarividência, pois a clarividência mais não é que ver o lado objetivo do plano astral ou mental: vós vedes e ficais aterrorizados ou maravilhados, experimentais sentimentos, mas sem ter o conhecimento nem a compreensão.

Um verdadeiro espiritualista nem sequer se ocupa daquilo que ele vê no plano astral, não trabalha para isso, está além disso, quer uma resposta superior. Quando recebe essa resposta da intuição, então sim, pode regressar às regiões da clarividência ou da clariaudiência. Mas primeiro deve visar o objetivo mais elevado, senão, essas visões, essas imagens flutuantes, prender-se-ão a ele, detê-lo-ão e impedi-lo-ão de ir mais longe, pois trata-se de um mundo extremamente confuso e de muitas misturas. Encontram-se nele imagens tão terríveis que já não se consegue atravessá-lo tranqüilamente para ir mais longe, mais alto, é-se obrigado a parar no caminho, fica-se quase bloqueado na sua evolução. Porisso, enquanto não se tem o poder de ficar ao abrigo desses perigos, é preferível atravessar rapidamente essas regiões de olhos fechados e começar a trabalhar para estimular a intuição.

Existem numerosos métodos para se desenvolver a intuição: pode-se praticar exercícios de concentração, de visualização, de contemplação. Podeis também concentrar-vos sobre o vosso Eu superior e imaginar que Ele vos comunica tudo o que vê, tudo o que sabe. Mas, mais uma vez, o meio mais eficaz, o menos perigoso, é trabalhar para obter o desinteresse e a pureza. Tentai nunca querer tirar partido das situações, nunca agir por interesse; só nessa condição é que tudo o que vos impede de ver claro desaparecerá e vós podereis conhecer as coisas e os seres na sua realidade.

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quinta-feira, outubro 18, 2007

 

Visão Limitada do Intelecto e Visão Infinita da Intuição

Fonte: Omraam Mikhaël Aïvanhov, Acerca do Invisível, Edições Prosveta, Lisboa, 1988.

A maior parte dos humanos rejeita todos os estados que os reaproximariam do mundo divino, considerando-os como anormais ou mesmo perigosos; querem confiar somente no intelecto. "Isto, sim, é sensato, tem-se a cabeça sobre os ombros".

Quando um professor vos dá explicações, serve-se de esquemas, de gráficos, graças aos quais o seguis passo-a-passo sem risco de vos perderdes. Contudo, não serão esses gráficos, esses esquemas, esses argumentos tão bem ordenados, tão claros, que impedirão esse mesmo professor de perder a cabeça noutras circunstâncias. Pois, se é um fato que os intelectuais dão provas de prudência, de disciplina, de objetividade, quando se trata dos seus trabalhos, uma vez afastados desses trabalhos, acham normal viverem na subjetividade e até entregarem-se à desordem e à agitação das paixões. Pois bem, nessa altura talvez fosse melhor desconfiarem e fazerem intervir um pouco mais o intelecto. Mas não, eles preferem desconfiar das sensações celestes, divinas, harmoniosas, das sensações que não perturbam, que não introduzem nenhum elemento nocivo no interior do ser. Que mentalidade esquisita!

Se estudarmos as estatísticas, veremos que é entre os intelectuais que se encontra o maior número de desequilibrados e de doentes mentais. O intelecto não protege os seres das perturbações psíquicas, pelo contrário. A vida não consiste exclusivamente em fazer observações, medições e cálculos, os homens não são máquinas e, para enfrentar as dificuldades e os choques da existência, para não se deixar levar e se destruir pelas paixões, para se descobrir a verdadeira realidade das coisas, o intelecto não é suficiente.

Como alguns daqueles que se dizem espiritualistas e místicos são, na realidade, pessoas bizarras, desequilibradas e fanáticas, os intelectuais tiraram conclusões apressadas sobre todos os espiritualistas e místicos. Mas isso não é honesto. Os verdadeiros místicos são seres sensatos: as suas maneiras, os seus gostos, os seus olhares, as suas palavras, os seus pensamentos, tudo está ordenado, tudo é harmonioso. Por que se há-de imaginar que o mundo do espírito, o mundo divino, só leva os seres a perder a cabeça, a imaginar que vêem o Senhor e falam com Ele, ou então que são o Cristo, a Virgem Maria, Joana D'Arc, etc.? Muitos, para escapar a essas elucubrações, preferiram tornar-se intelectuais empedernidos. Evidentemente, quem se lançar na vida espiritual sem guia, sem diretrizes, poderá ficar desequilibrado; foi o que aconteceu com muitos e, porisso, até certo ponto é compreensível que, perante tais exemplos, certas pessoas desconfiem do misticismo. Contudo, dar a preponderância ao intelecto também não é a solução.

O intelecto é uma faculdade que se desenvolveu no homem depois do coração, do sentimento. Permitindo-lhe observar, raciocinar, compreender, ela dá-lhe imensas possibilidades para trabalhar e para se desenvolver. De uma certa forma, pode dizer-se que o intelecto é uma faculdade ligada aos olhos: ver as coisas já é compreendê-las um pouco. Quantas vezes não sucede que, para dizer "Compreendo", se diz "Estou vendo"? A Natureza trabalhou milhões de anos no desenvolvimento do intelecto, mas não é ele que está destinado a ter a última palavra: a Natureza previu desenvolver no homem faculdades ainda muito superiores. O intelecto é limitado; para julgar, para tirar conclusões, ele baseia-se na aparência das coisas e na visão parcial que delas tem.

Falta, pois, ao intelecto o conhecimento sintético, e ele também não pode possuir um conhecimento do que é interior. Porisso ele não permite ao homem pronunciar-se corretamente sobre os seres e as situações, e isso origina inúmeros erros e mal-entendidos. Claro que, acumulando durante muito tempo um grande número de elementos, pode-se vir a ter uma visão razoável da totalidade, mas quanto tempo levará isso? E existirão sempre elementos sutis imponderáveis, que o intelecto não poderá apreender. Quando encontrais alguém, não podeis conhecer de imediato todos os seus defeitos, todas as suas qualidades e virtudes. Para isso é preciso contactardes com essa pessoa durante muito tempo. A única forma de conhecer instantaneamente um ser na sua totalidade é através da intuição, que é uma manifestação do espírito. A intuição não necessita de nenhum elemento para julgar: ela penetra instantaneamente no coração dos seres e das coisas e pronuncia-se de imediato sem nunca se enganar. Para ela nada fica escondido, só ela pode conhecer a realidade na sua totalidade.

Se a Inteligência Cósmica deu o intelecto aos humanos foi, evidentemente, para estes se servirem dele; infelizmente, eles fazem-no privando-se de outras possibilidades de exploração e de conhecimento mais sutis. Como são incapazes de utilizar as suas faculdades psíquicas para penetrar na anatomia e na fisiologia do corpo físico, são obrigados a dissecá-lo. Vós direis: "Como? Poder-se-ia conhecer a anatomia e a fisiologia de um homem ou de um animal sem o dissecar?" Sim. Com efeito, construiu-se toda a espécie de aparelhos aperfeiçoados para se ver o interior do corpo físico... Mas todos os aparelhos que o homem construiu mais não são que a correspondência, no plano físico, de aparelhos psíquicos ou espirituais que já existem nele, e se é obrigado a construí-los no exterior, é porque não sabe descobrir e fazer funcionar os que estão dentro de si. É por não terem desenvolvido a capacidade de conhecer a matéria através das suas faculdades intuitivas, que os "cientistas" são obrigados a dilacerá-la. Exatamente como as crianças que desfazem um brinquedo em pedaços para saber o que está lá dentro. E, assim, a ciência, que tanto se orgulha das suas descobertas, na realidade permanece numa fase de mentalidade infantil.

Só poder utilizar os cinco sentidos, dos quais o intelecto é o representante privilegiado, limita imensamente os humanos. Para conhecer o Universo, o Sol, os planetas ou mesmo o centro da Terra e as profundezas dos oceanos, eles precisam construir toda a espécie de engenhos, e enquanto esses engenhos não estiverem devidamente aperfeiçoados, escapar-lhes-ão inúmeros conhecimentos... E, mesmo que conseguissem aperfeiçoá-los, dado que para atingir certas regiões afastadas do espaço seriam necessários muitos mais anos que aqueles que a vida de um homem normalmente comporta, eis aí uma outra impossibilidade. Ao passo que, com os sentidos do mundo espiritual, pode-se penetrar instantaneamente em qualquer ponto do espaço e conhecer tudo.

O homem deve, pois, tornar-se cada vez mais consciente de que tem à sua disposição instrumentos muito superiores ao intelecto e aprender, no futuro, a pôr este um pouco de lado, e encará-lo somente como um instrumento de trabalho para o estudo e a exploração da matéria. Também na nossa vida quotidiana não é o intelecto que pode melhor guiar-nos: ele induzir-nos-á sempre em erro, não apenas porque tem uma percepção apenas parcial da realidade, mas principalmente porque no fundo de tudo o que ele empreende existe um certo propósito escondido, um interesse, um objetivo egoísta que acabará sempre por produzir aborrecimentos. O intelecto não foi feito para a generosidade, para a abnegação, para a renúncia, não foi criado para isso; ele só sabe dar a volta às situações em seu proveito. Se um dia ele se permite fazer um sacrifício, um gesto generoso, na manhã seguinte lamenta-o, acha que foi uma pena, que foi bastante idiota em escutar os conselhos do coração ou da alma.

Como é que se realizará a fraternidade entre todos os homens, como é que a Terra formará uma só família, como é que o mundo inteiro viverá em felicidade e em paz, se o intelecto não é capaz de conceber e de realizar? Ele não pode ir suficientemente alto para descobrir os verdadeiros meios, os verdadeiros remédios, as verdadeiras soluções. Aquilo que ele imagina, aquilo que ele propõe a partir da sua visão incompleta e egocêntrica das coisas é sempre algo defeituoso e só pode provocar mal-entendidos. É por isso que nunca nada está totalmente regularizado, que surgem sempre novos problemas. O intelecto nunca será um instrumento perfeito porque as regiões onde ele trabalha - as dos pensamentos e dos sentimentos comuns, vulgares - estão envoltas em poeiras e em brumas. Não lhe foi dada a visão clara das coisas, e se se confiar absolutamente nele, sem procurar mais alto outros instrumentos, outras faculdades que Deus nos deu também, nunca se encontrará as melhores soluções.

Está a chegar o momento de não mais vos deixardes fascinar pelas explorações do intelecto e de admitir a existência, em vós, de corpos espirituais, de estudar as suas diferentes possibilidades e de trabalhar finalmente para desenvolver a intuição, quer dizer, a inteligência superior do plano causal, que não tem agora qualquer propósito egocêntrico, mas, sim, sempre um fim heliocêntrico, teocêntrico. Nessa altura, em vez de fazerdes tudo em vosso proveito, começareis a colocar-vos ao serviço de Deus. Não é que Deus necessite do que quer que seja de você: Ele é tão rico e poderoso que não necessita de que se trabalhe para Ele. É por nós mesmos que esse trabalho nos é pedido, porque nos faz mudar de ponto de vista, de orientação, e somos nós mesmos que nos beneficiaremos, é em nós que haverá melhoras. Quando todas as energias convergem em direção a um outro centro, que não nós próprios, todos os processos, todas as funções e todas as vibrações mudam, e, em vez de permanecermos sem brilho, tornamo-nos luminosos, radiosos.

Evidentemente, não há que suprimir a atividade do intelecto. Deus quis que o ser humano desenvolvesse todas as possibilidades do cérebro; foi porisso que Ele o fez descer à matéria para a explorar. E nesta involução, os cinco sentidos ganharam tal importância que os homens perderam a noção do Céu, já não se comunicam com as entidades luminosas, já não pensam nelas, já nem sequer sentem a sua presença. Mas esta descida à matéria constituirá, contudo, uma aquisição extraordinária para a humanidade, pois os projetos do Eterno consistem em aperfeiçoar a criatura humana e, levando-a a passar através da matéria, através dos abismos, através da doença e da morte, fazê-la retornar em direção à vida, à ressureição, à luz, à liberdade absoluta, a fim de que ela conheça o seu Criador. Esta ascenção já começou, as correntes do Céu tornam-se mais poderosas e irá reencarnar um número cada vez maior de almas luminosas - filósofos, artistas, cientistas - que terão uma nova linguagem, que criarão novas obras, que proclamarão novos valores, que trarão uma nova visão do mundo, de forma a que sobre toda a Terra uma nova cultura venha a instalar-se, uma cultura que estabelecerá o Reino de Deus e a sua Justiça. Mas, para que isso aconteça, há que aprender a trabalhar com esses aparelhos muito mais aperfeiçoados, que são os órgãos dos corpos causal, búdico e átmico; numa palavra, trabalhar com o espírito, pois só ele poderá contemplar e apreender as realidades do mundo divino.

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